Terça-feira, Agosto 10, 2010

Os sacerdotes rejuvenescem quando se reformam

Os sacerdotes dedicam toda a sua vida ao serviço de Deus e aos fieis. Nunca deixam de estar disponíveis, porém também eles envelhecem.
Que fazem os sacerdotes quando se reformam?
A que é que dedicam o seu tempo?
Quem cuida deles? Onde vivem? O seu serviço à Igreja continua.

Pensemos e recordemos aqueles sacerdotes que durante muitos anos dedicaram toda a sua vida aos outros. Eles também envelhecem, mas nunca deixam de estar ao nosso serviço.
  • Antonio Sancho, um sacerdote reformado, com setenta e sete anos, apesar de está numa cadeira de rodas, transparece uma tremenda alegria de espírito e apresenta-se disponivel para todo aquele que queira falar e rezar con ele.
  • Florencio Díaz, tem oitenta e seis anos, está doente mas sente-se muito feliz e adaptado à casa. Com as suas limitações dá-nos generosamente o seu testemunho. Humildemente diz que cada pessoa tem a sua vida e que compreende que com o trabalho diário seja complicado para alguns colegas encontrar o momento adequado para acompanhar e partilhar con eles um pouco do seu tempo. O seu testemunho é uma mostra de dar sem esperar nada em troca.
  • Tomás Correas, dedicou toda a sua vida à Pastoral do povo. É um artista. Tomás cria quadros sobre o cobre com fogo em cada ano realiza uma exposição. Aos oitenta anos está estupendamente, têm uma vitalidade maravillosa e contagia-nos com a sua alegría. O seu quarto un estudio de pintura que irradia vida e luz.

O que fazemos e como tratamos aqueles sacerdotes que dedicaram a sua vida à Igreja...

Fazemos melhor do que a sociedade faz com os reformados ou tratamo-los como um peso para a sociedade e para a Igreja?

Porque é que que alguns sacerdotes rejuvenescem quando se reformam?

Terça-feira, Julho 13, 2010

Divórcio pode ser contagioso

Se tem amigos que se separaram, então tem 75% de hipóteses de tal também lhe acontecer

Pesquisadores da Brown University entrevistaram mais de 12 mil pessoas para apurar as causas do divórcio e deduziram que o efeito dominó é um dos principais impulsionores.

Rose McDermott, responsável pelo estudo, afirma que os divórcios são contagiosos e espalham-se pelos círculos familiares, sociais e profissionais.

“Os resultados vão além da relação íntima pessoa-a-pessoa e sugere um efeito pessoa-a-pessoa-a-pessoa”, afirmou McDermott. Ou seja, o amigo pode influenciar o seu marido.

Estatisticamente existe um aumento de 75% de hipóteses de um divórcio quando uma das duas pessoas do casal teve contacto com alguém que se divorciou.

No caso do “amigo do amigo”, o aumento é de 33%, mas se for “amigo do amigo do amigo” já não há influência possível, revela o estudo.

13 de Julho de 2010
Fonte: Sapo.pt

Segunda-feira, Julho 12, 2010

Rendimento mínimo ou a outra treta que lhe chama agora

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca havia reprovado um aluno antes, mas uma vez, reprovou uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que um regime igualitário realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência igualitária nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas de avaliação nas provas.".

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e portanto seriam "justas" porque iguais. Isso quis dizer que todos iriam receber as mesmas notas, o que significou que ninguém iria ser reprovado. Isso também quis dizer que obviamente ninguém iria receber um "20"...
Depois das primeiras avaliações saírem foi feita a média e todos receberam "13". Nesta altura quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram felizes da vida com o resultado.
Quando a segunda prova foi feita os alunos preguiçosos continuaram no seu ritmo, pois que acreditavam que a média da turma continuaria a beneficiá-los. Já os alunos aplicados, entenderam que também eles teriam direito a baixar o ritmo, agindo contra a sua própria natureza.
Resultado, a segunda média das avaliações foi " 8". Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral acabou por descambar e voltou a descer para o "5".
As notas nunca mais voltaram aos patamares mais altos, mas inversamente, as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações e inimizades que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém se sentia obrigado a estudar para beneficiar o resto da sala.
Resultado: Todos os alunos chumbaram naquela disciplina... porque todos eram «iguais».
O professor explicou que a experiência igualitária tinha falhado porque ela se traduziu na desmotivação dos participantes. Preguiça e mágoa foi o resultado. "Quando a recompensa é grande", disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós".
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de acções que punam os mais afortunados pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, obriga a que outra pessoa deva trabalhar sem receber. O governo não pode «dar» a alguém aquilo que tira a outro alguém. Quando metade de uma população começa a entender a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." (Adrian Rogers, 1984)

Segunda-feira, Julho 05, 2010

La conversión al catolicismo de Wesley Sneijder, el héroe nacional holandés

Fue hace sólo un mes, y por amor. El capitán de la nueva "naranja mecánica" se bautizó en Milán poco antes de partir para Sudáfrica.


