quarta-feira, abril 30, 2008

Á procura de católicos afastados

“O compromisso missionário de toda a comunidade. Ela sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reencantá-los com a Igreja e convidá-los a retornarem para ela” (DA n. 226 d).
Os 450 padres reunidos no 12º Encontro Nacional de Presbíteros em Itaici, Indaiatuba, SP, voltaram às suas paróquias convencidos de que terão de sair da sacristia se quiserem manter o rebanho e conquistar novos fiéis. Para serem discípulos e missionários de Jesus, sacerdotes e leigos terão de bater de porta em porta, a exemplo dos evangélicos, num esforço permanente, como aconselha o Documento de Aparecida, aprovado pelos bispos latino-americanos em maio do ano passado. “Foi-se o tempo e que bastava tocar o sino para atrair as pessoas”, observou dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém, (PA).
Essa advertência reforça a pregação de dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, do Vaticano, entusiasta e incentivador da Missão Continental, uma das principais conclusões da Conferência de Aparecida. “Temos de correr atrás dos católicos que abandonam a prática religiosa, porque nós os batizamos e somos responsáveis pela sua fé”, declarou em Itaici (1).
Nosso Senhor Jesus Cristo pergunta: “Qual de vós, tendo cem ovelhas e perder uma, não abandona as noventa e nove no deserto e vai em busca daquela que se perdeu, até encontrá-la? E a chamado-a, alegre a coloca sobre os ombros e, de volta para casa, convoca os amigos e os vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!’ (Lc 15, 4-6)”.
Temos que obedecer a ordem de Cristo. Vamos buscar os afastados da Igreja e pregar o Santo Evangelho de salvação para toda criatura (Mc 16, 15).
Afirma São Paulo Apóstolo: “Anunciar o evangelho não é título de glória para mim; é, antes, uma necessidade que se me impões. AI DE MIM, SE EU NÃO ANUNCIAR O EVENGELHO” (1 Cor 9, 16).
O ínclito fundador da família paulina, o Bem-aventurado Padre Tiago Alberione, dizia ser preciso ir ao encontro das pessoas, já que elas se afastaram da igreja. É preciso escancarar portas e janelas e permitir uma interação entre as pessoas “de dentro” e as “de fora”. Conectada com essa visão a Igreja tem condições de chegar com sua mensagem nos corações das pessoas e terá um resultado maravilhoso.

A Igreja precisa de se mexer

O Concílio Vaticano II, no decreto Ad Gentes, ensina: “Cada discípulo de Cristo tem sua parte na tarefa de propagar a fé” (n.23).
Cada católico tem que ter consciência da sua responsabilidade de buscar a “ovelha perdida” e anunciar a Boa Nova de Cristo que tem poder de libertar toda criatura da cultura de morte.
O ser humano só pode ter vida e vida com abundância no projecto do reino de Deus.
Só no fundamento da doutrina de Jesus de Nazaré, a pessoa pode e deve encontrar paz, justiça e salvação.

“No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o discípulo deve levar em consideração os desafios que o mundo de hoje apresenta à Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo de fieis para seitas e outros grupos religiosos; as correntes culturais contrárias a Cristo e à Igreja” (DA n.185).
A Santa Madre Igreja enfrentou e vai enfrentar sempre os grandes desafios contrários o seu projeto de paz e justiça e de vida eterna. Nada pode deter a sua missão em prol da dignidade da pessoa humana. Temos a promessa de Jesus Cristo: “As portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Não podemos ter medo dos desafios e dos inimigos de Cristo e da sua Igreja.
“A fome não só destruiu a fé no Czar como também a fé em Deus”, disse com mentira, deboche e cinismo o comunista ditador soviético ateu Vladimir Lenin (1870-1924). Ele utilizou a fome como meio “didático” de transformar a sociedade a extirpar qualquer fé religiosa.
Ora, sabemos a derrota do comunismo e a morte da sua ideologia ufanista contra fé cristã.
No século XXI, temos o confronto da dissimulada Nova Era. A sua tarefa é destronar radicalmente do mundo “a fé cristã”, “a graça de Cristo, o sangue do Cordeiro Imaculado” e o “amor ao único Deus verdadeiro”.
O escritor ateu e autor do best-seller “A Bússola de Ouro”, Philip Pullman disse “Estou tentando minar as bases da fé cristã”, se referindo ao conteúdo herético de sua obra. Diante dos desafios atrevidos e provocativos, temos que confrontá-los com mais ousadia e audácia como pede o Documento de Aparecida: “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e “audácia” sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais” (n. 11).
“A Igreja na América Latina precisa se mexer. A Igreja está chamada a continuar com esse estado de missão permanente de que fala Aparecida, e esta missão de ser energicamente posta em andamento, para reverter à erosão que a Igreja Latino-Americana está sofrendo, declarou Dom Antônio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil e presidente da Comissão Episcopal de Comunicação de Conferência Episcopal Equatoriana, em um diálogo com a Organização Católica Latino-Americana e do Caribe de Comunicação (OCLACC)” (2).

CONHECER A FÉ

Num mundo em que vivemos com tanto conhecimento técnico e científico, da era pós-moderna e globalizada, mais do que nunca, precisamos urgente e profundamente conhecer a nossa fé.
Como é actual a exortação do apóstolo São Pedro: “Crescei na garça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pd 3, 18).
Atentemos para o pensamento abissal, salutar e bem oportuno do Cardeal e Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer: “O que realmente importa é que cada católico, cada batizado, seja um católico consciente, convicto, procure conhecer bem a própria fé e o significado da pertença à Igreja” (3).
No que trata de conhecer bem a própria fé, o Documento de Aparecida responde: “Para cumprir sua missão com responsabilidade pessoal, os leigos necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Cristo e dos valores do Reino no ambiente da vida social, e econômica, política e cultural”(n. 212).
No tocante ao significado da pertença à Igreja, o mesmo Documento diz: “os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (DA n. 209).

