sexta-feira, novembro 30, 2007

Católicos aprovam uso de preservativos - Sondagem mostra que maioria discorda da posição do Vaticano

Uma sondagem realizada em cinco países em quatro continentes revela que a maioria dos católicos discorda da orientação do Vaticano e aprova o uso de preservativo, revelou hoje a organização Catholics for a Free Choice (Católicos por uma Livre Escolha).

Segundo o inquérito multinacional a católicos, à pergunta "o uso de preservativos é pró-vida porque ajuda a salvar vidas evitando a disseminação da SIDA", responderam concordantemente:
  • 90 por cento de mexicanos,
  • 86 por cento de irlandeses,
  • 79 por cento de norte-americanos,
  • 77 por cento de filipinos,
  • 59 por cento de ganeses.

Interrogados sobre se "a posição da Igreja sobre os preservativos é errada e devia ser alterada", concordaram:

  • 79 por cento de irlandeses,
  • 63 por cento de norte-americanos,
  • 60 por cento de mexicanos,
  • 47 por cento de filipinos,
  • 37 por cento de ganeses.

Fonte: SIC Online

Eu gostava que todos os Padres:

  • me anunciassem a Palavra de Deus;
  • fossem modestos e vivessem com simplicidade;
  • soubessem calar-se quando outros falam e soubessem falar quando os outros ficam mudos;
  • rezassem, fossem profundos e me fizessem participar dessa profundidade;
  • tivessem tempo, como eu sinto que deviam ter, agora e amanhã;
  • fossem a garantia do tempo que Deus tem para mim;
  • fizessem perguntas e tivessem dúvidas.

Mas... não gostava nada, mesmo nada, de os ver enlouquecer... Porque andam tantos tão deprimidos?

E TU GOSTAVAS QUE OS PADRES...

quinta-feira, novembro 29, 2007

Porque não pode comungar este casal?

Bateram à porta. Perguntaram quando tinha um tempinho para os atender. Combinámos uma hora que agradou a todos.
Apareceram pontualmente. As palavras eram de inibição. A custo, ela foi falando. Disse que ambos haviam sido convidados para padrinhos de baptismo de uma sobrinha por parte dele. Gostariam muito, mas que tinham a certeza que não podiam, sabiam disso. Não estavam casados catolicamente, pois ambos eram divorciados. Fora a cunhada que insistira para eles virem ter comigo, dizendo-lhes que talvez, com um bocadinho de jeito, conseguissem. Mas eles sabiam que não era possível.
Procurei acolhê-los o melhor que pude, sentir a sua mágoa, colocar-me no seu lugar. Foram-se soltando e, pouco a pouco, foi rolando o filme das suas vidas. Impressionou-me. Não pressenti nunca um sentimento, uma atitude de revolta, de mal querer, de contestação.
Disseram que agora eram felizes. No seu lar, não havia lugar para a agressão, para o azedume, para o egoísmo emproado. Compreendiam-se muito bem, ajudavam-se imenso e cada um procurava fazer o que podia para que o outro fosse feliz. Os olhares mútuos que iam trocando deixavam entender que aquelas palavras escorriam mesmo do fundo de suas vidas.
Nenhum deles tinha filhos do anterior casamento e do actual havia um casalinho, encanto e enlevo de ambos. Procuravam educar os filhitos o melhor que podiam e sabiam, confessando, contudo, que gostariam de saber mais para poderem ser mais pais. Também testemunharam a sua preocupação pela educação cristã dos rebentos. ~
Rezavam com eles em casa, acompanhavam-nos à catequese, levavam-nos à Missa.
- Sabe, eu acho que não procedemos bem, já que nem eu nem ele vamos à Missa. Levamos os filhos, mas esperamos por eles cá fora – dizia ela compungidamente, acrescentando – como não podemos comungar, temos a impressão que estamos lá a mais. Que nos diz?
Disse-lhes que Deus os amava profundamente, os compreendia e estava presente nas suas vidas. Que procurassem descobrir e saborear essa presença de Deus no carinho, encantamento, e doação existentes no seu lar. Que esta era uma bela forma de comunhão, porque onde há caridade e amor, aí está Deus. Falei-lhes que era bom para toda a comunidade que levassem à Eucaristia esta experiência e testemunho de casal unido, altruísta, carinhoso. Assim tínhamos todos mais um belo motivo para louvar o Senhor e eles viram de lá ainda mais casal, pois é dando que se recebe. Celebrando o Amor entregue por nós, sentimo-nos mais fortes e inclinados para vivermos a entrega aos outros no amor.
Disse-lhes que podiam fazer parte do grupo de leitores, dar catequese, integrar comissões, irmandades, outros grupos… Poderiam prestar um serviço tão importante aos outros!...
Responderam que não sabiam, pensavam que tudo lhes estava vedado. Sentiam-se mais leves, mais sorridentes, mais confiantes.
- Então o senhor Padre acha que, embora não podendo receber o Corpo de Cristo, podemos comungar o Amor de Cristo e reparti-lo pelos irmãos?
Fantástico! Gente boa mesmo! Quão longe pode chegar um coração humilde e uma mente aberta!
- Pronto, agora percebemos. Só não podemos comungar e ser padrinhos. De resto, podemos participar em tudo – afirmou ele com um tom de voz convicto.
Procurei explicar-lhes as razões pelas quais a Igreja lhes diz que não podem comungar nem ser padrinhos. Penso que não conseguiram convencer-se a sério. Mas a palavra última da senhora foi maravilhosa:
- Se a Igreja diz que não podemos, não podemos. Queremos aceitar e caminhar em frente. Olhe que no dia em que nós compreendêssemos tudo, pareceríamos uns pavões… Até Deus correríamos do Céu.

