terça-feira, janeiro 31, 2006

A Revolução de Bento XVI

Muito se fala da primeira Encíclica de Bento XVI. Eu também desejo colaborar para que seja conhecida. Inclusive reservo a 2º parte para um próximo comentário.
Antes disso: O que é uma “Encíclica”?
Uma encíclica ou Carta Encíclica é um documento pontifício dirigido a todos os fiéis católicos: leigos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e todos os fiéis leigos. Às vezes os destinatários são todas as pessoas de boa vontade, como foi a Encíclica de João XXIII sobre a paz (Pacem in Terris). Podemos dizer que uma encíclica é uma “carta circular” do Papa à humanidade.
O nome da encíclica costuma tirar-se das primeiras palavras: “Deus Caritas Est”, Deus é Amor. Vem escrita em latim e daí traduzida para vários idiomas do mundo, mesmo que o Romano Pontífice tivesse escrito na língua materna dele (alemão, polonês, etc).
Por quê a Encíclica “Deus é amor” é revolucionária?
  • Primeiro, porque muitos ecuministas e teólogos ficaram temerosos de retrocesso por causa das funções de Josef Ratzinger na Cúria Romana antes de sua eleição ao supremo pontificado. Agora com sua encíclica sobre o amor, Bento XVI retoma o ideal do Concilio Vaticano II e de João XXIII sobre a reforma da Igreja:
  • Primeiro, fazer a luz de Cristo brilhar sobre a face da Igreja para que sua vida e seu testemunho evangélico iluminem o mundo. Assim os cristãos unidos a Cristo podem unir-se entre si para um testemunho comum.
  • Segundo, é mentalidade comum que a essência da missão da Igreja é pregar a Palavra de Deus e celebrar os Sacramentos. A caridade faz parte integrante da missão da Igreja, mas não pertence à sua essência. Diz textualmente a encíclica: “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência” (nº 25, a). Negativamente o Papa alemão argumenta: “Se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas com ser “piedoso” e cumprir os meus “deveres religiosos”, então definha também a relação com Deus. Neste caso, trata-se duma relação “correta”, mas sem amor”(nº 18).
  • Passando já para a 2º parte da encíclica, Bento XVI desafia não só os indivíduos, mas a própria comunidade cristã: “A Igreja também enquanto comunidade deve praticar o amor” (nº 20). Talvez as comunidades possam incluir um item na contabilidade: “Serviço da caridade” ou “Cuidado de outrem”. Tudo culmina na Eucaristia, pois a Eucaristia arrasta-nos no ato oblativo de Jesus (nº13).
  • A união com Cristo é, ao mesmo tempo, união com todos os outros aos quais Ele se entrega ( nº 14). É o que Paulo dizia: “Embora sendo muitos formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” (1 Cor 10,12).

Num mundo de ódio, de violência, de guerra e de tantas discriminações, a encíclica sobre o amor lembra a ternura de Deus para com a humanidade e a prioridade do amor na missão da Igreja.

sábado, janeiro 28, 2006

Casamento Lésbico - Publicada na edição impressa do 24horas em 28.01.2006


Teresa P. e Helena P. querem ser as primeiras mulheres a casar-se em portugal.
Na próxima quarta-feira vão a uma Conservatória do Registo Civil de Lisboa para formalizar o enlace e, caso não o consigam, estão dispostas a recorrer a todos os meios para conseguirem formalizar a união. "Se for preciso vamos até ao Tribunal Constitucional", diz ao 24horas Luís Grave Rodrigues, advogado do casal.
Juntas há três anos, Teresa e Helena pretendem levar à letra o artigo da Constituição que impede a discriminação devido à orientação sexual. O pior é que o Código Civil nacional é bem claro: casamento entre pessas do mesmo sexo nem pensar. Mas elas não estão dispostas a desistir, dê por onde der.
Fonte: 24horas

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Papa fala de amor, sexo e caridade

O papa Bento XVI pôs o mundo a pensar na importância do amor.
O ‘Papa teólogo’ resolveu surpreender e apresentar ao mundo um texto curto, numa linguagem rica mas simples e com uma mensagem menos dogmática e doutrinal do que a habitual e centralizada no amor.