CONCLUSÃO

“Cada vez mais o mundo é hostil a santa doutrina de Cristo. O príncipe das trevas, o deus deste mundo obscureceu a inteligência, a fim de que não vejam brilhar a luz do evangelho da glória de Cristo, que á a imagem de Deus”. (2 Cor 4,4).
Todavia, não há derrotismo, não há fracasso para mensagem libertadora de Cristo. Cremos que o evangelho é à força de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1,16).
Temos ciência dos grandes desafios levantados pelos inimigos de Cristo e sua Igreja, como: o avalanche das seitas, cultura de morte, projeto de demolição da moral cristã, morte da consciência evangélica e a negação do amor ao verdadeiro Deus Criador.
Os desafios existem para serem vencidos. Como são gloriosos os confrontos, tendo em vista a verdade e a salvação das almas.
Para o verdadeiro católico, ciente da sua responsabilidade, diante da Santíssima Trindade e da Igreja, nada pode lhe coibir de buscar seus irmãos afastados, feridos e excluídos ao rebanho do Bom Pastor.
Pe. Inácio Jose do Vale - Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo

A religião na Internet





Algumas razões para participar na missa dominical

Click na foto e descubra as razões...

Sobem os combustiveis, sobem os alimentos...

Tudo sobe e continuamos a dizer que o país vai bem.
Não percebo porque é que as empresas pretoliferas tem lucros extraordinários e os combustiveis já subiram 14 vezes este ano.
Não percebo porque é que deixaram de subsidiar e apoiar os agricultores para produzirem e agora dizem-nos que há falta de matérias primas.
Não percebo porque é que os bens essenciais não são subsidiados pelo Estado... É incrivel!!! Na Alemanha, na França, em Espanha... os bens essenciais são mais baratos (ou pelo menos mais acessiveis) do que em Portugal
Alguém me explica para onde é que vão os nossos impostos?
Para o TGV, para o Aeroporto, para a terceira ponte sobre o Tejo, para projectos megalomanos que hipotecam o nosso futuro durante os próximos anos. Não há umas migalhas para apoiar e incentivar os agricultores a produzir e há milhões para gastar neste projectos...
É um país inclinado para o litoral que queremos construir?
É um país onde o fosso das desigualdades continua a crescer?
E a Igreja não tem uma palavra a dizer? Onde estão as vozes proféticas?
Não haverá nada a fazer?

domingo, abril 27, 2008

As leis do divórcio…

A alteração às leis sobre a família tem-se revelado, em épocas de frouxidão de vínculos, de lassidão, de descompromisso, de afrontamento ao poder de autoridade e de perda de valores, um investimento aparentemente rentável, por parte dos poderes públicos, pela atracção que exercem sobre os seus destinatários, sobretudo quando lhe são ofertadas, sem quaisquer contrapartidas, de mão beijada e, aparentemente, facilitando-lhes a vida.
O legislador sabe que assim é e intervém.
Fala-se de alterações às leis sobre o divórcio, causas legais, formas de o decretar e suas implicações, particularmente ao nível patrimonial entre os cônjuges, mas essa mutação é uma realidade, que ninguém, mas ninguém, reclama, pois as leis em vigor acautelam, com justiça, de forma adequada e a celeridade bastante, os interesses de quem pretende pôr termo ao casamento, sem justificação se apresentando qualquer mudança.
Se se pretende ficar na história pelo desburocratizar do processo, pelo suposto modernismo da solução ou simplicidade, então fica-se pela mais incompreensível das razões, sem qualquer base sociológica colectiva ou de massas, que se conformam com a lei em vigor.
Ao fazer-se desaparecer do horizonte legislativo o divórcio por via litigiosa, ou seja sem se discutir a culpa na infracção aos deveres conjugais de fidelidade, respeito e assistência mútuos e por coabitação, seus legais pressupostos, para se passar, até, a situações em que um dos cônjuges possa, sem mais, impô-lo ao outro cônjuge, não se vê como possa funcionar um dos princípios sagrados do nosso direito, seu pilar fundamental, que é o direito a ser ouvido, a contestar, a contrariar aquela grave e imputada violação.
E ao nível das relações patrimoniais uma boa parte dos casamentos já são celebrados em regime de comunhão de adquiridos e nos casos, muitíssimo mais raros, de comunhão geral de bens, a lei já prevê que o culpado não enriqueça à custa do cônjuge não culpado.
A vingar a alteração assistir-se-á a um golpe profundo numa instituição familiar que dia a dia se degrada, desde logo, moralmente, pelo fomentar do divórcio, agora mais facilitado, pela pobreza, em crescendo, mercê do desemprego, tornado flagelo nacional, pelo aborto, pela crise de autoridade, tornada um empecilho e não uma necessidade coexistencial.
O Estado não é, como se pensa, apenas, um somatório de números, de pessoas. Mais do que isso é um aglomerado de pessoas, sediadas num espaço geográfico delimitado, unido por elos de coesão, em que a família é factor fundamental.
É, decisivamente, nela, mais do que noutro local, que se aprende a viver a liberdade, responsabilidade, respeito, desempenhando um papel construtor, motor de um país. A sua desagregação apressa a de uma Nação.
Regulamentar um direito de compensação ou de crédito pelos serviços domésticos de um cônjuge em favor de outro em caso de divórcio é introduzir, a vingar, mais burocracia, de que, de certeza, não colhe dividendo o cônjuge economicamente mais débil.
Termino como comecei: nada justifica a alteração às leis actuais do divórcio, já de si suficientemente facilitantes da dissolução da família, sobre cujo rumo tenho dúvidas o Estado poderá ir tão longe, regulamentando à sua total revelia, sem que aquela lhe haja pedido o que quer que seja.
Importante, isso sim, seria, criminalizar, fortemente, sob a forma de omissão do dever de auxílio, aqueles pais que, escudando-se na mudança constante de patrão ou com a cumplicidade deste, culposamente, não prestam alimentos aos filhos e, normalmente, à cônjuge mulher.