Que noite! Quantas voltas dei na cama! Não me saía do coração aquele encantador encontro! Quem me dera aquela humildade, aquela disponibilidade, aquela serenidade, aquela vontade de acertar e caminhar.

Mas porquê, Senhor, porquê? Tenho tanta dificuldade em compreender por que motivo gente desta beleza interior não se pode abeirar da Sagrada Comunhão…
Confesso que não me cheira nada a Evangelho.
Fonte: Blog Asas da Montanha
Concordo plenamente contigo. Por isso quis divulgar o teu testemunho, as tuas inquietações que são também as minhas...

SÓ OS CRENTES COMETEM CRIMES?

1. Não será certamente razoável atribuir às religiões a chave de resolução de todos os dramas do mundo. Mas será curial assacar-lhes a responsabilidade por todos os problemas da humanidade?
É óbvio que, enquanto fenómenos humanos, as religiões partilham das luzes e das sombras do ser humano. Isolá-las — ou, melhor, insulá-las, como se de ilhas ou de guetos se tratassem — é, pois, uma pura impossibilidade.
Não podemos ignorar que o religioso inocula um acréscimo de sentido à existência de muita gente. Neste contexto, não falta quem lembre que a religião está envolvida no pior que a história tem registado. Importa, contudo, advertir (por uma elementar questão de verdade) que o religioso também está ligado ao melhor que a mesma história tem conhecido.

2. Será lícito afirmar que a violência é uma questão religiosa?
Léon Rozitchner (com um dogmatismo pouco compaginável com quem cultiva a busca filosófica) assevera categoricamente que a origem da violência está no…cristianismo: «O cristianismo inaugurou a violência e a opressão tal como existem no mundo»!
Não é preciso muito para contrariar esta posição. Os factos encarregam-se de a rebater. Não havia violência nem opressão antes do cristianismo?
É claro que houve cristãos que cederam à violência e participaram em guerras. João Paulo II pediu perdão por isso, lamentando que tenha havido quem, desse modo, «tivesse desfigurado o rosto pacífico de Cristo».
Isto significa que a violência decorre de uma degenerescência e não da essência do cristianismo. Foi a incorporação de princípios estranhos ao Evangelho que motivou a incursão de muitos pela (ínvia) via da violência.
Foi uma espécie de cristianismo sem Cristo que o adulterou. Mas daí a tomar a parte pelo todo vai uma enorme — e intransponível — distância.
A história assume-se, não se altera. Há que assumir, pois, o pecado de muitos cristãos no envolvimento da guerra. Todavia, há que reconhecer (outras) três coisas:
  • que — infelizmente! — a violência já existia antes do cristianismo;
  • que — graças a Deus! — sempre houve (e continua a haver) inúmeros cristãos comprometidos com a paz;
  • e que — convém não negligenciar este dado — também há cristãos vítimas da violência!
O Padre Andrea Santoro era um fervoroso militante do diálogo inter-religioso. Nem isso, porém, foi motivo de clemência, tendo sido assassinado na Turquia depois de celebrar a Eucaristia. Meses depois, ocorreu mais um ataque contra um padre católico (e de novo na Turquia). Desta vez, foi o Padre Pierre Brunissen, de 74 anos, a ser esfaqueado.

