quarta-feira, junho 25, 2008

"Confissão" - o sacramento da cura

Na confissão nos sacerdotes "damos pistas de como fugir do inferno ou de como viver já aqui na terra o céu"?
A confissão não é um lugar de juizo mas um lugar de misericórdia. É uma fonte de alegria para nós e para Deus, de libertação e de paz interior e exterior. Ao aproximarmo-nos da confissão, nós somos verdadeiramente os causadores da alegria de Deus. recordemos as parábolas da misericórdia.
Neste sacramento, há uma graça sacramental que se recebe e, portanto, não recorremos a ele apenas quando temos faltas graves, mas essencialmente como um meio eficaz de santificação.
Quando entendermos isto, estou certo que este sacramento se revitalizará lentamente...

terça-feira, junho 24, 2008

A humildade, o caminho de S. João Baptista....

"Agora convém que Ele cresça e eu diminua".


Esta atitude questiona a nossa vida, a vida da Igreja e de todos os cristãos. Não é fácil aceitar ser relegado para segundo plano para que outro possa sobressair!...

A profunda HUMILDADE de S. João questiona:
  • Os pregadores... para que não se coloquem acima da Mensagem...
  • Os diversos grupos eclesiais... para que não se coloquem acima do conjunto da Igreja...
  • As pessoas que se ligam ou desligam da Igreja por causa daquele padre que os cativou ou decepcionou... e Jesus fica de lado...
  • As comunidades que só pensam em contrucções, obras e estruturas... esquecendo que a obra da Evangelização é o mais importante..

S. João, não é apenas um santo popular!!! É muito mais do que isso... Deixemo-nos interpelar...

segunda-feira, junho 23, 2008

Laicismo ultrapassado e retrógado...

O caminho feito até chegar ao conceito de laicidade andou, sobretudo, à volta do Estado, origem e natureza do poder, relação do Estado com o divino e com a Igreja enquanto realidade sobrenatural e, consequentemente, da relação do Estado com a sociedade, o que levou, espontaneamente, à consideração da relação da fé religiosa com a política.

Hoje sente-se, na nossa sociedade, a tendência dos defensores radicais da laicidade, de estender a toda a sociedade a laicidade do Estado, o que é abusivo e manifestação de laicismo, porque a sociedade não é laica, no seu todo, pois, na sua pluralidade, é o espaço de afirmação, tanto da descrença e do ateísmo, como das diversas crenças religiosas.

Na antiguidade, a divinização do Estado e do poder era comum. O mundo antigo era “um mundo sagrado onde a autoridade do Estado era a manifestação da autoridade divina. A divinização do Imperador, no caso do Império Romano, significava que o Imperador era igual aos deuses, era divino; nele manifestavam-se ao mundo as leis divinas”. Na Grécia antiga, Sócrates foi condenado por ter posto em questão a religião da cidade[1]. O Reino de Israel era uma teocracia, embora com a pureza do Deus da Aliança, e os que exerciam o poder, juízes, reis e sacerdotes, faziam as vezes de Deus, sendo por Ele escolhidos e ungidos.

Curiosamente o cristianismo, surgido em pleno Império Romano, protagoniza a primeira tentativa de dessacralização do poder e do Estado, expressa na frase de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mc. 12,17). O cristianismo propõe, assim, a dessacralização do Estado e do poder, situando o poder de Deus num espaço de transcendência. A razão do Estado deixa de ser, como no paganismo, a manifestação do divino. É humana, humilde, relativa e falível. Esta atitude vai ditar as relações dos cristãos com o poder político. Para eles há um único Senhor, Jesus Cristo e só a Ele obedecem. Isso merece-lhes a acusação de ateus e de impuros, porque não adoram o Imperador e destabilizam a ordem estabelecida.

