sábado, fevereiro 28, 2009

Campanha para casamentos nos EUA

O governo norte-americano está apostado em aumentar o número de matrimónios. Para tal vai lançar já no próximo mês de Março uma campanha publicitária para a qual tem previsto cinco milhões de dólares.

“A ideia é promover um diálogo com os jovens, que cada vez encaram o casamento como uma instituição antiga, e incentivá-los a casar-se a partir dos vinte anos”, explicou a organizadora da campanha, Ellen Holman.
Ainda andamos nós com ideias antiquadas! Quando os outros estão a ultrapassar a fase de por a ideia de familia e casamento em causa, outros já viram os frutos de tal estratégica e procuram incentivar os jovens a revitalizar a ideia de casamento...
Já agora valia a pena pensar nisto...

Williamson gosta de ser polémico

Judeus, mulheres, comunistas e maçons são os seus inimigos de estimação.
Há mais de duas décadas que as opiniões do bispo tradicionalista Richard Williamson sobre estes grupos são sobejamente conhecidas.

Apesar do escândalo, não admite retractar-se, tendo feito apenas uma vaga promessa de "rever as provas históricas" e pedido perdão "a quem se sentiu ofendido".

Em 1988, Lefébvre decidiu ordenar Williamson e outros três padres da Sociedade como bispos, apesar das ameaças do Vaticano – acabaram todos excomungados por João Paulo II. É este ‘cisma’ de 20 anos que Bento XVI tentava agora resolver com a sua decisão de reabilitar Williamson e os outros três bispos tradicionalistas. Uma intenção polémica, até porque nenhum deles fez qualquer gesto de reaproximação ou retirou sequer uma vírgula às críticas que a Sociedade fez ao Vaticano nas duas últimas décadas. Williamson, por exemplo, continua a dizer que a Santa Sé é "controlada por Satã", e que uma eventual reconciliação entre o Vaticano e a Sociedade de São Pio X é "completamente impossível".

Williamson gosta de ser polémico. Garante, por exemplo, que o 11 de Setembro não passou de uma conspiração dos EUA – com o auxílio da Mossad – para justificar as guerras no Iraque e no Afeganistão.
Sobre as mulheres, costuma dizer que "conseguem fingir que são capazes de ter ideias, mas se as tivessem não seriam mulheres". E acha que não devem usar calças ou calções, apenas saias.
Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

MAIS DE METADE DOS SACERDOTES POLACOS QUEREM QUE O CELIBATO SEJA OPCIONAL

Mais de metade dos sacerdotes polacos preferiría estar casados, enquanto que quase um terço reconhecem que infringiram o voto do celibato, de acordo com a sondagem publicada hoje pelo diário "Dziennik".
Para o sociólogo e professor Józef BANIAK, autor do estudo, os resultados realçam que existe um problema grave para a Igreja Católica, muitos padres estão dispostos a deixar o sacerdócio por amor e a iniciarem uma família.

Depois de mais de 800 conversas com diferentes sacerdotes, BANIAK concluiu que quase 54 por cento dos religiosos polcaos preferiam viver com uma companheira. A sondagem deste sociólogo revela, para além disso, que mais de um terço manteve relações sexuais com uma mulher e 12 cento estariam dispostos a ter uma relação estável.

O professor BANIAK diz que muitos religiosos sonham em ter uma família e advogam em privado, que seria perfeitamente compativel com o seu ministério.

Fonte: aqui

terça-feira, fevereiro 17, 2009

AUSTRIA: a questão da nomeação dos bispos.

Os bispos diocesanos da Austria escreveram uma carta pastoral para garantirem aos seus fiéis que, apesar de não discutirem a liberdade do Papa nomear os bispos, irão acompanhar mais de perto as futuras nomeações de bispos do seu país.