Suyo fue el centro que el defensa brasileño introdujo Felipe Melo en su propia portería, y suyo el cabezazo que supuso la remontada ante Brasil este viernes: 2-1, y Holanda se metía en semifinales del Campeonato del Mundo de Fútbol, donde se enfrentará a Uruguay.

Wesley Sneijder se ha convertido con este gol y medio en el nuevo héroe nacional de los tulipanes, que ven cómo vuelve a acercarse el sueño de elevar la Copa Jules Rimet dos veces truncado, en 1974 ante Alemania y en 1978 ante Argentina.

Pero hace sólo un mes, el capitán del equipo holandés había logrado una victoria aún mayor: su conversión al catolicismo. Y ha sido por amor. Desde el año pasado es novio de Yolanthe Cabau van Kasbergen, actriz, presentadora y modelo holandesa nacida en Ibiza de padre español, y que convenció a su novio de bautizarse.

Lo hizo a finales de junio en Milán, en una ceremonia privada. Ella le ha regalado un rosario que él lleva siempre en el cuello, y el centrocampista del Inter, por su parte, está feliz con su decisión: «Fui a misa una vez junto a mis compañeros, y en su forma de tomar parte en ella sentí una fuerza y una confianza que me turbaron». Animado por Yolanthe, se inscribió en los cursos de catecismo para adultos hasta el día de recibir el sacramento, pocas fechas antes de la partida del equipo hacia Sudáfrica.

El capitán neroazzurro, Javier Zanetti, conocido por su condición de católico practicante, estuvo también en todo momento junto a Sneijder para dar este paso decisivo en su vida.

Segunda-feira, Junho 21, 2010

O Papa condena energicamente o carreirismo no clero

“Quem aspira ao sacerdócio para um crescimento do seu próprio prestigio pessoal e do próprio poder compreendeu mal na raiz o sentido deste mistério”.

“O sacerdócio nunca pode representar uma maneira de atingir a segurança na vida ou de conquistar para si uma posição social”. A ambição e o sucesso fazem com que o padre seja “sempre escravo de si mesmo e da opinião pública”. “Para ser considerado deverá adular; terá de dizer aquilo que a gente quer ouvir; terá de se adaptar às modas e às opiniões e assim privar-se-á da relação vital com a verdade, reduzindo-se a condenar amanhã aquilo que terá louvado hoje”.

“Um padre que veja nestes termos o próprio ministério, não ama verdadeiramente Deus e os outros, mas apenas a si mesmo e paradoxalmente acaba por se perder a si mesmo”.

Fonte: Agência Ecclesia

O Papa têm vindo a denunciar energicamente o carreirismo na Igreja, desde que foi eleito e parece que muito poucos o tem escutado e seguido a suas pisadas. Digam-me o que já fizemos para que essa "pecha" não continue a destruir as relações fraternas no seio do presbitério? Será que estas palavras do Papa são para levar a sério?!!! Está na hora de os Senhores Bispos procurarem, por palavras e obras, seguir as pegadas do Pastor e discernirem como é urgente acabar com "carreirismo" no seio da Igreja.
Quem sugere medidas?

Domingo, Junho 20, 2010

Saramago: um populista extremista de ideologia anti-religiosa

Saramago foi um homem e um intelectual sem qualquer admissão metafísica que depositava a sua confiança no materialismo histórico, isto é, no marxismo.

Colocado lúcidamente na parte da "cizaña" no evangelho do campo de trigo, denunciava agressivamente as cruzadas ou a Inquisição, esquecendo propositadamente os 'gulags', as purgas, os genocidios, dos 'samizdat' culturais e religiosos dos seus corregilionários.

Ao analisarmos a novela "O Evangelho segundo Jesus Cristo" (1991), uma obra "irreverente", chegamos facilmente à conclusão de que esta é um "desafio à memória do Cristianismo" e percebemos que ele não percebe nada do que é "salvar".