4. Será a religião um caso perdido? Estará na eliminação da religião o caminho para a paz? Acontece que não é só a religião que conta vítimas; a irreligião também as contabiliza. O relatório sobre a liberdade religiosa, recentemente divulgado, é bem elucidativo: há países onde se prendem fiéis, se torturam e matam crentes e se destroem locais de culto.
A saída do impasse incluirá, necessariamente, uma incessante depuração de comportamentos por parte de todos. Crentes e não crentes têm de aprender a respeitar-se. A fé e a descrença são realidades humanas. Fazem parte da vida. Não podem ser, por conseguinte, obstruídas nem combatidas.
Fonte: Theosfera

terça-feira, novembro 27, 2007

Já que o GOVERNO não faz nada para APOIAR A VIDA

Permitam saudar daqui a Pastoral da Saúde da Igreja Católica portuguesa. Duas medidas em concreto. A primeira diz respeito ao “aborto”. Sendo a interrupção voluntária da gravidez agora um direito que assiste às mulheres “contra a vontade” da Igreja, era natural esperar um baixar de braços.

Não está no espírito eclesiástico, mas poderia acontecer, e com razão, até porque os males para que a Igreja alertava já fazem parte do quotidiano e vão obviamente para além da simplicidade do “direito à vida”: está provado que vivemos num “país de idosos, sem dinamismo económico e sem futuro”. Pelo contrário, a Igreja pôs mãos à obra – em contramão com o Governo, adormecido logo o referendo tomou forma de Lei – e dinamiza instituições dirigidas para o apoio de mães solteiras e adolescentes grávidas que não podem contar com a própria família.

Um segundo aplauso para a ideia de criar uma “rede social” de apoio a todos os portugueses, que os acompanhe ao longo da vida. Esta “rede” entrelaçada por serviços públicos e privados deve actuar nos campos da saúde, ajuda material, psicológica...

Mais uma vez, é a Igreja a pensar na coisa pública, a fazer o papel do Governo, tão obviamente ocupado com os planos tecnológicos que, de caminho, nos deixa amorrer, ou, no melhor dos casos, a agonizar na pobreza.

A mesma Igreja com quem o Estado inventa quezílias sobre “fundos” e “compensações”.

A Igreja que sabe dar a outra face.
Sérgio H. Coimbra in jornal Meia-Hora

Seis detenções em clinicas de abortos

A operação realizada ontem pela Polícia espanhola contra clínicas de Barcelona baseou-se numa investigação que aponta para a “prática reiterada” de interrupções voluntárias da gravidez
“radicalmente fora do previsto na legislação”.

TONY BLAIR converteu-se ao cristianismo

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que se converteu ao catolicismo, revelou numa entrevista à BBC que a fé deu-lhe força no exercicio do seu mandato. A Bíblia é a sua companhia de viagem.

Igreja quer rede social de Apoio à Vida

O coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde defendeu ontem a criação de uma rede social aplicada à saúde no país, envolvendo organismos católicos, públicos e privados no apoio à pessoa ao longo da sua vida.
Neste senetido, a Igreja criou os Centros de Apoio à Vida, projecto-piloto que inclui na mesma instituição "todas as componentes ao nível da saúde, psicologia, espiritualidade e apoio religioso a cada pessoa".
A Igreja quer apoiar as familias e as mães em dificuldades: "queremos que continue a ser possivel nascer em Portugal".
"Se não houver natalidade em Portugal, os problemas que daí sobrevêm são muito grandes".
JÁ PENSASTE NISTO?

O espirito democrático de Hugo Chávez

Na última sexta-feira, no programa »La Hojilla« da estação estatal Venezuelana de Televisão (VTV), Hugo Chávez acusou os bispos venezuelanos de »malfeitores«, »vagabundos«, »desavergonhados«, »mentirosos«, »golpistas« e »traidores de Jesus«.

Acusou-os ainda de »estúpidos« e »tarados mentais« e classificou o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Sabino, de »bandido da pior laia«.

«Que o diabo os receba no seu seio, monsenhores. Faço-vos uma cruz em nome dos verdadeiros cristãos. Vocês são o próprio demónio, defensores dos mais podres interesses».

«Os bispos sabem o que sabem, sabem que estão mentindo descaradamente e isso os faz uns vagabundos, desde o cardeal para baixo«.
Veja aqui
Se não fosse o petróleo...

quarta-feira, novembro 21, 2007

Novas formas de comunidade ... ideias perigosas?

As estruturas da Igreja de hoje não respondem cabalmente à sua missão: fazer chegar a todos os homens Jesus Cristo. Este modelo baseado em programações está longe de responder a um mundo que já não é de cristandade.

