sexta-feira, outubro 31, 2008

Halloween, Hoje

Fantasia de Halloween. Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.

Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra (peste bubônica), que dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte.
  • Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.
  • Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém).
Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar. Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500 -700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados.
Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levantamento dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat (doce ou travessuras).
Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de outubro, unindo a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses.
Vemos, portanto, que a actual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura.
Muitas delas já foram esquecidas na Europa.


Novos elementos do Halloween
A celebração do 31 de Outubro – muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas – vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos “neo pagãos”, e em alguns casos assume até mesmo o caráter de celebração satânica e ocultista.
Hollywood contribui para isso com vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam por vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade.
A ligação dessa festa com o mal e com o ocultismo se comprova também pelo facto de que na noite do 31 de outubro se realizam na Irlanda, nos Estados Unidos, no México e em muitos outros países missas negras e outras reuniões desse tipo.
Na celebração actual do Halloween, podemos notar a presença de muitos desses elementos. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e toda espécie de monstros horríveis, que às vezes chegam a ter conotações verdadeiramente satânicas.
Porque há tanto interesse em promover esta festa na Europa.
Na Escola é proibido falar de Deus, da religião, em especial do cristianismo, mas os ateus não se insurgem contra a festa do Halloween!!! Porque será?

quinta-feira, outubro 23, 2008

Cristãos indianos pede auxílio à ONU

Cristãos de várias confissões religiosas pediram onte à ONU o estatuto de refugiados sem pátria para os cristãos do estado indiano de Orissa, onde os ataques de fundamentalistas hindus já causaram mais 50 mil refugiados.
Desde Agosto, já foram mortos em Orissa mais de 60 cristãos.
Fonte: Correio da manhã

Futebol a mais

A prioridade dada ao futebol, nos espaços informativos, claramente desproporcianada para a relevância que essa realidade tem nas nossas vidas, em detrimento de temas que nos poderiam enriquecer muito mais como Pessoas e como Sociedade.
A quem interessa verdadeiramente este tipo de «anestesia colectiva»?

Tempestade Financeira

Os que provocaram a tempestade financeira, serão algum dia responsabilizados?
Lemos noticias que nos chocam. Aquele gestor gastou milhões em almoços, o outro ganha fortunas, outro foi para uma viagem de sonho...

quinta-feira, outubro 16, 2008

Chinesa pede ao Papa que crie um blog

Agnes Lam, presidente da Associação Bíblica Católica de Hong Kong,uma das ouvintes do Sínodo, vinda da China, sugeriu a Bento XVI que crie um blog para explicar a Palavra de Deus de uma maneira atrativa.

A ouvinte convidou o Santo Padre a «criar um blog em vários idiomas para pastorear o mundo de hoje». Como conteúdos para esta página, propôs «um versículo da Escritura com uma reflexão simples e um breve texto com belas imagens».

«Ler a Bíblia é como a comida.
Uma boa sopa, preparada com amor e tempo é deliciosa,
se é feita com pressa e correndo, não tem sabor».
Fonte: Zenit

«Lectio Divina», maneira de conhecer coração de Deus

«A Igreja no mundo de hoje está enfrentando a ameaça de vários ‘ismos’», como o secularismo, o consumismo, o materialismo... A ‘Lectio Divina’ é uma resposta que se demonstrou eficaz. ‘Quando promovida eficazmente, a Lectio divina traz à Igreja – estou convencido – uma nova primavera espiritual’».
Intervenção de D. Santiago Jaime Silva Retamales no Sínodo

Desafio: iluminar a vida publica com o Evangelho

«O Estado moderno, na sua versão laicista radical, desembocou no século XX nas formas totalitaristas do comunismo soviético e do nacional-socialismo».

«Naturalmente, na cultura da Modernidade também continuou viva e social-juridicamente operante a visão cristã da vida. Inclusive se produziu um retorno do direito natural, partindo do «Ius Gentium» da escola de Salamanca».

«A pós-modernidade agravou a concepção moderna do homem, da sociedade e da ordem político-jurídica em seus aspectos mais negativos, dando passagem ao niilismo existencial e à ‘ditadura’ do relativismo ético.»

«O tratamento legal dado ao direito à vida, como se o Estado pudesse dispor ilimitadamente dele, constitui uma prova eloqüente do dito. É urgente, portanto, uma resposta cultural do Evangelho que, em um diálogo entre fé e razão, faça presente na vida pública a verdade de Deus Criador e Redentor do homem, do ‘Deus que é amor’.»

