sábado, dezembro 30, 2006

"Aborta e ficas com o teu problema resolvido"

Li recentemente a este propósito a opinião de um autor que é assumidamente de esquerda e que afirma não compreender como pode alguém com essas convicções políticas, tradicionalmente defensoras da liberdade e dos direitos humanos, não ser contra o aborto. Catalogações à parte, portanto, há, porém, alguns aspectos que, a meu ver, não se pode deixar de referir a este propósito.
Em primeiro lugar, que a vida humana é um dom de Deus e um direito inalienável de qualquer ser humano. Esse direito não depende da vontade de cada qual, nem da apreciação que possamos fazer das situações concretas em que é gerado cada novo ser humano. O caminho que pode parecer mais simples (pelo menos para quem com ele pactua) não é, nesta como noutras situações, o melhor: o aborto não é solução para o que quer que seja, porque é SEMPRE um mal com que se pretende remediar outro mal (ou algo que parece sê-lo). A melhor solução que, sendo bastante exigente, é particularmente difícil de pôr em prática nos tempos que correm, em que há muito quem tenda a satisfazer sobretudo as suas necessidades e conveniências pessoais e se perdeu muito do respeito que a vida merece. Seria «atacar» as raízes do problema, apoiando por todos os meios ao nosso alcance as mulheres que se encontram em situações de angústia e desespero e às quais a nossa sociedadese limita demasiadas vezes a dar o conselho: «Aborta e ficas com o teuproblema resolvido».
Que o digam os milhares de mulheres que, todos os anos, são «empurradas» para este flagelo e que não conseguem conviver com a ideia do aborto que foram levadas a praticar. (A este propósito, são deveras elucidativos os depoimentos chocantes divulgados recentemente pela Associación de Víctimas del Aborto, em Espanha, um país onde o aborto atingirá proporções assustadoras).
E se é certo que é necessário combater o aborto clandestino e que não é solução condenar apenas as mulheres que o fazem, também é certo que as estatísticas que se conhecem indicam que a descriminalização não diminui nem o número de abortos, nem o sofrimento das mulheres que são levadas a praticá-los. Muito pelo contrário.
Em contrapartida, há meios legítimos de planeamento familiar, casais que querem adoptar, instituições de acolhimento e de apoio às mães que, apesar das dificuldades, querem, ainda assim, trazer os seus filhos ao mundo. E será decerto muito mais eficaz deitarmos mãos à obra da prevenção, apoiando as mulheres e as famílias, do que «sacudirmos a água do capote» e fornecermos apenas os meios «clinicamente correctos» (mas sempre muito pouco humanos) para abortar.
Acredito que qualquer ser humano tem uma missão neste mundo e que não nos cabe a nós, os que já cá estamos e tivemos a sorte de ser desejados, decidir se alguém deve ou não nascer com base nas nossas «previsões» do seu futuro.
  • Quantas crianças nascidas em meios carenciados não singraram bem na vida?
  • Quantos deficientes não foram oportunidade de aperfeiçoamento para os que com eles privaram?
  • Quantos meninos nascidos em berço de ouro, com tudo para serem felizes, não acabaram as suas vidas em becos sem saída, obesos que estavam de bens materiais, mas vazios de amor e propósitos para a sua existência?
  • Quem somos nós para decidir quais devem viver?

O futuro de cada um de nós depende de todos. A vida dos outros também é da nossa responsabilidade. A Deus cabe o dom da vida. A nós cabe-nos preservá-la desde a concepção (porque, em termos humanos, não existem, para mim, «amontoados de células»), apoiá-la, alimentá-la e enriquecê-la com base nos valores perenes que, de acordo com o projecto de Deus para a humanidade, fazem a felicidade do ser humano.

Tenho a sorte de ser mãe de quatro filhos, um dos quais deficiente mental, e de estar ciente de que as dificuldades que sempre implica o papel de mãe são, na medida em que me esforce por superá-las, bem como às minhas limitações, uma óptima oportunidade para me ir tornando um pouco melhor e contribuir para fazer mais felizes aqueles que me rodeiam.

Maria João Favila Vieira Carmona

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Incentivos à maternidade

O governo alemão que se debatia com uma baixíssima taxa de natalidade resolve, para inverter esta tendência, criar uma verdadeira política de promoção da maternidade a iniciar-se em 1 de Janeiro de 2007. A licença de maternidade pode chegar aos 14 meses com 2/3 do ordenado bruto para o progenitor.
Fantástico!
E em Portugal?
Bem em Portugal fecha-se maternidades para abrir clínicas de aborto. Referenda-se a Vida como se isto fosse aceitável.
Que tristeza!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Carta Aberta a quem vai votar Sim

Foi votada, na AR, a pergunta a colocar aos portugueses no próximo referendo ao aborto. A pergunta é: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

Existem, certamente, muitas pessoas que vão votar "Não" porque são insensíveis aos problemas sociais e humanos do aborto clandestino, tal como existem muitas pessoas que vão votar "Sim" porque são insensíveis ao direito à vida do feto. Não é a nenhuma dessas pessoas que esta carta se dirige porque essas pessoas não têm consciência moral a que se possa fazer apelo.

Esta carta é dirigida a todas aquelas pessoas que, repudiando a liberalização do aborto, estão a pensar votar "Sim" no referendo por razões humanitárias: aborto clandestino, situações dramáticas diversas. Pessoas sensíveis aos problemas dos outros e, portanto, de espírito suficientemente disponível para procurar soluções.

Se é o seu caso, perca alguns minutos do seu tempo a pensar comigo.

Vejamos os argumentos do Sim:

O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático.
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-lo sem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimato se forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medo que leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?

A nossa lei é a mais restritiva da Europa.
É mentira
. É uma mentira descarada e desonesta. Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto. A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual.
Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
  • A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas, a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos: à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque, eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade. Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem, precisamente, de fazer abortos.
  • Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras. Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol - a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar. A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto, a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?... Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem fora do quadro legal deles...

O que se pretende é despenalizar e não liberalizar.
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica, pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada. É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido. Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar. Tudo o resto são jogos de palavras.

Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos.
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinos para poder afirmar isso com segurança. Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinos a menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis... até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses. Convençamo-nos: vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer .

5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve.
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.

Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele. Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.

Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupam com o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices. Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires" que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhos e só serve para desviar o assunto do essencial: liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção, uma forma de controlo de natalidade.

Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto, a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres. Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilas e questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último plano da agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem: aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.

Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino. Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospital ou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizado legalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar) terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer. Qual é o problema?

Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível. Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim". O "Sim" acaba com a discussão.

O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente, o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas. O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades. O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.

O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas. É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto. É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.

Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém, nem a evitar problemas a ninguém, nem a salvar a vida de ninguém. Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".

Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulheres para a prisão nem a condenar ninguém à morte. Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.

Vote em consciência. Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.

Maria Clara Assunção

O que dizem os médicos!

O director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, e presidente do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos, Luís Graça, admite ao CM que os hospitais não têm meios nem devem funcionar para fazer abortos por opção da mulher.
Os hospitais públicos não têm vocação para fazer interrupções de gravidezes. Existem para tratar os doentes. Além disso, não temos meios nem recursos para poder acorrer a esses casos e também não vou deixar de operar uma mulher com um tumor nos ovários para dar prioridade a outra mulher que não está doente, mas que quer abortar e não pode entrar em lista de espera.”
Aquele responsável diz não retirar o direito da mulher em abortar:

A mulher pode ter esse direito, mas terá de suportar os custos, tal como já o faz no privado. Não devem ser os contribuintes a pagar.”

terça-feira, dezembro 26, 2006

Bispo católico é candidato a presidente no Paraguai

Fernando Lugo, bispo emérito da Diocese de S. Pedro, renunciou ao seu estado clerical para candidatar-se às presidenciais de 2008. “Pediram-me que lidere um projecto e hoje, 25 de Dezembro, tomo oficialmente a decisão de me colocar ao serviço do povo do Paraguai através da política”, afirmou.
O até agora Bispo com trabalho reconhecido no centro do país a favor da população, anunciou a sua decisão numa mensagem aos cidadãos lida em casa dos seus pais, em Encarnação. O prelado prescinde do seu estado clerical para se dedicar à causa pública
“A decisão não foi fácil, mas não posso negar que é satisfatória”, disse Lugo vai liderar o projecto que pretende derrotar o Partido Colorado, no poder desde 1947
O Vaticano não apoiou esta decisão e tinha mesmo ameaçado punir Lugo com a suspensão de todas as suas actividades religiosas como bispo.
Fonte: Ecclesia

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Mensagens de Natal dos Bispos Portugueses