Precisamente oito meses depois de ter ocupado a Cadeira de S. Pedro, Bento XVI apresentou, na sua primeira Encíclica, o amor ao próximo como a “verdadeira essência” do cristianismo.
Estruturada em duas partes, uma mais teórica e outra de pendor pragmático, a carta começa por unificar os conceitos de “eros” (amor entre homem e mulher) e “agapé” (o amor que se doa ao outro) e centra-se depois na acção caritativa da Igreja, que apresenta como “uma parte essencial da sua natureza”.
Muita aguardada pelo mundo católico, já que a primeira é quase sempre entendida como uma espécie de programa do pontificado, esta Encíclica diz claramente que a Igreja tem de ser activa na defesa de Deus e do Homem e na prática da caridade.
Em vez de ditar regras e ordenar conceitos doutrinais mais ou menos dogmáticos, Bento XVI procura responder às perguntas mais profundas da humanidade sobre a sua existência e o seu destino, lembrando que, no final dos tempos, será o amor o critério para decidir “o valor ou a inutilidade de uma vida”.
Bento XVI fala de Deus “Criador do Céu e da Terra”, “fonte originária de todo o ser” e de “Deus amor, que perdoa e se apaixona pelo seu povo”. Mas sublinha a importância do amor pelo próximo: “Quem negligenciar a atenção ao outro, importando-se apenas em ser piedoso e cumprir os deveres religiosos, está a definhar a relação com Deus”.
Neste documento fundamental, o Papa apresenta a relação entre homem e mulher como o “arquétipo” do amor, frisando que “à imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico” e que “só na comunhão com o outro sexo” o homem poderá tornar-se “completo”.
294 ENCÍCLICAS EM 250 ANOS
A Encíclica ‘Deus Caritas est’ (Deus é amor), ontem publicada, foi a circular papal n.º 294 da História da Igreja Católica. Convém, no entanto, sublinhar que este hábito de escrever ao mundo católico não vem dos primórdios da Igreja fundada por Jesus Cristo há dois mil anos. Esta forma de magistério nasceu, curiosamente, com Bento XIV, o Papa que pontificou entre 1740 e 1758. Segundo os dados fornecidos pelo Vaticano, o Papa mais prolífico neste tipo de cartas foi Leão XIII, (1878-1903) com 86 encíclicas. À luz dos nossos dias, muitos desses textos seriam classificados como Mensagens ou Cartas Apostólicas. João Paulo II escreveu, ao longo dos seus quase 27 anos de pontificado, 14 encíclicas, a primeira das quais, denominada ‘Redemptor Hominis’, a 4 de Março de 1979, cinco meses depois de eleito.
"O PAPA FOI DIRECTO AO ASSUNTO" (D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa)
Correio da Manhã – Era esta a Encíclica que esperava?
D. Carlos Azevedo – Não. Confesso que fiquei muito surpreendido, positivamente surpreendido, tanto pelo conteúdo como pela forma. Não esperava, sinceramente, que, dada a sua formação teológica, apresentasse um documento, apesar de baseado em princípios filosófico-teológicos, numa linguagem tão simples e apelativa.
E quanto ao conteúdo?
– Notável. Penso que, de uma forma muito clara, o Papa foi directo ao assunto: o amor é o cerne do cristianismo e a caridade tem um lugar central na acção da Igreja. Penso que as comunidades têm de reflectir muito sobre este texto e retirar dele as importantes lições.
Acha que esta Encíclica vai ter efeitos práticos?
– Não tenho dúvidas. O Papa recorda-nos o ‘Mandamento Novo’ e diz claramente que a Igreja, ou seja, os cristãos, têm de contribuir para o bem-estar social. Diz também, numa leitura mais atenta, que a Igreja tem de resistir à tentação da caridade-negócio e de fazer o bem apenas por amor ao próximo e por amor a Deus.
Fonte: Correio da Manhã

BENTO XVI SURPREENDEU com a Encíclica “Deus Caritas est”

Bento XVI publicou hoje a sua primeira encíclica, “Deus Caritas est” (Deus é amor), colocando assim um ponto final à especulação crescente em volta desta publicação.
O interesse em volta do documento justifica-se, em primeiro lugar, pelo facto de uma carta encíclica ser “o grau máximo das cartas que o Papa envia”, como explicou à Agência ECCLESIA o Pe. Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia da UCP.
A palavra “encíclica” vem do grego e significa “circular”, carta que o Papa enviava às Igrejas em comunhão com Roma. A encíclica é uma carta com um âmbito universal, onde o Papa empenha a sua autoridade como sucessor de Pedro e primeiro responsável pela Igreja Católica.
Vejamos então alguns pensamentos do Papa:
  • Deus é amor; quem está no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4, 16). Estas palavras com as quais inicia a Encíclica exprimem o centro da fé cristã.
  • Hoje, o termo 'amor' tornou-se numa das palavras mais frequentemente usadas, mas também mal usada, uma palavra que se pode ligar a muito significados diferentes.
  • O eros colocado na natureza do homem pelo seu próprio Criador, precisa de disciplina, de purificação e de amadurecimento para não perder a sua dignidade original e não degradar a puro “sexo”, tornando-se uma mercadoria.
  • O eros deve portanto superar o seu carácter egoístico e tornar-se preocupação pelo outro, procura do bem do amado até ao sacrifício.
  • Eros e ágape – amor ascendente e amor descendente – nunca se separam completamente um do outro. Isolados, levam à desumanização do amor, à sua caricatura.
  • Em Jesus Cristo que é amor incarnado de Deus, o eros-ágape atinge a sua forma mais radical.
  • O amor do próximo enraizado no amor de Deus, além de tarefa para cada fiel, também o é para a inteira comunidade eclesial, que na sua actividade caritativa deve espelhar o amor trinitário.A n
  • O centro do cristianismo é o amor e não "um pacote de regras e dogmas".
  • "A igreja não pode nem deve tomar nas próprias mãos a batalha política para realizar uma sociedade mais justa, mas também não deve ficar à margem na luta pela justiça".