Os bispos (austríacos) mostram-se assim compreensivos com os fiéis que estão preocupados com o actual processo de escolha dos candidatos ao episcopado das dioceses austriacas. Alertam para os critérios seguidos e para que as decisõess finais do Papa sejam levadas a cabo cuidadosamente e com toda a delicadeza pastoral que seja possível.
Assim é preciso que os bispos sejam nomeados não contra mas para uma igreja local.
Os signatários da Carta Pastoral:
+ Christoph Schönborn
+ Alois Kothgasser
+ Egon Kapellari
+ Klaus Küng
+ Christian Werner
+ Paul Iby
+ Alois Schwarz
+ Ludwig Schwarz
+ Manfred Scheuer
+ Elmar Fischer


Fonte: Sector católico

Bispo Alemão ameaça com medidas disciplinares os teólogos que criticaram o Papa

O bispo de Regensburg, Gerhard Müller Maria, ameaçou disciplinarmente três professores de teologia da sua diocese, que assinaram uma carta onde criticavam o Papa Bento XVI por ter reabilitado quatro bispos lefebvrianos entre quais o negacionista Richard Williamson.

Os três teólogos são Sabine Demel, professora de Direito Canónicoo, Burkard Porzel, professor de pedagogía religiosa, e Heinz Günther Schöttler, professor de teologia pastoral.
Estes três teólogos associaram-se a uma petição -também firmada por outros teólogos de outras dioceses - na qual se exige que os lefebrvianos reconheçam plenamente o Concilio Vaticano II e expressam o seu temor de que esta reabilitação seja um síntoma de um giro da igreja católica na senda do conservadorismo.

Criticam, além disto, que esta generosidade que o Papa demonstrou para com os cismáticos lefebrvianos não a tenha demonstrado também para com os teólogos e sacerdotes liberais que foram sancionados.

Müller admonestou através de uma carta os tres teólogos e deu-lhes um prazo de duas semanas para que afastem da referida petição porque casi contrário, disse, haverá consequências, entre as quais poderia estar a retirada da autorização para ensinarem teologia.

O bispo Müller pertenece à ala conservadora da igrej
a católica alemã.

Os comerciantes de Ávila protestam porque não há comunhões este ano na cidade

O bispo de Ávila, Jesús García Burillo, tenta apaziguar a enorme controvérsia gerada entre os comerciantes e a Igreja por causa da Festa da primeira comunhão na cidade de Ávila.
Num comunicado, salienta que esta é uma decisão dos párocos da cidade e lembra ao “aos sector dos comerciantes e hoteleiros” que a Igreja tem “contribuido para gerar mais riqueza”. No entanto, da parte destes nunca houve "uma expressão pública de gratidão”.
No entanto, para meu espanto, responsabiliza os párocos por qualquer "prejuízo" económico e adverte-os das consequências desta decisão.

Veja aqui o comunicado.
Até que ponto a Igreja não pode, por motivos pastorais, alterar a idade da recepção deste sacramento? E se o fizer terá de prestar contas à sociedade? É justo que os comerciantes reclamem direitos aquiridos?
Como é possível que as empresas, com a complacência da Igreja, tenha transformado a primeira comunhão num negócio tão rentável?

sábado, fevereiro 14, 2009

Yesmen

O que faria um Papa, se agisse com o espírito de Obama?
Avançaria com uma enorme esperança para uma igreja renovada, com o ecumenismo revitalizado, diálogo com as religiões mundiais, uma avaliação positiva da ciência moderna.
Rodear-se-ia dos mais competentes, de mentes independentes, e não de yesmen.
Iniciaria imediatamente por decreto as medidas reformadoras mais importantes e convocaria um Concílio Ecuménico para promover a mudança de rumo.
Pe. Anselmo Borges in DN

Os sacerdotes polacos propõem converter São Valentim no "Dia da pureza"

Sacerdotes polacos opõe-se à forma como se celebra actualmente o Dia dos namorados, e propõem que os jovens renunciem aos cartões com corações e os I love you, e apostem por um 14 de fevereiro diferente: celebrem o Dia da pureza.

"Queremos convencer os mais jovens a optar pelo amor verdadeiro", explicou o religioso Marcin Baran.