Um edifício, um pároco e um rebanho reunido na base de uma área paroquial é limitativo da missão anunciadora e denunciadora da Igreja. Baseia-se fundamentalmente na capacidade (ou não) do líder paroquial. Uma das consequências primeiras é a capacidade desse líder (o pároco) ser ou não congregador da comunidade (Resultando em mobilidade ou desistência dos membros).

Verificamos que as nossas igrejas estão cada vez mais vazias, senão mesmo vazias. (E durante a semana por questões de segurança estão mesmo fechadas). Excepção seja feita às tradicionais igrejas dos grandes centros onde as pessoas entram, anonimamente, para procurar um pouco de paz, descanso, intimidade… ou um confessor anónimo onde possa despejar o saco sem ser reconhecidas. Numa igreja de programações o pároco prega, faz casamentos, funerais, visita os doentes nos hospitais, atende o cartório, reúne com as comissões, encontros e, conforme o tamanho da igreja, supervisiona a equipe pastoral.
  • Ele não tem tempo para conhecer a maior parte dos seus paroquianos.
  • Não há tempo, numa semana atarefada, para conhecer o descrente. A comunidade, por sua vez, segue o exemplo do pastor. Se ele não converte (a não ser na sua homilia) eles também não tentam converter.
  • Se a conversão não é prioridade para o líder, também não o é para a comunidade. Os agentes não são mais de 15% dos membros crentes da comunidade. Resta aos outros participar nas reuniões programadas para eles.
  • A consequência é: uma elevada percentagem de elementos inactivos que, depois de participarem em uma ou duas reuniões, desistem pelo menos metade. (E procuram outros grupos onde encontrem espiritualidade, sensibilidade, religiosidade e outras ades…).

Um dos problemas numa estrutura destas é a comunidade “comunhão”. Não há tempo para apoio aos membros, não há lugar à intimidade. Os programas afastam os membros uns dos outros. Quando eles se encontram é no cenário neutro da igreja. Cada encontro é cuidadosamente programado: há um ensaio do coral, uma reunião de leitores, de catequistas, um orçamento a ser preparado. Unir-se em amor e compromisso não é possível. E depois celebra-se (a vida)… com cara de enterro. Não podemos esquecer que os homens de hoje estão mais interessados em “curtir a vida” do que em pensar na eternidade.
Não teremos algo mais a dar ao mundo entre o agora e a eternidade?
E depois analisamos a vida da igreja com base nos censos!

Falta de vocações… sim mas para párocos ou para padres? (já não falo no celibato nem na ordenação de mulheres!...)
Onde estão as comunidades de fé numa estrutura de programações?

Fonte: blog hoc opus

terça-feira, novembro 20, 2007

Será que há essa vontade?

"Mudar de estilo e de mentalidades não é o mesmo que mudar a cor das vestes litúrgicas ou afinar os cânticos das missas - é mudar tudo."

"Os cristãos portugueses estão mal preparados, vivem agarrados a uma religiosidade popular mal fundamentada e isso faz com que entre o fim da infância e o início da idade adulta boa parte das ovelhas se pisgue do redil".

"Em Portugal baptiza-se quase tudo à nascença, aos sete anos faz-se a primeira comunhão e aos 15 despacha-se o crisma - como se fosse possível aos sete alguém compreender a profundidade da eucaristia e aos 15 estar em condições de afirmar a maturidade da sua fé. Esta juvenília religiosa é boa para se chegar aos noventa e tal por cento de católicos em Portugal, mas leva a que aos 15 esteja feita a licenciatura cristã e que aos 18 já só haja jovens no coro."

Isto sim vale a pena debater e falar muito a sério. Vamos continuar a falar em paninhos de rendas, latim e incensos ou vamos tentar ser sérios e mudar onde as coisas precisam realmente mudar?

Será que há essa vontade?

domingo, novembro 18, 2007

"Queremos padres" ou "que padres queremos"?

Termina hoje mais uma semana dos seminários...

Para muitos é mais uma semana (entre muitas outras) daquelas que a Igreja organiza todos os anos.

Para outros esta semana aparece como um grito desesperado da Igreja para "arranjar padres" pois segundo as estatisticas "as coisas andam num nível baixo"...

Para mim esta semana tem cada vez mais razão de ser não tanto para dizermos que queremos padres mas antes para na profundidade orante de uma Igreja que pensa nos questionarmos sobre os padres que queremos.
QUE PADRES QUEREMOS?
MUITOS OU DE QUALIDADE?
Não será que Deus que interpelar a Igreja com o número reduzido de padres que temos?
Peça os padres que Deus quer e não os que a Igreja necessita ou deseja para não mudar nada...
Acho um escandalo que algumas dioceses procurem a solução para as suas carências recorrendo a Igrejas mais pobres do que a Igreja portuguesa (África, Brasil, países de Leste)...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Os padres estão melhor solteiros do que casados

Qual é a sua opinião sobre o casamento dos sacerdotes?