"Desde que foi eleito papa, está deixando a imagem de cardeal de ferro e guardião inflexível da doutrina para mostrar um aspecto muito humano do cristianismo” Marco Politi, do jornal La Repubblica

terça-feira, janeiro 24, 2006

Quem são os donos dos sacramentos?

Ao visitar vários blogs, encontrei esta história veridica que não é muito diferente de muitas outras histórias que nós encontramos no dia a dia da nossa vida de padres. Um dilema se coloca: como agir? Por um lado, temos a pessoa que deve ser amada, respeitada, escutada e acolhida como Cristo fez com tantos homens e mulheres do seu tempo e por outro lado temos aquilo que diz a lei da Igreja.
Quem pensa que para o padre não é um drama, um conflito interior, um sofrimento insuportável... tomar esta ou aquela decisão... Eu, pelos menos, quando não concordo com uma norma, uma lei tento lutar por dentro, dentro da Igreja, na estrutura própria para que se possa avançar... e ninguém pense que não há padres a sofrer, a lutar, a tentar estar mais atentos ao evangelho do que às leis...
Mas vamos à história que contou a MC no blog www.jardimdeluz.blogspot.com
"Um dia, o pároco da minha paróquia, deu-me o recado de que precisava falar comigo. O motivo da conversa, era para vermos da minha disponibilidade para preparar quatro jovens senhoras, que tinham o desejo de receber o baptismo. Deu-me os seus contactos, que eu estabeleci, combinei com todas uma hora conveniente, e lá nos encontrámos. Apresentei-me um pouco, falei-lhes do que era para mim a pertença à Igreja, o acreditar, o testemunhar...
Encontrámo-nos mais duas ou três vezes e espontaneamente, foram falando da sua vida. Uma delas a A. disse que já tinha tido um primeiro casamento, que tinha corrido muito mal, tinha sido uma situação muito dolorosa sobre a qual ainda tinha dificuldade em falar. Mas actualmente, estava a recompor-se, porque entretanto, tinha conhecido alguém com quem estava a viver, agora sim, uma relação equilibrada e feliz. Nos pormenores que foi contando, dizia que para o seu marido também era uma segunda relação, tendo da primeira vez, contraído matrimónio católico. Aí acendeu-se-me uma luzinha de alarme. Caso ela chegasse a ser baptizada, pela doutrina dos sacramentos, não poderia continuar a comungar, porque estava numa situação irregular perante a Igreja. Não lhe disse nada, mas tomei a decisão de falar com o prior. Era uma situação que precisava do acompanhamento dele.
Quando lhe expus o caso, disse-me o que eu já esperava:"Não fazia sentido o baptismo, porque ele é para nos inserir, também na vida da Igreja, e ela não poderia participar na comunhão", a menos, acrescentou: "que ela se convertesse e deixasse aquela relação". Balbuciei:"mas isso não. Não lhe podemos pedir tal coisa. A rapariga vive, depois de tanto sofrimento, uma relação feliz."E entre dentes, murmurei:"caraças de crueldade". Isto na versão soft.
Decidi ali, que era melhor ser eu a falar com ela. À cautela, e pela resposta que recebi, achei que talvez lhe dissesse as coisas de forma que ela se magoasse menos.Assim fiz, num próximo encontro disse-lhe que no final tinha um assunto particular para falar com ela. O melhor que fui capaz expus a situação. Disse-lhe, o quanto me doía, em nome da Igreja, ter que lhe dizer aquelas coisas...acabámos a chorar nos braços uma da outra. Disse-me que ia continuar a vir aos nossos encontros porque gostava muito. Eu sabia isso, porque quando falava, via o brilho nos seus olhos, mas o facto é que nunca mais voltou. Nunca mais me esqueço dela. Nem da dor que lhe causei e que senti como minha".

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Falta de ar?