Deixar de lado São Valentim e unir-se ao Dia da pureza significa abandonar as visões comerciais dos sentimentos e apostar sinceramente noutros valores, entre eles manter a castidade até ao matrimonio.
Simbolismos vazios
Os autores desta proposta revolucionária são sacerdotes do santuário de Karolina Kózkówna (sul do pais), um dos mais importantes. Afirmam com enorme clareza e frontalidade que o dia 14 de fevereiro está dominado por prendas e simbolismos vazios e esquece que o amor é uma relação de entrega mutua entre duas pessoas maduras.

Diante do consumismo dos sentimientos apresentam como exemplo a beata Karolina Kózkówna (1898-1914), uma catequista polaca, mártir da pureza, cuja festa se celebra a 17 de julho.

Neste santuário pode-se comprar o famoso anel de Karolina Kózkowna, símbolo com o qual as jovens polacas mostram com orgulho a sua escolha do caminho da castidade e da pureza antes do matrimónio.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Nota Pastoral sobre o casamento (CEP): “Para casos diferentes, soluções diferentes”

“A Igreja deve manter que a família e o casamento são instituições que não são substituíveis por outro tipo de associação”.

“Mais do que falar do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fala em proteger a família e o casamento”.

“A Igreja acolhe no seu seio todas as pessoas”, incluindo os homossexuais, e condena “toda a discriminação”. “A família não é aquilo que nós queremos que seja”, porque é “constituída pela união de amor entre um homem e uma mulher”.

“Qualquer outro tipo de união ou de associação terá o seu enquadramento legal”, mas não como “alternativas” que possam ser "equiparadas" à família tradicional ou ao casamento.

“Para casos diferentes, soluções diferentes”.

“Podem ser certamente pessoas de um coração extremamente bondoso”, mas “não têm condições básicas para acolher uma criança que com o crescimento verificará em que ‘família’ e ‘casamento’ se encontra”.

“Mais do que manifestar-nos contra, manifestamo-nos a favor da genuína família que não pode ser senão heterossexual”.

Porque é que os políticos insistem num tema que irá "dividir os portugueses", num momento de crise em que existem "outras prioridades".

O Estado “certamente poderá encontrar o esquema legal que achar, mas não em detrimento da família e do casamento”.

“Quem propõe isto não quer ameaçar ninguém, mas é uma falácia, é um engano. É acenar com uma bandeira facilitista”.

“Não sei se de direita ou de esquerda, mas acho que de vanguarda desfocada e que leva para um caminho errado, antropologicamente errado”.
“O que estamos a dizer às gerações que estão atrás de nós?
Que sejam o que quiserem?
Que escolham num menu de identidades aquilo que querem ser?”.
Fonte: Agencia ecclesia

Hoje celebra-se o 80º aniversário da constituição da Cidade do Vaticano

Um dia como hoje desde à 80 anos, o Papa Pio XI através do seu cardeal secretário de Estado, Pietro Gasparri, firmava com o Estado italiano os Pactos Lateranenses que deram origem à Cidade do Vaticano. O estado livre e independente mais pequeno do mundo onde se aloja o governo da Igreja universal. A denominação oficial completa no latim deste estado independente é: Status Civitatis Vaticanae.

Seja como for, no Vaticano radica na sede de Pedro. Nela, o Espírito Santo continua a guiar a barca de Pedro, no meio das tempestades e das ondas. E cumpre-se assim a promessa de Jesus: "As portas do inferno não prevalecerá contra ela". Esta barca na qual nos encontramos os baptizados do mundo inteiro têm como fim a salvação das almas, para maior glória de Deus. E nela estão convidados a entrar todos os homens e mulheres de todos os tempos.
Fonte: aqui

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Bispo lança livro e desafia leis da Igreja

