sábado, janeiro 20, 2007

Testemunho de um ABORTO com condições

Ainda hoje foram referidos dados oficiais do EUROSTAT que provam que o nº de abortos não só diminuiu como ainda aumentou e muito! Não sou eu a falar, são mesmo dados oficiais.

Em relação ao aborto assistido, realmente o Paulo não pode falar, mas eu posso porque desafortunadamente já fiz um, totalmente dentro da lei, tive todas as pessoas do meu lado pois o meu filho tinha uma trissomia raríssima, trissomia 9, que é totalmente incompatível com a vida.

Sem entrar em grande detalhes pois não é o que interessa apenas lhe digo que uma mulher sofre com a realização do aborto, seja clandestino ou não.

Sofre física e psicológicamente! E essa decisão acompanha-nos para o resto da nossa vida, por mais que a tenhamos tomado em consciência.

Eu sou responsável pelos meus actos, pensei bem juntamente com o meu marido antes de decidir, no entanto só depois me apercebi do alcance da minha decisão: tinha tido a arrogância de ser eu a determinar quando é que uma vida acabava.... não esperei pela mãe natureza.

Falo isto para que perceba que não é o meu remorso que me move, é antes o ter a consciência do que passei apesar de ter TODOS os apoios que poderia ter nessa altura, nomeadamente a certeza científica que o meu filho não viveria.

A maior parte das pessoas realmente não sabe do que fala.

Espero sinceramente que não tenha de passar por uma decisão do género.

Católicos pelo Sim?

O Pe. Vítor Feytor, Coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, foi taxativo ao afirmar que “ser cristão é ser defensor da vida”, deixando críticas aos que rompem com a Igreja “em nome de Cristo”.
Vivemos um tempo de “opção” que exige clareza na apresentação das razões pelo “Não”. Nesse sentido, pediu aos cristãos maior “capacidade de intervenção”, com particular aposta nos “contactos pessoais”.
“E urgente a sensibilidade para ajudar os indecisos”.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Haverá «julgamentos da Maia» mesmo que «Sim» vença

Continuará a haver julgamentos sobre prática ilegal de aborto como o de 2002 no Tribunal da Maia, mesmo que o «Sim» vença no referendo de 11 de Fevereiro.

«Mesmo que o «Sim» ganhasse, ainda assim se realizaria o julgamento da Maia. É preciso recordar que foram julgados na Maia casos de aborto para além das 10 semanas» de gestação.

É «uma manipulação e instrumentalização da mulher» a encenação teatral feita hoje de manhã frente ao Tribunal da Maia pelo movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim, para assinalar o quinto aniversário da leitura da sentença de um processo de prática ilegal de aborto envolvendo 43 arguidos.
  • "Foram julgadas e condenadas na Maia pessoas que faziam do drama do aborto um negócio". A principal arguida desse julgamento era uma enfermeira parteira que foi condenada a oito anos e meio de prisão por praticar abortos ilegais.
  • No julgamento da Maia só foi condenada uma das 17 mulheres acusadas de terem abortado ilegalmente, e, mesmo essa a uma pena remível a 120 euros de multa e não a uma pena de prisão efectiva.
  • O Tribunal da Maia condenou uma enfermeira em 18 de Janeiro de 2002 a oito anos e meio de prisão pela prática de aborto agravada, peculato, tráfico de substâncias estupefacientes e falsificação de documentos.
  • Na mesma sentença, foram condenados seis angariadores de clientes a penas entre os 45 dias (assistente social) e os cinco meses de prisão (médico ginecologista), todas substituíveis pelo pagamento de multas.
  • Uma mulher que confessou a prática de aborto foi condenada a quatro meses de prisão ou pagamento de 120 euros de multa, tendo sido absolvidos os restantes 35 arguidos.

Fonte: Diario Digital.

Deixem de encenar, digam toda a verdade...

domingo, janeiro 14, 2007

Profissão: Mãe

"Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar."O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário. "Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe.""Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para isso", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do género 'oficial inquiridor'.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. "Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente nesse campo?" Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a responder:
"Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o tem),
em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa).
Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já passei quatro provas (todas meninas).
Claro que o trabalho é um dos mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher discorda???) e frequentemente trabalho 14 horas por dia (para não dizer 24...).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei a casa, com o trofeu da minha nova carreira erguido, fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7 e 3 anos.
Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo experimental (uma bebé de seis meses) do programa de desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz. Senti-me triunfante! Tinha conseguido derrotar a burocracia! E fiquei no registo do departamento oficial como alguém mais diferenciado e indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"!
Maternidade... Que carreira gloriosa!
Especialmente quando se tem um título na porta. Assim deviam fazer as avós: "Associada Sénior de Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relações Humanas" e as bisavós: "Executiva-associada Sénior de Pesquisa". Eu acho!!!
E também acho que para as tias podia ser "Assistentes associadas de Pesquisa".»