«Os leigos devem ser seus protagonistas mais ativos.»
Interveñção de Rouco Varela no Sínodo

Sinodo dos Bispos: «Perguntas para os círculos menores»

1. Como dar a compreender melhor aos nossos fiéis que a Palavra de Deus é Cristo, Verbo de Deus encarnado?

2. Como aprofundar na dimensão dialogal da Revelação na teologia e prática da Igreja?

3. Que implicações se derivam do fato de que a celebração litúrgica é o lugar originário e o cume da Palavra de Deus?

4. Como educar a uma escuta viva da Palavra de Deus, na Igreja, para toda a pessoa e em todos os níveis culturais?

5. Como formar na «Lectio Divina»?

6. Deve-se elaborar um Compêndio para ajudar os pregadores de homilias a servir melhor a Palavra de Deus? (A arte de pregar,ars predicandi).

7. É possível revisar o Lecionário e modificar a escolha das leituras do Antigo e do Novo Testamento?

8. Que lugar tem e que importância é preciso atribuir ao caráter ministerial da Palavra de Deus?

9. Como dar a entender melhor o laço intrínseco entre a Palavra e a Eucaristia?

10. Que meios devem ser adotados para a tradução e a difusão da Bíblia entre o maior número possível de culturas, em particular entre os pobres?

11. Como sanar as relações e estimular a colaboração entre exegetas, teólogos e pastores?

12. Como aprofundar no sentido da Escritura e em sua interpretação no respeito e no equilíbrio entre a letra, o Espírito, a tradição viva e o magistério da Igreja?

13. O que pensar da idéia de um Congresso mundial da Palavra de Deus promovido pelo magistério da Igreja?

14. Como desenvolver mais a busca da unidade dos cristãos e o diálogo com os judeus em torno da Palavra de Deus?O que se entende por animação bíblica de toda a pastoral?

15. Que questões mereceriam um trato mais detalhado da parte do magistério da Igreja? (inerrância, pneumatologia, relação inspiração-Escritura-Tradição-Magistério)

16. Como conciliar a prática do diálogo inter-religioso e a afirmação dogmática sobre Cristo, único mediador?

17. Como cultivar o conhecimento da Palavra de Deus por outros meios, além do texto bíblico? (arte, poesia, Internet, etc.).

18. Que formação filosófica é necessária para compreender melhor e interpretar a Palavra de Deus e as Sagradas Escrituras?

19. Que critérios de interpretação da Palavra de Deus asseguram uma autêntica inculturação da mensagem evangélica?

quinta-feira, outubro 09, 2008

Casamento e discriminação

"Igualdade é tratamento igual de realidades iguais e tratamento desigual de realidades desiguais. Por isso diferenciar não é discrimanar. Não diferenciar é que é (ou pode ser) discriminar".
"Não admitir o casamento de dois homens ou de duas mulheres não viola o principio da igualdade. O que o infringiria seria, sim, admiti-lo, por colocar em paridade realidades inconfundiveis".
Jorge Miranda
"Os pares do mesmo sexo representam opções insusceptíveis de serem convertidas em modelos para uma sociedade (...) Assim, por muito atraente que seja a aspiração igualitária, bom seria que os representantes do povo português no Parlamento tivessem sobretudo em conta as consequências do seu voto para o futuro da própria sociedade".
Rita Lobo Xavier
Fonte: Público

terça-feira, outubro 07, 2008

O Aborto é um direito Universal?

No dia 10 de Dezembro, aniversário da ONU, vários grupos pró-aborto pretendem que seja aprovada, na Assembleia Geral da ONU, o direito universal ao aborto. Querem assim alterar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, acrescentando-lhe este ponto.

Uma associação católica que se ocupa da defesa da vida, especialmente junto da ONU, está a preparar uma petição pró-vida, a entregar exactamente nesse dia 10 de Dezembro deste ano.

Ponho a seguir a mensagem que foi enviada por essa organização. Poderão ver informações sobre esta organização, ver a declaração e assinar a petição no sítio:
http://www.c-fam.org/publications/id.95/default.asp

Não deixes de assinar.

A liberdade de expressão é um direito que assiste aos cristãos

Jovens católicos defendem a Catedral de Neuquén (Argentina:


Califórnia: estudantes defendem a família tradicional

segunda-feira, outubro 06, 2008

Fé tem efeito analgésico: "os crentes suportam mais a dor do que os não crentes"

Um grupo internacional de investigadores simulou uma experiência religiosa para provar que esta desencadeia no cérebro de católicos praticantes um alívio significativo de sensações de dor física.