  • Esta perspectiva era ousada demais para vingar rapidamente na história: o Edito de Milão, no tempo do Imperador Constantino, no ano de 313, que estabelece a paz do Império com o cristianismo, pode considerar-se o acto de nascimento do Estado laico, que renuncia a penetrar no âmbito reservado da consciência pessoal e das convicções religiosas.
  • Mas, menos de um século depois, com o Edito de Tessalónica, prolonga-se a velha situação. Dessacralizado o Imperador, a Roma religiosa torna-se, de certo modo, a sua herdeira. “Volta a sacralização do Estado, tornado cristão, legitimado pela investidura da Igreja”. Inaugura-se, assim, um período da história e das instituições, baseado nos seguintes elementos: origem sagrada do poder temporal, que para ser legítimo tem de ser confirmado pela entidade religiosa. Esta concepção e legitimação do poder mantém-se até ao momento em que a monarquia absoluta foi posta em questão, e o poder passou a ser legitimado pela vontade popular.
  • A unidade do Estado, que tinha tendência a identificar-se com a sociedade, baseada na unidade de religião, segundo o conhecido princípio, “cujus Regio, eius religio” – a religião do Rei é a religião do Povo. Este princípio, se por um lado protegia a Igreja Católica, por outro lado teve consequências dramáticas na ausência de liberdade religiosa e violação da liberdade de consciência, em que a Igreja se viu envolvida, agudizadas na Europa com a reforma protestante, conhecida como cisma do Ocidente. A inquisição e as guerras de religião foram manifestações graves desse princípio. O Estado confessional, com uma religião de Estado foi uma consequência natural. Por seu lado, a Igreja, que pela sua vocação de serviço e de evangelização, exerceu um papel importante na estruturação das sociedades, organizou-se como sociedade e viu-se envolvida no poder temporal, de certo modo co-responsável dessas violações de liberdade de consciência e liberdade religiosa.
  • É esta situação que a época moderna começa a pôr em questão. O acento vai ser posto na liberdade e na igualdade de todos. A primeira manifestação do culto da liberdade é a liberdade de pensamento, fruto da dignidade da razão, exercida nas filosofias e orgulhosa da ciência nascente, que nunca mais parou de progredir. A modernidade vai afirmar-se, precisamente, por essa autonomia da razão, que rejeita toda a verdade que não tenha nela a sua origem. A pessoa humana compreendida como indivíduo, relativiza progressivamente a importância da comunidade e da dimensão comunitária na busca da verdade e na concepção da liberdade. Uma dimensão individual da verdade e da liberdade pôs em questão a base da verdade da Igreja e da concepção da liberdade como co-responsabilidade comunitária. Não admira que a Igreja visse nesses ventos de modernidade, com que se identificava o progresso, uma ameaça à sua compreensão do homem, da verdade e da comunidade. Seguiram-se as denúncias e as condenações da modernidade, o que fez com que, até hoje, as forças defensoras dos novos ventos, vejam a Igreja como retrógrada, inimiga do progresso e da modernidade.

É neste contexto dialéctico que se vai burilando o conceito de laicidade, aplicado prioritariamente ao Estado, enquanto dessacralização do poder, que deixa de ter a sua legitimação no poder divino, encarnado no poder da Igreja, mas sim no Povo, para quem se defendem valores universais, como a liberdade, a igualdade e a fraternidade.