"Certo dia, um jornalista perguntou ao intelectual francês Marcel Légault, täo profundo como crítico na sua reflexäo sobre o cristianismo, se ele, afinal, estava dentro ou fora da Igreja. "Nem uma coisa nem outra"- terá ele respondido - "Estou à porta". Surpreendido e desconcertado, o jornalista insistiu: "À porta?! Porquê?" E Légault esclareceu: "Para poder respirar..."Lembro-me sempre deste episódio quando ouço algumas pessoas falarem sobre o desencanto que sentem por näo conseguirem encontrar na Igreja o espaço de liberdade e de realizaçäo que desejam.Esta dificuldade em "respirar" acaba por afastar, desiludidos, muitos daqueles que, em certo momento, foram seduzidos pelo Cristo da humanidade plena. E são tantos..."
Então pergunto eu: porque é que a Igreja não abre as suas portas e janelas para que dessa maneira ocorra uma forte corrente de ar e de novo toda a gente possa respirar um ar fresco, saudável e que traz uma paz de espírito aqueles(as) que o respiram?
Porque é que o "livrinho" escrito no Concílio Vaticano II, continua guardado nas gavetas das Igrejas e nas gavetas dos cristãos a apanhar mofo e um cheiro a velho e desactualizado?
Não será esse "livrinho" um purificador de ar e que tem o condão de abrir as portas e janelas da Igreja?
Infelizmente, continuamos a assistir impávidos e serenos a pessoas responsáveis que lutam para que as suas "capelinhas", herméticamente fechadas continuem arruma-dinhas e direitinhas sem se aborrecerem muito e claro, assim não dão muito trabalho. É só fazer aquilo que à anos fazem, "mais do mesmo".
Quando Cristo veio precisamente para revolucionar e mexer com o "status quo" instalado na sociedade e desinstalar-nos obrigando-nos a agir e a sermos semente de esperança, humildade, paz e acima de tudo AMOR.
Enfim, coisas da vida ...
Fonte: Blog de Fernando J. Cassola Marques

sábado, janeiro 21, 2006

Bento XVI pede padres corajosos

Bento XVI defendeu esta manhã no Vaticano que o mundo tem necessidade de “sacerdotes preparados e corajosos”, para quem a única preocupação seja “testemunhar eficazmente o Evangelho no meio dos homens do nosso tempo”.
O Papa falava numa audiência concedida à comunidade do Almo Collegio Capranica, onde os jovens se preparam para o sacerdócio, acompanhada pelo Cardeal Camillo Ruini, vigário papal para a Diocese de Roma.
“Para responder aos desafios da sociedade moderna, há necessidade de sacerdotes preparados e corajosos, que, sem ambições nem temores, mas convictos da verdade evangélica, se preocupem acima de tudo com o anúncio de Cristo”, disse.
Bento XVI referiu ainda que os novos padres “devem estar prontos a debruçar-se sobre os sofrimentos humanos, fazendo experimentar o conforto do amor de Deus e o calor da família eclesial a todos, especialmente aos pobres e aos que estão em dificuldade”. Para isso, apontou, são necessárias “maturidade humana” e uma “adesão diligente à verdade revelada”. Aos futuros sacerdotes, o Papa exigiu “um sério compromisso na santificação pessoal e no exercício da virtude, especialmente da humildade e da caridade, alimentando a comunhão com os vários componentes do povo de Deus”.
Fonte: Ecclesia
Concordas?
  • sacerdotes corajosos e preparados
  • com o unico objectivo de testemunhar eficazmente o evangelho
  • prontos a debruçar-se sobre o sofrimento humano
  • adesão á verdade revelada
  • humildes e caridosos
  • promotores da comunhão
O que achas mais importante num padre?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

EUTANÁSIA: NA HOLANDA AS PESSOAS IDOSAS SÂO UM PESO PARA A SOCIEDADE.

