segunda-feira, maio 23, 2011

Esta é uma crise que já podia ter sido debelada... se não andássemos a estragar dinheiro!

«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles.

E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação.

Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.(...)

Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas (...).

Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»


D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal, em entrevista à Antena 1 - Retirado do blog «Portugal dos Pequeninos»

O voto branco a quarta força política em Espanha!!!

Apesar do voto branco e nulo ter sido "a quarta força" no número de votos, quase um milhão, fruto do tratamento amável que os meios de comunicação social do sistema deram às teses do movimento 15M, neutralizando-o, este voto não serviu mais do que para consolidar o poder dos partidos maioritários (evitou-se assim que o descontentamento se plasmasse nos partidos políticos contrários aos do establishment que alcançaram o poder nas instituções e administrações).

Qual o valor do voto branco na nossa democracia?

Com o sistema actual votar em branco é inutil...

Por um saco de comida...

domingo, maio 22, 2011

Partidos já não falam da redução de municipos e freguesias!!!

Regra da população faria desaparecer um em cada três concelhos em Portugal

A aplicação da regra mínima dos 10 mil habitantes por município faria ‘desaparecer’ um em cada três concelhos em Portugal.

Com uma estrutura de governação local diferente da portuguesa, porque sem freguesias, a Grécia reduziu para um terço os seus municípios, passando de 1.034 para 325. É este o nível de administração local mais próxima dos cidadãos.

Em Portugal 110 dos 308 municípios têm menos de 10.000 habitantes, muitos no sul do país, e a maioria (62) tem mais do que um presidente de junta por cada mil habitantes.

No Alentejo, usando apenas o critério da população e tendo em conta os dados disponibilizados pela Associação de Municípios Portugueses, manter-se-iam os concelhos de Beja, Odemira, Moura e Serpa.

Municípios como Vinhais e Alfandega da Fé (Bragança), Boticas e Ribeira de Pena (Vila Real), Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura (Viana do Castelo) são exemplos de autarquias com menos de 10 mil habitantes, assim como os concelhos de Armamar, Tarouca, Tabuaço (Viseu) e Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Meda (Guarda). Contudo, muitos destes são municípios de montanha, que no caso da Grécia receberam um critério excepcional e puderam manter-se mesmo sem o número mínimo limite de habitantes.

Mas se um em cada três municípios poderia ser fundido tendo em atenção apenas o critério populacional, muitas são as freguesias que se manteriam após uma reforma administrativa.

Aliás, desde a freguesia mais populosa do país, Algueirão-Mem Martins, com cerca de 70 mil habitantes, àquela que segundo o novo mapa das freguesias de Lisboa será a menor da capital, a do Oriente, com mais de 11 mil habitantes, muitas poderiam manter-se.

A grande maioria destas freguesias estão junto ao litoral, mas há algumas excepções, como Arcozelo (Braga), Vila de Cucujães (Oliveira de Azeméis) e Malagueira (Évora).

Por outro lado, são centenas as freguesias com menos de 10 mil habitantes que poderiam desaparecer do mapa se ao território nacional fosse aplicado o critério populacional.

Lusa / SOL


Total do endividamento de todos os municípios em 2008:
7 124 261 027 €

sábado, maio 21, 2011

Espanha: nasceu uma revolução moral

Nasceu uma revolução. Uma revolução que constrói o país e que nos aproxima do Reino. Ontem, na praça do Sol, senti-me mais cidadão e irmão dos meus irmãos.
Criar fraternidade é criar Evangelho.

Vamos acordar. Os jovens portugueses sigam o exemplo...

Veja este video.

quinta-feira, maio 19, 2011

Para reflectir

Hoje os padres jovens só se interessam com a liturgia e com o traje eclesiástico porque assim destinguem-se dos outros cristãos que andam vestidos normalmente.

Custa-me a acreditar que a Igreja hoje é a penúltima no apreço das pessoas e de que uma percentagem elevadissima de jovens está contra ela!

Eu conheci uma Igreja nos anos setenta valente, que dava a cara; era uma Igreja digna de respeito e apreciada. Por razões que não compreendo agora a Igreja é mais cómoda, menos exigente!



José Luis Martínez, o «cura buenu»

terça-feira, maio 17, 2011

A Esquerda anti-democrática insulta os cristãos numa procissão em honra de Nossa Senhora


E o governo não fez nada perante este enorme atentado à liberdade religiosa!!!
E são estes que enchem a boca com a palavra liberdade, respeito, tolerância...

sexta-feira, maio 13, 2011

Ilucidativo: só não vê quem não quer ver



Já estamos endividados até 2086 !!!



