domingo, julho 24, 2005

XVII DOMINGO COMUM A




Qual é o teu tesouro?

  • Riqueza...
  • Poder...
  • Ambição...
  • Prazer...

CRISTO É PARA NÓS UM TESOURO?

segunda-feira, julho 18, 2005

Harry Potter na opinião de Bento XVI…

Às 00h00 do dia 16 de Julho saiu nas livrarias de todo o mundo o 6º volume da série de Harry Potter: o primeiro dia contou já com milhões de vendas (5 milhões só nos E.U.A!!). A “pottermania” tem inúmeros fãs em todo o mundo, na sua maioria jovens e crianças.Há cerca de um ano, correu pelo mundo o boato que o Vaticano teria aprovado os livros do pequeno mago. Mas agora saem a público duas cartas ainda não conhecidas do então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, e vê-se muito bem que não há qualquer aprovação dos livros de Harry Potter, antes pelo contrário…
O Papa opõe-se aos livros de Harry Potter.
A LifeSiteNews.com obteve e pôs à disposição na Internet cópias das duas cartas enviadas pelo Cardeal Ratzinger – eleito recentemente Papa – a uma escritora alemã crítica dos livros de Harry Potter. Em Março de 2003, um mês depois dos meios de comunicação social fazerem correr pelo mundo de língua inglesa a notícia errónea de que o Papa João Paulo II teria aprovado os livros de Harry Potter, o homem que viria a ser o seu sucessor dirigiu uma carta à alemã Gabriele Kuby, afirmando a sua conformidade com a oposição dela às obras de J. K. Rowling. O 6º livro da série de Harry Potter, – «Harry Potter and the Half-Blood Prince» [Harry Potter e o Príncipe Mestiço] – a notícia de que o então Cardeal Joseph Ratzinger expressou sérias reservas acerca dos referidos livros começa agora a difundir-se no mundo de língua inglesa, mundo que tinha ficado até agora com a impressão de que o Vaticano estava de acordo com estes livros.
Numa carta datada de 7 de Março de 2003, o Cardeal Ratzinger agradeceu a Kuby o seu livro «esclarecedor», intitulado «Harry Potter: gut oder böse» Harry Potter: bom ou mau?»), no qual Kuby afirma que os livros «Potter» corrompem o coração dos jovens, impedindo a adequada formação do sentido ordenado do bem e do mal, prejudicando assim a sua relação com Deus, enquanto esta relação se encontra ainda na sua infância. «É bom que a senhora ilumine as pessoas a respeito de Harry Potter, porque estas são seduções subtis, que actuam sem serem notadas e, deste modo, distorcem profundamente o Cristianismo na alma, antes que possa crescer adequadamente» – escreveu o Cardeal Ratzinger.
***
10 Argumentos contra Harry Potter
Por Gabriele Kuby, autora de «Harry Potter: bom ou mau?»,
que trocou correspondência com o Cardeal Ratzinger
  • Harry Potter é um plano global a longo prazo para mudar a cultura. Nas novas gerações as inibições contra a magia e o ocultismo estão a ser destruídas. Assim, força-se a voltar à sociedade que o Cristianismo superou.
  • Hogwarts, a escola de magia e bruxaria, é um mundo fechado de violência e horror, de maldições e de bruxaria, de ideologia racista, de sacrifícios sangrentos, de repugnância e obsessão. Há uma atmosfera de contínua ameaça, à qual o jovem leitor não pode fugir.
  • Enquanto que Harry Potter aparece, no início, a combater contra o mal, de facto, a semelhança entre ele e Voldemort, o seu adversário maligno por excelência, na aventura, torna-se cada vez mais evidente. No 5º volume, Harry fica obcecado com Voldemort, o que leva a sintomas de desintegração da personalidade.
  • O mundo dos homens é desprezado, o mundo dos bruxos e feiticeiros é glorificado.
  • Não há uma dimensão transcendente positiva. O sobrenatural é totalmente demoníaco. Os símbolos sagrados são pervertidos.
  • Harry Potter não é um conto de fadas moderno. Nos contos de fadas, os feiticeiros e as bruxas são claramente figuras más. O herói escapa ao seu poder através da prática da virtude. No mundo de Harry Potter não há personagens que se esforçam consiste-ntemente por praticar o bem. Para alcançar fins aparentemente bons são utilizados maus meios.
  • A capacidade de discernimento entre o bem e o mal por parte dum (jovem!) leitor é blo-queada através da manipulação emocional e da confusão intelectual.
  • Harry Potter é um assalto às novas gerações, seduzindo-as totalmente para um mundo de bruxas e feiticeiros, enchendo a imaginação dos jovens com imagens de um mundo no qual o mal reina e do qual não há saída, sendo pelo contrário, apresentado como altamente desejável.
  • Aqueles que valorizam a pluralidade de opiniões deviam resistir ao poder quase es-magador desta enorme pressão, feita através dum gigantesca coligação e dum ataque multi-média, que apresenta elementos de uma lavagem ao cérebro totalitária.
  • Como por meio dos livros de Potter a fé num Deus de amor é sistematicamente desconsiderada e até destruída em muitos jovens através de falsos “valores” e de escárnio da verdade judaico-cristã, é inadmissível a introdução destes livros nas escolas. Os pais deviam recusar-se a autorizar os seus filhos a tomar parte na doutrinação em Potter, por motivos de fé e de consciência.
  • [tradução realizada por pensaBEM.net] LifeSiteNews.com, 15 de Julho de 2005