– Seria um erro avançar por esse caminho. No rito Oriental, os padres podem ser casados, embora sejam ordenados apenas depois de já terem família constituída. No entanto, penso que os padres e as comunidades só têm a ganhar com o celibato dos sacerdotes. E a verdade é que os padres não querem casar. Essa questão, não sei porquê, é sempre colocada de fora para dentro, dando a impressão de que há quem queira muito que os padres casem. Embora não haja nenhum impedimento teológico, não será fácil isso vir a acontecer.

– Há quem defenda que a crise de vocações se resolvia com a ordenação sacerdotal das mulheres.

– Estou certo de que a ordenação das mulheres nunca acontecerá.

– Porquê?

– Não sei porque é que esse problema se há-de colocar. As mulheres são preciosas para a Igreja e têm um vastíssimo campo de trabalho, no qual têm dado mostras de grande capacidade. Contudo, essa questão teológica da ordenação não deve ser colocada. É que não há no Evangelho nada que nos permita trilhar esse caminho. Além de toda a tradição histórica da Igreja. Repare: os apóstolos foram ordenados por Cristo e Nossa Senhora não. No entanto, no plano do culto, Nossa Senhora está acima dos apóstolos. Isto para dizer que as mulheres não precisam de ser ordenadas para atingir o mais alto do Céu.

– Mas há alguma questão teológica de fundo que impeça a ordenação das mulheres?

– Há, devido à linha de conduta traçada pelo Evangelho e que tem sido respeitada ao longo de dois mil anos de História. E não me parece que essa questão venha algum dia a ser resolvida. Eu sou a favor da mulher. Fui, enquanto reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana, o primeiro a admitir uma mulher como professora de uma universidade do Papa. Mas o caso da ordenação sacerdotal é diferente e penso que, por impedimento dogmático, as mulheres nunca receberão o sacramento da Ordem.
Fonte: Correio da manhã

terça-feira, novembro 13, 2007

Os impostos ao serviço de todos os contribuintes

Enviaram-me este email que achei bem divulgar:

Com os nossos impostos "acontece desta forma:

  • Por cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, oEstado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social;
  • O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, está obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para aSegurança Social;
  • E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem,retira ao meu patrão outros 33 euros;
  • Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.

    Em resumo:
    − Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55;
    − Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21;
    − Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33;
    − Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.

Eu pago, e acho muito bem, portanto exijo:

  • Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo, libedade de escolha e futuro emprego para os meus filhos;
  • Serviços de Saúde exemplares;
  • Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa;
  • Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país;
  • Auto-estradas sem portagens.
  • Pontes que não caiam;
  • Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano;
  • Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos;
  • Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros....
  • Polícia eficiente e equipados...
  • Monumentos bem conservados e abertos ao público...
  • ...

Na pior das hipóteses, cada 300€ em circulação em Portugal garantem ao Estado 100€ de receita.
Portanto, Srs. Governantes, governem-se com o dinheiro que lhes damos porque nós queremos e temos direito que não nos podem ser retirados ou coarctados.

Assinado: Um português contribuinte. "

Srs Governantes explique-nos o que é que tem feito com os nossos impostos?

O Correio da Manhã dizia hoje que os deputados vão gastar mais 3,4 milhões em viagens (+ 15,4%)!!! O orçamento da Assembleia sobe 5,8 %. Porquê? Ontem, soubemos também pelos jornais que um ministério vai comprar carros de luxo... e vem dizer que não há dinheiro para...

segunda-feira, novembro 12, 2007

LISBOETAS NÃO VÃO À MISSA

Um dos aspectos mais realçados pelo Papa Bento XVI no encontro com os bispos portugueses foi a necessidade que a Igreja tem de encontrar formas de estancar a perda de fiéis praticantes. A esse nível, o Patriarca de Lisboa revelou ontem ao CM a existência de dois estudos na diocese da capital. Um, de contagem à porta das igrejas, revela que apenas 13% dos lisboetas vai à missa do domingo. O outro, em forma de sondagem, mostra que 32% se assume como católico praticante. D. José Policarpo diz que estes estudos indicam que “a Igreja tem de definir muito bem o que é isto de ser católico praticante”.
Fonte: Correio da Manhã
Apenas 13 %. Só!!! Porque será?
O papa tem razão. É preciso mudar... não bastam apenas retoques no verniz. Não será que andamos à demasiado tempo a pensar que Portugal ainda é um país de cristandade. Não é com panos quentes que vamos lá...
O que é isto de CATÓLICO PRATICANTE?