No que diz respeito á religião, atada como esteve sempre a sua mente por uma desestabilizadora intenção de tornar banal o sagrado e por um materialismo libertário que quanto mais avança nos anos mais se radicalizava, Saramago nunca se deixou levar por uma incómoda simplicidade teológica.
Um populista extremista como ele, que, ao longo da sua vida, procurou dar resposta ao porquê do mal no mundo, deveria ter abordado em primeiro lugar o problema de todas as erróneas estructuras humanas, desde as histórico-políticas às sócio-económicas, em vez de saltar apressadamente para o plano metafísico.
Porque não o fez? Afinal era um defensor de ditaduras comunistas... inimigo das liberdades (expulsou os jornalistas do JN - trabalhadores) e amigo dos ditadores de esquerda e comunistas...
Era débil com os fortes e forte com os debeis.
Porque quis ganhar dinheiro, ofendendo e insultando?
Porque não ficou sepultado em Espanha, como desejava?
Será um herói que merece estar no panteão nacional?
Devemos estar loucos, quando ouvimos atribuir-lhe este qualificativos:
"exemplo de compromisso, defensor dos direitos humanos, lutador pela justicia, referente ético".

Terça-feira, Junho 08, 2010

"La ultima cima" um filme que se vai estrear em + 50 salas graças à aclamação popular

Trailer do filme "La última cima" EM +50 SALAS DE TODA ESPANHA.......... GRAÇAS A TI

Pablo, sacerdote, sabia que iria morrer jovem e desejava que acontecesse na montanha. Entregou a sua vida a Deus… e Deus aceitou a sua oferta. Agora dizem que está vivo.
Pablo era conhecido e amadado por um número incalculável de pessoas, que testemunharam isso depois da sua morte
LA ÚLTIMA CIMA mostra as marcas profundas que pode deixar um bom sacerdote, nas pessoas com as quais se cruza. E provoca no espectador uma pregunta comprometedora: também eu poderia viver assim?

Inicio filme "La última cima" EM +50 SALAS DE TODA ESPANHA.......... GRAÇAS A TI
Não tinha nenhum interesse em conhecer esse padre… mas conheci-o. E passados 12 dias, morreu. Poderia tê-lo esquecido para siempre… mas fiquei curioso… e depois quis contar a sua história. Assim a minha mãe poderia dizer, uma vez mais: "eu não sei, filho, que vontade tens de te meter em confusões."

Como foi a ante-estreia do filme "La última cima" EM +50 SALAS DE TODA ESPANHA.......... GRAÇAS A TI
Novas imagens do filme e comentários das pessoas que viram a ante-estreia no dia 31 de maio no cinema Palafox de Madrid.

Temos informação abundante sobre sacerdotes pedófilos, ladrões, antipáticos... sabemos muito sobre sacerdotes que não são fiéis à IGREJA, mas muito pouco sobre a grande maioria dos padres... que são bons padres.

Queres solucionar este vazio de informação? Só tens que pedir que o filme estreie na tua cidade... aqui

Sábado, Junho 05, 2010

A terminar o Ano Sacerdotal


Em muitos momentos da vida tivemos a graça de poder contar com um Padre!
Hoje são eles que precisam contar connosco!
Rezemos sempre por eles!

Quinta-feira, Maio 27, 2010

O filme: "Deuses e homens" premiado em Cannes

Um filme sobre monjes martirizados em África ganha o segundo prémio de Cannes.

«De Deuses e Homens», um filme do director francês Xavier Beauvois, é uma história real de oito monges cistercienses que foram feitos refens e assassinados por fundamentalistas islâmicos em 1996. Apesar de serem convivados a regressarem a França, o grupo recusou e optou por permanecer na conflictiva região das montanhas da Argélia, sabendo que correriam o risco de ser martirizados.

O filme foi galardoado no passado domingo com o «Grand Prix», que é o segundo mais alto galardão do festival.


É SURPREENDENTE: O EVANGELHO ESTÁ NA MODA NA MECA DO CIMEMA: Hollywood, e o cinema em geral, aposta agora em producçõess de inspiração cristã depois de comprovar o seu grande êxito. A industria do cinema americano está surpreendida pelo grande acolhimento que os novos filmes de temática cristã têm tido. PORQUE SERÁ?