Ao Estado teocrático segue-se o Estado democrático que tem um longo caminho a percorrer, para afirmar a sua legitimidade e a sua dignidade. Para ser coerente com os princípios da modernidade, tem de defender a igualdade de todos e a dignidade da pessoa humana, a liberdade de consciência e de religião e a liberdade de expressão, princípios inspiradores do Estado democrático.
Pelo que afirmámos, o conceito de laicidade afirmou-se contra a Igreja e foi, tantas vezes, anti-clerical. A laicidade deslizou, facilmente, para o laicismo e pretendeu estender-se a toda a sociedade, progressivamente marcada pelo individualismo, recusando espaço na sociedade para a incidência cultural dos valores religiosos e, sobretudo, evangélicos.
A laicidade passou a fazer parte da definição dos Estados democráticos. “Pôr em questão a laicidade é pôr em perigo o Estado e a liberdade” Se as expressões desta laicidade assustaram a Igreja, a pouco e pouco tomou-se consciência de que a laicização, enquanto dessacralização do Estado e do poder é uma exigência do cristianismo. C. Duquoc escreveu nos tempos do Vaticano II: “Se esta interpretação é válida, é preciso considerar a laicização das sociedades modernas, a neutralidade da ciência, não já com uma degenerescência ou uma apostasia, mas como um progresso objectivo: em todo o caso, como a melhor condição para que o cristianismo manifeste a sua transcendência, isto é, o seu alcance supra-temporal e celeste”.
A Igreja hoje aceita a laicidade do Estado e mesmo onde os católicos são a maioria, ela não exige a confessionalidade do Estado nem conta com o poder estatal para realizar a sua missão. Preocupa-se, isso sim, com os critérios laicistas estendidos a toda a sociedade, mais uma vez identificada com o Estado, em termos de laicidade, sobretudo nos valores culturais que fundamentam a ética colectiva, no respeito pela liberdade de consciência e pela sua presença na cidade, em termos de missão. A Igreja faz parte da sociedade e não pode esconder-se, tem de continuar a lutar pela verdadeira dignidade do homem. O Estado laico situa-se no âmbito dos valores terrenos, que também têm a sua dimensão de transcendência e não deve fechar-se à dimensão transcendente desses valores, veiculados pelas religiões.

A Igreja aceita e respeita a laicidade do Estado, enquanto serviço estruturante da sociedade. Sabe que a área de intervenção do Estado é a ordem temporal do presente histórico, “hoc saeculum”, onde o respeito pela dignidade da pessoa humana, da sua consciência e das expressões legítimas da sua liberdade, a construção da justiça e os caminhos de desenvolvimento e de progresso são valores fundamentais. Mas se a esfera natural dos valores a promover e defender pelo Estado, é a ordem temporal, não pode desconhecer ou atacar valores transcendentes, também eles presentes na dinâmica da sociedade. Por isso, a Igreja nunca aceitará que a laicidade do Estado se transforme em laicismo a impor-se a toda a sociedade, que à partida não se pode definir como laica ou crente, pois isso depende da consciência dos cidadãos.
A Igreja está presente na sociedade, de que faz parte, através de dois caminhos complementares: a sua visibilidade organizativa – entre nós a Igreja é, a seguir ao Estado, a estrutura mais organizada e presente em toda a sociedade – e a presença dos cristãos, com a visão da vida que brota da sua fé, em toda a realidade social. A estrutura organizada da Igreja é ampla, e engloba, para além da sua organização religiosa, as instituições de serviço à sociedade, no campo da intervenção social, da educação, da comunicação e da cultura. Estas concretizam o seu serviço à pessoa humana e à sociedade, pondo em realce a natureza da missão da Igreja na sociedade: servir a pessoa humana e o bem comum. E é por isso que as relações da Igreja com o Estado, na medida que este se assuma como serviço à sociedade, só podem ser de cooperação em prol do bem comum, respeitando as esferas específicas e a natureza de cada Instituição. Esse princípio da cooperação inspira todos os conteúdos da nova Concordata celebrada entre a Santa Sé e o Estado Português. Tudo o que seja dificultar ou mesmo tentar irradicar da sociedade estas estruturas de serviço, protagonizadas pela Igreja, é manifestação de laicismo ultrapassado e retrógrado .
Nós não defendemos um Estado confessional, cultivamos o respeito pela liberdade religiosa, expressão maior da liberdade de consciência. Não pedimos ao Estado que nos proteja, mas que nos reconheça no serviço que prestamos e que integra a nossa missão explicitamente espiritual.

Cardeal D. José Policarpo

domingo, junho 22, 2008

Duas visões...





A humildade, o caminho do sacerdote

"A humildade não é das iguarias do Reino dos Céus, mas sim o condimento que está presente em todas as iguarias".
É um grande desafio para nós sacerdotes:
  1. sermos menos vaidosos e consumistas,
  2. termos menos fantasia na palavra
  3. sermos também mais evangélicos e evangelizadores.

"A humildade é a verdade" - Sta. Teresa de Ávila.