Armindo Monteiro (jurista)
CAF

sábado, abril 26, 2008

Padres precisam-se?

Há em Portugal perto de 3 mil e duzentos sacerdotes (tantos!!!) com média etária acima dos 60 anos, para 4370 paróquias (tantas!!!) e os mais variados serviços desde as associações e organizações diocesanas até aos serviços confiados à Igreja: na assistência, na educação e na catequese.

A Igreja católica portuguesa decidiu criar um serviço nacional de vocações (SNV) com o objectivo de mobilizar os jovens na apetência por causas nobres, entre elas o desafio de aceitarem ser padres.
A campanha terá de passar por uma mobilização pessoal, pela família, pela comunidade paroquial e diocesana. Só num ambiente que estimule o compromisso cristão da vida toda é que poderão surgir vocações sacerdotais.
Pessoalmente o jovem sente-se desmotivado pelo ambiente de comodismo, pela vida fácil, pela falta de valores éticos e morais, por uma cultura do vazio, pelo medo de falhar.
  • A família que devia ser a "Igreja doméstica" e a grande escola da fé encontra-se muitas vezes desunida, está enferma, não é coluna duma vida social equilibrada. Como poderão nascer vocações de serviço e de opção para a vida inteira, quando os pais não são capazes de viver num clima familiar de amor, de respeito, de carinho e de paz?!
  • Na comunidade se reforçam as vocações, numa catequese bem sólida, numa assembleia paroquial que reza e canta, num ambiente comunitário em que há entreajuda e espírito de verdadeira reconciliação.

A Igreja não é como uma empresa com falta de quadros. A vocação de serviço é uma opção voluntária por toda a vida.
Não podemos esquecer todos os ingredientes que entram no nascer e desenvolver de uma vocação sacerdotal:

  • capacidade da pessoa para aceitar grandes ideais,
  • família com fé profunda,
  • comunidades que estimam e estimulam seus sacerdotes,
  • padres que testemunham a felicidade de o serem.
  • O apreço dos meios de comunicação social, rádio, TV, imprensa, pelas vocações de serviço à comunidade como o sacerdócio e o voluntariado. Temos assistido, geralmente, ao desprezo destes meios.

E não esqueçamos que no caso do sacerdote exige-se o apelo do Espírito como elemento essencial.
Ninguém deve ter medo de falhar, porque a força do Espírito não abandonará, com a sua presença, os chamados que responderem generosamente ao apelo de Deus e dos imãos.
Padres precisam-se...

Armando Soares
Revista BOA NOVA

terça-feira, abril 22, 2008

Presidente Fernando Lugo pede perdão à Igreja

O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, pediu Segunda-feira perdão à Igreja Católica pela "dor" que causou com a sua desobediência às leis canónicas, ao lançar-se na corrida presidencial. "Se a minha atitude e a minha desobediência às leis canónicas causaram dor, peço sinceramente perdão aos membros da Igreja", disse Lugo à imprensa.
O bispo suspenso pelo Vaticano disse não saber responder como serão suas relações com os dirigentes da Igreja Católica no futuro: "Cada vez que me perguntam isto sinto uma pontada no coração". Em entrevista a uma rádio católica, Fernando Lugo destacou que "temos relações fecundas, históricas, que não foram esporádicas".
Lugo está suspenso pelo Vaticano, que recusou o pedido de renúncia que o prelado apresentara, assinalando que a condição episcopal, uma vez assumida, é para toda a vida.
O Direito Canónico determina que a renúncia apresentada por um Bispo possa ser concedida ou negada pelo Papa, que poderá ainda optar por suspendê-lo, como aconteceu com D. Fernando Lugo. Os Bispos estão proibidos de tomarem “parte activa” em partidos políticos, admitindo-se excepções quando assim “o exija a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”, o que, para o Vaticano, não é o caso do Paraguai.
O Arcebispo Velasio De Paolis, canonista e novo presidente da Prefeitura para assuntos económicos da Santa Sé, explicou à ANSA que o caso é "inédito" e defendeu que "será necessário esperar algum tempo para estudar a situação e reflectir".
Fonte: Agencia ecclesia

Privatizar a fé?

O papa acaba de concluir uma corajosa visita aos EUA.
Não deixou na gaveta nada que fosse polémico.
Defendeu vigorosamente os Direitos Humanos.
Elogiou e reforçou o papel das Nações Unidas.
Dialogou com instituições e outras confissões religiosas.
Condenou os totalitarismos, a começar pelo Nazismo.
Não disfarçou os casos de pedofilia, assumiu-os como uma vergonha.
Não se furtou ao diálogo, recebendo algumas das vítimas.
Lembrou as vitimas do terrorismo, mas também aquelas que se deixam consumir pelo ódio (...)
Aos católicos americanos, Bento XVI deixou uma mensagem especial: "Nesta terra de liberdade religiosa, os católicos encontraram não apenas a liberdade de praticar a fé, mas também de participar plenamente na vida civil, levando consigo as próprias convicções morais para a praça pública e cooperando com os vizinhos para forjar uma vibrante sociedade democrática".
Bento XVI salientou que a fé não se resume a uma dimensão pessoal ou privada. É um assunto que preocupa o Papa. É urgente encoranjar os católicos europeus a viver em coerência e de corpo inteiro, assumindo a Fé em todas as dimensões da vida e não apenas na esfera particular. Não podem ser cristãos na Igreja e bacteriologicamente neutros cá fora.
José Luis Ramos Pinheiro in Correio da Manhã
A História prova-nos que as tentativas de privatizar a Religião,
de metê-las na gaveta,
nunca deu bom resultado.