  • A Paixão de Cristo (2004) - arrecadou 612 milhões de dolares;
  • As crónicas de Narnia: o leão, a bruxa e o armário (2005);
  • O exorcismo de Emily Rose (2005);
  • Abandonados: mundo em guerra (2005);
  • Lutero (2005);
  • Natal(2006);
  • Guadalupe (2006);
  • Prova de fogo (2008);
  • Bella (2008)

«Letters to God» = Cartas a Deus (2010) O filme, baseado em factos reais, (o filho de outro director, Patrick Doughtie, morreu por causa do cancro em 2005) mostra a história de uma criança de 8 anos que padece de uma enfermidade e cujas paixões, por esta ordem, são Deus e o futebol. Pelado, com pano de pirata na cabeça, escreve inocentemente a partir do coração uma série de cartas a Deuss que vão transformando as vidas de quem o rodeia, incluido o carteiro.

Quarta-feira, Maio 26, 2010

CARTA SEM RESPOSTA: Um missionário escreve ao New York Times para relatar histórias que não são notícia

O sacerdote salesiano Martín Lasarte, que está há mais de 20 anos em Angola, relata enternecedoras histórias de sacerdotes que entregam as suas vidas até limites inimagináveis, mas...«não são notícia».


O missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte, um missionário que vive há mais de 20 anos em Angola, define-se a si mesmo numa carta enviada ao The New York Times como «um simples sacerdote católico» que se sente «feliz e orgulhoso» da sua vocação.

O diário norte-americano, que liderou a campanha contra a Igreja e o Papa por causa dos casos de pedofilia cometidos por alguns clérigos, ainda não respondeu.

Nela Lasarte explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos que a maioria dos sacerdotes da Igreja católica fazem nestas paragens, mas que, no entanto, «não é notícia».

A carta
«Causa-me uma grande dor que pessoas que deveriam ser sinais do amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não existem
palavras que justifique tais actos. Não há duvida que a Igreja só pode estar do lado dos débeis, dos mais indefesos. Portanto todas as medidas que venham a ser tomadas para a protecção, prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta», afirma o missionário na sua carta.

Não é notícia...transportar crianças através de campos minados
No entanto, acrescenta o missionário, «é curiosa a excassez de notícias e o desinteresse pelos milhares e milhares de sacerdotes que se consomem pelos milhões de crianças, pelos adolescentes e os mais desfavorecidos nos quatro cantos do mundo».

«Penso que ao vosso meio de informação não lhes interesse que eu próprio tenha trans-portado através de caminhos minados em 2002 muitas crianças desnutridas desde Cangumbe a Lwena (Angola) pois nem o governo se dispunha a fazê-lo e as ONG não estavam autorizadas; que eu próprio tivesse tido que enterrar dezenas de crianças falecidas entre os deslocados de guerra e retornados; que tenha salvado a vida a milhares de pessoas em Moxico por intermédio do único posto médico em 90.000 kilómetros quadrados, assim como através da destribuição de alimentos e sementes; que tivessemos dado a oportunidade a mais 110.000 crianças receberem de educação nestes 10 anos...», sublinha.

«Não é do vosso interesse -acrescenta- que, em conjunto com outros sacerdotes, tenhamos socorrido cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque não chegavam os alimentos do Governo e da ONU».

A seguir o salesiano relata uma série de acções realizadas por intermédio de outros companheiros, muitas vezes arriscando a própria vida, mas que não recebem nenhuma atenção dos meios de Comunicação.

80 anos e confortando os desesperados... Também não
«Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, durante noite percorre a cidade de Luanda curando crianças da rua, levando-as para uma casa abrigo, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como ol padre Stefano, tenha casas para crianças que foram golpeadas, maltratadas e até violadas. Tão pouco é noticia que Frei Maiato com os seus 80 anos passe de casa em casa confortando os enfermos e os desesperados».

60.000 sacerdotes que deixam tudo...não importa
«Não é noticia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes, religiosos tenham deixado a sua terra, a sua família para servir os seus irmãos em leproserias, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feiticeiras ou orfãos de pais que faleceram com sida, em escolas para os mais pobres, em centros de formação professional, em centros que prestam cuidados a seropositivos… ou sobretudo em paróquias e missões dapara motivar as pessoas a viver e amar».

Assassinados... também não
«Não é notícia -diz- que o meu amigo, o padre Marcos Aurélio, para salvar alguns jovens durante a guerra em Angola, transportou-os de Kalulo a Dondo e ao
regressar à sua missão tenha sido fuzilado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco catequistas, por terem ido ajudar em áreas rurais mais recónditas tenham falecido num acidente de viação; que dezenas de missionários en Angola tenham falecido por falta de socorro sanitário, por causa de uma simples malária; que outros tenham saltado pelo ar, por causa de uma mina, apenas por foram visitar os seus paroquianos. No cemitério de Kalulo estão as sepulturas dos primeiros sacerdotes que cheram à região... Todos tinham menos de 40 anos».