Um grupo internacional de investigadores em que participou um psicólogo português comprovou que os crentes suportam mais a dor do que os não crentes, o que explicaria a capacidade de resistência dos mártires ao sofrimento.

Estes investigadores de universidades britânicas simularam uma experiência religiosa para provar que esta desencadeou no cérebro de católicos praticantes um alívio significativo de sensações de dor física.

"Trata-se do primeiro estudo em que se demonstra o que se passa no cérebro de pessoas bastante crentes quando estão a viver experiências religiosas e ao mesmo tempo a ser sujeitas a estímulos dolorosos", disse, por telefone, à agência Lusa Miguel Farias, investigador em teologia e psicologia nas universidades de Oxford e Cambridge.
Veja aqui
Um estudo que certamente merecia mais atenção da parte dos opinon-maker...

domingo, outubro 05, 2008

Cavaco Silva recorda: o dever do Estado é não esquecer os pobres

Os portugueses «têm o direito a esperar do Estado que faça bem o que lhe compete fazer: que seja rigoroso e ponderado no uso dos dinheiros públicos e que os impostos sejam justos e razoáveis».

«O Estado tem de garantir dois valores essenciais, a justiça e a segurança. Deve promover o acesso de todos aos cuidados de saúde, como deve oferecer um ensino de qualidade e uma rede de protecção social que proteja os cidadãos».
"Porque falo sempre verdade aos portugueses e porque tenho como princípio conhecer a realidade do país, escutar os meus concidadãos e ouvir as suas preocupações, sei bem que muitos atravessam momentos de incerteza perante o futuro".

Fonte: Diário Digital.
Ainda há quem pensa em TGV e Aeroporto!!! Projectos megalomanos...

Como poupar... no carro

Carro
O preço da gasolina não é tudo.
O estado do veículo ou condução pode ser ainda mais importante.
As associações de consumidores lembram uma equação básica: mais rápido, maior consumo.
Além disso, quando o carro não tem a adequada pressão nos pneus isto traduz-se num rombo ao orçamento.
Outros conselhos a ter em conta são:
  • não abastecer quando há calor muito calor para reduzir a evaporação do combustível;
  • comprovar que o consumo médio que estabelece o fabricante do veículo corresponde ao real. Se assim não for, deve realizar-se uma revisão.
  • Na hora de celebrar um contrato de seguro para o carro. É aconselhável a estudar todas as opções. Por exemplo, «o seguro para todos os risco nem sempre vale a pena». Deve ter-se em conta que as seguradoras «limitam a indemnização por danos materiais depois de um acidente». Normalmente não é rentável se o carro tem mais de cinco anos».
Fonte: Sol

Como beneficiar... serviços financeiros

Saber escolher é essencial

Saber escolher para não se ser surpreendido por intempestivas comissões no momento da abertura de uma conta, uma transferência ou utilização de um cartão.
Optar por bancos que oferecem juros mais elevados sobre o montante depositado.
«As contas pela Internet são as que oferecem melhores condições».
É importante negociar as taxas cobradas para o banco.
Fonte: Sol

Como poupar... nas telecomunicações

Escolher-se a tarifa de telefone ou Internet adequada aos hábitos de consumo não é uma tarefa fácil em pleno mercado ‘selvagem’ de telecomunicações. No entanto, o esforço pode servir para poupar até 300 euros.
É preciso ter em conta as horas do dia em que se telefona mais ou se as mensagens multimédia enviadas são mais frequentes que as de texto, entre outros.
Fonte: Sol

Como poupar... no hipermercado

As compras devem ser feitas com calma. Não é aconselhável ir ao supermercado em períodos de depressão, euforia ou mesmo quando se está com fome. Se tem crianças em casa, se possível, é melhor não levá-las ao supermercado. «As crianças tendem a influenciar decisões de compra», afirma a União de Consumidores de Espanha.