sábado, abril 19, 2008

Promover os direitos humanos para eliminar a injustiça

“A promoção dos direitos humanos continua a ser a estratégia mais eficaz para eliminar a desigualdade entre os países e os grupos sociais, como também para construir um maior sentimento de segurança”.
As vítimas cuja dignidade humana é violada impunemente, tornam-se presas fáceis para a violência e podem tornar-se, na primeira pessoa, em instrumentos que violam a paz.
“Os direitos humanos devem ser respeitados enquanto expressão de justiça e não simplesmente perante a vontade legislativa”.
“Se os Estados não conseguem garantir tal protecção, a comunidade internacional deve intervir com medidas jurídicas previstas na Carta das Nações Unidas e de outros instrumentos internacionais”.
“Precisamos experimentar o paradoxo de um consenso multilateral que continua a estar em crise por causa da subordinação aos interesses de poucos, enquanto os problemas do mundo exigem uma intervenção sob a forma de uma acção colectiva da parte da comunidade internacional”.
“Em nome da liberdade deve estabelecer-se uma correlação entre direitos e deveres, em que cada pessoa é chamada a assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e que estas escolhas se relacionam directamente com a vida de outros”.
Bento XVI na ONU

Os cristãos podem ser cidadãos activos?

É “inconcebível que os cristãos tenham de abdicar de Deus para serem cidadãos activos e poderem viver os seus direitos”.



Bento XVI na ONU

Aplicações das descobertas cientificas e tecnológicas

As descobertas científicas e tecnológicas e algumas das suas aplicações “representam uma clara violação da ordem da criação, capazes de contrariar o carácter sacro da vida, da pessoa humana e a família humana é destruída da sua identidade natural”.

Bento XVI na ONU

quarta-feira, abril 16, 2008

Lei do Divórcio critica Igreja Católica

Preâmbulo do projecto de lei socialista considera que a «modernidade» não condiz com «imposições institucionais»

O Parlamento aprova hoje a nova Lei do Divórcio com os votos favoráveis dos socialistas, PCP e BE, que irá propor que a declaração de vontade de um dos cônjuges seja fundamento para dissolver o casamento.
O projecto de lei n.º 509/X, que já mereceu críticas de responsáveis da Igreja Católica em Portugal, apresenta o nosso país como um pioneiro, ao ter consagrado em 1910 “o divórcio por mútuo consentimento, no âmbito mais vasto da legislação que consagrou a separação entre a Igreja e o Estado e o casamento civil obrigatório”.

Neste contexto, o projecto de lei deixa críticas à Igreja Católica, considerando que a assinatura da Concordata com a Santa Sé, em 1940, veio a gerar “recuos relativamente aos princípios então aplicados”. Com a Concordata, estendeu-se à lei civil o direito canónico e a indissolubilidade do casamento, “situação que impediu o divórcio para os casamentos católicos mal sucedidos”, indica o texto do PS.

Segundo os socialistas, “a modernidade assenta na ideia transformadora da capacidade de cada indivíduo e na procura da realização pessoal traduzidas, no plano do casamento, na valorização das relações afectivas em detrimento das imposições institucionais”.

“Esse reencontro de Portugal com a modernidade só foi possível, no plano legislativo, a partir do 25 de Abril de 1974, com o Decreto-Lei n.º 261/75, de 27 de Maio, consequente ao Protocolo Adicional à Concordata que tornou possível o divórcio para os casamentos católicos”, considera o documento.

“O projecto de lei que se apresenta pretende retomar o espírito renovador, aberto e moderno que marcou há quase cem anos a I República, adequando a lei do Divórcio ao século XXI, às realidades das sociedades modernas”, refere-se ainda.

Mais à frente, no Ponto 1.3, pode ler-se que, quanto à secularização, "o que está em causa não é necessariamente o abandono das referências religiosas, mas antes uma retracção destas para esferas mais íntimas e assumindo dimensões menos consequenciais em outros aspectos da vida".

Nuno Melo, do CDS-PP, já considerou que o preâmbulo do projecto de lei socialista "é injusto" para com a Igreja Católica.

"No preâmbulo faz-se quase uma ode à primeira República e, como contraponto, como peso mau, surge a Igreja Católica".

O projecto de lei, que será votado no final da discussão em plenário, introduz seis alterações fundamentais, entre as quais, o fim do divórcio litigioso, o "divórcio sanção assente na culpa".

Assim, e de acordo com o diploma, passará a existir o "divórcio por mútuo consentimento", que já existia, mas elimina-se a necessidade de fazer uma tentativa de conciliação.

Quanto ao "divórcio sem o consentimento de um dos cônjuges", que será agora criado em substituição do divórcio litigioso, prevê-se como fundamentos a separação de facto por um ano consecutivo, a alteração das faculdades mentais de um dos cônjuges, a ausência (sem que do ausente haja notícias por tempo não inferior a um ano) e "quaisquer outros factos que, independentemente da culpa dos cônjuges, mostrem a ruptura definitiva do casamento".