O médico holandês Herbert Cohen descreveu detalhadamente como mata os seus pacientes. É interessante observar a sua atenção para o detalhe estético, e também é significativo que é apenas um dos muitos médicos holandeses que dão consulta domiciliar não para curar, mas para matar.
Cohen aparece na casa do "escolhido" com um lindo ramo de flores. Conversa amavelmente com a família para a deixar à vontade. Depois, aproxima-se da sua vítima, a quem ele primeiro aplica um injecção com um reagente para dormir e, em seguida, com uma substância curare, paralisante fatal.
Cohen é pontual: "Se o compromisso foi marcado para as 8 horas, chego às 7h55, o paciente já estará dormindo às 8 e morto até às 8h10". Então ele chama a polícia e diz que ocorreu uma eutanásia, e um médico vem até à casa para fazer um exame. Apesar de ter seguido esse procedimento dezenas de vezes, nunca foi processado, porque anexa os requisitos de notificação prescritos pela lei holandesa. "Testamento para Subsistência" não significa nada. As declarações de pacientes sobre um desejo de viver ou de receber certos tratamentos, em documentos semelhantes ao "Testamento para Subsistência" dos EUA e à Procuração Permanente (DPAs), não significam nada na Holanda.
Os médicos realizam frequentemente eutanásias involuntárias em pacientes com diabete crónica, reumatismo, esclerose múltipla, SIDA ou bronquite, e em pacientes mais idosos, vítimas de acidentes, independentemente do prognóstico.
Muitos cidadãos holandeses, em autodefesa, transportam agora consigo um "Testamento para Sobreviver" (emitido pela adequadamente chamada Sociedade do Santuário, ou Schuilplaats), a qual declara que eles não desejam a eutanásia para si sem o seu conhecimento. Esses documentos também são chamados de Passaportes para a Vida, ou cartão "Não-Me-Matem".
Presumivelmente, essas declarações têm pouca importância para os mesmos médicos que as redigiram. O cardiologista holandês, Richard Fenigsen, observa que "o ónus de justificar a sua existência está agora com o paciente." E o Procurador-Geral da Holanda, T.M. Schalken disse que "...as pessoas idosas começam a considerar-se um peso para a sociedade, e sentem-se na obrigação de iniciar conversações sobre eutanásia ou mesmo solicitá-la. Os Pacientes são pressionados. Se uma pessoa de 60 anos de idade ou mais, não pode evitar o seu internameno num hospital holandês, os médicos e enfermeiras sugerir-lhe-ão insistentemente a eutanásia, mesmo que ela não a solicite, mesmo se estiver sofrendo apenas de uma doença não muito séria. Toda essa questão resulta num temor crónico, entre as pessoas idosas da Holanda, de que seriam assassinadas caso se encontrassem com profissionais da área da saúde em qualquer situação.
Uma ampla pesquisa de 1987 mostrou que 68 por cento de todos os cidadãos holandeses idosos têm medo de serem mortos sem o seu consentimento ou mesmo sem o seu conhecimento.
O número de asilos na Holanda diminuiu mais de 80 por cento nos últimos 20 anos, e a expectativa de vida das poucas pessoas idosas que permanecem em tais asilos está a tornar-se cada vez menor. Em alguns casos, pode ser medida em questão de horas.
Muitas pessoas idosas em asilos na Holanda apenas bebem água das torneiras e não bebem nenhum outro líquido, porque acreditam que o seu sumo de laranja ou leite pode estar misturado com veneno mortal.
Os médicos cometem eutanásia involuntária nos asilos holandeses, até em pacientes que não são doentes terminais, ou naqueles que necessitam de tratamento intensivo em casa, inclusive aqueles com esclerose múltipla e até cegueira.
Cometem também eutanásia involuntária em vítimas de acidentes e em pessoas com reumatismo, diabete, SIDA e bronquite.
A Holanda possui uma população de cerca de 16 milhões, e os EUA aproximadamente de 273 milhões. Se o índice de eutanásia na população dos EUA fosse o mesmo da Holanda, haveria 400.000 assassinatos por eutanásia em cada ano nos EUA - um por cada vinte segundos durante um dia normal de trabalho - o equivalente à população total na idade de 80 anos!

EUTANÁSIA - Uma Questão de Mera Economia

Enquanto o aborto e o controle de população se espalharam pelo mundo inteiro, os anti-vida estão a tornar-se cada vez mais audaciosos nos seus esforços para eliminarem qualquer pessoa que consideram inútil, ou que esteja a atrapalhar a sua auto-realização. As pessoas devem dar conta de que a eutanásia se segue ao aborto, assim como o aborto segue à contracepção. Ao ler, lembre-se de que os grupos pró-eutanásia e os seus líderes vêm recomendando repetidamente o "modelo holandês" de eutanásia, não apenas para os EUA, mas para o mundo inteiro.
Os médicos Holandeses Possuem Licença para Matar
Todos os médicos holandeses recebem treino formal, na faculdade de medicina, em como praticar a eutanásia, e a Sociedade Holandesa Real de Farmacologia distribui a todos os médicos um livro sobre como praticar a eutanásia. Esse livro contém receitas de venenos que não são detectáveis, e que os médicos podem colocar na comida ou injectar de tal forma que se torna quase impossível detectá-los durante uma autópsia. A Sociedade Holandesa da Eutanásia publicou, em 1977, o manual "Como praticar a eutanásia", do Dr. Pieter Admiraal. Os grupos de eutanásia oferecem esse manual a todos os médicos na Holanda, traduziram-no para Inglês e enviaram-no para os EUA.
Os médicos sabem exatamente de antemão, quanto custa cada tratamento para cada dano ou doença comum, porque estão registados em diagramas de fácil consulta e análise para cada caso individual. Os administradores de hospitais orientam os seus médicos em geral, para usarem esses diagramas e aplicarem injecções letais involuntariamente aos pacientes idosos cuja assistência é considerada "muito dispendiosa". Oitenta por cento dos médicos holandeses assassinaram pessoas propositadamente por meio da eutanásia directa, activa (não passiva).
Um levantamento governamental, em 1991, constatou que apenas 1 em cada 10 médicos holandeses recusaria um pedido de eutanásia. Como acontece nos EUA, o verdadeiro motivo da maioria das eutanásias holandesas não é o de aliviar a dor dos pacientes mas a acentuada comodidade dos médicos e das famílias. As técnicas para controlar a dor na Holanda são, logicamente, muito primitivas, já que é mais fácil simplesmente matar as pessoas do que analisar cada caso para as ajudar.
O Dr. Pieter Michels, director de um hospital holandês para pacientes terminais, disse que apenas nove das 3.000 pessoas que morreram e que passaram pelo seu hospital, solicitaram a eutanásia nesses vinte anos, e a maioria desses pedidos surgiram devido a pressão das suas famílias.
Um médico admitiu ter matado pessoas porque o quadro do sofrimento delas o perturbava.
Como líder holandês da prática da eutanásia, o Dr. Pieter Admiraal afirmou na oitava conferência bianual da Federação Mundial das Sociedades do Direito a Morrer: "Todo o paciente tem o direito de julgar se o seu sofrimento é insuportável, e o direito de solicitar a eutanásia ao seu médico". A dor raramente é o motivo para a eutanásia.
Do livro "OS FACTOS DA VIDA", de Brian Clowes