"Isto é uma vergonha".

Triste e revoltado. É assim que se sente o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, com a retirada do Orçamento do Estado para o próximo ano de qualquer verba de apoio aos alunos carenciados da Universidade Católica.
Em entrevista ao Correio da Manhã, no final da visita ‘Ad Limina’ a Roma, o cardeal disse, sem rodeios, que esta situação “é uma vergonha” para o nosso país, explicando que, a este nível, “Portugal e Espanha constituem a excepção negativa da União Europeia”.
"A Polónia, a República Checa, a Hungria, a Eslováquia, a Holanda e a Bélgica, entre outros, financiam as suas universidades e institutos católicos a 100%.
Até a França, com o seu velho laicismo, ou a Itália, onde nos encontramos, financiam 40% das despesas das universidades da Igreja. Só nós é que, tristemente, chegamos ao ponto zero. Isto é uma vergonha”, realçou o Patriarca de Lisboa.
No Orçamento do Estado de 2007, recorde-se, estava previsto uma verba para acção social de 1,5 milhões de euros, fatia que a Universidade ainda não recebeu e que desapareceu por completo do Orçamento de 2008.
"Não pedimos financiamento a 100%, só gostávamos de ver o País a sair desta cauda negativista, em que a ajuda é zero, em que o reconhecimento é nada. Não falo só de escolas ou institutos católicos, mas de todas as boas instituições de ensino privadas”.
Apesar de não o dizer de forma expressa, D. Policarpo considera que o Governo está a trilhar os caminhos traçados pela “onda laicista que todos os dias mina a sociedade portuguesa”.
Fonte: Correio da Manhã

domingo, novembro 11, 2007

O exemplo de Oreste Benzi

A imprensa italiana trouxe há alguns dias alguns testemunhos de jovens que tinham chegado a Itália com a promessa dum trabalho, mas acabaram na prostitução. As histórias seriam ainda mais dramáticas se não fosse pelo sacerdote Oreste Benzi, que inventou um método directo: na companhia de alguns voluntários, passeava à noite com uma carrinha para falar com as jovens, pois estava convencido de que para muitas delas a prostituição não era una escolha livre. Desta forma, conseguiu libertar dessa escravidão seis mil raparigas. (A uma delas, que pouco depois morreu de Sida, levou-a uma audiência geral com João Paulo II, que a acariciou com grande ternura).
D. Oreste faleceu recentemente e são muitos os que recordam o seu incansável trabalho a favor dos mais necessitados e das vitimas das velhas e novas pragas. Conta-se com razão que a sua “Comunidade Papa João XXIII” nunca pôs num segundo plano a sua identidade católica, inclusive quando empreendia iniciativas consideradas um pouco no límite (como ir às três da manhã a uma discoteca para falar de Deus... e acabando por receber um enorme aplauso).
D. Oreste não considerou nunca a doctrina cristã como um "travão" para fazer este tipo de pastoral, pelo contrário.
Mais importante do que as teorias, era o trabalho e a resolução dos problemas.
Soube suar a camisola até ao último momento.
Um verdadeiro exemplo.

sábado, novembro 10, 2007

É preciso mudar o estilo de organização e a mentalidade

“É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja” – pediu Bento XVI aos bispos portugueses.

Secularização das famílias portuguesas: Alertas de Bento XVI aos bispos de Lamego e Porto na visita «Ad Limina»

Maior esforço junto das famílias e comunidades cristãs para “resolver o decréscimo vocacional na diocese do Porto” foi um dos conselhos de Bento XVI ao bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e auxiliares. D. João Miranda, bispo auxiliar do Porto.
O bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho, também já foi recebido por Bento XVI na visita «Ad Limina» que os bispos portugueses realizam a Roma, de cinco em cinco anos. Bento XVI aconselhou “uma maior atenção para a realidade familiar”. “É fundamental estarmos atentos à secularização da família” .
Num mundo cada vez mais laico, o Papa disse aos bispos do Porto para aprofundarem “o diálogo Igreja/mundo da cultura”. Devido ao seu passado universitário, Bento XVI “abordou também a questão das universidades na diocese”. “Anunciar o evangelho de forma diferente ao mundo da cultura e na universidade”.
Fonte: ecclesia

Activismo desregrado pode motivar cansaço episcopal

A modernidade que a sociedade vive "impele-nos para um activismo desregrado e motivador de cansaço e desânimo. A Igreja, deve centralizar-se na prioridade do espiritual e mística e a partir daqui encarar os mais variados desafios", contrariando "o trabalho que pode parecer como funcionalismo ou burocracia".