"A nossa pequenez e provisoriedade torna-se o caminho para o encontro com a beleza de Deus" - Sta. Teresinha do Menino Jesus

"Quando me sinto fraco então é que sou forte" - (S. Paulo)

sábado, junho 21, 2008

As mulheres do Vaticano

As mulheres ainda não podem celebrar missa - mas já há no Vaticano algumas que ocupam lugares antes exclusivamente reservados aos homens; e nem todas são católicas nem freiras.
No Pontificado de Bento XVI há mulheres em oito cargos importantes.
  1. Uma delas, russa e ortodoxa, é retratista oficial do sucessor de São Pedro e ocupa o lugar já ocupado por Miguel Angelo ou Rafael.
  2. Também é uma mulher (a primeira nesse cargo) que dirige a filmoteca do Vaticano.
  3. Outra, casada e psiquiatrica, analisa pedidos de nulidade matrimonial.
  4. Ou ainda uma outra, que ainda foi nomeada por João Paulo II, que é subsecretária da Congregação para os Estudos da Vida consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
  5. E há também a "irmã internet", responsável pelo site do Vaticano.

O cinema contra a Burka

Os cinemas afegãos estão a viver tempos de mudança para os quais as mulheres - as maiores vitimas do regime talibã que esteve à frente do país até à sete anos - estão a contribuir de uma maneira decisiva.
São elas que têm estado atrás da produção de filmes de acção que "atiram" para as telas mulheres sem burka a combaterem como os homens em enredos emocionantes e divertidos, onde não faltam cenas de Kung Fu.
Objectivo: acabar com a imagem de que as mulheres são débeis e mostrar que podem fazer as mesmas coisas ou mais que os homens.

sexta-feira, junho 20, 2008

Os judeus sobreviventes do holocausto agradecem a intervenção do Papa Pio XII

O Papa Bento XVI receberá na próxima quarta-feira um pequeno grupo de judeus sobreviventes do holocausto. Esses judeus, presentes em Roma por ocasião de um simpósio sobre o Papa Pio XII que a Fundação patrocina, querem agradecer pessoalmente a intervenção da Igreja Católica, que conseguiu salvar-lhes a vida durante a Segunda Guerra Mundial.

A Fundação Pave The Way, dedicada ao diálogo inter-religioso, apresentará publicamente uma série de gravações, realizadas com a colaboração da agência de televisão Rome Reports, na qual se recolhem testemunhos que mostram as actividades secretas do Papa e dos membros da casa pontifícia para salvar as vidas de judeus durante a guerra.

O objectivo é «analisar o que se sabe até hoje, antes da abertura dos arquivos vaticanos. Não se trata de fazer uma revisão erudita centrada só nos arquivos originais, mas sim de um tribunal onde os acontecimentos de então e os testemunhos actuais ajudem o grupo a chegar a uma conclusão razoável, que receberá a confirmação histórica quando os arquivos forem abertos».
Fonte: Zenit

"O Vigário", "O Papa de Hitler" obras desacreditadas por Arquivo secreto do Vaticano

O mundo judaico foi exposto só à obra fictícia «O Vigário». Contudo, na opinião dos historiadores internacionais reconhecidos da Segunda Guerra Mundial, assim como do biógrafo oficial de Winston Churchill, sir Martin Gilbert (também judeu), afirma que essa obra é uma hábil invenção baseada em imprecisões históricas.
Assim como o livro de John Cornwell, «O Papa de Hitler», também acaba por sair desacreditado.
Fonte: Zenit
O que o lucro fácil é capaz de fazer!!!
A investificação cientifica e histórica são postas de lado e editam-se livros com ideias pré-concebidas ou objectivos escuros... Quanta mais confusão melhor...
Afinal o Papa Pio XII libertou e salvou secretamente muitas pessoas da morte...

quarta-feira, junho 18, 2008

Eu também quero ser cristão

Uma Europa de Valores

Mais uma vez, a União Europeia foi despertada do seu adormecimento institucional pelos cidadãos. Neste caso, o «Não» da Irlanda tem um impacto que ultrapassa, em muito, o âmbito nacional, podendo colocar em risco o Tratado de Lisboa de que os governantes portugueses tanto se orgulham.
Os cidadãos europeus parecem ser um problema para quem lidera a União e está, muitas vezes mergulhado em questões menores ou demasiado virado para si mesmo:
  • quando os europeus não participam, há queixas do seu alheamento;
  • quando participam, são pouco dóceis aos desígnios comunitários e têm o mau hábito de se lembrarem dos problemas com que convivem no seu dia-a-dia e castigarem quem comanda os seus destinos.