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Renovação "Proibida"

Falámos que o nosso país precisa de uma renovação. É verdade. Mas também é verdade que é preciso que haja modelos saudáveis e profundos de renovação. Acredito que a Igreja deve ter esse papel, especialmente por meio das suas lideranças.
Infelizmente, é no meio delas que, em alguns (muitos?) casos, surgem diversas deficiências. Por exemplo em:
  • saber trabalhar verdadeiramente em equipa,
  • saber discordar dos outros em respeito e harmonia,
  • saber ouvir aqueles que discordam e aprender com as suas opiniões,
  • não manipular informações, para seu próprio benefício,
  • ser íntegro e verdadeiro nas suas posições,
  • saber aceitar que nem sempre se tem 100% de apoio, continuando a servir, quando isso acontece,
  • e em não aceitar toda a honra quando uma equipa, e não uma só pessoa, contribuiu para o sucesso.

Como poderemos ser um exemplo com todas estas deficiências? Mais grave ainda. Como renovar se a mesma for "proibida"?

ps-por "proibída" perceba-se "dificultada ou mal interpretada"

Conflito de Gerações

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
  • "A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, desafia a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos seus pais e são simplesmente maus".
  • "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível".
  • "O nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos não ouvem os pais. O fim do mundo não pode estar muito longe".
  • "Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.'

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Então, revelou a origem delas: a primeira é de Sócrates (470- 399 a.C.), a segunda é de Hesíodo (720 a.C.), a terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C. e a quarta estava escrita num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência."

Achei curioso e por isso quis também partilhar convosco. O que pensais?

domingo, janeiro 15, 2006

A convivência é possível no hospital de Nazaré entre judeus, árabes, muçulmanos e cristãos (sem discriminações nem ódios).

«Somos a prova viva de que a convivência é possível. Ninguém geneticamente tende a amar ou a odiar. O homem teme só o que não conhece», afirmam com força os religiosos de São João de Deus e as religiosas de Maria Menina, que dirigem o Holy Family Hospital de Nazaré.
«Cremos que nosso hospital, no seu serviço cotidiano, desempenha um pequeno mas significativo papel no processo de paz, porque estamos educando nossos trabalhadores e nossos pacientes para viver e trabalhar juntos. Estamos seguros de que isto é possível».
O prior, frei Serafino Acernozzi, explica a história e o serviço que hoje realiza esta obra humanitária, fruto de uma solidariedade centenária na Terra Santa. O centro está reconhecido como entidade privada sem fins lucrativos e foi fundado pelos Irmãos de São João de Deus em 1882. Popularmente é conhecido como o «hospital italiano», muito querido pela população de Nazaré e em geral de toda Galiléia.
Antes de entrar, encontramo-nos com alguns senhores de idade respeitável que estão trabalhando no exterior com máquinas. São voluntários italianos que ajudam nas obras de remodelação do hospital.
Rapidamente se aproxima deles Aristide Colombo, que nos acompanha. Colombo, aposentado, ajuda economicamente este hospital com sucata recolhida na Itália, que outros três voluntários aposentados na cidade de Lecco, perto de Milão, ajudam a limpar, empacotar e vender. No hospital, cada dia judeus, árabes, muçulmanos e cristãos de qualquer confissão cuidam uns dos outros, sem discriminações nem ódios.
Ao ano, cerca de 50.000 pacientes são acolhidos em urgências, hospitalizados ou atendidos em ambulatório. Deles, 500 procedem dos territórios ocupados e sobretudo da área de Jenin.
Colombo ao ser questionado sobre o que pensava para seu futuro, o diretor do hospital respondeu: «Como economista atento, investi na cidade das três pessoas que mais importaram na história da humanidade: Jesus, Maria e José. Parece-me um investimento no longo prazo. O que você pensa?».
Se quiser colaborar pode encontrar a forma em: http://www.hospitalnazareth.org/.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sacerdote italiano tem que demonstrar existência de Jesus Cristo em tribunal