Há temas que quase toda pessoa, seja católica ou não, gosta de se posicionar. Alimentar discussões e polémicas. Entre eles o celibato sacerdotal e o direito das mulheres celebrarem missas. O Vaticano costuma tratar os assuntos com certo cuidado. E poucas vozes da Igreja, nas últimas décadas, ousaram contribuir com o debate fora das paredes dos seminários e das cúrias.
O bispo emérito da Diocese de Nova Friburgo (Rio de Janeiro), dom Clemente Isnard, resolveu derrubar tais barreiras. Aos 90 anos e reconhecido internacionalmente por seu trabalho no campo litúrgico, ele lança hoje o livro - Reflexões de um bispo sobre as instituições eclesiásticas actuais - onde promete lançar lenha para a fogueira.
E não fala apenas do celibato e das mulheres, trata de um dos pontos quase intocável no Vaticano: a participação dos leigos na escolha dos bispos.
O lançamento nacional ocorreu na Igreja da Fronteiras, bairro do Derby. Um sinal de reconhecimento ao trabalho feito por dom Helder Camara.

"Fala-se tanto na falta de sacerdotes, das paróquias sem padres, nos padres que se secularizaram deixando o ministério. E não se pensa nos padres de valor e que se casaram e que poderiam continuar a exercer o seu ministério se a Igreja lhes tivesse concedido matrimónio", argumentou o bispo emérito.
Dom Isnard encontra justificativa para seu posicionamento na experiência.
Foram mais de 30 anos à frente da Diocese Nova Friburgo.
E também no conhecimento histórico.
Ele lembra que a exigência do celibato apareceu pela primeira vez por volta do ano 300, mas que ainda hoje as igrejas orientais católicas permitem que os padres se casem. Segundo o religioso, a multiplicação dos diáconos permanentes é um sinal de que o padre casado seria bem aceite em muitos lugares. Os diáconos são homens casados ou celibatários que podem pregar, mas não estão autorizados a consagrar a hóstia e o vinho.

Dom Isnard recorre ao olhar de pastor para se posicionar em defesa das mulheres.
"Na minha longa vida conheci padres incapazes de serem párocos e conheci religiosas e leigas consagradas com capacidade de dirigir comunidades", testemunhou.
Para o monge beneditino, a dispensa do celibato não é uma mudança teológica, mas disciplinar. E
sugere a necessidade de se analisar a Bíblia, quando São Paulo afirma que todos - judeu e grego, servo e livre, macho e fêmea - são iguais perante Deus. "Este parece-me um poderoso argumento bíblico a favor da ordenação de mulheres".

As análises do autor voltam-se também para a eleição dos bispos.
"Nos nossos dias o povo não é escutado na eleição, mas pode se manifestar na hora do funeral", afirma, lembrando que a participação dos leigos nas eleições era comum no primeiro milénio de existência da instituição. Esta prática foi caindo em desuso com a crescente interferência dos reis. Diante do que viveu e conhece, o bispo emérito defende que o ideal seria voltar ao regime do primeiro milénio, onde bispos, clero e povo participavam das escolhas.

O povo, exemplifica, seria homens e mulheres inseridos na Igreja, idosos e jovens, em número que expressassem as duas categorias E conclui, de maneira incisiva que a "descentralização das nomeações episcopais traria um alívio notável para as finanças da Sé Apostólica, uma vez que o pessoal da nunciatura não precisaria ser tão numeroso". Coicindência ou não, dom Isnard contou que uma cópia do seu livro foi entregue ao núncio apostólico no Brasil antes da publicação. E esse teria pedido a Editora Paulus, com quem estava outra cópia do texto, para não publicar o livro.