O crescimento da Divida Pública Portuguesa face ao PIB acentua-se de 1850 até 1926 com perturbações de vária ordem e total descontrolo do crescimento económico e da divida, que atinge 90% do PIB. De 1926 até 1974 a divida reduz-se a 12% do PIB com importante crescimento económico.
De 1974 até 1985 cresce de 12% para 60% do PIB com duas intervenções de estabilização financeira com apoio do FMI e estagnação económica. De 1986 a 1995 a economia cresce 17,4 pontos percentuais acima da média europeia e a divida mantêm-se controlada por volta dos 60% do PIB.
A partir de 2000 o crescimento económico estagna, e a divida dispara a partir de 2005, sendo hoje (2011) cerca de 100% do PIB.

quarta-feira, maio 11, 2011

José Ramon Busto: "A Igreja não está isenta da tentação do poder"

A expulsão dos Jesuitas é um bom exemplo: um conflito eclesial à volta do poder, uma tentação da qual a Igreja não está livre, como é demonstrativo o caso do papa Clemente XIV que prendeu o padre Ricci sem acusação e sem julgamento.

A história faz-nos pensar e não é líquido que a luta pelo poder tenha diminuido ou desaparecido do interior da Igreja... mais dissimulada, mas muito presente nos circulos eclesiásticos; uma luta, muitas vezes, fraticida que em nada ajuda os homens a aproximarem-se de Cristo nem os seus membros serem testemunho de uma vida feliz e realizada. Os títulos, as mordomias, as benesses são arduamente disputadas como se de um troféu se tratasse.

Hoje falasse muito em repensar a pastoral em Portugal, mas quase ninguém quer repensar a escolha dos bispos... quem e como? O que é necessário fazer ou renunciar para lá chegar. Não é surpreendente o unanimismo...

Durante séculos a Igreja apostou no social, hoje parece que quer continuar a apostar no social... e os resultados não são lá muito animadores... muitas instituições de solidariedade, mas existem menos cristãos, menos padres, menos religiosos, mais anti-clericalismo e uma evangelização errada porque não aproxima os homens da pessoa de Jesus Cristo...

A Igreja terá de gastar aqui todas as suas energias...

terça-feira, maio 10, 2011

Cinema espiritual: Doonby um filme que defende a vida e recusa o aborto não encontra uma distribuidora no USA



"Doonby" é o novo filme do diretor Peter McKenzie, um thriller psicológico que narra a história de Sam Doonby, um misterioso homem que aparece em uma pequena cidade do Texas para evitar terríveis desgraças, e oferece como trama de fundo as interrogações que o aborto nos deixa.

Neste filme independente, que ainda não encontra distribuidora nos Estados Unidos, Sam Doonby é interpretado pelo ator John Schneider. A sua personagem chega num autocarro a Smithville e logo se faz famoso por causa do seu talento musical.

Sam parece estar sempre no lugar certo no momento adequado para prevenir possíveis desastres, mas devido à inveja e a desconfiança de alguns, começam a indagar sobre o seu passado e terão muitas surpresas.

Os seus produtores afirmam que o filme é uma mistura de "Sexto Sentido" e a clássica "A felicidade não se compra" (It’s a wonderful life).

Mackenzie, director, pensou rodar Doonby há mais de 15 anos e assegura que a sua intenção é que as pessoas se interroguem sobre como a vida de cada pessoa pode afectar os que estão à sua volta.

No filme estreia-se como atriz em um pequeno papel, Norma McCorvey, a mulher que impulsionou a despenalização do aborto nos Estados Unidos tomando o nome de Jane Roe no famoso litígio Roe vs. Wade, e logo se converteu numa defensora da vida e abraçou o catolicismo. Conforme informou The Hollywood Reporter, McCorvey actua como uma anciã que aconselha uma jovem grávida anão abortar.

Completam o elenco de Doonby actores como Jenn Gotzon, Ernie Hudson, Robert David e Joe Estevez.
Visite o site www.doonbythemovie.com


Porque será que alguns filmes não encontram espaço nos mercados?
A censura continua...

sábado, maio 07, 2011

sexta-feira, maio 06, 2011

Sacerdócio: maturidade emocional

A maturidade emocional mantém-se como o alicerce da maturidade espiritual autêntica. Sem essa maturidade, os sacerdotes correm o risco de permanecer espiritual e intelectualmente subdesenvolvidos.

Quando esta não existe, os sacerdotes preocupam-se com posses e dinheiro, com status e poder. Apesar do conforto e da moradia, do carro de luxo, apesar de viverem melhor do que muitos dos seus paroquianos, os sacerdotes sentem que lhes falta ainda alguma coisa, algo que é fundamentalmente bom, algo a que eles tem direito: o anseio por intimidade. Se não existirem alguns amigos realmente próximos e íntimos na vida do sacerdote, ele encontra-se em sério perigo. O seus esforços para permanecer em união espiritual com Deus não compensa a angustia existencial que aperta a alma.

Muitos sacerdotes, experimentam uma crise vocacional ou uma crise de intimidade?


quarta-feira, maio 04, 2011

Sacerdócio: o dom da intimidade

Por mais disciplinada que seja a vida de oração, por mais empenho no seu ministério, o desenvolvimento humano do sacerdote é um factor critico no seu esforço para descobrir a integridade, significado e realização - em especial se quiser descobrir o dom da alma que está para além do seu alcance: o dom da intimidade.