quinta-feira, julho 14, 2005

QUE FIZEMOS DO DOMINGO?

O domingo é, porventura, a maior demonstração de que a Histó­ria não se repete e de que o tempo não pára. Resta saber se esta volatilização, que se depreende de vastos sinais, contribui - ou não ­para a sanidade e elevação da vida humana.
Outrora, o domingo começava manhã cedo; hoje, para muitos, tem início pouco antes do almoço. As cidades que, no alvorecer de cada dia; regurgitam de agitação, aparecem desertas nas primeiras horas de domingo.
Até na indumentária se materializa a mudança. Durante séculos, o melhor vestuário era usado ao domingo, a ponto de se ter tornado proverbial a expressão “traje domingueiro”. Actualmente, o domin­go é o dia do fato-de-treino, dos calções, da t-shirt...
Não se pense, entretanto, que é isto que me desencanta e preocu­pa. Como também não me repugna que o domingo seja preenchido com várias actividades, que não podem, muitas vezes, ser executadas noutros dias. Nada tenho contra os hipermercados e os estádios cheios. O que me perturba é que o domingo não seja tomado a partir da sua raiz em toda a sua profundidade.
Admito, perfeitamente, que haja lugar, ao domingo, para o lazer e para a fruição das maravilhas que Deus colocou à disposição do Homem. Penaliza-me, sim que não se encontrem momentos para a re­flexão, a partilha e a oração. O domingo é feito não de exclusões, mas de aproximações, de encontros, de interacções.
Desde a sua génese, o domingo é o dia do Senhor e, por isso, o dia de Cristo, o dia da Igrejà e o dia do homem. Numa palavra, é o dia dos dias.
Isto significa que, sob um ponto de vista genuinamente cristão, é impensável privar o domingo de todas as suas vertentes. Ele só é dia do homem na medida em que é dia do Senhor e dia de Cristo. É deste modo que a Eucaristia desponta como a alma do domingo, tanto mais que foi neste dia que Cristo ressuscitou. Como diz João Paulo lI, “se o domingo é o dia da ressurreição, ele não se reduz a um acontecimento passado; é a celebração da presença viva do Ressuscitado no meio de nós”.
Não falta quem diga que a evocação da ressurreição pode ser feita em casa, na intimidade de cada um. Não basta, contudo, que “os discípulos de Cristo rezem de forma individual, no segredo do co­ração. Com efeito, todos os que receberam a graça do Baptismo não foram salvos somente a título individual, mas enquanto mem­bros do Povo de Deus. Por isso, é importante que se reúnam para exprimir em plenitude a pr6pria identidade da Igreja, a assembleia convocada pelo Senhor ressuscitado”.
Sucede que a Eucaristia não se circunscreve à sua celebração do­minical. O cristão sai da Missa para a missão. Ou seja, a celebração existencial da Eucaristia não pode ser dissociada da sua celebração sacramental. “Como as primeiras testemunhas da ressurreição ­acrescenta o Santo Padre -, também os cristãos de hoje são chama­dos, na sua vida quotidiana, a tornarem-se evangelizadores e teste­munhas” .
Trata-se, no fundo, de dominicalizar toda a semana, todo o tempo, toda a vida. Por isso é que o domingo surge não como o “último dia do fim-de-semana”, mas como o “primeiro dia da semana” (aquele que pauta o seu ritmo) ou, então, como o “oitavo dia” (enquanto imagem da eternidade e, ao mesmo tempo, do itinerário que a ela conduz).
Importante, neste sentido, é que não transportemos para o do­mingo a azáfama do quotidiano semanal. Mas que, pelo levemos para a semana a paz e a reconciliação que formos capazes de acolher no domingo. Não é o domingo que tem de ser a continuação do resto da Sema­na. Cada dia da semana é que deve ser o prolongamento do domingo.