Um juiz italiano da localidade de Viterbo, perto de Roma, ordenou que um sacerdote compareça ao fim de um mês no seu tribunal para que demonstre com provas a existência do Jesus Cristo.
Luigi Cascioli, engenheiro agrónomo aposentado e ateu militante, interpôs uma demanda contra o Pe. Enrico Righi porque o sacerdote, segundo ele, "abusava da credulidade do povo” e denunciou-o numa folha paroquial por colocar em dúvida a existência histórica de Jesus no livro Fábula de Cristo.
O juiz Gaetano Mautone acordou fixar para o fim de mês uma audiência preliminar e ordenou o a presença do Padre Righi. Originalmente o juiz rechaçou o caso, mas no mês passado considerou que Cascioli tinha argumentos razoáveis para sustentar a sua acusação de que o Padre Righi estava incorrendo em um “abuso da credulidade do povo”. A posição do Luigi Cascioli é que não há provas evidentes de que Jesus vivesse e morrera na Palestina do século I além do que se conta nos evangelhos, que os cristãos aceitam como matéria de fé, por isso, na sua opinião, não há sustento histórico para a existência do cristianismo.
Em Abril de 2005, Cascioli acusou o Padre Righi por “abuso da credulidade do povo” e suplantação da personalidade, que por si só constituem delito no Código Penal italiano. Por sua parte, o Padre Righi sustenta que há testemunhos mais que abundantes da existência de Jesus de Nazaré tanto em textos religiosos como seculares e, em qualquer caso, milhões de pessoas acreditaram em Cristo como homem e filho de Deus ao longo de dois mil anos. “Se Cascioli não vir o sol no céu ao meio-dia, não pode colocar um juizo contra mim, pelo facto de ele não enxergar o que eu enxergo”, opinou.
Gostaria de ouvir a vossa opinião?

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Conferência Episcopal aponta limites à procriação medicamente assistida

Destruição de embriões, recurso a dadores de esperma e de óvulos, «barrigas de aluguer» e utilização por casais homossexuais colocados fora de questão.
O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que ontem se reuniu em Fátima, acaba de publicar uma nota sobre a procriação medicamente assistida, na qual aponta uma série de “limites” ao projecto de Lei que regulará essa prática no nosso país.
“Este método deve atender ao direito da criança que irá nascer, como fim em si mesma e não resultado de um direito paterno ou materno sem limites”, apontam.
Assumindo que esta não é uma questão religiosa, mas ética, os Bispos apresentam várias preocupações:
  • a destruição de embriões,
  • o recurso a dadores de esperma e de óvulos,
  • as "barrigas de aluguer"
  • a utilização destas técnicas por casais homossexuais.

A nota episcopal começa por defender que as técnicas de procriação medicamente assistida devem ser reservadas a casais heterossexuais, “para assegurar o dever ético de oferecer ao novo ser um homem como pai e uma mulher como mãe”. O documento não admite, por outro lado, o recurso a dadores de esperma e de óvulos “em virtude da grave dissociação entre paternidade genética e social”.

Para a CEP é essencial que a nova lei “não considere aceitável o recurso a mães portadoras”, considerando que o recurso às chamadas “barrigas de aluguer” atinge a "interacção profunda entre a criança e a mãe”. Os prelados lembram que experiências semelhantes noutros países têm gerado “muitas situações intoleráveis de conflito entre os pais biológicos e a mãe portadora, com enorme prejuízo para a criança a gerar”.

Um último ponto lembra que o embrião é “uma vida humana dotada de dignidade”, pelo que os Bispos consideram que as técnicas usadas devem evitar a existência de embriões excedentários, “mesmo destinados a uma segunda gravidez do casal”. “De nenhum modo estes embriões sejam utilizados para a investigação, enquanto vivos”, conclui o documento.

A nota não faz nenhuma referência a um eventual referendo, defendendo, pelo contrário, a “necessidade de uma lei que regule e estabeleça as fronteiras entre o cientificamente possível e o eticamente aceitável”. Os Bispos reconhecem, ainda, o “anseio sério” de muitos casais em solucionar o seu problema de infertilidade ou de esterilidade.

Fonte: www.ecclesia.pt

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Agência do Vaticano denuncia dramas de 860 milhões de crianças no mundo