• O Natal como a grande Festa da Vida (Algarve)
• A vivência do Natal é um hino à Vida (Lamego)
• Natal é a realização de uma Promessa (Porto)
• O Natal é hora de Deus e dom da vida (Aveiro)
• Natal, festa da vida (Beja)
• «Ele está no meio de nós» (Angra)
• «O Presépio, lição de vida, de amor e de paz» (Guarda)
• Natal é solidariedade (Viana)
• Em louvor da Vida (Coimbra)
• O Natal é solidariedade (Braga)
• Que prenda para Jesus? (Setúbal)
• «Vim para que tenham vida» (Portalegre-Castelo Branco)
• “Natal” significa nascimento (Ordinariato Castrense)
• Um novo humanismo (Vila Real)
• Saborear o valor e o sentido da vida (Viseu)
• Feliz Natal! (Santarém)
A Jessy deixou um comentário interessante. Desculpa por citá-lo aqui, mas acho que deve estar um pouco mais visível:

O que vai ser referendado é pura e simplesmente se uma mulher tem o "direito" de matar uma vida...A Lei actual, em meu entender é justa, abrange as situações dramáticas. Há vários meios a disposição da mulher para não engravidar, até a "pílula do dia seguinte", só fica grávida, nesta altura do campeonato, quem quer ou não tá nem aí... porque, com o dinheiro dos meus impostos, e do de todos os portugueses, fecham-se maternidades e vão se abrir sítios para matar????? Porque????
Pondo a religião de lado e olhando para a ética, onde está a justiça??em promover a morte??
Para mim é isto que está em causa.
Porque não lutamos para que este país dê condições as famílias para educarem e terem os seus filhos?
Porque não nos mobilizamos para isso? Promover a natalidade, dar condições as famílias???
Aborto, não obrigado, é a cultura da morte, do descartável. Nós não somos descartáveis...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

O ABORTO: uma questão religiosa ou uma questão civilizacional?

VEJAMOS COMO SE PROCESSA O DESENVOLVIMENTO HUMANO:
Cada um dos gametas (espermatozoide e óvulo) têm 23 cromossomas.
No momento da fecundação, a junção destes dois gametas forma o zigoto, com 46 cromossomas, que contêm todo o código genético, original e irrepetível da pessoa humana.
Cerca de 30 horas depois da fertilização o zigoto divide-se em dois blastómeros, que continuam a divir-se de 20 em 20 horas até atingir 64 células (mórula) que se transforma em blástula (as 64 células formando uma esfera oca cheia de líquido) que nidifica no útero.
Inicia-se nessa altura a fase embriónica que dura até à 8ª semana da gravidez, durante a qual se dá a neurogénese a organogénese e a miogénese. Por volta da 6ª semana já há actividade cerebral, o coração já bate, o embrião já é capaz de movimentos e forma-se os olhos.
A partir da 8ª semana começa a fase fetal durante a qual a pessoa se vai desenvolvendo até ao momento do nascimento 38 semanas depois das fecundação.

Não concordando com o aborto, pergunto porquê a escolha das 10 semanas em vez das 8 semanas?

Para acompanhar o desenvolvimento humano aqui: The Visible Embryo e o filme da National Geographic: In The Womb.


O que podemos dizer é que qualquer limite é relativo, como foi dito: no tempo dos romanos o infanticídio era legítimo. Porém, quero acreditar que a humanidade caminha para um desenvolvimento civilizacional cada vez maior. Todos sabemos o desenvolvimento dos direitos humanos e o seu constante alargamento. Então, porque é que não se alarga a proteção jurídica ao ser humano desde a sua geração, porque o seu código genético está completo.


Por outro lado o ser humano nunca está completamente formato, cada dia da sua vida tráz novos acrescentos à sua pessoa.
E, mais uma vez digo, esta não é uma questão religiosa, mas sim uma questão civilizacional.


Já agora, em vez de o estado apostar criar condições para abortar livremente, porque não apostar em criar condições para que as mulheres não precisem de abortar?
Eu não quero que uma mulher vá para a prisão por fazer um aborto, mas também não quero que um feto, que se tornará numa pessoa, seja morto apenas porque não é conveniente.

A vivência do Natal é um hino à Vida

Celebramos o nascimento de Jesus, que recria a nova humanidade, redimida pela magnanimidade de Deus, comunicando-lhe, neste mistério da Incarnação, a Sua própria Vida.

A vivência do Natal é um hino à Vida.


Que o seja de um modo decidido e generoso, o Natal de 2006, optando, por um lado, sem ambiguidades pela vida humana e defendendo-a de forma inequívoca desde a concepção até à morte; e procurando, por outro, tornar mais humano o viver de todos, eliminando injustas assimetrias e discriminações, com gestos de solidariedade, de tolerância e de perdão.
São estes os votos que formulo, desejando a todos os diocesanos santas festas de Natal.
D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo de Lamego

quarta-feira, dezembro 20, 2006

A legalização do Aborto terá efeitos retroactivos? Que pena...

"Tal como no referendo anterior, a sociedade portuguesa mobiliza-se para discutir a questão do aborto, rotulada de interrupção voluntária da gravidez para que, creio, todos percebam melhor. Uns, os que já nasceram, não têm problemas em ser a favor do «sim», a favor de uma lei que sabem nunca os atingir. Os outros, os do «não», onde me incluo, não querem para os outros o que não querem para eles. Ou seja, se eu tive direito à vida… todos os outros devem ter o mesmo direito.

A tudo isto acresce que defender o «sim» é a mais pura e paradigmática forma de cobardia. Ou seja, se a sociedade não consegue dar condições de vida (aos pais, mas sobretudo às mães), então mate-se quem não tem direito de defesa.
Noutro patamar, seria mais ou menos como a sociedade não ter capacidade para combater o roubo de carros e, para resolver a questão, decidisse legalizar essa actividade, descriminalizando os autores.

Eu sei que, para muitos socialistas, sociais-democratas, comunistas e afins é mais fácil dizer a uma mãe que pode e deve abortar do que lhe dar condições de dignidade que lhe permitam criar o filho. Para mim isso é cobardia e aceitação da falência de uma sociedade solidária e digna.
Por isso: Aborto? Não, Obrigado!
(Se calhar, já que a legalização do aborto não tem efeitos retroactivos – é pena! -, a melhor forma de nos vermos livres de futuros políticos medíocres como os que agora proliferam por aí seria votar «sim». Mesmo assim… voto «Não»).
Fonte: Orlando Castro in Alto Hama:

Aborto: cirurgia prioritária?!!!

Palavra de Correia de Campos:
A interrupção voluntária da gravidez (IVG) passou a integrar a lista de cirurgias prioritárias, de forma a que seja concretizada no espaço de duas semanas, depois do pedido ser formalizado, tal como está previsto na lei. Se não for possível o hospital realizar a intervenção nesse prazo, a mulher deverá ser encaminhada para o sector privado. A novidade está na inclusão do aborto na lista de cirurgias prioritárias e urgentes, como acontece com os portadores de doenças graves.Resposta tem de ser dada em duas semanas e privados farão as intervenções que hospitais não puderem.
Vai uma aposta sobre quantas intervenções é que vão "sobrar" para os privados?

Aborto impede 7 mil nascimentos de meninas por dia na Índia

Sete mil bebés meninas deixam de nascer por dia na Índia por causa de abortos selectivos depois de exames para determinar o sexo do feto, afirmaram hoje estimativas do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância.

DIGA SIM À VIDA

VISITE este interessante blog: http://digasimvida.blogspot.com/

terça-feira, dezembro 19, 2006

Cristo é a medida de todos os tempos.

A maior tarefa de cada sacerdote
em cada tempo,
é encontrar, dia após dia, o seu “hoje”sacerdotal no “hoje” de que fala a Carta aos Hebreus.

Este “hoje” de Cristo está presente em
toda a história – no passado e no futuro do mundo,
de cada homem e de cada sacerdote.

«Jesus Cristo é sempre o mesmo,
Ontem e hoje e para toda a eternidade». (Hb 13,8)

Portanto,se o nosso “hoje” humano e sacerdotal
estiver inserido no hoje de Jesus Cristo,
não existe o perigo de vir a ser de “ontem”, isto é, ultrapassados…

João Paulo II, Dom e Mistério

PORQUE...

Porque não me conformo com um simples telefonema...
Porque não consigo deixar de pensar que por mais que diga... tudo é pouco...
Porque a vida se constrói com simples gestos...
Porque esses simples gestos são sempre de pessoas importantes...
Porque essas pessoas ficam para sempre...
Porque essas pessoas nos conquistam com o que são e como são...
Porque com elas aprendemos a viver melhor...
Porque todos esses porquês fazem parte de uma missão...
Porque todos nós fazemos parte da sua missão...