Na sua última Assembleia Plenária, os Bispos católicos do nosso país afirmaram que “a CEP segue com atenção as iniciativas legislativas referentes ao casamento e ao divórcio, lembra particularmente aos católicos a doutrina da Igreja sobre o matrimónio e preocupa-se com tudo o que fragiliza ainda mais a estabilidade social, que tem no casamento e na família o seu fundamento”.
Fonte: Agência Lusa
Conhecem alguma lei de apoio aqueles que querem viver em familia (casados)?
Alguém é capaz de me dizer o que é o matrimónio? Simples contrato? Cada vez vai ser mais fácil rasgar o contracto. O facilitismo vai ser negativo ou positivo para a sociedade portuguesa?
Ainda vale a pena casar neste país?
A familia ainda será o fundamento-base da sociedade?
O estado deve proteger esta "instituição" ou esvaziá-la de sentido?
Não seria talvez um bom tema de referendo?

terça-feira, abril 15, 2008

"The Washington Post” e a escola católica

Por causa da viagem de Bento XVI ao Estados Unidos, onde visitará Washington e Nova York, o diário da capital, The Washington Post, publica hoje um editorial ("Papal Opportunity") algo surpreendente. Não centra a sua atenção nos temas abordados durante estes dias, como era de esparar, mas levanta a voz de alarme àcerca de uma crise da qual pessoalmente não tinha nenhuma ideia: os efeitos nocivos que a desaparição de muitos colégios católicos estão a provocar na sociedade Norte Americana.

“Desde 1990 –escreve- fecharam mais de 1.300 escolas católicas, por causa de mudanças demográficas e económicas. O resultado está à vista: foram transferidos 300.000 estudantes, com um custo para o contribuiente de mais de 20 mil milhões de dólares. E o mais grave é que um grande número destas crianças, na sua maior parte pobres e pertencentes a minorias, foram obrigados a entrar nas problemáticas escolas públicas. O seu êxito está comprometido”.

O diário deseja que o Papa faça referência a este tema durante a sua estadia nos Estados Unidos.
É curioso notar que para um dos principais periódicos liberal dos Estados Unidos, a escola católica não só não é questionada, mas mais do que isso, considera-a uma riqueza para todo o país. O seu desaparicimento põe em perigo o futuro de muitos jovens. Além disso, são centros que economizam dinheiro aos contribuientes.
É um discurso que se poderia aplicar à letra na Europa (o que acontece é que a ideologia complica as coisas).
O desaparecimento escolas católicas em Portugal é um bem ou um mal?
As escolas católicas não serão uma riqueza para o nosso país?
Quanto dinheiro é econimizado? Era bom que alguém fizesse um estudo sério àcerca do assunto.
Não deixe de ler o editorial de "The Washington Post". Não vai ser noticia em Portugal, por isso aproveitem...

Jovens americanos esperam Bento XVI como «estrela de rock»

Os Estados Unidos da América preparam-se para acolher o Papa, que chega hoje ao país.
Numa escola católica no subúrbio de Washington, os professores organizaram uma "quermesse papal" para apresentar o tema do aos alunos. Vestido de Papa, o adolescente de 14 anos Ryan Phillips disse ter-se divertido com a ideia e comentou que "aprendemos quem foram os diferentes Papas e ainda usamos as roupas semelhantes às deles".
Os adolescentes da Virgínia produziram um vídeo que será projectado em ecrã gigante durante a Missa celebrada pelo Papa no estádio de beisebol de Washington. São aguardadas 45 mil pessoas.
Bento XVI será recebido como uma "estrela de rock", mesmo que ele professe uma conhecida aversão ao género.
A vencedora do popular programa de televisão "American Idol" vai cantar para o Papa no seminário São José, em Nova Iorque. Entre o repertório religioso, Kelly Clarkson vai entoar um "Ave-Maria".
Segundo o empresário encarregado da fabricação de todo o material informativo da viagem de Bento XVI, Mark Nelson, "tentamos fazer com que o Papa e a sua visita sejam mais atraentes para os jovens”.
“Como católicos, é nosso dever garantir que a mensagem da Igreja alcance todas as gerações. Uma maneira de conseguirmos isso é comunicar com os jovens de uma forma que a mensagem chegue até eles".
Fonte: ecclesia

domingo, abril 13, 2008

Os Jogos Olimpicos aproximam-se e ‘onda de perseguição’ voraz contra cristãos varre a China.

Os cristãos chineses pagam um alto preço por causa dos jogos Olimpicos.

Os ataques que o governo chinês iniciou contra os cristãos e as suas igrejas é “o pior em todos estes anos” e marca uma nova “onda de perseguição” nesta nação comunista, de acordo com o diretor da Portas Abertas na Alemanha, Markus Rode.

Segundo ele, não há motivos para acreditarmos que a China se tornou mais aberta e tolerante por causa dos Jogos Olímpicos de Beijing.

A Portas Abertas é uma organização internacional que apoia os cristãos “perseguidos pela fé”. Ele afirma que os cristãos são “continuamente monitorizados pelas forças de segurança”.

Markus Rode contou ainda que a organização teve de contrabandear 4,6 milhões Bíblias para a China, porque as autoridades limitam a distribuição de literatura cristã. Além disso, ele contou à “Bosnewslife” que as igrejas domésticas foram fechadas, os cristãos foram detidos, maltratados e castigados, e as suas propriedades confiscadas pelas autoridades. E ninguém levantou a voz para defender a liberdade religiosa na China. O assunto tem sido ignorado pelos meios de comunicação social.


Olimpíada 2008

Os grupos cristãos de direitos humanos uniram-se para alertar e rezar contra as sanções extremamente severas. As autoridades chinesas temem que os cristãos usem os Jogos Olímpicos de 2008 como uma oportunidade para difundir o cristianismo no país e alertar o povo e o mundo para as violações documentadas contra os direitos humanos e religiosos.

Os cristãos chineses estão a pagar um alto preço por causa deste evento desportivo internacional.