sexta-feira, julho 08, 2005

O ATEíSMO DE MUITOS "CRENTES"

É claro que me preocupa sobremaneira o ateísmo dos que se assumem não crentes. Não oculto, contudo, que ultimamente o que mais me tem atormentado é o ateísmo dos que se dizem crentes. Daqueles que, confessando Deus com, os lábios, acabam por negá-Lo com a vida. Não é difícil discernir sobre qual deles será mais danoso e perturbador.
Tendo qualificado o ateísmo como um “dos factos, mais graves do tempo actual”, o Concílio Vaticano Il não hesitou em atribuir aos crentes um papel determinante na sua génese e no seu crescimen­to. Referia-se em especial àqueles que, por debilidades na formação e por contradições na vivência, “escondem, em vez de revelar, o au­têntico rosto de Deus e da religião”.
Todos nós temos perfeita noção de que uma fé que não se projecte na vida contradiz-se a si mesma. De que uma fé que não se traduza em compromisso com a justiça e em militância na causa da liberdade implode num ápice. De que uma fé que não prime pela coerência morre num instante. .
Não sei, por isso, o que será preferível neste campo: se uma nega­ção real, se uma adesão virtual à fé. Ao menos, no primeiro caso, salvaguarda-se a verdade sempre libertadora (Jo 8, 32).
Foi neste contexto que me causou muita impressão uma confi­dência do Prof. Oscar Lopes. Segundo ele, “o homem que mais contribuiu para o abalar das suas convicções foi um padre”. Simplesmente porque, na sua óptica, “ele próprio (o referido sacerdote) não acreditava” .
É natural que haja algum exagero. É provável que o conhecido ensaísta nem tenha razão. Mas estaremos em condição de subtrair pertinência ao que afirma?
Noutro plano, quando o realizador Carlos Carrera sustenta que “a Igreja é pouco cristã”, é natural que um assomo de indignação percorra todas as fibras do nosso ser. De facto, uma Igreja ou é inte­gralmente cristã (pelo simples motivo de pertencer a Cristo) ou não é Igreja. Interrogue-mo-nos: Procurarão os membros da Igreja reproduzir - na sua vida - as palavras, os sentimentos, os gestos e as atitudes de Cristo? Ou não sucederá que, em lugar de um mínimo de sintonia, estarmos a patentear um máximo de contraste para com Ele?
Tomemos como referência a relação Jesus com o Pai, critério decisivo e instância suprema para a aferição da sinceridade. Na boca de Cristo, “Abba-Pai” era uma expressão recorrente. E em nós, cristãos?
Já não é a primeira nem a segunda vez que assistimos a longas entrevistas com pessoas credenciadas, que desempenham funções de grande relevo na Igreja. Passam-se os minutos fala-se dê tudo; e, para nosso espanto, de Deus... nada. Ou muito pouco.
É por isso que chego à conclusão que uma boa fatia do ateísmo contemporâneo não visa atingir directamente Deus, mas o comportamento de muitos que presumem falar - e agir - em Seu nome.
Arrisco mesmo dizer que há ateus que não estão saturados de Deus nem desiludidos com Deus. Pelo contrário, até sentirão uma incontida saudade e uma tremenda nostalgia da Sua presença. Por conseguin­te, se alguma coisa esperam não é que falemos menos de Deus. É que falemos mais. Não tanto com as palavras dos nossos lábios, mas com a palavra da nossa vida.
Porque, para o bem e para o mal, é a vida que vale. Que conta. E que decide.