Sou como um vaso vazio…

Olha, Senhor,
sou como um vaso vazio.
Enche-o.
Sou fraco na fé.
Fortalece-a.
Sou frio no amor.
Permite que meu coração queime.
Deixa que meu amor jorre
sobre o meu próximo.
Não tenho uma fé firme e forte.
Às vezes duvido
e não consigo confiar completamente em Ti.
Senhor, ajuda-me.
Aumenta a minha fé,
Permite que eu confie em Ti.
Sou pobre, Tu és rico.
No entanto,
Tu vieste para ter compaixão dos pobres.
Eu sou um pecador,
Tu és justo.
Sofro por causa do pecado.
Em Ti está toda a justiça.
Fico contigo,
Pois de Ti posso recebere não preciso de dar.
Martinho Lutero (1483-1546)

domingo, dezembro 17, 2006

Jovens portugueses fumam menos e usam mais o preservativo

Os adolescentes portugueses adquiriram nos últimos anos hábitos mais saudáveis, sendo em menor número os que fumam e mais aqueles que usam preservativo, embora os hábitos alimentares tenham piorado.
Veja mais aqui

Aborto dispara em Espanha

UMA em cada sete mulheres grávidas em Espanha recorreu ao aborto.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde espanhol, revelam que foram registadas mais de 77 mil intervenções abortivas (correspondentes a 15,6% do total de gravidezes). O número de interrupções da gravidez está a crescer a um ritmo quatro vezes superior ao dos nascimentos (pouco mais de 417 mil).


A taxa de abortos aumentou 55,6% contra apenas 12,9% da taxa de natalidade. A esmagadora maioria das mulheres que recorrem ao aborto (97%) justificam a sua decisão no «risco para a saúde psíquica da mãe».
SERÁ ISTO QUE QUEREMOS PARA PORTUGAL?

Nobel da Paz: Aborto é um erro

Wangari Maathai, ministra do Ambiente do Quénia e Nobel da Paz, considerou a prática do aborto um erro, numa entrevista ao jornal norueguês Dagen, no passado dia 7 de Dezembro de 2004.

“Tento evitar condenar a vítima”, disse, referindo-se à mulher grávida que procura o aborto. Ela considera que mãe e filho(a) são vítimas. “Não há razão para não dar a alguém que foi concebido a oportunidade de nascer e de viver uma vida feliz. O facto de uma vida terminar desta maneira, é um erro”, disse Maathai.
“Quando permitimos o aborto, estamos a castigar as mulheres – que abortam os seus filhos porque os homens as abandonam – e estamos a castigar as crianças, pondo fim às suas vidas. Isso acontece porque não queremos pôr os homens onde eles devem estar: a assumir responsabilidades”.

Maioria de britânicos quer uma defesa mais forte do não nascido

A maioria de britânicos opina que há muitos abortos no seu país e que este procedimento é uma possibilidade que se facilitou excessivamente, por isso exige uma defesa mais forte do não nascido por parte das autoridades competentes.

Os jovens britânicos entre 18 e 24 anos são o grupo que está na sua maioria a favor de uma mudança na lei.

sábado, dezembro 16, 2006

A verdade está sempre escondida...

Factos
No meio da algazarra argumentativa e das discussões mais ou menos acesas, convém não perder de vista alguns factos, conhecidos e de fácil comprovação.
1. Não há, nas prisões portuguesas, nenhuma mulher presa por prática de aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez.
2. Nos últimos dados oficiais, não se regista nenhuma morte derivada da prática de aborto.
3. Nos países onde se liberalizou o aborto, não se registou uma diminuição do número de abortos. Pelo contrário.
Não é apenas sobre isto que se discute, mas é bom não esquecer isto quando se discute.

70% dos católicos não cumprem com a moral sexual

O teólogo, sacerdote e escritor espanhol Benjamin Forcano, afirma que 70% dos católicos não cumprem com a moral sexual.

Pergunto: o problema estará na desadequação da moral sexual com os modelos culturais vigentes?, estará no desencontro dos católicos com a moral sexual proposta pela doutrina eclesial?, está em ambos?, ou em qualquer outra coisa mais ou menos indefinida?...

O que é que falha aqui?

Fonte: http://nasacristia.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Viagem histórica ao Vaticano do Primaz ortodoxo da Grécia

Iniciou-se esta tarde, com a chegada ao aeroporto de Ciampino (Roma), a histórica viagem do Primaz ortodoxo da Grécia ao Vaticano para uma visita oficial ao Papa e à Igreja de Roma. Esta é a primeira vez que tal acontece.
O Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Christodoulos, será recebido na casa de Santa Marta e amanhã, de manhã, terá lugar o encontro com Bento XVI, no final do qual é assinada uma Declaração comum. Posteriormente, o Primaz grego estará na Basílica de São Paulo fora de muros, onde lhe serão oferecidos dois elos da cadeia do Apóstolo, que se julga ter sido utilizada na sua prisão.
O chefe da Igreja Ortodoxa da Grécia anunciara em Fevereiro que iria visitar, ainda em 2006, o Vaticano, respondendo assim a um convite do Papa. Esta viagem, que estava em suspenso há vários anos, representa um grande passo no caminho ecuménico, mas enfrenta a tradicional oposição de vários sectores ortodoxos, os mesmos que impediram um gesto semelhante durante o pontificado de João Paulo II, para retribuir a peregrinação jubilar do Papa polaco a Atenas, em 2001.
O Arcebispo grego e a sua comitiva irão em peregrinação a alguns dos lugares santos de Roma. A viagem foi aprovada pelo Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da Grécia, na sessão de 3 de Novembro de 2006, na qual se manifestou “a alegria pela realização desta visita, da qual sairão frutos positivos”.
Após a visita ao Patriarcado de Constantinopla, Bento XVI mostra querer que o diálogo entre Ocidente e Oriente prossiga ao mais alto nível.
Fonte: ecclesia
O caminho faz-se caminhado.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Papa nomeia três presidentes da CELAM?!!!

Segundo o anúncio, publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Bento XVI nomeou como presidentes da Conferência estes três cardeais:
  • Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Comissão Pontifícia para América Latina;
  • Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo de Santiago do Chile e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM);
  • Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de São Salvador da Bahia e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Santo Padre também nomeou como secretário-geral da Conferência Geral Dom Andrés Stanovnik, O.F.M. Cap., bispo de Reconquista e secretário-geral do CELAM; e como secretário adjunto Dom Odilo Scherer, bispo auxiliar de São Paulo e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O comunicado vaticano recorda que a Conferência foi convocada pelo Papa para que se realize nos dias 13 a 31 de maio de 2001, e que será inaugurada pelo próprio Papa em sua primeira visita à América Latina.

PORQUE SERÁ?

PORQUE É TÃO ESPECIAL ESTA CONFERÊNCIA EPISCOPAL?

terça-feira, dezembro 12, 2006

Mesmo com lei permissiva, aborto continua a ser um crime

Mesmo que uma lei descriminalize o aborto em Portugal, esta prática continuará a ser crime mesmo à luz do actual Código Civil.

Os portugueses vão às urnas no dia 11 de fevereiro de 2007 para dizer se concordam ou não com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.

Mas, de acordo com D. José Ortiga, "não é o facto de a lei existir que vai dizer que um aborto - que nós consideramos um crime, uma morte - vai deixar de o ser. Continuará a ser".

"o que está em questão não é termos consideração por uma mulher que decide abortar em [determinadas] situações. É olharmos também para a realidade de um ser vivo que poderia ter uma vida e deixou de a ter".


Para o arcebispo, a alternativa da Igreja em relação ao aborto passa por acarinhar a família, dar valor à vida e organizar opções para as mulheres em circunstâncias difíceis poderem optar por ter os filhos.

O arcebispo de Braga assinalou que a laicidade não pode empurrar a Igreja para a sacristia. Enfatizou que, no respeito por todos, a Igreja deve ter uma voz activa na sociedade.

Túmulo do Apóstolo Paulo descoberto em Roma - Achado poderá ser aberto, após autorização do Papa

A Santa Sé anunciou hoje estar a estudar a hipótese de abrir o sarcófago de São Paulo, descoberto na Basílica romana de São Paulo fora de muros.
Numa conferência de imprensa promovida no Vaticano, para explicar os trabalhos de extracção e análise do sarcófago, o Arcipreste da referida Basílica, Cardeal Andrea di Montezemolo, referiu que o mesmo “nunca foi aberto nem explorado”, em parte devido ao facto de ter sido revestido por um bloco de betão algures entre 1838 e 1840.
A sua exploração poderá acontecer, desde que sejam dadas as devidas autorizações por parte do Papa, satisfazendo assim a curiosidade de quantos se interrogam sobre se, no seu interior, estarão os restos mortais do Apóstolo.
Sempre existiu, até hoje, um acordo total sobre a localização do túmulo de São Paulo na Basílica romana que leva o seu nome, mas a identificação do sarcófago originário permanecia em aberto. O arqueólogo dos Museos Vaticanos, o italiano Giorgio Filippi, foi o responsável pela descoberta do sarcófago ou um “contentor de relíquias”.
Os responsáveis vaticanos asseguram que o sarcófago era considerado, já em 390, como o de São Paulo. Já no fim do século II, o presbítero romano Gaio, citado por Eusébio, assinalava a existência do “tropaion” erguido como testemunho do martírio de Paulo.
As escavações decorreram entre 2002 e 22 de Setembro de 2006, permitindo trazer à luz do dia a abside da Basílica costantiniana, englobada no transepto do edifício dos três Imperadores, Teodósio, Valentiniano II e Arcádio (que ampliaram a Basílica de Constantino).
Foi aqui, debaixo do altar papal, que se deu o achado: um sarcófago com a inscrição incompleta «Paulo apostolo mart(yri)» (Paulo Apóstolo Mártir), visível desde a base do altar e ao nível da antiga basílica, construída no século IV.
A existência de um pequeno orifício, que comunica com as relíquias do altar, permitiria a introdução de um microcâmara no sarcófago, para o seu estudo. Os trabalhos já realizados permitirão aos fiéis ver um dos lados do cenotáfio.
O Cardeal di Montezemolo lembrou, por outro lado, que Bento XVI reviu os estatutos e a denominação das quatro Basílicas Maiores Romanas, que já não se chamarão Patriarcais, mas “Papais”, dado que deixaram de estar ligadas aos Patriarcas Orientais, que eram seus titulares.
Fonte: www. ecclesia.pt

sábado, dezembro 09, 2006

D. Berzosa nos seus encontros com os jovens, não duvida em usar as novas tecnologias, como as videoconferências

O bispo acaba de publicar «Transmitir a fé em um novo século» (http://www.edesclee.com) e «Evangelizar em uma nova cultura» (http://www.sanpablo.es).