Listas de cristãos

“É extremamente difícil manter qualquer comunicação com os cristãos chineses”. “Nas universidades na China a difusão de e-mails foi monitorizada e desse modo as autoridades conseguiram descobrir listas com nomes de cristãos. Entre eles estão estudantes cristãos que planejam difundir o evangelho entre estudantes”.

Classificação de países por perseguição. A China foi mencionada este ano como o 10º país mais perseguidor aos cristãos do mundo.

Expulsões em massa

Fontes infiltradas no governo chinês falam de uma campanha maciça de expulsão. Acredita-se que esta campanha, intitulada Furacão nº 5, é parte do esforço contra a “infiltração” de estrangeiros cristãos . “Em 2007, muitas igrejas não registradas foram invadidas, muitos cristãos foram presos; o governo, nalguns casos, usou de violência física. Embora a situação na China seja diferente de uma região para outra, muitos cristãos continuam a ter dificuldade em praticar sua fé”.

Alguns funcionários admitiram a ocorrência de tais práticas, oficialmente negadas pelo governo. Estima-se que existam 130 milhões de cristãos na China, embora seja difícil de verificar independentemente.
Fonte: Missão Portas Abertas

sexta-feira, abril 11, 2008

Igreja que futuro?

São muitos os desafios que se colocam à Igreja nos tempos que correm.
Partilho aqui alguns que me parecem importantes: a educação, a família e a saúde.
Estas são áreas às quais estou directa ou indirectamente ligado, sendo este o motivo da escolha.
  • A educação, esta área abarca "um mundo", que é essencial na Igreja do futuro, e que foi relembrado pelo Santo Padre aquando da visita dos nossos Bispos a Roma.
  • Em primeiro lugar a educação religiosa na escola, parece-me que não está a atingir os objectivos pretendidos, hoje as crianças não se sentem atraídas por Jesus, quanto a mim por responsabilidade dos professores... Começa com a escolha dos professores, pois parece-me não ser a melhor, e o que começa torto... depois os manuais também não ajudam, parecem tratados de teologia, as crianças não têm noções básicas do cristianismo e, por isso, não se sentem atraídas.
  • Ainda na educação: a catequese na igreja... é algo complicado, pois hoje não há uma consequência prática no dia-a-dia das pessoas, por isso, é necessário apostar na catequese de adultos pois se os pais não têm "bagagem" não podem ajudar as crianças... ainda a nível da educação é necessário reformular a linguagem, hoje dou-me conta que estou a falar para as paredes, pois a linguagem da Igreja não cativa, não interpela, não incomoda....
  • A família é a base da sociedade, quando esta está em crise tudo está em crise. Parece-me que nós estamos a deixar fugir uma oportunidade extraordinária de marcar uma posição clara na sociedade portuguesa. Preferimos ficar agarrados à linguagem (e não só) pré-vaticano II. Era importante abordar a questão dos divórcios, das uniões de factos, das segundas e mais núpcias, as famílias monopa-rentais, entre outras que não me atrevo a descrever (para não ser demasiado exigente...). Penso que este é um "campo" a necessitar duma resposta da Igreja e que não está a ser dada.
  • A saúde, esta é a área que mais me toca, pois sou um dos responsáveis no algarve. A saúde é sem dúvida a nível da sociedade aquilo que mais preocupa as pessoas, basta ouvi-las ou ver os telejornais. Esta temática ocupa imensamente a sociedade, e qual é a resposta e a preocupação da Igreja nesta área????? Muito pouca......... Se na família estamos pré-vaticano II, aqui nem sei o que dizer. Penso que a saúde pode e deve ser uma prioridade da Igreja neste início de século XXI.
    Fonte: Pe. Joel

quinta-feira, abril 10, 2008

Sociedade pré-cristã ou pós-cristã?

O Pe. Amedeo Cencini, consultor no Vaticano, explica como mobilizar pessoas e comunidades.
A tão propalada crise de vocações na Igreja Católica deve levar as pessoas e comunidades crentes a perceberem que vivem numa sociedade pré-cristã. Esta “inversão” de perspectiva sobre aquilo que nos habituámos a ver pode ser “providencial.
Este especialista defendeu que “se nos apercebermos que vivemos numa sociedade pré-cristã e não simplesmente pós-cristã, tornar-nos-ia mais atentos aos sinais de espiritualidade, incluindo a cristã”. “A perspectiva pós-cristã não nos permite ver estes sinais novos, como se fôssemos apenas uns nostálgicos do passado”.
Esta alteração teria um impacto significativo na pastoral vocacional, porque “teríamos a liberdade interior de procurar novas vocações, não num sentido exclusivo de vocações sacerdotais e religiosas, mas de todas as que o Espírito de Deus pode hoje suscitar numa nova sociedade.
Fonte: Ecclesia
Quais as vocações que pedimos a Deus nesta semana de Oração pelas Vocações?
Não será que falamos muito de crise e estamos pouco abertos a procurar as vocações que o Espirito quer suscitar?
Estamos num tempo de crise ou num tempo riquissimo e providencial?

quarta-feira, abril 09, 2008

Por que os casais de hoje vivem juntos antes de casar?

Gostaria de saber por que os casais de hoje se juntam antes de casar?
E mesmo assim os casamentos duram pouco tempo?
As pessoas de hoje parecem não ter mais valores morais!
O que pensam disto?