Mais à frente afirma que para certos meios «não é notícia acompanhar a vida dum sacerdote "normal" no seu dia a dia, nas suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruido a sua vida a favor da comunidade que serve».

«A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Noticia, essa notícia que sem ruido começou na noite de Páscoa. Faz mais ruido uma árvore que cai do que um bosque que cresce», sublinha.

Nem herói nem neurótico...simplesmente um homem
«Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes -acrescenta-. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um simples homem, que com a sua humanidade procura seguir Jesus e servir os seus irmãos. Existem misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e b
ondad como em cada criatura…».

«Insistir de forma obsesionada e persecutória num tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdocio católico com as quais me sinto ofendido», afirma.

E conclui: «Só lhe peço amigo periodista, que procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso torna-lo-á nobre na sua profissão».
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Terça-feira, Maio 25, 2010

Bento XVI - Surpreendente

Já muito se disse e escreveu sobre o Papa Bento XVI, a pretexto da sua recente visita a Portugal. Apesar disso, não resisti a tecer, também, algumas considerações sobre este tão importante evento, que veio mudar, radicalmente, o pensar de muitos (católicos e não católicos).

Ao abrirmos os jornais e televisões encontramos os mais variados títulos: “Viagem a Portugal mudou a imagem de Bento XVI”, “Viagem do Papa foi uma surpresa”, “Este Papa e o comum preconceito”, “O Papa que não sorria”, “Bento XVI deixa herança a Fátima” (Expresso); “A mudança de Bento XVI”, “Uma visita que moveu milhões” (Sol); “0 Papa que cantou nos Jerónimos” (Sábado); “Ratzinger chegou a Portugal e partiu Papa” (Televisões), etc.
Estes títulos reflectem o pensar de muitos a respeito do actual Papa, eleito com 78 anos de idade, um dos mais eminentes teólogos, que sucedeu a João Paulo II, que ascendeu a chefe da Igreja Católica aos 58 anos, mais extrovertido e que cativava mais com a sua presença, do que com a palavra.
  • O Papa João Paulo II, vindo dum país comunista, desportista, operário fabril e actor de teatro, quando foi eleito Papa, despertou, facilmente, a simpatia de todos;
  • Bento XVI, académico, teólogo, músico, foi recebido, pela maioria, com antipatia e preconceitos, rotulado de “conservador”, “duro”, “introvertido”, “antipático”, etc.

Os jornais chegaram a titular “ A marca Bento XVI vende menos que João Paulo II”!

No fim do dia 14 de Maio, os meios de comunicação social já afirmavam que a “Viagem a Portugal mudou a imagem do Papa”, pois, não só as pessoas passaram a ter uma ideia diferente de Bento XVI, como ele próprio também mudou fruto da calorosa recepção, que os portugueses lhe fizeram!
Podemos afirmar que a maioria dos portugueses (aqueles que o acompanharam, presencialmente, e todos os outros que o seguiram na televisão) ficou satisfeita, honrada e agradecida pela vinda de Bento XVI (muitos países não têm essa honra), embora alguns (os do costume) não perdessem a oportunidade para a criticar, pois fez perder “milhões” com as “tolerâncias de ponto” e se gastou muito dinheiro com a “recepção”, num tempo de “crise” económica e com tanta gente a passar fome!
A ironia está em que todos esses “críticos” ficaram “satisfeitos” por não ir trabalhar, dando mostras que não estão nada preocupados com a tão propalada “crise”! O Evangelista João relatou, já há dois mil anos, a “critica” feita por um certo Judas ao gesto amistoso de Maria de Betânea quando brindou Jesus de Nazaré com um perfume caro (João 12, 4-8)!
Bem fez o Presidente da República ao agradecer, na despedida, a visita do Papa a Portugal: “A Vossa presença, a Vossa palavra e o Vosso exemplo trouxeram esperança aos corações agradecidos dos Portugueses...Portugal despede-se de Vós revigorado pela mensagem de esperança e confiança que nos deixais”.
Podemos dizer que as várias intervenções do Papa Bento XVI, ao longo dos quatro dias, “tocaram”, indelevelmente, todos os homens de “boa vontade” e não só os “fiéis católicos”, que acorreram, fervorosamente, a ouvi-lo. Mesmo antes de aterrar no aeroporto de Figo Maduro, já havia respondido, dum modo concludente, a todos aqueles que exigiam dele uma declaração sobre a “Pedofilia na Igreja”: “A maior perseguição não vem dos inimigos de fora, mas nasce nos pecados da própria Igreja”. Em Fátima, a propósito do celibato, lembrou aos “consagrados”: “Somos livres para ser santos, livres para ser pobres, castos e obedientes”.
No primeiro dia da visita, 11 de Maio, no Terreiro do Paço, o Santo Padre elogiou o espírito missionário dos portugueses, no seguimento da recomendação de Jesus: “Ide fazer discípulos de todas as nações”. A propósito dos ataques à Igreja “santa e pecadora” recordou que “é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos...e que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia e na política”.
Aos homens da cultura, Bento XVI recomendou um equilíbrio entre a tradição e o presente inovador, com uma busca constante da verdade e da beleza “Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de Beleza”.
Nos seus discursos falou também do diálogo com o mundo e da “aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo”.
No Porto, àqueles que o acusavam de conservador ou ditador, o Santo Padre lembrou que “nada impomos, mas propomos”, reconhecendo que “nos últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade; hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos”.
O Papa Bento XVI terminou a sua visita a Portugal com o desejo de um “renovado impulso espiritual e apostólico” e que a sua bênção “seja portadora de esperança, de paz e de coragem”!