Dá-se uma percepção distorcida dos bispos, segundo o senhor?
Bispo Berzosa: Creio que sim, duplamente: por um lado, na sua figura individual e como colectivo e, por outro lado, no referente ao seu magistério. Na Espanha de hoje tende-se a medir tudo pelo político e a enquadrar-se em parâmetros sócio-políticos. Nós, os bispos, por nossa missão, temos que buscar a liberdade e a comunhão. As duas realidades que não estão na moda e que chocam com os critérios em uso. Pode-se comprovar o que acabo de expressar no perfil de bispo que se reflecte nas entrevistas e, sobretudo, na hora de valorizar o magistério episcopal que faz referência a temas que vão «contra corrente» como são os referentes à defesa do verdadeiro matrimônio, da vida em todas as suas dimensões ou dos valores nos quais deve arraigar-se uma verdadeira democracia.

Os bispos espanhóis se referiram ao fenômeno do blog para conectar com os jovens em Colônia. O senhor não gostaria de ter seu próprio blog e comunicar-se assim melhor com as pessoas jovens?
Berzosa: Não me entusiasma a idéia de forma permanente. Explico: os blogs são úteis quando realmente se conhece a personalidade daquele com quem a pessoa contata. Infelizmente, e assim estamos constatando todos os dias, por trás dos blogs há muito anonimato e muita covardia. Há uma matéria pendente: a ética dos internautas. Contudo, os blogs são úteis para actos e momentos determinados. Como assim se demonstrou. Fora daí, prefiro o contacto pessoal com os jovens, ao vivo (inclusive mediante videoconferência).
O senhor é, além de bispo, professor, teólogo, escritor, jornalista. Acredita que os seus irmãos no episcopado temem os meios de comunicação?
Bispo Berzosa: Sempre afirmei que, neste tema, há duas margens e duas dimensões. Por um lado, os jornalistas acusam a Igreja de falta de transparência informativa, que é muito reticente na hora de comparecer ante os meios, que se deseja «catequizar» através dos mesmos sem respeitar suas próprias leis de comunicação, ou que se recebem muito mal as críticas vertidas nos mesmos. Mas a Igreja, por sua vez, critica os meios por sua falta de profissionalismo e competência na hora de informar sobre o religioso, que existe propensão a exaltar o marginal e escandaloso, ou que se sentem prepotentes na hora de pedir-lhes precisão ou retificações. Tudo isto o expus com amplitude em minha obra «Evangelizar em uma nova cultura».
Que iniciativa de comunicação a Igreja poderia empreender para mostrar melhor sua imagem?
Bispo Berzosa: Na hora de responder, perdoe se me remeto a outra obra minha que acaba de vir a luz: «Transmitir a Fé em um novo século». Nela afirmo o que segue, inspirado no Pe. Babin e A. Zukowski: ante os meios de hoje é preciso levar em conta que o formato ou apresentação é tão importante como o conteúdo; e a modulação (que chega às vibrações interiores) tão decisiva como as palavras. Por tudo isso, é preciso que subir, como Paulo, aos areópagos de hoje com estas chaves: assumir os meios com normalidade, purificá-los de tudo o que signifique manipulação, simples negócio ou servidão e, neste sentido, fazer realidade a lei da encarnação: assumir para redimir. E, em definitiva, fazer realidade a lei do Caminho de Emaús: tomar-abençoar-partir e repartir. Tudo isso nos levará a reativar uma Igreja não só de comunhão, mas «extramuros e missionária».

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Ana Gomes diz que código deontológico dos médicos devia ser alterado

"Este código não está ajustado à vida moderna. Não faz sentido restrições deste género num código profissional, e questiono mesmo de será constitucional".

"É sabido que o código deontológico dos médicos e dos enfermeiros considera crime a prática de aborto, e isto tem naturalmente um impacto nos profissionais e explica uma grande má vontade em aplicar a lei como ela devia ser aplicada".

Pedro Nunes diz que o código deontológico está dentro da lei e faz todo o sentido nos dias de hoje. "Na opinião da Ordem dos Médicos não há nada de inconstitucional, obriga é os médicos a terem uma postura de defesa dos doentes. E não é por causa da eurodeputada que vamos mudar o código, nem alterar a nossa interpretação da lei», salientou Pedro Nunes.
Já não há paciência para tantos dislates. Defenda a sua posição a favor do aborto mas não tente enganar ninguém. Os médicos lá sabem porque é que não podem nem devem mudar o CÓDIGO DEONTOLÁGICO. Porque é que há sempre pessoas a querem impor a sua opinião? E dizem-se democráticos!!!
Já agora valia a pena pensar nisto.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Igreja ou igreja?



Que importa a igreja se houver Igreja?!!!

FELIZ ANO NOVO... LITURGICO.

BEM-VINDOS AO ANO C.

Poderá ser o Ano C do(a):
  • Coração,
  • Coragem,
  • Constância,
  • Caridade,
  • Certeza,
  • Clareza,
  • Comunhão,
  • Convivio,
  • Chama,
  • Colaboração,
  • Caminho,
  • Contemplação,
  • Conquista,
  • Compaixão,
  • Confraternização,
  • Companhia,
  • Cristo!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

NÃO É A VIDA QUE ESTÁ CONTRA O ABORTO, O ABORTO É QUE ESTÁ CONTRA A VIDA

sábado, dezembro 02, 2006

Bebê anencéfala completou ontem dez dias de vida

A bebê Marcela de Jesus Ferreira completou nessa quinta-feira (30/11), 10 dias de vida, na Santa Casa da cidade de Patrocínio Paulista, a 413 km de São Paulo, onde está internada.
Ela nasceu com anencefalia, doença caracterizada pela ausência parcial do cérebro. Em casos como o de Marcela, os bebês geralmente vivem poucas horas após o nascimento.
A menina nasceu no dia 20 de novembro, com 2,5 quilos e 47 centímetros. Ela tem apenas uma pequena porção do córtex (parte frontal do cérebro) e o tronco cerebral, responsável por controlar as funções mais básicas do corpo. A família está ciente de que Marcela não irá viver muito tempo, mas em nenhum momento deixou de dedicar amor à menina. Sua mãe, Cacilda, de 36 anos, faz orações pela filha no quarto reservado que a Santa Casa dedicou à família. Lá a pequena até respira sem a necessidade de aparelhos em certos momentos do dia e é amamentada pela mãe.
“Sofrer, a gente sofre, mas ela não pertence a mim, mas a Deus, e eu cuido dela aqui”, disse a mãe ao jornal O Estado de S. Paulo.
“Enquanto isso, cada segundo da vida dela é precioso pra mim”, afirmou. Cacilda e o marido, Dionisio Ferreira, de 46 anos, são agricultores. Eles afirmam que receberam a notícia da doença da filha com tranqüilidade.
“Aborto nem passou pela minha cabeça”, disse Cacilda.
“Ninguém tem o direito de tirar uma vida, principalmente de criança, que é o pior pecado, pois ela está sem defesa”, enfatizou a mãe.
Em breve Cacilda e Dionísio voltarão à modesta casa em que vivem no Sítio Palmital, de 3,5 alqueires, onde plantações de café, verduras e frutas são responsáveis pelo sustento da família.
JÁ AGORA ALGUÉM ME DIZ SE A MARCELA É PESSOA OU NÃO?
TERÁ DIREITOS?
Porque achei interessante, o comentário à pergunta acerca das comunidades Sacerdotais, tomei a liberdade de destacar o comentário do colega: Pe. Santos Almeida:

"Reparei neste tema, já que sou um visitante assiduo deste blog. Permitam-me, por isso, que felicite quem o orienta. Acho-o diferente, nais arejado, menos "beato"...
Quanto à vida dos sacerdotes em equipa, eu tive a sorte de ter feito essa experiência durante largos anos. Foi uma equioa a três. E aconteceu no alvor da vida sacerdotal. Dessa experiência, guardo boas recordações e estou grato aos colegas com quem estive. Entre nós, não houve problemas a nível do aspecto económico e sempre nos soubemos interajudar quando algum precisava. Quanto à relação de amizade, ela foi amadurecendo à medida que nos fomos conhecendo e amadureceu também a forma de encarar comportamentos ou atitudes de cada um.
Partilhamos e construimos juntos algumas experiências pastorais que julgo interessantes, sabendo acolher a mútua complementaridade.
Há dois aspectos que reputo de úteis e que ressalto:
1ª Quando um tinha um problema nalguma paróquia, como nos domingos seguintes apareciam os outros, quando o 1ª aí voltasse a situação já havia sido ultrapassada;
2ª O impacto que pode ter o facto de serem três sacerdotes em alturas consecutivas a dizer a mesma coisa, mas cada um expondo a situação com o seu modo próprio. Ajuda a esbater resistências à mudança...
Penso que o que mais falhou entre nós foi a ausência de um espaço de oração comunitária... Se tem existido, talvez ainda hoje a equipa durasse...
De qualquer maneira, apoio a vida em equipa, desde que preparada, naturalmente aceite e com um programa de acção que todos aceitem e a todos mobilize."


Abraço

COINCIDÊNCIAS?!!!

Terrorismo(s.m.) modo de impor a vontade por meio da violência
Traição… - Acto egoísta de quem pensa ter todo o poder e toda a razão…
ABORTO - Acto de profundo desprezo pela vida humana!

11 de Setembro
11 de Março
11 de Fevereiro…

Fonte: www.tocarlos.blogspot.com

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Papa incentiva minoria católica

O Papa Bento XVI deixou um forte incentivo à minoria católica na Turquia, durante a eucaristia celebrada em Éfeso.

A celebração decorre na presença de um pequenio número de fiéis, espelho da realidade minoritária dos católicos na Turquia.A enviada da Renascença Aura Miguel alude mesmo a um maior número de acompanhantes e de seguranças do Papa do que de fiéis presentes nesta celebração junto à Casa de Maria, local onde, segundo a tradição viveu e morreu a Mãe de Jesus.Bento XVI deixou o incentivo em seu nome pessoal e em nome da Igreja de Roma e da Igreja Universal. A Paz foi outra das tema´ticas abordadas na homilia do Papa.
Fonte: RR
O que pensas da visita do Papa à Turquia?

quinta-feira, novembro 30, 2006

Movimentos do «não» trazem a Lisboa pioneira da liberalização nos EUA

A campanha para o referendo já começou. Os movimentos vão organizando e as primeiras iniciativas começam a entrar na agenda. O «não» traz a Lisboa a mulher que esteve na origem da liberalização da interrupção da gravidez nos EUA e que depois passou a activista anti-aborto

Nos anos 70 Norma McCorvey iniciou uma batalha legal que levaria à consagração do aborto enquanto direito constitucionalmente protegido nos EUA. Hoje é uma activista das organizações pró-vida e são duas dessas organizações - Missão Vida e pelos Juntos pela Vida – que a trazem a Portugal, onde vai estar de domingo a quarta-feira.

O ponto alto será uma conferência na faculdade de Letras, em Lisboa, na terça-feira, precisamente o mesmo dia em que será feita a apresentação oficial da plataforma «Não obrigada», que congrega os vários movimentos e associações que se estão a mobilizar para a campanha do referendo à despenalização do aborto.

Norma McCorvey protagonizou o caso Roe v. Wade que chegou até ao Supremo Tribunal e criou jurisprudência, que nos EUA tem força de lei. Quando lhe foi permitido abortar já tinha tido o bebé, que deu para adopção. Durante anos trabalhou em clínicas de aborto, mas no final dos anos 90 passou de defensora do aborto para uma activista das organizações pró-vida.
Em 1997, fundou a «Roe No More Ministry», com a intenção de expor todas as mentiras contadas por ela própria no caso Roe v. Wade e no ano seguinte lançou a sua autobiografia, «Won By Love».
Desde então, tem-se dedicado a falar sobre a sua experiência pelo mundo fora. Participa na «Justice Foundation's Operation Outcry», uma fundação que se dedica a recolher informação sobre mulheres que fizeram um aborto, como forma de mudar a decisão em consequência do caso Roe v. Wade

quarta-feira, novembro 29, 2006

Comunidades sacerdotais: sim ou não?

A Igreja, tanto na Sagrada Escritura como no Código de Direito Canónico para não mencionar outros documentos, recomenda insistentemente que haja entre os sacerdotes “alguma forma de vida comunitária”. No entanto, nota-se cada vez mais uma grande dificuldade em assumir um tipo de vida mais de acordo com Evangelho. São muitas as razões, eis algumas:
  • A longa tradição dos padres diocesanos viverem sozinhos.
  • A falta de uma preparação adequada, no tempo de formação, em ordem à vida comunitária.
  • A nomeação dos sacerdotes raramente tem em vista a constituição de comunidades sacerdotais, que possam funcionar razoavelmente bem. Por sua vez, o modo de funcionar destas equipas nem sempre respeita a especificidade de cada um dos seus membros.
  • A partilha de bens também é uma dificuldade real encontrada por muitos padres.

Porém, estas e outras dificuldades poderiam ser ultrapassadas mediante:

  • Aprofundamento da comunhão dentro do próprio presbitério.
  • Melhor concretização dos diversos níveis de vida comunitária.
  • Motivação pessoal dos sacerdotes.
  • Fomento de uma espiritualidade comunitária.

Fonte: Ecclesia

O que pensas das Comunidades Sacerdotais?

terça-feira, novembro 28, 2006

PADRE PORTUGUÊS ACOMPANHA VISITA DO PAPA À TURQUIA

A visita de Bento XVI à Turquia é a prova de que este "não teme o diálogo". Mesmo com as manifestações nas ruas e ameaças, o papa sabe que é preciso aprofundar a relação com os cristãos ortodoxos, por um lado, e com o islão, por outro.
"O amor é mais forte do que o perigo". Bento XVI
"A Igreja respira a dois pulmões, um oriental e outro ocidental". João Paulo II
O Padre português - Hugo Santos - conta que as manifestações contra a visita do papa à Turquia não assumiram uma porporção tão grande como fazem crer as imagens televisivas que têm corrido mundo.
Fonte: DN
QUEM ESTARÁ INTERESSADO QUE A VISITA CORRA MAL?

segunda-feira, novembro 27, 2006

VEJA AS POSSIVEIS RASTEIRAS...

Projecto de LEI de 22/3/2005 (19/X/1)
(Que foi proposto pelo PS simultaneamente com uma Proposta de referendo que não a ter lugar)
Artigo 142°
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações:
a) a pedido da mulher e após uma consulta num Centro de Acolhimento Familiar, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente; - NOVO
b) (actual alínea a): Constitua o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde fisíca ou psíquica da mulher grávida;
c) caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez - ALTERADO altera a Lei actual que é assim:[b) Se mostre indicado para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde fisíca ou psíquica da mulher grávida, e seja realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez;
d) (actual alínea c);
e) (actual alínea d).
2- Nos casos das alíneas b) a e), a verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada através de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção, por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

domingo, novembro 26, 2006

dezenas de milhares manifestam-se contra Bento XVI

Dezenas de milhares de pessoas concentraram-se hoje em Istambul para protestar contra a visita do papa Bento XVI à Turquia, cujo início está previsto para a próxima terça-feira.

Cerca de 50.000 participantes, segundo testemunhas locais, responderam a um apelo feito pelo conservador Partido da Felicidade, cujos dirigentes asseguraram, por seu turno, que cerca de 100.000 pessoas estiveram na concentração.


Os promotores esperavam reunir um milhão de pessoas na Praça Caglayan, sob a divisa «este papa astucioso e ignorante não deve vir» à Turquia, mas a afluência foi inferior às suas expectativas.
«O papa não deve vir», «Istambul não é Constantinopla» e «Santa Sofia tem de voltar a ser uma mesquita», gritavam os manifestantes, alguns dos quais exibiam caricaturas de Bento XVI vestido como guerreiro cruzado e onde se podia ler: «somos contra as Cruzadas».
Uma maré de bandeiras vermelhas do Partido da Felicidade invadia a praça central onde decorria a manifestação.
A Turquia foi um dos países que criticaram com mais dureza as declarações do Bispo de Roma pronunciadas em Setembro, na universidade alemã de Ratisbona, que foram consideradas uma ofensa contra o Islão e o profeta Maomé.

Fonte: Agência lusa

sexta-feira, novembro 24, 2006

O ser humano procede de uma única célula.