“Bruxelas” está a deixar de ser o símbolo de paz e unidade europeias para passar a ser uma espécie de papão para as faixas da população mais desprotegidas. Se quiserem ser levados a sérios, os mentores desta nova Europa (reunificada, para os políticos; reconciliada, para a Igreja) têm de estar atentos às necessidades concretas das populações que são chamados a servir – esse fim nobre da política que cada vez mais parece mais esquecido...

Enquanto a vida passa lá fora e a União discute sobre o que há-de fazer com os seus documentos, o preço do petróleo não pára de aumentar, as greves e as manifestações de descontentamento multiplicam-se, a crise alimentar adensa as nuvens negras no horizonte. O papão não será o culpado de tudo, mas tem de fazer mais para esclarecer e ajudar os habitantes deste Velho Continente, uma referência para todo o mundo.

A Europa dos 27 precisa de redescobrir-se, nos valores que lhe deram origem e nas intuições que fundamentam esses valores, de forma a querer ser “seguida” pelos seus e pelo mundo. Negligenciar este património é comprometer o futuro deste projecto político.

Neste contexto, é impossível neglicenciar a importância do diálogo com a sociedade civil e com as confissões religiosas. A presença da Igreja neste continente é um dado incontornável, visível na construção dos valores que moldaram a Europa e, pelo seu património cultural, praticamente nas ruas de cada cidade.

O diálogo com o passado tem neste campo dos Bens Culturais da Igreja um desafio particular, simbólico. Vale a pena investir naquilo que distingue a nossa casa e nos ajuda a reconhecê-la.

Octávio Carmo in Ecclesia

Quando os valores não importam, preocupam-se com documentos...

Quando as raízes são esquecidas, quando as instituições que moldaram a Europa são marginalizadas e redicularizadas o que se espera...

Quando a democracia só é boa se o povo concordar connosco, ficamos surpreendidos quando isso não acontece... Tem algum mal que os Irlandeses, como povo soberano e democrático, tenha dito através do voto que NÃO ou só podia votar sim?!!! E agora vamos repetir os referendos até que o povo vote SIM?!!! Não foi assim que fizeram em Portugal em relação ao referendo do Aborto...

segunda-feira, junho 16, 2008

Voltou a comunhão de joelhos...

O papa Bento XVI, após a reabilitação da missa em latim e das "batinas" de renda, recuou ontem um pouco mais nos hábitos litúrgicos ao dar a comunhão aos fiéis ajoelhados em genuflexórios. A prática, caída em desuso após o Concilio Vaticano II, foi revitalizada pelo papa na missa que celebrou para 70 mil pessoas em Brindisi, Sul de Itália.

Fonte: Diário de Notícias

sábado, junho 14, 2008

Algumas "inquietações" dos leitores...

"Eu até concordo que os Bispos se dediquem a estudar os problemas de gestão da Igreja...
O Evangelho fala de gestão... (...)
Na Igreja há um sério problema de gestão... há diferenças, dentro do País, de diocese para diocese, quanto à sustentaçãodo Clero, por exemplo... Há padres a ganharem imenso dinheiro... há padres que mal conseguem viver com o que lhes é dado... Há padres que para terem dinheiro para viver precisam de se dedicar a outras tarefas que não a do Anúncio da Palavra (dar aulas, por exemplo... (...).