Cón. Fernando Marques

Sexta-feira, Maio 14, 2010

"Nada impomos, sempre propomos" Bento XVI

Uma mulher passa as lojas da Praceta de Santo António em revista – à cata de uma “lembrancinha” em conta. “Está a ser melhor do que na televisão”, comenta, com o rosto virado para trás. Segue-a o marido, costas dobradas, boné enterrado na cabeça, não vá ela abrir os cordões à bolsa em tempo de crise: “Dizem que ele é trombudo, afinal, ri-se o tempo todo!”
in Publico

Vê-se um Papa feliz, sorridente, sereno.

Os jovens com o Papa



os jacobinos de ontem transformam-se nos ecuménicos de hoje

Gostei de ter estado no CCB para o encontro "cultural" com Bento XVI. Não apenas pelo Papa, um dos mais importantes pensadores vivos que sempre li com prazer e proveito. Mas sobretudo para testemunhar a quantidade de "intelectuais" que, apesar de passarem 364 dias a usar a Igreja como saco de pancada, reservaram o 365º para aplaudirem o Papa de pé. Não cito nomes, até porque não tenho espaço. Mas como explicar esta esquizofrenia?

Uma amiga, que assistia abismada ao mesmo cenário, optou pela poesia: ‘Vaidade, tudo é vaidade.’ Não sei se será, embora câmaras de televisão normalmente façam milagres. Creio que o problema é mais fundo e Bento XVI tem-se ocupado dele com pena cirúrgica: a ditadura presente da nossa condição reside na incapacidade absoluta para defendermos valores fundamentais. Tudo é moda, o que significa que os mesmos jacobinos de ontem se transformam nos ecuménicos de hoje antes de regressarem ao jacobinismo de amanhã.

No relativismo larvar em que chafurdam as nossas sociedades, estou com os profetas: prefiro gente fria ou quente a estas versões mornas.
João pereira Coutinho no Correio da Manhã

Quarta-feira, Maio 12, 2010

Uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo

Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades da Nação,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!

Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do Senhor Presidente e dos meus Irmãos Bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século da proclamação da República. Ao pisar o seu solo pela primeira vez desde que a Providência divina me chamou à Sé de Pedro, sinto-me honrado e agradecido pela presença deferente e acolhedora de todos vós.

Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas cordiais expressões de boasvindas, dando voz aos sentimentos e esperanças do bom povo português. Para todos, independentemente da sua fé e religião, vai a minha saudação amiga, com um pensamento particular para quantos não podem vir ao meu encontro. Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu.


Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde, um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo (cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho.
Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».
Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo. A visita, que agora inicio sob o signo da esperança, pretende ser uma proposta de sabedoria e de missão.
De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade. Situada na história, a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida. Não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso, mas de uma questão de sentido à qual se entrega a própria liberdade. O que divide é o valor dado à problemática do sentido e a sua implicação na vida pública. A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas Concordatas de 1940 e 2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcados por rápida mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem.
Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade, inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.