Ainda sobre os bispos, dom Isnard pergunta como recuperar um episcopado zeloso, culto e avançado. Ele mesmo responde que na situação actual seria necessário um novo concílio ecuménico para completar o Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965 e responsável por mudanças na Igreja. Uma delas foi a permitir a celebração das missas em diversas línguas, acabando com a ditadura do latim. Mesmo apontando o caminho, o bispo emérito acredita que dificilmente haveriam mudanças hoje. Isso porque a Cúria Romana prepara e redige tudo.
Fonte: aqui

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Petitio Vaticanum II a circular na Internet

“Exige-se um reconhecimento irrestrito das decisões do Concílio Vaticano II”
A anulação papal da excomunhão de bispos da Fraternidade tradicionalista Pio X, vinda a público em 24 de janeiro de 2009, significa para os assinantes desta petição a reabilitação de pessoas que abertamente se apresentaram como adversárias das reformas iniciadas com o Concilio Vaticano II e continuam de agir da mesma forma.
Tendo em vista as manifestações anti-semíticas e a negação do extermínio de judeus pelos nacionalsocialistas do bispo auxiliar Richard Williamson e dos seus seguidores, partilhamos da indignação de nossas irmãs e irmãos de fé judaica. Além disso, afirmamos que a atitude geral da Fraternidade Pio X em relação ao judaísmo não condiz com as exigências relativas ao diálogo judeu-cristão do Concilio. Aplaudimos as afirmações da Conferência Nacional dos Bispos Alemães e do Comitê Central dos Católicos Alemães a tal respeito, bem como as claras posições da Conferência Nacional dos Bispos Franceses e de outros bispos.
Os assinantes desta petição avaliam o cancelamento da excomunhão como um indicador de que o Papa Bento XVI o efetuou intencionalmente em data próxima a um acontecimento carregado de simbolismo, o quinquagésimo aniversário do anúncio da convocação de um concílio pelo Papa João XXIII. Esta volta a trás faz temer o regresso de partes da Igreja romano-católica a um exclave antimodernista.
Com este retrocesso admite-se que partes da Igreja romano-católica, a par de muitas outras coisas, possam rejeitar abertamente o espírito e a letra de importantes documentos do Concílio Vaticano II, como o Decreto “Unitatis Redintegratio” sobre o Ecumenismo, a Declaração “Nostra Aetate”, sobre as relações da Igreja com as Religiões Não-cristãs, a Declaração “Dignitatis Humanae” sobre a Liberdade Religiosa como também a Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” sobre a Igreja no Mundo de Hoje. É no momento impossível prever, em toda a sua extensão, os resultados funestos que isso trará à credibilidade da Igreja romano-católica. O preço é insofismavelmente alto demais!
Com todo o respeito pelo esforço do Papa em favor de união da Igreja, nos parece particularmente chocante que a renovada aproximação do Vaticano ao movimento cismático traditionalista se tenha realizado, ao que parece, sem condições prévias. Ainda em junho de 2008, no vigésimo aniversário da excomunhão de Lefebvre a Fraternidade Sacerdotal recusou o convite da Santa Sé a uma reconciliação teólogica e político-eclesial e não satisfez o pedido de Roma de assinar uma declaração de cinco pontos com as condições para uma possível reincorporação na Igreja romana.
O regresso à plena comunhão com a Igreja Católica só pode ser possível se as decisões do Concílio Vaticano II forem absolutamente aceitas de palavra e de fato, como também é exigido no Motu Proprio “Summorum Pontificum” em relação ao Rito Tridentino.
Enquanto o Vaticano se preocupar apenas do retorno das “ovelhas perdidas” da borda eclesial tradicionalista, mas não anular também outras excomunhões, não rever os processos de objeção às doutrinas de teólogas e teólogos de tendência renovadora e não estiver disposto ao diálogo internacional com círculos de reforma, o barco da Igreja romano-católica adernará perigosamente.

Essen, em 28 de Janeiro de 2009

Primeiros assinantes

Petição

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Cardenal Schönborn: uma visão diferente quando muitos querem regressar ao passado...



Alguns CARDEAIS estão contra a reabilitação do bispo que nega o holocausto

«Na segunda-feira, o Cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações com os judeus, criticou Bento XVI por não o ter alertado para o perdão aos bispos excomungados.
Antes dele, o bispo de Hamburgo, Werner Thissen, considerou que a decisão do Vaticano compromete a confiança na Igreja e o Cardeal Carl Lehman, antigo presidente da Conferência Episcopal Alemã, considera o caso uma catástrofe».