A agência Fides, do Vaticano, acaba de publicar um dossiê sobre as 860 milhões crianças “desnutridas, traficadas, exploradas e doentes” no mundo, para quem o futuro não passa de uma grande incógnita.
Num trabalho intitulado “Herodes: a matança dos inocentes continua”, a agência do mundo missionário (www.fides.org) deixa vários alertas para as situações de trabalho forçado, prostituição, fome, Sida, abandono e guerra. Para a Fides, estas situações são “o maior escândalo do nosso tempo” e afectam as vítimas mais indefesas da globalização: 2,2 mil milhões dos habitantes do planeta são crianças e metade delas vive na pobreza. Os números apresentados espantam pela sua grandeza: 211 milhões de crianças entre os 5 e os 14 anos são obrigadas a trabalhar, e 120 milhões fazem-no em “full-time”. Entre estas crianças há situações particularmente chocantes, como a dos “intocáveis” de Tamil Nadu, na Índia, que trabalham dia e noite num verdadeiro regime de escravatura. Igualmente brutal é a situação das 300 mil crianças-soldado, transformadas em máquinas de guerra treinadas para matar sem piedade, muitas vezes em frentes de guerra esquecidas que ensanguentam mais de 40 países. Das histórias de guerra, a Fides destaca a situação de Rosy, raptada pelo LRA no Uganda e obrigada a transformar-se em “esposa” da savana para os guerrilheiros. Uma história que conheceu um final feliz quando a rapariga decidiu fugir, numa noite de lua cheia.
Outras 120 milhões de histórias poderiam ser contadas pelas “crianças de rua”, metade das quais vive na América do Sul. Em destinos que são apresentados como paraísos turísticos, uma criança morre de fome a cada nove horas.
É a fome, aliás, que se assume como a força mais devastadora: 11 milhões de crianças morrem antes de ter completado cinco anos. A desnutrição afecta 800 milhões de pessoas, mais de metade das quais são crianças, mas os números não ficam por aqui: uma em cada cinco crianças não tem água potável e uma em cada sete não tem nenhuma forma de assistência sanitária.
Os números da Sida assemelham-se, por outro lado, a um balanço de guerra: três milhões de mortes, meio milhão das quais crianças, e dois milhões e meio de seropositivos com menos de 14 anos. A cada minuto, uma criança é infectada com o HIV e uma morre por doenças relacionadas com a doença.
Quanto ao tráfico de seres humanos, a Fides lembra que, no mínimo, 1,2 milhões de menores de 18 anos estão envolvidos nessas redes. O tráfico de órgãos também estará na origem de vários desaparecimentos de menores em países subdesenvolvidos: um rim, o órgão mais requisitado, pode render de 2 mil a 10 mil Euros, segundo o país.
A situação geral agrava-se quando analisada no feminino: quatro milhões de meninas são compradas e vendidas para matrimónios forçados, prostituição e escravatura. O quadro dos horrores não acaba aqui: em cada ano são praticadas mutilações genitais em dois milhões de crianças, com especial relevo para a África, onde esta prática chega a atingir 98% das mulheres.

sábado, janeiro 07, 2006

Diocese de Lisboa entrega igreja para culto ortodoxo russo

O Patriarcado de Lisboa entregou, ontem, à comunidade de imigrantes russos, as chaves de uma igreja para o culto ortodoxo russo, disse à Agência ECCLESIA o Pe. Delmar Barreiros, responsável da Pastoral da Mobilidade da Diocese de Lisboa.
O acto de entrega das chaves da Igreja da Boa Nova, na Paróquia de Lisboa, decorreu “de modo informal”, com vista à preparação do espaço daquele templo religioso, estando marcada “para o dia 22 de Janeiro, em hora a definir, a abertura oficial numa celebração que poderá contar com a presença do embaixador da Rússia em Portugal”, acrescentou o Pe. Delmar.
A Igreja Católica tem tido um papel de grande abertura na relação com os imigrantes chegados a Portugal e, na diocese de Lisboa tem sido dados passos importantes para ir ao encontro das necessidades destes homens e mulheres que, encontraram no nosso país uma solução para os seus problemas. “A Igreja foi a primeira a dar o passo em frente para ser porto de abrigo dos imigrantes”, afirmou o Pe. Delmar. “Foi a primeira a começar com as aulas de português para que não se sentissem em terra estrangeira e a pouco e pouco se fossem adaptando, através da língua, a uma nova realidade”, explicou o sacerdote. Só no Patriarcado chegou a haver 50 centros de aulas de Língua portuguesa”, acrescentou.
“Neste acolhimento tem havido uma atitude ecuménica”, referiu o responsável da Pastoral da Mobilidade na diocese de Lisboa. “A igreja abriu-se a uma fraternidade evangélica que possibilita nos seus próprios edifícios que haja outros cultos religiosos”, concluiu.
FONTE: ecclesia.pt

domingo, janeiro 01, 2006

Cardeal patriarca de Lisboa contra investigação em embriões

Na homilia de Ano Novo, o cardeal patriarca de Lisboa manifestou-se contra a investigação em embriões excedentários justificando que a legislação que regulará a procriação medicamente assistida em Portugal é "um exemplo preocupante" e "nem todas as descobertas da ciência, aplicadas sem o rigor ético de defesa da dignidade da pessoa humana, são factores de paz".
A legislação sobre a procriação medicamente assistida está a ser preparada e vai ser um dos temas marcantes do novo ano. Quatro projectos de lei o tema foram aprovados em Outubro na Assembleia da República e encontram-se em discussão na especialidade. Apesar de se praticar desde 1986, a procriação medicamente assistida nunca foi regulamentada em Portugal.
Falando na Basílica doa Mártires, a propósito do Dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e do Dia Mundial da Paz, D. José Policarpo considerou que o processo técnico-científico devia evitar a existência de embriões excedentários (resultantes de tratamentos contra a infertilidade e que não foram implantados no útero). Em nome da "dignidade do embrião humano", o cardeal patriarca manifestou-se contra "qualquer investigação, por mais promissora que seja".
Fonte: SIC ONLINE