Porém, a mais grave crise de gestão que os nossos Bispos precisam de enfrentar e resolver é a dos Recursos Humanos... Há dioceses com padres «a mais» e dioceses com padres «a menos»... quando se passa dessa visão mesquinha, alicerçada numa visão legalista da «incardinação» do Clero e se implementa uma Gestão de Partilha e Comunhão no que toca à distribuição do Clero na Igreja em Portugal??
Espero que os nossos Bispos estudem bem... e sejam ousados nas suas conclusões e perspectivas de acção para o futuro e não venham destas Jornadas apenas com «mais do mesmo»".
Um Padre (também) inquieto, 14.06.8

"Mais importante que aprender gestão é reaprender o Evangelho, a justiça e a solidariedade.
Realmente, anunciar aumento das Missas numa altura de tão grande crise que sensibilidade mostra? Os nossos bispos precisam de aprender muito! "
Anónimo 14.06.08
"O que eu quero da Igreja é Amor; Honestidade: Humildade; Verdade; Justiça; Caridade…
A minha história com a Igreja é muito triste:O meu caso refere especificamente a um homem (padre); que nas suas homilias fala de Amor, Partilha, Humildade; etc., mas a realidade dele é bem diferente (...) "
Anónimo 05.06.08

quinta-feira, junho 12, 2008

Católicos, voltai para casa!

Contaminações linguísticas

Ontem, o jornal El País tinha um título que me surpreendeu e claro, despertou a minha curiosidade: “España debe mantener la fe”. Durante um instante, pensei que se tratava da recomendação de alguém preocupado pela incultura religiosa espanhola, ou algo parecido. Claro que o título despertou interesse, mas qual não foi a minha desilusão quando percebi que o título não correspondia ao conteúdo, pelo menos aquele que era expectável.
Naturalmente, a pequena entrevista referia-se ao futebol.
É curioso como o vocabulário religioso se transferiu para outros sectores, e mais concretamente para o desporto. O selecionador portugês reza antes dos jogos, algumas pessoas fazem promessas se a sua selecção ganhar, em Itália os adeptos falam inclusive da “fede calcistica” para indicar a equipa a que cada um pertence: fede calcistica juventina, milanista, romanista...
Mas o mais engraçado é quando esse vocabulário se transfere para o campo político. Os partidos políticos celebram os seus conclaves, têm as suas “fumatas” (brancas ou pretas) para eleger os seus lideres, há candidatos “in pectore” para este ou aquele cargo... E tudo isso, acontece independentemente da ideologia de cada partido. Talvez poderiamos reconhecer que a fé cristã na Europa teve e têm mais influência do que se pensa...

terça-feira, junho 10, 2008

Silencia-se a verdade para subir na carreira!!!

A INVEJA é "o vício clerical por excelência".

O Cardeal Martini, com enorme coragem, denunciou que é, especialmente, na cúria romana, "onde todos querem ser mais", que se silencia a verdade. Todos sabem que, para subirem de escalão, "certas coisas não se dizem, já que sabem isso irá que bloquear a carrera".
Assim, dessa manera, os clérigos silenciam a verdad e preferem, pelo contrário, "dizer o que agrada ao superior e actuar segundo o que cada um imagina que agradará superior". Isto causou e causará "um gravísimo mal à Igreja" e assim "prestarão um fraco serviço ao Papa".
Cardeal Martini
O que é mais perigoso para a Igreja são aqueles que auto-rotulam de "conservadores" silenciando a verdade e dizendo aquilo que poderá agradar ao superior ou os chamados "progressistas" que, inspirados pelo Evangelho, renunciam a subir na carreira, mas não se coibem de dizer mesmo aquilo que não agrada aos superiores?
É interessante aquilo que diz o Cardeal Martini: Dentro da comunidade eclesiástica, "há muitas pessoas consumidas pela inveja que se interrogam: "Que mal fiz eu para que nomeem tal pessoa bispo e a mim não?".

O pecado da vaidade está cada mais arreigado no clero dos nossos dias!!!

"É claro que gostamos mais dos aplausos do que dos assobios,
mais do bom acolhimento do que da resistência.
Que grande é a vaidade da Igreja!
E esta aprecia-se nos hábitos.