D. Jorge Ortiga indicou que a Igreja deve tornar-se "perita em humanidade" e, por isso, necessita de conhecer bem e olhar com profundidade para os dramas existenciais. "Talvez o futuro nos obrigue a descobrir caminhos que nos fixam, preferencialmente, naqueles que não tem ninguém ou que necessitam de «ser colocados» às portas dos templos para pedir. A caridade imaginativa nunca se cansará de ver o que ninguém vê".
Fonte: ecclesia

Alguns reparos sobre a música litúrgica

A música litúrgica também mereceu alguns reparos da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. “Era fundamental que existisse um livro de cânticos litúrgicos aprovado a nível nacional ou diocesano e que se aumentasse a qualidade e exigência nas músicas”.
Fonte: ecclesia

Pouca apetência pelas missas em Latim

Os bispos portugueses disseram na Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos que “em Portugal não víamos grande apetência por esse rito” – sublinha D. Ilídio Leandro.
Fonte: ecclesia

Valorizar e purificar a religiosidade popular

Valorizar e purificar a religiosidade popular foi um dos apelos que a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos fez aos bispos portugueses. O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro que devido às peregrinações ao Santuário de Fátima e às outras festas que se realizam de Norte a Sul, o prefeito da Congregação “pediu-nos para que não destruíssemos a religiosidade Popular”.
Fonte: ecclesia

Combater o abuso das missas pluri-intencionais

Os bispos portugueses transmitiram também ao Prefeito da Congregação as “dificuldades sentidas nas missas pluri-intencionais” porque “há abusos no cumprimento desta norma”. “Estas são permitidas apenas em dois dias por semana”.
Fonte: ecclesia

quinta-feira, novembro 08, 2007

A Bíblia contém profundezas abissais em que as mentes mais brilhantes não conseguem entender...

Hoje faço coro com Abraham Lincoln (1809-1865), um dos Presidentes dos Estados Unidos, “Eu sou homem de um só Livro – a Bíblia”, não porque não tenha lido e continue a ler muitos outros livros, mas porque à medida que os leio confirmo que a Bíblia é única e singular, que por muito que se leia nunca se saberá o que na verdade importa saber até que se dê atenção e guarida ao que ela diz.

O que é a Bíblia?
Podemos dizer que mais do que um Livro a Bíblia é uma biblioteca de 66 livros dividida em duas partes fundamentais, uma escrita antes do nascimento de Jesus Cristo e que foi o texto que Ele próprio usou e amplamente citou em relação a Si mesmo e à Sua missão, a que chamamos de Antigo Testamento com 47 livros; e o Novo Testamento que foi escrito depois com os restantes 27 livros.

· Escrita durante um período de mais de 1.500 anos;

· Escrita durante mais de 40 gerações;

· Escrita por mais de 40 escritores, envolvidos nas mais diferentes actividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc.:
  • Moisés, um líder político, que estudou nas universidades do Egipto;
  • Pedro, um pescador;
  • Amós, um boiadoeiro;
  • Josué, um general;
  • Neemias, um copeiro;
  • Daniel, um primeiro-ministro;
  • Lucas, um médico;
  • o Salomão, um rei;
  • Mateus, um colector de impostos;
  • Paulo, um rabino.

· Escrita em diferentes lugares:

  • Moisés, no deserto;
  • Jeremias, numa masmorra;
  • Daniel, numa colina e num palácio;
  • Paulo, dentro de uma prisão;
  • Lucas, enquanto viajava;
  • João, na ilha de Patmos;
  • Outros, nos rigores de uma campanha militar.

· Escrita em diferentes condições:

  • David, em tempos de guerra;
  • Salomão, em tempos de paz.

· Escrita sob diferentes circunstâncias: Alguns escreveram enquanto experimentavam o auge da alegria, enquanto outros escreveram numa profunda tristeza e desespero.

· Escrita em três continentes: Ásia, África e Europa.

· Escrita em três idiomas:

  • Hebraico: a língua do Antigo Testamento;
  • Aramaico: a “língua franca” do Oriente Próximo até à época de Alexandre o Grande (séc. VI a.C. – séc. IV a.C.);
  • Grego: a língua do Novo Testamento – foi o idioma internacional à época de Cristo.