Não basta dizer que somos democratas!!! Onde está a liberdade de opinião?

Veja o que diz CLAUDIO ANAIA dirigente do Partido Socialista:

Já vivemos numa sociedade burocrata.
Nas empresas, existem os burocratas e, agora, parece que existem por aí os políticos "sexocratas". Explico: o que está em voga e o que é, hoje em dia, politicamente correcto discutir, principalmente pelos nossos políticos, são assuntos que têm a ver com causas ditas fracturantes, isto é, questões de valores que dividem a sociedade.
Os nossos órgãos de comunicação social não se cansam de falar nas uniões de facto entre homossexuais (nalguns casos até com direito a adopção), na pílula do dia seguinte (leia-se pílula abortiva) e agora ultimamente com repetição através de referendo sobre o aborto ou, como costumam dizer mais "adocicadamente", interrupção voluntária da gravidez.
Será que os problemas da educação, da saúde, do primeiro emprego, da habitação não serão assuntos muito mais importantes - que não dividem mas unem as pessoas - e que nos deverão preocupar como cidadãos portugueses? Parece que não!
O que importa - como se fosse a prioridade das prioridades - são essas questões chamadas "fracturantes", como o aborto.
No congresso do meu partido, em que fui delegado, esse assunto voltou a estar na ordem do dia e dominou a actualidade política através de varias moções globais. Por vezes, fico com a sensação de que parece ser usado como manobra para desviar a nossa atenção daquelas que são verdadeiras causas da esquerda. Mas o que me entristece em tudo isto é que as pessoas falam do aborto como se fosse uma questão de política partidária, e esquecem-se que o que está em causa é a vida, uma vida única, irrepetível e que deve ser respeitada.
Mais uma vez aqui deixo e reafirmo as convicções que me levam a dizer "não" ao aborto:
  • A morte nunca foi solução nem resposta para nada;
  • Não posso concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que, até às dez semanas, um ser humano fique sem qualquer protecção legal;
  • Defendo que tem de se valorizar a maternidade, promovendo redes de solidariedade social que ofereçam alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil;
  • O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma aposta decidida na prevenção;
  • Ao contrário do que se diz por aí, este assunto não diz só respeito às mulheres. O pai tem um papel fundamental. Não pode nem deve demitir-se das responsabilidades, muito menos ser excluído por terceiros.

Amigos e pessoas do meu partido com responsabilidades políticas já me aconselharam, muitas vezes, a não falar nestas matérias porque "estava a queimar-me", mas respondo da mesma forma que acabo este meu texto: esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer, pugnarei sempre pela vida! Dirigente do Partido Socialista

SERÁ QUE TODOS PENSAM DA MESMA FORMA?

Ainda bem que há alguém que é capaz de livremente expressar a sua opinião. Viva a LIBERDADE e a DEMOCRACIA.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

ESTA É BOA! AFINAL NÃO HÁ NENHUMA MULHER PRESA POR ABORTO!!!

37 mulheres foram constituídas arguidas desde 1997. Mas o Ministério da Justiça não sabe quantas eram grávidas ou parteiras, nem em quantos casos se tratava de gravidez até às dez semanas


O ministro da Justiça não conseguiu, na resposta ao movimento Independentes pelo Não, dar conta de uma única mulher que tenha sido presa por ter abortado até às dez semanas. Em resposta à carta enviada por aquele movimento, Alberto Costa reconhece a incapacidade dos serviços em dar resposta a essa e a outras perguntas.
Entre 1997 e 2005, foram constituídas arguidas 37 mulheres, tendo havido condenação para 17. No entanto, não é possível distinguir quantas dessas mulheres eram grávidas que deram o seu consentimento ao aborto e quantas foram implicadas por participarem na sua prática (médicas, enfermeiras, parteiras). Também não é possível saber quantos casos são relativos à prática de aborto até às dez semanas e após as dez semanas.
«A questão é grave», reagiu o movimento.
«No fundo, o Estado devolveu aos cidadãos a responsabilidade de se pronunciarem acerca de um problema que o Estado não demonstra existir. Mas é também muito grave que os defensores do ‘sim’ apostem agora fortemente numa campanha que tem como mote ‘acabar com a prisão’», considera o movimento de que fazem parte as jornalistas Laurinda Alves e Maria João Avillez.
TENHAM VERGONHA! NÃO TENTEM ENGANAR OS PORTUGUESES.
Já agora vejam como é que nos EUA se conseguiram aprovar leis favoráveis ao Aborto, alterando os números, as sondagens... enganado. Haja paciência...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