Até à pouco tempo, os cardeais tinham capas de de seda com caudas até seis metros. Geralmente a Igreja reveste-se de ornamentos inúteis porque têm a tendencia da ostentação".

Cardeal Martini

sábado, junho 07, 2008

Cardeal Martini lamenta inveja, vaidade, calúnia e carreirismo na Igreja

A inveja é o “vício clerical, por excelência”, e os outros pecados capitais mais presentes na Igreja são a vaidade e a calúnia. Quem o afirma é o Cardeal Carlo Maria Martini, Arcebispo emérito de Milão, 81 anos, um dos nomes mais respeitados da Igreja Catóica no mundo.
O Cardeal Martini, que ao completar 75 anos, trocou Milão por Jerusalém, está a dirigir os exercícios espirituais na sede dos Jesuítas, na localidade de Ariccia, próximo de Roma.
Segundo ele, muitos dentro da Igreja estão “consumidos” pela inveja. Alguns não aceitam nomeações de outros para Bispo e este não é o único pecado capital entre os homens da Igreja. O Cardeal contou que costumam chegar às dioceses cartas anónimas, desacreditando os seus membros. Quando estava em Milão, mandava destruir todas as cartas com calúnias.
D. Carlo Maria Martini denunciou também o vício da vaidade, precisando que na Igreja “é muito grande”.

O Cardeal italiano citou ainda o “carreirismo” na Igreja, e especialmente, na Cúria Romana, onde “cada um quer ser mais que o outro”.
Fonte: ecclesia

A tendência da ostentação está a crescer dentro da Igreja

“Continuamente a Igreja se desnuda e se reveste de ornamentos inúteis, numa tendência à ostentação, ao alarde” - Cardeal Martini

quinta-feira, junho 05, 2008

As petroliferas portuguesas não descem os combustiveis porque?

Preços do petróleo em queda pelo terceiro dia consecutivo. São tão rápidos a subir e tão lentos a descer!!!
Os preços do crude mantêm a trajectória descendente dos últimos dois dias, com os sinais de que a procura de gasolina está a abrandar no maior consumidor mundial de Energia.

Hoje, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Junho era negociado no ICE de Londres a descer 23 cêntimos para os 121,87 dólares. À mesma hora, o contrato de Julho do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) descia 13 cêntimos para os 122, dólares.
Já chega! Dizem que as leis do mercado obriga-nos a subir e a descer quem os obriga?

Será que o mal existe?

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
- “Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu valentemente:
- Sim, Ele criou…
- Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
- Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor respondeu, “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?"
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
- Posso fazer uma pergunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- professor, o frio existe?
- Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
- O rapaz respondeu: "De facto, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor".
- E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
- O professor respondeu: - Existe.
O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. “A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”.
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
- Senhor, o mal existe?
O professor respondeu: Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.
E o estudante respondeu: “O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz”.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado… Imediatamente o director dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome? E ele respondeu: ALBERT EINSTEIN.
Enviado por email

quarta-feira, junho 04, 2008

Eu gostava que a Igreja fosse...

  • Mais papel de embrulho que de papel de cenário, porque a Igreja não pode ficar à distância para ser «admirada», intocada, antes deve implicar-se, envolver, proteger...
  • Mais papel higiénico que papel de lustro: uma Igreja humilde, sem medo de se «sujar» com os pobres e desvalidos, «multi-usos», maleável e absorvente, que não se mede pelo «dar nas vistas», pelo brilho externo…
  • Mais papel liso que quadriculado: uma Igreja disposta ao diálogo com o mundo e que não joga à defesa, que se liberta do quadriculado dos legalismos…
  • Mais papel reciclado que «couchet»: uma Igreja com uma profunda consciência das próprias dificuldades e pecado dos seus membros, mas que se preocupa mais em integrar que em excluir…
  • Mais papel de carta que panfleto: uma Igreja que é «carta de Deus-Amor», que não esquece o essencial do essencial, que não confunde o anúncio do Evangelho com publicidade enganosa…

E TU, gostavas que a Igreja fosse?