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sexta-feira, novembro 24, 2006

O ser humano procede de uma única célula.

Cada um de nós já foi, um dia, uma única célula, isolada, irrepetível, habitando um meio líquido… Em 9 meses, esta única célula percorre, no tempo, o que a espécie humana percorreu em 9 milhões de anos, uma vez que a espécie humana foi sempre evoluindo ao longo destes milhões de anos. O zigoto, desde a fecundação, imediatamente desde a união do espermatozóide com o óvulo, contém toda a informação genética do ser humano que vai nascer, na história actual, precisamente no hoje do desenvolvimento civilizacional.
O ser humano começa por ser tão simples (uma única célula!) que somente se vê ao microscópio. Aqui, e com estes meios técnicos, pode fazer-se a primeira apresentação do corpo do homem. Sendo um corpo humano, tem toda a dignidade de um corpo humano… Em qualquer estádio em que se considere o seu desenvolvimento, é um corpo humano, com toda a informação genética do ser humano. Mais nada do exterior vai intervir para acrescentar, melhorar ou modificar esta realidade…
Com toda a evidência científica, nunca pode dizer-se que o “respeito” devido à pessoa humana tem a ver com o “tamanho” ou a idade do seu corpo…
Quanto à animação do ser humano deve dizer-se que, no momento em que está constituída a identidade genética (concepção), está constituída a alma “potencialmente”. Quer isto dizer que a “alma” existe no ser humano desde o primeiro momento da sua identidade como corpo, embora o seu exercício vá acontecer bastante mais tarde…
Qualquer lei que tenda a interromper este processo da vida é uma lei abortiva cujo resultado é a morte de um ser humano.
Justificar o contrário :
  • é ir contra a ciência;
  • é ir contra o direito à vida, defendido na Constituição da República;
  • é reconhecer que o Estado se põe do lado do crime contra os mais frágeis da sociedade;
  • é ir contra a tendência demográfica, que pede o aumento dos nascimentos.

Apoiar esta lei:

  • é negar aos nascituros o direito de nascer;
  • é negar às pessoas com deficiências o direito de apoio e de vida social;
  • é abrir precedentes para a eliminação de todos os que não são contribuintes líquidos para uma sociedade, cada vez mais intolerante e desigual.

Ilídio Pinto Leandro, Bispo de Viseu

1 comentário:

  1. Grande misturada de ideias. Pode ser-se pelo "não" no referendo sem misturar a alma no zigoto com a ciência.

    Nem os documentos oficiais do Vaticano afirmam positivamente que o zigoto é pessoa humana (com alma). Aqui diz-se que tem alma "potencialmente" para se dizer depois que tem alma em acto e ainda se invoca a ciência!

    Quanto à questão do direito à vida na Constituição talvez fosse melhor ler o acórdão do Tribunal Constitucional: http://dre.pt/pdfgratisa5/2006/11/22301.pdf

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