Antes de comprar, é aconselhável que faça um orçamento preliminar. Pode ser uma tarefa desconfortável, mas isto ajuda a fazer uma lista mais adequada às nossas necessidades e nossa economia. De acordo com outra associação «vai evitar que se gaste entre 30% e 40% mais do que previsto»

Uma vez na loja, deve tirar-se partido das ofertas e evitar os produtos de marca, levando antes marcas brancas.
Escolher produtos de época é também importante. A fruta fora de época pode ser 200% mais cara.
Fonte: Sol

Como poupar... energia

A poupança no consumo de energia depende, em grande parte, de fazer o uso eficiente dos aparelhos domésticos.
  • As principais recomendações são para máquinas de lavar loiça e máquinas de lavar roupa. Nas da roupa deve optar-se por programas de água fria, o que permite uma poupança de energia entre os 10 e os 15%.
  • É também sugerida a limpeza de gelo do congelador para diminuir o consumo.
  • Na hora de cozinhar, é preferível utilizar a panela de pressão porque economiza até 50% de energia, como também é melhor usar o microondas em vez do forno porque este consome 70% menos de energia.
  • Desligar a televisão com o telecomando é um hábito muito caro. Aparelhos domésticos em stand by consomem 10% da energia de toda a casa. É também benéfico ter electrodomésticos de eficiência energética, classificados com ‘classe A’.
  • Quando começa o frio, deve isolar-se adequadamente as janelas para impedir a fuga do calor dos aquecimentos e evitar um desperdício que pode significar até 30% da factura energética.

Fonte: Sol

quinta-feira, outubro 02, 2008

Portugal depende dos imigrantes para não perder população

Portugal vai perder população ao longo das próximas décadas e se não fossem os imigrantes esta situação já se estaria a verificar pelo menos há seis anos.

Um estudo que foi apresentado no Congresso Português de Demografia mostra que sem a imigração Portugal podia perder um quarto da população, dois milhões e meio de habitantes, nos próximos 50 anos.

O investigador no Instituto Superior de Economia e Gestão, João Peixoto, fez projecções sobre a população portuguesa nas próximas décadas e concluiu que a perda de habitantes é inevitável.

«Se não houvesse imigração nenhuma o declínio começava já. Quanto mais imigrantes Portugal tiver, mais tarde começará o declínio, mas este é inevitável. A questão é termos algum tempo para nos prepararmos para ele», defende o investigador.

«Se isolarmos só a população de nacionalidade portuguesa desde 2002 que já se nasce menos do que se morre, tem sido a população estrangeira que permitiu durante estes anos disfarçar a tendência, mas em 2007 já não conseguiu disfarçar».

No ano passado, nasceram em Portugal mais de dez mil crianças filhas de imigrantes.
Fonte: TSF

quarta-feira, outubro 01, 2008

Começou o Sínodo dos Bipos sobre a Palavra de Deus

A atitude eclesial que o Sínodo dos Bispos pretende suscitar passa pelo serviço da Palavra de Deus, em Igreja. Todos podem e devem prestar este serviço:
  • os estudiosos através da investigação cuidadosa e rigorosa, para ajudarem todo o povo de Deus a progredir no conhecimento da sua Palavra;
  • os pastores da Igreja, anunciando a Palavra com vigor, explicando-a aos fiéis e convidando-os a caminhar na fidelidade aos seus ensinamentos;
  • os catequistas, animando na descoberta das infindáveis riquezas da Palavra e testemunhando o seu poder para a transformação da vida pessoal e colectiva...
  • e todos, em comunidade ou individualmente, dando testemunho diante do mundo de amor à Palavra de Deus, de alegria na sua escuta e, sobretudo, de adesão à mesma – que é adesão a Jesus Cristo – deixando-se converter e conduzir por ela.

A adesão à Palavra de Deus não é uma iniciativa individual. A iniciativa é sempre de Deus – e o lugar da sua realização plena é a Igreja. Não há, por isso, conversão à Palavra que não seja também conversão à Igreja, à comunidade crente por meio da qual a Palavra chega até cada um de nós. E também por isso, não há verdadeira escuta da Palavra que não tenha uma dimensão de Igreja – mesmo quando a Palavra é lida e meditada na intimidade e na solidão.

A Palavra recebe-se, não se inventa;

é-nos dada, não é conquista nossa;

é poder transformador de Deus, revestindo a fraqueza da nossa carne.

A Palavra guia aquele que se deixa converter por ela para a verdade total,

a verdade de Deus em Jesus Cristo.

Esta verdade, porém, só é plenamente reconhecida na comunhão com toda a Igreja e só pode ser verdadeiramente vivida no seio de uma comunidade de fé – de outro modo, arrisca sempre a falsificação do amor próprio, o orgulho da auto-complacência, a mentira ideológica de quem se julga senhor da Palavra, em vez de se deixar julgar por ela.

Fonte: Elias Couto in Ecclesia