«Boom» católico no Sudão

A Igreja Católica está a renascer em Cartum, capital do Sudão, apesar das dificuldades que o país tem atravessado nos últimos anos. D. Daniel Marok Kur Adwok, Bispo Auxiliar, referiu ao gabinete de relações públicas da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na Áustria que "a posição da nossa Arquidiocese se fortaleceu ao longo dos últimos anos, em larga medida graças ao apoio da AIS".
Este responsável assinala que, há 25 anos atrás, apenas havia 1 padre em Cartum, enquanto hoje existem 121 ao serviço desta Igreja local. A Arquidiocese sudanesa conta com 30 paróquias e 123 centros onde a Eucaristia é celebrada regularmente para os mais de 900 mil católicos de Cartum, Arquidiocese com 18 milhões de habitantes.

O Seminário de São Paulo deverá ser transferido para Juba, no sul do Sudão, já em 2007, a começar com os estudos em filosofia. Neste momento, 7 professores dão aulas a 73 candidatos ao sacerdócio.

A Arquidiocese católica conta ainda com o projecto Save the Saveable, como explica D. Adwok, "actualmente com 65 escolas onde estão 33 mil alunos e 105 professores". A iniciativa procura oferecer educação a crianças em idade escolar que fugiram dos confrontos no sul do país.

Apesar de agora haver um acordo de paz para esta região, há uma forte tendência para islamizar esta parte do país. Muitas organizações fundamentalistas islâmicas, especialmente da Arábia Saudita e Paquistão, apoiam apenas muçulmanos.

Departamento de Informação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre

Jornal do Vaticano critica Lisboa-Dakar

A “corrida da irresponsabilidade”. É assim que o jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, classifica o Lisboa-Dakar, na sequência da morte do motard sul-africano Elmer Symons, de 29 anos.
O editorial da edição de 11 de Janeiro apresenta uma dura crítica à corrida lembrando as 54 vítimas da prova, a que se somam ainda oito crianças e duas mulheres.
“Com uma atitude cínica, que ignora por completo a realidade que atravessam, lançam-se no deserto automóveis, motos e mesmo enormes camiões, a velocidades loucas, cujos destroços ficam abandonados, muitas vezes, como monumentos à irresponsabilidade”.

O Osservatore Romano considera que o Dakar tem pouco de “sã competição” e lembra o “rasto de sangue” que cresce, ano após ano, na rota da corrida, como preço da tentativa de “exportar modelos ocidentais” para ambientes humanos e ecossistemas que, de ocidental, “têm muito pouco”.
Fonte: Ecclesia

sábado, janeiro 06, 2007

NÃO É UM DIREITO É UM NEGÓCIO. É 7º negócio mais rentável de alguns países!!!

Se o sucesso se mede pelo dinheiro que se ganha, há muitos negócios de sucesso pelo globo. Incluindo as redes multinacionais de clínicas de aborto.

Costuma dizer-se que o dinheiro não tem cor. Também este "negócio" não tem cor, nem sequer no mero cumprimento formal da "lei" que o autoriza.

Em Barcelona, um par de jornalistas descobriu o que muitos já sabiam: a lei é um mero pretexto para a fachada do negócio. A jornalista descobriu que mesmo com 7 meses de gravidez, a instituição nem piscava: um cliente é um cliente, assim reza a cartilha liberal.
E por que não?
Que diferença faz um homicídio numa data ou noutra qualquer?
Se o "problema" é a gravidez, não a mulher grávida, elimina-se o "problema".

Questão de vida ou de morte

Não se pode pedir aos que dizem não ao aborto uma linguagem doce e dúbia para não ferir a opinião dos que vigorosamente o defendem até ao absurdo.