Cada um de nós já foi, um dia, uma única célula, isolada, irrepetível, habitando um meio líquido… Em 9 meses, esta única célula percorre, no tempo, o que a espécie humana percorreu em 9 milhões de anos, uma vez que a espécie humana foi sempre evoluindo ao longo destes milhões de anos. O zigoto, desde a fecundação, imediatamente desde a união do espermatozóide com o óvulo, contém toda a informação genética do ser humano que vai nascer, na história actual, precisamente no hoje do desenvolvimento civilizacional.
O ser humano começa por ser tão simples (uma única célula!) que somente se vê ao microscópio. Aqui, e com estes meios técnicos, pode fazer-se a primeira apresentação do corpo do homem. Sendo um corpo humano, tem toda a dignidade de um corpo humano… Em qualquer estádio em que se considere o seu desenvolvimento, é um corpo humano, com toda a informação genética do ser humano. Mais nada do exterior vai intervir para acrescentar, melhorar ou modificar esta realidade…
Com toda a evidência científica, nunca pode dizer-se que o “respeito” devido à pessoa humana tem a ver com o “tamanho” ou a idade do seu corpo…
Quanto à animação do ser humano deve dizer-se que, no momento em que está constituída a identidade genética (concepção), está constituída a alma “potencialmente”. Quer isto dizer que a “alma” existe no ser humano desde o primeiro momento da sua identidade como corpo, embora o seu exercício vá acontecer bastante mais tarde…
Qualquer lei que tenda a interromper este processo da vida é uma lei abortiva cujo resultado é a morte de um ser humano.
Justificar o contrário :
  • é ir contra a ciência;
  • é ir contra o direito à vida, defendido na Constituição da República;
  • é reconhecer que o Estado se põe do lado do crime contra os mais frágeis da sociedade;
  • é ir contra a tendência demográfica, que pede o aumento dos nascimentos.

Apoiar esta lei:

  • é negar aos nascituros o direito de nascer;
  • é negar às pessoas com deficiências o direito de apoio e de vida social;
  • é abrir precedentes para a eliminação de todos os que não são contribuintes líquidos para uma sociedade, cada vez mais intolerante e desigual.

Ilídio Pinto Leandro, Bispo de Viseu

quinta-feira, novembro 23, 2006

Igrejas também morrem

Quais os perigos que ameaçam o futuro do movimento evangélico?

Na Inglaterra, entrei num salão de snooker sentindo náuseas. A vertigem que invadiu o meu corpo foi diferente de tudo que já sentira antes. As mesas verdes espalhadas pelo largo espaço, lembravam-me um necrotério. Eu explico porquê. Aquele salão havia sido a nave de uma igreja, que definhou através dos anos, até ser vendido. O pastor que me levou nessa insólita visita relatou que, na Inglaterra, há um grande número de igrejas que morreram lentamente. Devido aos altos custos de manutenção, só restava ao remanescente negociá-las. Os maiores compradores, segundo ele, são os muçulmanos, donos de lojas de antiguidades e, infelizmente, de bares e boites.
Ao ver o púlpito talhado em pedra com inscrições de textos bíblicos - "Pregamos a Cristo crucificado"; "O sangue de Cristo nos purifica de todo pecado" -, voltei atrás no tempo e lembrei-me de que aquela igreja, fundada durante o avivamento wesleyano, já fora um espaço de muita vitalidade espiritual. As placas de granito e mármore, ainda fixadas nas paredes, mostravam que naquele altar - agora balcão do bar -pregaram pastores e missionários ilustres.
Imaginei aquele grande espaço - hoje cheio de homens vazios - lotado de pessoas ansiosas por participarem do mover de Deus que varria toda a Inglaterra. Perguntei a mim mesmo: "o que levou essa congregação a morrer de forma tão patética?".
Hoje, grandes denominações compram estações de rádio e televisão.
Cantores evangélicos gravam e vendem muitos CD's.
Publicam-se revistas e livros.
Comercializam-se bugigangas religiosas nas várias livrarias, que também se multiplicam.
Quais os perigos que ameaçam o futuro do movimento evangélico? Alguns já se mostram de forma exuberante.
A trivialização do sagrado
Faltam temor e espanto diante de Deus O único medo é o do pastor: de que a oferta não cubra as despesas e os seus planos de expansão. A cultura evangélica este fomentando uma atitude muito displicente quanto ao sagrado. O deus que está a serviço de seu povo para lhes cumprir todos os desejos, certamente não é o Deus da exortação de Hebreus 12:28-29: "Por isso. recebendo nós um reino inabalável retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor". Se nos acostumarmos com o mistério de Deus e trivializarmos Sua presença, acabaremos colocando-O naj mesma categoria de nossas teologias e ideologias, usos, costumes e preconceitos exportados do império actual. Que osi evangélicos não se comportem como meros moços de recado do templo de César, mas como porta-vozes independentes e autênticos do Evangelho da paz, do amor e da alegria. Evangelho da sanidade, divino, porém humano.

O esvaziamento dos conteúdos
Uma das marcas mais patéticas do tempo em que vivemos é a maçadora repetição de lugares comuns nos púlpitos evangélicos. Frases de efeito são copiadas e multiplicadas nos sermões. Algumas, vazias de conteúdo, criam êxtases sem nenhum desdobramento Servem para esconder o despreparo teológico e a falta de esmero ministerial. Manipulam-se os auditórios, eleva-se aj temperatura emotiva dos cultos, mas não se cria um enraizamento de princípios. Gera-se um falso júbilo, mas não se fornecem ferramentas para criar convicções espirituais. Hannah Arendet, filósofa de século XX, ao comentar sobre o facto de que Eichmann, nazi, braço direito de Hitler, respondeu com evasivas às interrogações do tribunal de guerra que o julgava sobre seus crimes, afirmou: 'Clichés, frases feitas, adesões a condutas e códigos de expressão convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os factos e acontecimentos"
Qual será o futuro dessa geração que se contenta com um papagaiar contínuo de frases ocas que só prometem prosperidade, vitória sobre demónios e triunfo na vida?
A mistura de meios e fins
Por anos, combateu-se a ideia de que os fins justificavam os meios, porque essa premissa justificava comportamentos éticos. Hoje, o problema aprofundou-se. Não se sabe mais o que é meio e o que é fim. Não se sabe mais se a igreja existe para levantar dinheiro ou se o dinheiro existe para dar continuidade à igreja. Canta-se para louvar a Deus ou para entretenimento do povo? Publicam-se livros como negocio ou para divulgar uma ideia? Os programas de televisão visam popularizar determinado ministério ou a proclamação da mensagem? As respostas a essas perguntas não são facilmente encontradas. Cristo não virou as mesas dos cambistas no templo simplesmente porque eles pretendiam prestar um serviço aos peregrinos que vinham adorar no templo. Ele detectou que os meios e os fins estavam confusos e que já não se discernia com clareza se o templo existia para mercadejar ou se mercadejava para ajudar no culto. A obsessão por dinheiro, a corrida desenfreada por fama e prestígio e a paixão por títulos revelam que muitas igrejas já não sabem se existem para facturar. Muitos líderes ja não gastam as suas energias buscando um auditório que os ouça, mas procuram uma mensagem que segure o seu auditório. A confusão de meios e fins mata igrejas por asfixia.
O livro do Apocalipse mantém a advertência, muitas vezes desapercebida, de que igrejas morrem. As sete igrejas ali mencionadas - inclusive a irrepreensível Filadélfia - acabaram-se. Resumem-se a meros registros históricos. Não podemos achar abrigo na promessa de Mateus 16 - de que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja - para justificar qualquer irresponsabilidade. O livro do Apocalipse adverte: "Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas" (Ap 2:5).

Crescer numericamente não imuniza a igreja de perigos. Pelo contrário, torna-a mais vulnerável. Resta perguntar: Será que agora, famosos e numericamente profusos, não estamos precisando de profetas? Será que o tão propalado avivamento evangélico não necessita de uma Reforma? Aprendamos com a história. Um pequeno desvio hoje pode tornar-se um abismo amanhã. Imaginar que podemos condenar nossas igrejas a se tornarem bares de snooker é um sonho horrível. Porém, se não fizermos algo, esse pesadelo pode se tornar realidade.
Que Deus nos ajude

sábado, novembro 18, 2006

O celibato opcional não é a solução para a falta de mão de obra, mas talvez uma solução para o equilibrio dos afectos e da felicidade.

A propósito da reunião do Papa com os chefes de Dicastérios da Cúria Romana, volta a falar-se do celibato dos padres.
Claro que, em Roma, nada de novo.
Acho graça que se coloque sempre a questão como solução ou não da crise de vocações e, portanto, da falta de padres. Ou seja, como parte de uma estratégia de angariação de mão de obra.
No que me toca, penso de forma distinta e talvez esteja aí umas das muitas razões que me impedirão o acesso à púrpura.
Não me interessa se haveria mais padres ou não. Provavelmente não.
Interessa-me, isso sim, que os poucos que haja sejam homens equilibrados nos seus afectos e sexualidade. E que não consumam tempo e energia vital a lidar com esse "problema". Que sejam mais felizes. E mais humanos. E melhores padres.
Será isto absurdo ou difícil de perceber?

quarta-feira, novembro 15, 2006

D. Eurico Dias Nogueira vai mais longe!!!

D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga, diz mesmo que "está na altura de se avançar para a realização de um concílio para debater o celibato dos padres e a ordenação sacerdotal das mulheres".