Apesar de toda esta diversidade a Bíblia apresenta uma unidade e coerência admiráveis o que, por si só, é já uma evidência da Sua origem sobrenatural. Tratando dos assuntos mais diversos e até díspares, encontramos uma cosmovisão harmoniosa com princípio, meio e fim, na qual a nossa existência faz sentido, na qual somos arrancados do desespero e do absurdo, do nada e do vazio. A Bíblia narra-nos a História na perspectiva divina em que são reunidos de uma forma magnífica:

  • o espiritual e o material;
  • o corpo, a alma e o espírito;
  • o pensamento e a emoção;
  • a razão e os afectos;
  • a cabeça e o coração;
  • o indivíduo e a humanidade no seu todo;
  • o Criador e a criatura;
  • o princípio e o fim;
  • a tragédia do pecado e a festa da redenção;
  • a tristeza e a alegria; a separação e a reconciliação;
  • o sofrimento e o prazer; a morte e a vida.
  • Através dela movemo-nos de eternidade a eternidade, do princípio à consumação de todas as coisas.

A Bíblia contém profundezas abissais em que as mentes mais brilhantes não conseguem divisar os limites e ao mesmo tempo é clara e simples até para uma criança chapinhar e captar as verdades essenciais. Nela os sábios reconhecem a sua ignorância e os ignorantes encontram a verdadeira sabedoria.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Bispos portugueses preparam centenário da implantação da República

Com o aproximar da celebração do centenário da implantação da República, D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), disse que “devemos estar presentes para que a interpretação dos acontecimentos seja exacta”.
E acrescenta: “esta data não pode passar despercebida e necessitamos de, serena e desapaixonadamente, sintonizar com a heroicidade dos pastores e cristãos daquela época para crescermos no amor à Igreja na actualidade”.
Fonte: eclesia

segunda-feira, novembro 05, 2007

Espanha: Para evitar expulsão da emigrante - Padre católico casa com brasileira ilegal

Os chamados ‘casamentos por conveniência’ chegaram à própria Igreja. O pároco de Tomiño, na Galiza, oficializou a sua união de facto com uma assistente, brasileira, alegadamente para evitar que esta fosse expulsa de Espanha.

Fonte: Correio da manhã

Instituto britânico aconselha «despromoção» do Natal

Um relatório do Instituto de Pesquisa para Políticas Públicas (Institute of Public Policy Research) da Grã-Bretanha considera que o Natal é celebrado com demasiada pompa, o que "prejudica as relações com as outras raças e religiões".

Para o Instituto, já não faz sentido festejar o Natal como antigamente, porque "já não nos podemos definir com uma nação cristã, nem sequer uma nação particularmente religiosa".

Embora não sugerindo a abolição da festa do dia 25 de Dezembro, o relatório propõe que se dê ao Natal a mesma importância dada às festas de outras religiões.
Fonte: rádio do Vaticano

A tolerância religiosa é esquecer as raízes?
Passamos a celebrar na Europa o Yon-Kippur; o Ramadão... e que mais feriados poderemos acrescentar...

sexta-feira, novembro 02, 2007

Mal-estar com Sócrates: Bispos portugueses queixam-se ao Papa

Os prelados estão em Roma onde vão queixar-se do governo português a Bento XVI.
Em causa está a ausência de regulamentação da nova Concordata.

Veja a noticia aqui

Dia de Finados ou de fiéis defuntos

Hoje, segundo muitos, é dia de finados.
A Igreja fala de Fiéis Defuntos.
Faz muita diferença.

Finado vem de fim. É o que se finou, o que acabou.
defunto procede do verbo fungor, que se pode traduzir por cumprir.
Defunto é o que cumpriu a sua missão na terra.
É o que está na plenitude da felicidade ou no seu limiar.

quinta-feira, novembro 01, 2007

OU SOMOS SANTOS OU NÃO SOMOS CRISTÃOS

Os cristãos, hoje, como sempre, ou são «santos» ou não são «cristãos»!
Não basta que sejamos «boas pessoas» ou «pessoas boas».
É preciso que brilhe no nosso modo de olhar a vida “uma luz” diferente;
é preciso, que a prática do amor, tenha uma marca de pureza e grandeza,
que conduzam à fonte divina donde brota.
É preciso que a nossa vida, apareça “transformada dia a dia” não apenas pelo nosso esforço,
mas sobretudo pela graça de Deus, que torna possível «um camelo passar pelo fundo da agulha».
Só assim seremos «santos, como os santos», «santos entre os santos».
Só assim, seremos «santos» para os outros, marcos e pontos de referência da própria fé.
Foi, pelo testemunho da santidade e não por qualquer estratégia poderosa,
que os primeiros cristãos se multiplicaram, em terras pagãs.
Por isso, o único necessário e o desafio posto hoje aos cristãos é tão simples como isto:
«Sede santos, como o Pai celeste é Santo!».