Escândalo na Austrália: Pai e filha vivem relação incestuosa e tiveram um bebé

Pai e filha apaixonaram-se depois de 30 anos sem se verem.
A Austrália está chocada com um caso de incesto.
Um homem vive com a filha e têm um filho em comum.
Uma família feliz. Pai, mãe e filhos de anteriores relações, a que se juntou, há nove meses a pequena Celeste, o bebé que John e Jenny tiveram em comum.
Só que o quadro, aparentemente normal, esconde um segredo, guardado durante muito tempo e que agora veio a público. John, de 61 anos é o actual companheiro de Jenny de 39. Mas é, também, o seu pai. Jenny não cresceu com o pai, que deixou a anterior família quando a filha tinha um ano. Durante décadas os dois não se viram até que Jenny achou que os filhos precisavam do avô. Mas o reencontro não foi o que esperavam. John e Jenny vivem com os dois filhos do anterior casamento dela e, depois de uma primeira tentativa, que não resultou, tiveram a bebé Celeste que tem no pai e no avô o mesmo homem.
Os psicólogos dizem que o caso de John e Jenny, embora chocante, é muito mais comum do que se possa pensar. Um tribunal australiano está a estudar o caso desta família e destes dois adultos, acusados de incesto e a quem já foi imposta a proibição de terem relações sexuais.
Fonte: SIConline

A diocese de Braga aposta na criação do Banco Alimentar contra a fome

A arquidiocese de Braga vai criar um Banco Alimentar contra a fome, com armazém e figorifico para os perecíveis.

Não existe o "bom divórcio"

Ao falr sobre o tema da fé e os filhos de divorciados, Elizabeth Marquardt apresentou um estudo no qual se revela que «as crianças criadas no divórcio dizem que não existe o ‘bom’ divórcio. Inclusive os amistosos ou ‘bons’ divórcios exigem dos filhos crescer entre dois mundos, obrigados a encontrar sentido nas dramaticamente diferentes crenças, valores e modos de vida de seus pais».
O divórcio obriga os filhos a darem sentido aos dois mundos de seus pais.
O resultado é que o divórcio supõe um permanente conflito interior na vida dos filhos. «O conflito interior pesa sobre os filhos, fazendo-os crescer muito cedo.»
Os filhos de divorciados, acrescentou Marquardt, «se sentem em si mesmos como divididos, desgarrados entre os mundos de seus pais. Sentem-se muito mais sozinhos. Convertem-se em cautelosos e com freqüência reservados. Não sabem a quem pertencem. Sentem que têm de resolver as grandes questões da vida por eles mesmos. Lutam com uma enorme perda que causa impacto em sua vida espiritual. E fazem isso no isolamento e no silêncio, porque ninguém fala do trabalho que lhes impôs: dar sentido sozinhos aos dois mundos diferentes de seus pais».
Como resultado de seus dois mundos, «os filhos de divorciados têm menos probabili-dades de ter uma implicação consistente em uma confissão religiosa quando crescem»; por isso, segundo as estatísticas, «são menos religiosos que os filhos de famílias unidas», explicou Marquardt.
Marquardt também revela em sua pesquisa que muitos filhos de divorciados têm grande dificuldade para compreender que Deus é pai, devido à distância das relações paternas. Agora, para os que têm fé, disse Marquardt, a sua relação com Deus preenche um vazio. «Movem-se a Deus em busca de amor e guia, ante a ausência de um pai ou de uma mãe, ou para evitar uma vida solitária.»
«Está claro – concluiu Marquardt – que independentemente de que cheguem a ser mais ou menos religiosos, os itinerários espirituais dos filhos de divorciados refletem consistentemente histórias de perda, dor e solidão.»
Marquardt disse que as Igrejas podem prestar uma enorme ajuda aos filhos e famílias afectados pelo divórcio, por isso se trata de um tema que não se deve evitar. «É plenamente possível ser compassivos com os filhos de divorciados e sublinhar a importância do matrimônio e ao mesmo tempo afirmar e apoiar os progenitores sozinhos e divorciados.»

sábado, abril 05, 2008

OS SINTOMAS E A RAIZ DO PROBLEMA DA EDUCAÇÃO

«As pessoas interrogam-se sobre as razões que presidem ao aumento da indisciplina nas nossas escolas. Os esquerdistas de serviço correm a dizer que esse é um problema europeu e não apenas nacional. E é verdade: só que, ao contrário dos nossos esquerdistas de serviço, vários países europeus - como a Inglaterra e a Suécia - estão a enfrentar o problema.
O problema é simples e foi primeiro detectado na América (se tenho permissão para citar esse alvo de todas as críticas): nós estamos a utilizar na educação ocidental um sistema de tipo soviético que não usamos nas outras esferas de actividade (com a excepção da saúde). Temos um quase monopólio estatal de educação.
Resultado?
Burocracias governamentais gigantescas tendem a impor uma ortodoxia esquerdista, secularista e laxista que vem minando dramaticamente os padrões de educação - não só dos filhos deles, o que não seria da minha conta, mas também dos nossos filhos e dos nossos netos. É uma verdadeira lavagem ao cérebro.
Essa ortodoxia esquerdista vira o mundo de pernas para o ar. Ao contrário dela, por exemplo, nós não deveríamos recear o termo Ocidente. E não deveríamos aceitar que a democracia fosse apresentada como uma inovação esquerdista criada pela Revolução Francesa ou por um dos seus muitos sucedâneos, como o Maio de 68.
Como apontou Karl Popper, cuja autobiografia foi finalmente publicada entre nós, a democracia ocidental é produto de uma longa conversação - entre gerações, e entre fé e razão - com raízes nas tradições greco-romana e judaico-cristã. A Magna Carta de 1215, por exemplo, contém os princípios essenciais que presidem aos modernos regimes constitucionais e democráticos.
Isto tem muitas consequências. Uma delas é que a liberdade e a democracia são indissociáveis de um sentido pessoal de dever - que os subscritores da Magna Carta conheciam, mas que era ignorado pelos agitadores da Revolução Francesa. É um sentido de dever que não depende do capricho e que limita o capricho. Karl Popper, entre muitos outros, chamou a isto o espírito de «gentlemanship» e definiu-o simplesmente: um «gentleman» é aquele que não se toma a si próprio demasiado a sério, mas que está pronto a tomar muito a sério os seus deveres, sobretudos quando os outros só falam dos seus direitos.
Winston Churchill foi, no século XX, um exemplo primeiro deste sentido de dever.
De onde vem este sentido, não primariamente político, de dever?
A busca de uma resposta fica impossibilitada se excluirmos da conversação as vozes dos nossos antepassados, designadamente as vozes greco-romanas e as vozes judaico-cristãs. Mas é esta exclusão que está diariamente a acontecer no nosso sistema estatal de educação».
João Carlos Espada