Precisamos de uma Igreja mais corajosa e menos acomodada.

"Não acho que vá haver alterações" D. Carlos Azevedo

"É necessário encontrar gente para a pastoral da Igreja, pessoas que orientem as comunidades cristãs. E é preciso que a vida pastoral da Igreja seja activada por pessoas preparadas. Mas a Igreja sempre soube ter criatividade para encontrar estruturas para cada época, e, portanto, também encontrará para esta época".

As pessoas estão preparadas (800 padres casados) porque não aproveitá-los?
É preciso fazer tudo o que está ao nosso alcance para que isso aconteça? Temos feito?

Papa discute o assunto do celibato sacerdotal e a readmissão de sacerdotes casados

Para amanhã,o papa Bento XVI convocou uma reunião do mais alto nível entre seus colaboradores da Santa Sé, para analisar a questão do celibato sacerdotal.
Para além outros assuntos, a reunião refletirá também "sobre os pedidos de dispensa da obrigação do celibato e as de readmissão ao ministério sacerdotal que os sacerdotes casados durante os últimos anos apresentaram".
Fonte: Zenit
A questão do celibato é do foro disciplinar. Na Igreja Católica Oriental os sacerdotes podem ser casados; na Igreja Católica Latina optou-se pela disciplina do celibato, estabelecido em 1139 (II Concílio de Latrão). O diaconado permanente, por outro lado, pode ser conferido a homens já casados.
Pensa-se que no mundo haverá cerca 150.000 padres casados.
  • Estados Unidos 25.000.
  • Itália 10.000.
  • Espanha 6.000
  • Portugal 800

Aceitaria um padre casado na sua paróquia? E aceitava confessar-se a ele?

O que pensa sobre o assunto?

terça-feira, novembro 14, 2006

Ginecologistas britânicos pedem direito de poder matar recém-nascidos deficientes

Com uma declaração publicada pelo «Sunday Times» em 5 de novembro passado, o Real Colégio de Obstetras e Ginecologistas (RCOG) do Reino Unido anunciou ter solicitado «a possibilidade de matar os neonatos deficientes».
O que inquieta os pediatras são três coisas.
Em primeiro lugar: ter de se converter em executores de uma condenação à morte: não nos tornamos médicos para isso, sobretudo em uma época na qual a condenação à morte é estigmatizada por um número cada vez maior de Estados.
Em segundo lugar: considerar os próprios pacientes como não-pessoas: há autores que sustentam que os neonatos não são pessoas porque ainda não têm uma autoconsciência (e é uma lógica conseqüência de quem não considera como pessoa o feto ou o embrião pelo mesmo motivo): e disto chegam a dizer que os neonatos nem sequer são capazes de sentir dor, sendo a autoconsciência justamente um requisito para esta sensação. Afirmações desmentidas amplamente pela ciência.
Em terceiro lugar: considerar a deficiência não como uma vida a socorrer e respeitar, mas com uma atitude fóbica, como uma vida de segunda divisão (série B).
Esta notícia não me surpreendeu. Compreendo o horror, mas não compreendo o estupor: quem estudou anatomia e biologia, quem é especialista em fisiologia humana, bem sabe que não existe nenhuma diferença substancial entre feto e neonato, além de pequenas modificações no círculo sanguíneo; portanto, não se compreende por que horroriza matar um neonato e não matar um feto. A menos que não se creia que a entrada de ar nos pulmões tenha um efeito «mágico» capaz de transformar o DNA ou a consciência do indivíduo!
A foto do pequeno feto morto dentro da mãe assassinada, publicada há alguns meses por um jornal italiano, impressionou não porque se fazia ver um cadáver (lamentavelmente vimos também recentemente na TV e nos jornais muitas crianças mortas em guerra) mas porque se fazia ver a realidade: que um feto não é outra coisa senão uma criança que ainda não desfrutou do ar exterior. E isto, cada mãe sabe que é verdade, como o sabe qualquer um que por trabalho cuida dos pequeninos fetos precocemente saídos do útero materno, chamados «crianças prematuras». Sabem-no também os cirurgiões que operam os fetos ainda no útero. Repito: o drama é que nos surpreenda isso, enquanto é preciso iniciar um trabalho cultural, feito de pesquisa e de divulgação séria, e não só já de «reações» (à última «transgressão», ao último horror).
O verdadeiro esforço bioético de hoje não é o de afirmar um vago sentido de misericórdia para com o próximo (também os programas televisivos estão cheios de lágrimas), mas de buscar a evidência, a realidade; afirmar que um embrião é um embrião e não uma célula qualquer, que um feto de poucos gramas experimenta dor, que o DNA mostra que a vida de cada um começa desde a concepção. Em definitivo, é como demonstrar que uma flor é uma flor, e não um vaso!
Fonte: Zenit

sábado, novembro 11, 2006

Roseta: PS deve despenalizar IVG se «não» ganhar sem maioria

A dirigente socialista Helena Roseta propôs hoje que o PS despenalize o aborto até às 10 semanas de gravidez mesmo se o «não» ganhar o referendo, caso este não tenha a participação da maioria dos eleitores.
É esta a noção de democracia?
Que falta de respeito por aqueles que tem dúvidas sobre o tema e optaram por se abster?

sexta-feira, novembro 10, 2006

"Deus não falha".

“Deus não falha. Ou melhor, inicialmente Deus falha sempre, deixa existir a liberdade do homem e esta diz continuamente que não, mas a fantasia de Deus, a força criadora do seu amor é maior do que o não humano”.

Bento XVI

quinta-feira, novembro 09, 2006

Padre ganha na TV dinheiro para a Igreja

Na Sertã todos conhecem o padre José António e muitos nem queriam acreditar que se tinha candidatado ao concurso da RTP 1 "Um contra todos". Mas fê-lo. E com o objectivo de "ganhar o que Deus quisesse" para ajudar nas obras da Igreja Matriz da localidade, onde é pároco há sete anos. O padre José António saiu dos estúdios com 3487 euros. Não dá para as obras (25.000 a 50.000 euros) "mas dá para pagar facturas atrasadas".

Fonte: JN
"Hoje é fácil reunir pessoas para ouvirem falar sobre o prazer, mas não da cruz".
Cardeal D. Geraldo Agnelo

segunda-feira, novembro 06, 2006

«Filhos no céu», quando se perde sangue do próprio sangue

Filhos no céu é uma associação, uma «escola de fé e de oração», que oferece um caminho de fé e de esperança para superar a dor pela perda prematura de um filho e reencontrá-lo no céu, isto é, no mistério de Deus.