Experimentamos intimidade com o outro quando somos capazes de estar diante dessa pessoa sem as nossas defesas e máscaras habituais, vulneráveis, e, apesar de tudo, confiantes. Não só nos sentimos livres para compartilhar os nossos medos e ansiedade mais profundos, como somos capazes de revelar o que temos de mais pessoal, os nossos ideais e sonhos mais profundos, os pensamentos mais nobres da nossa alma. Nesses momentos não há mendo nem ansiedade. Isto não é algo exclusivo do amor conjugal...

Casados ou solteiros, jovens ou idosos, os individuos precisam de algumas pessoas na sua vida que sejam, ou se possam tornar, almas gêmeas.

segunda-feira, maio 02, 2011

Sacerdócio: o tédio afecta a todos

O tédio afecta a todos, ao que parece, com a possível excepção dos santos.
Para alguns, o tédio enevoa cada movimento e torna o seu mundo, e mesmo o mundo do seu ministério, banal. Preso nas garras do tédio, o tempo pesa sobre as nossas mãos, o espaço parece plano e bidimensional e as próprias alegrias da vida oferecem pouca satisfação.

O tédio crónico é um sintoma de que algo está mal no plano da alma. Ele anuncia uma crise que merece atenção e cuidado. É preciso sentar-se, acolhê-lo e ouvi-lo... porque têm algo a revelar...

Complexo de Édipo episcopal

A elevação ao episcopado reflecte uma configuração inconsciente semelhante á do sacerdote recem-ordenado. A diferença é que aqui o bispo recém-ordenado assume o papel do menino, o papa representa o pai e a Igreja manifesta-se como o ângulo materno do triângulo.

Ele foi nomeado bispo pelo próprio papa. Saboreia a afirmação do seu compromisso de fidelidade com o sacerdócio simbolizada pela sua sagração como bispo. Agora, está ligado de maneira muito especial à mãe-igreja universal. Responde à aprovação dela com uma promessa solene de defender a unidade da Igreja e integridade da fé.

Enquanto assume o seu lugar no colégio dos bispos, um corpo de irmãos, este proporcionar-lhe-á uma importante rede de segurança para os perigos psicológicos da dimâminca controladora que pode ameaçar a integridade da sua alma.

Como bispo diocesano, precisa de encontrar coragem para seu ser fiel ao seu próprio entendimento, às necessidades da Igreja local e á sua leitura de um mundo fragmentado e ferido.

Devido á centralização do Vaticano, manter uma posição própria como bispo muitas vezes requer uma coragem moral heróica.

Sem sondar muito a fundo, as rivalidades e competição entre irmãos (choque norte-sul), já agora que será o escolhido para Presidente da Conferência episcopal?

O papa cessa antecipadamente a um bispo pró-ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes

O Papa Bento XVI “reformou” o bispo de Toowoomba (Queensland, Australia), D. William Morris, um prelado que se manifestava a favor da ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes.

Monsenhor Morris, que esteve à frente da sua diocese durante quase duas décadas, tem só 67 anos de idade. Na sua carta, eo prelado diz que a decisão pontificia responde a uma mensagem pastoral que publicou em 2006 e provocou uma investigação interna dentro da Igreja.

Claro que assim todos ficam a saber quais as linhas com que se cosem para chegarem a bispos... Mais. Claro que a liberdade de consciência está aqui muito afectada, esquecendo que Pedro e Paulo não pensavam da mesma forma no primeiro Concílio de Jerusalém, mas hoje consideramos que ainda bem porque da discussão nasceu a luz ...

Os bispos hoje reflectem a sensibilidade dos cristãos no terreno?

Somar missas é como deitar azeite nas lamparinas
e vê-las apagarem-se.

domingo, maio 01, 2011

Vocações: a falência anunciada das mega-organizações

As recentes pesquisas das ciências sociais descobriram uma forte tendência das muito bem sucedidas mega-organizações em negar os seus próprios dados, assim como dados externos, quando lhe é sugerida a necessidade de mudança e adaptação (General Motors, IBM, Sears...).

A dinâmica de negação está também presente nalgumas das reacções da Igreja a questões dificieis, como por exemplo, o envelhecimento do clero, paróquias sem sacerdotes residentes, condutas impróprias, infelicidade e desmotivação... talvez alguma vaidade narcisista ou algum saudosismo faça com que os dados não sejam encarados de frente.

A crise de vocações, mesmo perante os dados da própria Igreja, é atribuída a uma falha de recrutamento e a uma falta de oração pelas vocações. O "envelhecimento" dos sacerdotes é posto de lado com medo de soluções que possam vir a alterar as antigas tradições e disciplinas da Igreja.

É notória a escassez de reflexões teológicas sérias entre os lideres da Igreja sobre a carência de vocações para o sacerdócio e a vida consagrada. Em vez disso, são discutidas estratégias para um recrutamento mais eficiente por parte dos directores dos secretariados das vocações, enquanto os católicos são instados a orar pelo surgimento de mais vocações. Por mais importantes que sejam estas iniciativas, elas desviam-nos facilmente da difícil reflexão criativa e analítica exigida pela situação presente.

Deus não estará a quer falar-nos através da escassez de vocações?!!! Porque não o queremos escutar?
Basta um pouco de egoísmo ou azedume
para tolher um projecto de evangelização