Fonte: Correio da Manhã

domingo, fevereiro 01, 2009

O casal perfeito

NO ano passado fiz 35 anos de casado, o que significa que quase dois terços da minha vida se passaram nesta situação. E isso confere-me naturalmente uma autoridade acrescida para falar do assunto e dar alguns conselhos aos jovens cônjuges ou àqueles que estão para casar.
Há muitos mitos e ratoeiras à volta deste assunto. Algumas das maiores confusões foram lançadas pelas feministas dos anos 60 e 70. Criticando a mulher fada do lar, considerando o trabalho doméstico uma escravatura, aconselhando as mulheres a serem completamente independentes dos maridos, incentivando-as a terem uma carreira profissional, as feministas abriram uma caixa de Pandora e introduziram nos casais os germens da discórdia.
As mulheres passaram a rebelar-se contra os maridos, recusando-se a executar certas tarefas que no passado faziam naturalmente.
– Fazer a comida? Porquê eu? Faz tu!
– Mudar a fralda ao bebé? Por que razão hei-de ser sempre eu? Muda hoje tu!
– Fazer a cama? Mas tu não te deitas também nela? Desta vez faz tu!
– Aspirar a casa? Mas não a sujas tanto como eu ou até mais? E além disso tens mais força! Aspira tu!
NÃO digo que as feministas não tivessem razão em algumas das suas lutas a favor da libertação da mulher e contra o comportamento machista de muitos homens. Isso não está em causa. A questão é que, objectivamente, incentivaram as mulheres a revoltar-se, fazendo com que as relações nos casais nunca mais fossem as mesmas.
A minha avó paterna, por exemplo, fez durante toda a vida as tarefas domésticas sem uma queixa, convencida de que era essa a sua contribuição para o bem-estar da família. Mas no tempo dos meus pais as coisas já não se passaram bem assim. E na minha geração – que recebeu em cheio o impacto dos loucos anos 60 – tudo já foi diferente.
Entretanto, se muitas das reivindicações feministas tinham razão de ser, o feminismo padeceu de um enorme equívoco que esteve na origem de inúmeros conflitos. O equívoco foi este: considerar que os homens e as mulheres são iguais – tendo as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, as mesmas capacidades e as mesmas limitações, devendo por isso desempenhar em casa exactamente as mesmas tarefas.
Aqui é que começou o problema. Porque os homens e as mulheres são estruturalmente diferentes. Têm sensibilidades diferentes, gostos diferentes, vocações diferentes, aptidões diferentes. Para um casal se dar bem, precisa de perceber isso. De perceber que, sendo os dois diferentes, não devem procurar fazer o mesmo – mas, exactamente ao contrário, têm de repartir as tarefas.
Tal como numa empresa o segredo é dividir as funções e distribuí-las de acordo com as competências de cada um, no casal a regra é a mesma.
Em minha casa, por exemplo, quem habitualmente cozinha é a minha mulher (e digo ‘habitualmente’ porque às vezes é a empregada e outras vezes comemos fora); mas, em compensação, sou eu que levo sempre o cão à rua à noite, faça frio ou faça chuva.
É a minha mulher quem aspira a casa (quando não é a empregada); mas sou sempre eu que conserto uma torneira que se estraga, penduro os quadros, zelo pela instalação eléctrica ou carrego as bilhas de gás na casa de Estremoz.
É a minha mulher quem controla as contas bancárias, mas sou eu que transporto os sacos das compras quando vamos ao supermercado.
Uma BOA repartição de funções é um dos segredos para o bom funcionamento do casal. Porque se criam rotinas. E isso reduz o esforço e evita muitas discussões. Imagine-se o que seria discutirmos todos os dias quem faria o jantar. «Olha, hoje faz tu». «Não, hoje não me apetece». «Faz tu hoje, que eu faço amanhã». «Isso é o que hoje dizes para te safares, mas amanhã arranjas outra desculpa». Era um inferno. E um sacrifício a dobrar. Porque quem saísse vencido da disputa iria fazer o jantar duplamente irritado: por ter de o fazer e por ter perdido a batalha doméstica…