O que mais enfureceu os ocidentais na reacção do mundo muçulmano à publicação das caricaturas de Maomé foi a ameaça de cercear a liberdade dos artistas e pensadores. Ou, melhor ainda, o risco que corre quem escreve o que pensa sobre qualquer matéria. A liberdade de expressão sentiu-se ofendida por aqueles que se ofenderam com a expressão da liberdade. Estamos num aparente jogo de palavras. Mais que isso, de interesses, que se refugiam nas palavras para imporem os seus pontos de vista. Assim a ética vai ganhando colorações circunstanciais como o bailarino vai rodando e ritmando o corpo consoante a música o exige.
O debate sobre o referendo ao aborto, em Portugal, está a tomar alguns contornos bizarros. Existem áreas sociais e políticas que não têm o mais pequeno rebuço em propa-gandear o seu ponto de vista e o seu terreno claro de luta, com um inequívoco sim ao aborto. Dessas tribunas emerge a sugestão de que a Igreja mudou de opinião e não faz qualquer campanha contra o aborto. E intercala nessa oratória o pressuposto de que a Igreja se não deve pronunciar sobre a matéria, por não ser religiosa. O político na tribuna partidária, parlamentar ou ministerial, pode confessar-se publicamente sobre o tema – com isso fazendo opinião – quando a sua posição é sim. Na Igreja, o presidente duma celebração está “proibido” de dizer o que pensa e o que pensa a Igreja porque isso é fazer campanha. (Há já escritos com essa teoria).

Tanto dum lado como do outro há regras de decência e linguagem que devem pautar os discursos, na apresentação honesta de argumentos e razões pró ou contra. Mas não se pode pedir aos que dizem não ao aborto uma linguagem doce e dúbia para não ferir a opinião dos que vigorosamente o defendem até ao absurdo. A vida concede direitos e argumentos inquebrantáveis. E ninguém que apoie o aborto até às nove semanas e… seis(?) dias, pense que está a apoiar a vida. Chame-se o que se chamar estamos perante uma questão de vida ou morte. Nunca a Igreja em dois mil anos hesitou sobre esta matéria. Reconhecendo, embora, que a questão não é religiosa mas humana. Tal como a pobreza, a violência, a guerra, o racismo não são questões religiosas. Mas têm a ver com o Decálogo.

A liberdade não pode ser coarctada em nome duma imaginária mudança de óptica da Igreja em matéria tão vital.


António Rego

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Esta do poligrafo é boa! Porque não?



O POLIGRAFO: o remédio mais eficaz. A solução para acabar com a praga dos divórcios!!!

Abstenção ameaça sim

A pouco mais de um mês da realização do referendo ao aborto, a vitória do ‘sim’ mantém-se como o resultado mais provável da consulta aos portugueses, mas parece estar a ganhar forma um cenário de risco para o processo do referendo com a abstenção a subir. Se participarem menos de metade dos eleitores no referendo, o resultado eleitoral perde validade jurídica.

terça-feira, janeiro 02, 2007

EIS A VERDADEIRA PERGUNTA...

Concorda com que toda e qualquer mulher possa, em toda e qualquer circunstância, abortar um seu filho por toda e qualquer razão?

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Os padres devem falar do aborto nas missas?

"Não concordo com a propaganda que os padres fazem nas missas com o apelo ao não, penso que a igreja católica é de todos e para todos."
João Carlos

"a pedido da mulher"

"No referendo só as mulheres deveriam votar.
Elas é que decidem se querem ou não ter filhos e de quem os querem ter".


???

A solução é reduzir o número de paróquias

A Igreja Católica está a equacionar a fusão de paróquias para colmatar a falta de padres. Trata-se de uma autêntica revolução administrativa que pode levar à diminuição para cerca de um terço das mais de 4300 paróquias existentes no País.

Os bispos têm consciência do envelhecimento do clero, já que os sacerdotes que morrem são mais do dobro daqueles que se ordenam. Mesmo assim, 2007 pode ser um ano mais fértil para a Igreja Católica em Portugal, já que, lá para o mês de Julho, vão ser ordenados 41 novos padres, contra os 37 que receberem no Verão passado o Sexto Sacramento da Santa Igreja.
Ainda que não seja claramente admitido, a verdade é que a tendência passa pela união prática de duas, três ou até quatro paróquias, consoante a dimensão territorial e populacional, de modo a que as celebrações sacramentais, nomeadamente a missa de domingo, sejam “melhores e mais participadas”.
Para já não se fala no encerramento de igrejas, mas é possível que, a breve prazo, muitas delas passem a ter apenas celebrações litúrgicas, presididas por leigos ou diáconos permanentes, e muito raramente missa celebrada por um padre.
“O grande problema com que nos deparamos é que os sacerdotes que morrem são sempre mais do dobro dos que se ordenam e, por isso, o número de padres diocesanos tem diminuído de forma tão drástica nos últimos tempos em Portugal”, disse D. Jorge Ortiga .
Mais de metade dos padres diocesanos portugueses tem idade superior a 60 anos. Por isso, “os leigos, diáconos ou não, vão ter cada vez maior preponderância nos serviços da Igreja, como a catequese e a celebração da palavra”.
Fonte: Correio da Manhã
Concordas com a solução?