Quem fundou e anima esta associação é Andreana Bassanetti, psicóloga e psicoterapeuta de Parma, Itália, que não conseguiu salvar do suicídio sua filha de vinte e um anos, Camilla. Frente a essa dor pela morte de sua filha, Andreana, após seis meses em que não conseguia levantar-se da cama, conseguiu sair de casa e encontrou uma igreja aberta. Entrou com a sensação de que alguém a esperava desde há muito tempo e desde aquele dia, atraída por uma força desconhecida, durante oito meses, voltou a ajoelhar-se diariamente naqueles bancos. Lendo os salmos, relata a psicóloga, «senti uma voz interior que pronunciava palavras de amor. Mais que uma voz era um sopro quente, intensíssimo, como uma melodia, um canto de palavras esfumadas, que me penetrava e me preenchia, e me desfazia interiormente: eu conseguia perceber confusamente só a palavra amor». Bassanetti conta que «tudo durou somente dez segundos, mas teve um efeito grandioso, milagroso, me libertou do peso que me paralisava», e acrescenta: «Sobre o monte o senhor proverá, Deus me havia dado um coração novo. Eu percebi que estava chorando: silenciosamente, lágrimas quentes inundavam meu rosto. Como se pode resistir a um amor tão grande?». «Aquela noite foi para mim uma noite verdadeiramente santa, milagrosa -- escreve a fundadora de “Filhos no céu”. Voltei para cada transformada, com o coração repleto de gratidão, selando no profundo as palavras do salmo 39: “Aqui estou, Senhor, para fazer a tua vontade”».
Assim é como Andreana Bassanetti o conta nesta entrevista.
Como é possível superar uma dor tão forte como a morte de uma filha?
-Bassanetti: Quando um filho morre por causas acidentais ou naturais, para um progenitor o tormento é indescritível. É a maior dor que um ser humano pode experimentar. Um desprendimento tão lacerante que nunca se cicatriza: a existência daquele que fica, se consegue superá-la. Já não voltará jamais a ser a mesma, mas o Senhor, quando tira algo, fá-lo somente para dar um dom maior. Depois dos meses em que eu não conseguia suportar a dor e pensava também eu em morrer, o Senhor visitou-me verdadeiramente e cumulou-me de graças, envolveu-me nos seus braços maternos, consolou-me, curou as minhas feridas e, sobretudo, abrandou o meu coração, endurecido pela dor. Tomei consciência d’Ele, do seu Mistério, de sua Presença, do seu Espírito que vivifica a alma, acende o coração e abre a mente ao céu. E na luz que me envolvia totalmente e me fazia renascer o amor e a esperança, reencontrei a Camilla. A igreja converteu-se no lugar privilegiado de nossos encontros, um momento sublime de espera, de diálogo, de união, porque se o corpo aproxima, o espírito vai muito além, une, finde, confunde. A morte da minha filha Camilla fez-me encontrar Deus. Ou melhor, a minha verdadeira vida começou quando Deus irrompeu nela.
Como é possível dar graças a Deus pelo suicídio de uma filha?
-Bassanetti: Existem verdades que o Senhor escondeu no intimo do nosso coração, que requerem todo um longo caminho na escuridão, exigem toda a fadiga de uma busca, até o encontro com Ele. Para reencontrar os filhos no Caminho verdadeiro, a Verdade nos diz que ó existe um caminho: «Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me» (Lucas 9, 23). É importante não ter medo da dor. Ainda que seja aguda e aparentemente incontida, nenhuma noite é tão longa que não permita a chegada de um novo dia. Ainda que o caminho a percorrer seja longo e difícil, é bom não se deixar aniquilar pela dor, senão respeitar os próprios estados emocionais, secundando as exigências interiores que, pouco a pouco, se manifestam. Não se pode correr, pulando etapas importantes que são um fundamento necessário e construtivo para a pessoa e para toda a família.
Imagino que esta experiência terá mudado também seu modo de trabalhar...
-Bassanetti: Certamente. O objectivo já não é só o bem-estar, a saúde daquele rapaz ou moça, ou adulto que certamente são sempre importantíssimos. Juntos buscamos o encontro com Deus, a salvação pessoal, na liberdade das escolhas e no respeito das linguagens pessoais. A experiência dolorosa que vivi com Camilla ajuda-me a que nenhum outro sofra as suas próprias penas, e isto ofereço pela sua intercessão, em favor de todos os jovens de algum modo necessitados, e estou segura de que ela, junto com os jovens que estão no céu com ela, está intercedendo por mim.
Fonte: Zenit

O Evangelho à porta do Metro - ICNE, em Bruxelas

Acções de nova evangelização nas ruas de Bruxelas
A 500 metros do parlamento da cidade de Bruxelas encontra-se a Igreja Notre Dame du Sablon. Aqui se juntam vários jovens numa acção de rua. Pertencem à comunidade do Verbo Divino.
Antes de começarem a animação, juntam-se em círculo, em frente à Igreja e rezam pelo trabalho, prestes a começar. Seguem-se as pinturas, porque um palhaço precisa de um nariz vermelho e um malabarista fica mais engraçado com umas pinturas faciais.
Um grupo de 15 pessoas, cheias de vida e com um sorriso para oferecer a quem passa. Há leigos e religiosos no meio do grupo. Começam a tocar e a cantar e quem passa pára para ver. Alguns seguem em frente, outros ficam para admirar o que se passa ou apenas curiosos pela coreografia que agora teve inicio.
Dentro da Igreja estão as relíquias de Santa Teresa de Lisieux onde, à volta, as pessoas se juntam para rezar. Quem não conhece, pode ficar a par da vida desta figura da Igreja através de uma pequena exposição com fotografias evocativas da vida desta santa.
Por toda a cidade vêem-se grandes faixas roxas a dizer “Vem e Vê”, em duas línguas porque aqui tudo é a dobrar (em francês e flamengo). Também nesta igreja estão duas faixas a lembrara que por toda a cidade se vive o Congresso Internacional para a Nova Evangelização.
Os carros param nos sinais de trânsito e a eles se dirigem os jovens. Dão papeis, convidam quem passa a entrar na igreja, motivam para a participação em actividades.
Uma espanhola, de férias na cidade, foi abordada nesta missão de rua. E, pelo que parece, não é a primeira vez. Está familiarizada com o Congresso e já a convidaram para participar nas actividades. “Acho muito interessante os cristãos virem para a rua manifestar a sua fé”, diz.
A comunidade do Verbo Divino está nesta acção a convidar a pessoas e entrar e rezar junto das relíquias e oferece muita animação. Uma jovem francesa, que integra a organização, disse que já participou em Paris e está “a gostar muito de aqui estar. Tínhamos algum receio que o Congresso não chegasse às pessoas, mas agora vemos muitas pessoas a participar. Estou muito feliz por aqui estar”. Vão passando mensagens com passagens Bíblicas, falam da alegria de serem cristãos.

A maioria reage bem por ver “um católico com um sorriso”. As pessoas que não se aproximam “são uma minoria”. Muitos entram na Igreja e rezam, estando um sacerdote disponível para celebrar a reconciliação.

“Vemos dentro da igreja pessoas muito felizes por se afirmarem católicos”. É por isso que se acredita que “este congresso vai deixar marcas nos belgas”.
FONTE: Ecclesia

Jesus revolucionou o sentido da morte - Bento XVI

"O morrer faz parte do viver, e isto não só no final, mas, bem vistas as coisas, em cada instante da existência. Não obstante todas as distracções, a perda de uma pessoa querida faz-nos redescobrir o problema, levando-nos a sentir a morte como uma presença radicalmente hostil e contrária à nossa vocação natural à vida e à felicidade”.
"Jesus revolucionou o sentido da morte. Fê-lo com o seu ensinamento, mas sobretudo enfrentando Ele próprio a morte. Morrendo, Ele destruiu a morte, repete a Liturgia do tempo pascal. O Filho de Deus quis, deste modo, partilhar plenamente a nossa condição humana, para reabri-la à esperança”.
“Quem se empenha em viver como Cristo, é libertado do medo da morte”. Como diz S. Francisco no Cântico das Criaturas – assume “o rosto amigo de uma irmã, pela qual até se pode dar graças a Deus: Louvado sejais, Senhor, pela nossa irmã a morte corporal”.


Para o Papa, a verdadeira morte, que há que temer é a morte da alma, que o Apocalipse chama segunda morte. “De facto, quem morre em pecado mortal, sem arrependimento, encerrado na orgulhosa recusa do amor de Deus, autoexclui-se do reino da vida".

Fonte: Ecclesia

sábado, novembro 04, 2006

O Aborto

Chamemos as coisas pelos nomes. Entrou em uso o termo IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) em detrimento da palavra aborto. O dicionário de Português diz que aborto é o acto ou efeito de abortar, ou seja, de terminar com algo. É vulgar vermos em filmes frases como “Abortar missão xyz”. Não será também a gravidez uma missão que é abortada? Não se aborta a missão que aquela criança poderia vir a desempenhar no mundo, mesmo que fosse deficiente?
A lei portuguesa prevê que a mãe possa abortar, até um certo número de semanas, em casos em que a gravidez é resultado de uma violação ou em que a vida do feto e da mãe estão em risco. Embora muito pouco abrangente, a lei está ao nível da dos países onde o aborto é um crime e é idêntica à que anteriormente estava em vigor em Espanha.
O referendo pretende assim que se mude a lei. E como?
  • Passa a despenalizar o aborto (ou seja, deixa de ser crime) até às 10 semanas. A uma pergunta idêntica, há apenas oito anos, a população portuguesa respondeu NÃO. Mas parece que esse NÃO não bastou. Ainda se opõe ao referendo o facto de, mesmo que seja legal abortar, esta legalização não porá fim ao aborto clandestino, que se realiza em condições precárias e que os números revelados pelos pró-aborto (10000 por ano em Portugal) englobam mais do que abortos ilegais, tendo o Serviço Nacional de Saúde relatado 906 abortos legais e 73 assistências a problemas relacionados com abortos ilegais, sendo os restantes abortos espontâneos.
  • É necessário firmar que a ciência não tem uma resposta exacta sobre o preciso momento em que começa a vida humana, pelo que qualquer opinião é uma mera convicção, assim como a minha. No entanto, uno-me aos Bispos Portugueses quando dizem que «a vida humana, com toda a sua dignidade, existe desde o primeiro momento da concepção.» [1]
  • O aborto, do ponto de vista religioso e moral, viola peremptoriamente o princípio de não matar, princípio esse resguardado no 5º Mandamento e que é transversal a toda a pessoa civilizada, mesmo que não crente.

Embora, como referido anteriormente, a ciência não saiba dizer quando começa a vida humana, a mesma afirma que todas as potencialidades para o desenvolvimento de um ser vivo estão inseridas naquele embrião. É ainda interessante revelar que os abortos legais irão ser realizados em Hospitais públicos, com o dinheiro dos contribuintes, mesmo daqueles que não concordam com a prática.

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