Outra questão importante é a da liderança. Numa empresa bem organizada a hierarquia deve estar bem definida. Em cada área o poder de decisão deve ser atribuído com clareza. Ora, salvaguardadas as devidas diferenças, nos casais passa-se o mesmo. Não quer dizer que um mande sempre e o outro obedeça sempre. O importante é que cada um dos membros do casal tenha a sua área de influência, uma área na qual sinta que tem a última palavra, em que possa projectar o seu poder.
É evidente que, nas grandes decisões, deve haver consenso entre os membros do casal. Mas é utópico pensar que pode haver sempre consenso em tudo. Acreditar nisso é outra fonte potencial de conflitos.
Devem existir áreas de influência – de acordo com as inclinações, os talentos e os gostos de cada um.
Numa entrevista televisiva a propósito do seu livro de memórias Viver para Contá-la (título em que me inspirei para dar nome a esta secção) o Prémio Nobel da Literatura Gabriel García Márquez dizia que, ao contrário do que vulgarmente se advoga, os casais não devem aprofundar a discussão de certos assuntos. A maior parte das pessoas defende que os casais devem discutir tudo, escalpelizar as dúvidas e as questões mais delicadas até ao fim. Ora ele defendia exactamente o contrário: os casais não devem prolongar as discussões nem esmiuçar os pontos de atrito. Em certos assuntos delicados o melhor é pôr um ponto final na conversa. Não pretender aprofundar. Prolongar o diálogo só vai agravar as coisas, prejudicar a relação. Em vez de aproximar o casal, acentua a divisão.
Ele sabe do que fala. Pode não ter uma experiência de casamento tão longa como a minha, mas tem certamente mais experiência do que eu nas relações com as mulheres – porque sempre foi um bon vivant, um sedutor, um conquistador, com o calor próprio dos sul-americanos.
Para um casal funcionar bem quando o deslumbramento da paixão deixa de esconder as diferenças e vêm ao de cima as inclinações diversas do homem e da mulher, aqui fica uma série de conselhos úteis:
– Repartir as tarefas domésticas de acordo com as inclinações de cada um. Não pretender que sejam os dois a fazer tudo: a indefinição é uma fonte constante de irritação e atritos;
– Criar rotinas dentro de casa;
– Definir com justiça as áreas de liderança, para que cada um dos membros do casal sinta que tem o seu espaço de poder;
– Não esmiuçar assuntos potencialmente conflituais, deixando o tempo curá-los.
Claro que mesmo com estas cautelas a vida de casado não é sempre um mar de rosas. Mas devemos potenciar aquilo que é capaz de unir, desvalorizando o que pode desunir. E depois é necessária tolerância. Antes de julgarmos os actos da nossa mulher (ou do nosso marido) devemos procurar percebê-los, colocarmo-nos no lugar dela (ou dele) e tentarmos perceber o que a levou (ou o levou) a fazer isto ou aquilo.
Finalmente, é preciso ter presente que nada na vida tem só vantagens. A moeda tem duas faces. O casamento não foge à regra: tem vantagens e desvantagens. Se valorizarmos estas em demasia, rapidamente concluímos que não vale a pena. Para manter o casamento é preciso abdicar do acessório para salvar o essencial. Na convicção de que fora da família não é muito fácil encontrar a felicidade.
Fonte: Sol

Inglaterra nacionaliza colégios privados

Várias famílias não conseguem financiar a permanência dos filhos em escolas privadas.
Segundo noticia a Rádio Renascença, o Governo britânico prepara-se para nacionalizar cinco escolas privadas.

São várias as famílias que devido à crise estão a retirar os seus filhos destas escolas, que por sua vez, sofre com a quebra das receitas.

Nomeadamente, cinco escolas privadas já aderiram a este plano, que obriga ao fim das provas de acesso e das taxas de matrícula nos estabelecimentos, entre outras condições.
Fonte: Sapo