Laicismo: uma ideologia parcial, mas não universal

Perlo menos, há uma razão de peso pela qual o laicismo não pode ser uma religião universal: é parcial e não responde aos desafios fundamentais do homem.

As grandes culturas religiosas devem encontrar-se num diálogo intercultural e inter-religioso para não perderem os tesouros da verdade no relativismo que as destrói, os grandes tesouros da sabedoria que são comuns.
É importante que existam pessoas e comunidades que vivam em pureza e com convição os grandes tesouros da fé. A Igreja precisa de pessoas que lutem contra o relativismo que corroi e apresentem a todos os homens com grande convicção os grandes tesouros da fé.
A fé adulta é aquela quer não anda ao sabor da moda e da últimas novidades.
É uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo.
É essa amizade que nos abre a tudo o que é bom,
que nosdá capacidade de critério para distinguir o verdadeiro do falso,
entre o que é engano e o que é verdade.
Não sejamos como meninos levados pelas ondas.
São Paulo oferece-nos um belo pensamento: "FAZEI A VERDADE NA CARIDADE".

Eutanásia não é misericórdia

O Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena, pronunciou-se contra os que falam da eutanásia como um gesto de “misericórdia”, acusando-os de “procurar «embelezar» a morte de um doente”.

A misericórdia “é uma atitude fundamental do homem”, não “um sentimento vago de amor universal”, mas “concreta”.

O Arcebispo de Viena relatou a sua experiência de trabalho com alcoólicos, frisando que a misericórdia chega quando se tem consciência “da própria miséria”.

“O endurecimento do coração é contrário à misericórdia”.

sexta-feira, abril 04, 2008

INCRIVEL: Deixa de haver isenção de custas judiciais para os processos de adopção

A partir de Setembro quem iniciar um processo judicial para adoptar uma criança terá de avançar com 576 euros relativos a custas judiciais que até agora não existiam.

Hoje ao abrigo da lei ainda em vigor todos os processos judiciais de adopção estão isentos de custas judiciais, quer no início quer no fim do processo.

Contudo, com o Regulamento das Custas Processuais, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 34/2008, de 26 de Fevereiro, a partir de 1 de Setembro de 2008 estes processos deixam de beneficiar de isenção de custas.

Não há subsidios que se vejam para incentivar a natalidade;
Não há creches e jardins de infância suficientes para as crianças;
Não há apoio para os jovens casais (as familias monoparentais tem mais insenções fiscais);
Não há... não há uma verdadeira politica da familia
O que há:
Incentivos ao aborto (gratuito);
Agravamento das custas judicais para as familias que querem adoptar;
Facilitação e promoção do divórcio (divórcio na hora);
Experimentalismo ideológico... sem ter em conta as consequências a longo prazo.
Num país com a Natalidade abaixo dos necessários 2,1;
Num país com mais de 2000 familias à espera de que os processos de adopção avancem;
Num país com um tão elevada taxa de divórcio...
Quais serão as consequências?

quarta-feira, abril 02, 2008

O homem é o ser que busca Deus

O homem é um ser que busca.
Toda a história o confirma, inclusive a vida de cada um de nós o testemunha. Muitos são os campos em que o homem busca e procura e depois encontra e, às vezes, depois de ter encontrado, recomeça a buscar. Entre todos esses campos em que o homem se revela como ser que busca existe um que é o mais profundo, é aquele que penetra mais intimamente na própria humanidade do ser e é o mais unido ao sentido de toda a vida.
O homem é o ser que busca Deus.
Diversas são as vias desta busca, múltiplas são as histórias das almas humanas justamente nessas estradas. Às vezes, os caminhos parecem muito simples e próximos, outras vezes são difíceis, complicados, distantes. Às vezes, o homem chega facilmente a seu eureka: encontrei! Às vezes, luta com as dificuldades como se não pudesse penetrar si mesmo e o mundo e, sobretudo, como se não pudesse compreender o mal que existe no mundo.

terça-feira, abril 01, 2008

Dia das mentiras - Data terá sido criada em França no século XVI

Assinala-se hoje o dia das mentiras.

A data terá sido criada há 444 anos em França.

A tradição permite que neste dia se falte à verdade sem que isso traga consequências de maior. Se mentir é sinal de vergonha hoje será então o dia de excepção.

Entre amigos e colegas ou a uma escala maior, várias são as petas que fazem a história do dia das mentiras. A comunicação social, em especial a imprensa escrita, tem tradicionalmente o hábito de publicar uma notícia falsa. De acordo com os especialistas, a mentira é muitas vezes compulsiva. Segundo alguns estudos, cada pessoa mente em média quatro vezes por dia. Nesta contagem foram incluídas as chamadas meias verdades, como por exemplo, dizer mais do que se sente. Entre homens e mulheres, dizem os estudos, que são eles quem mais mente. Apesar de tudo diz quem sabe que a mentira é um mal que muitas vezes torna a vida mais suportável.

Já descobriram as mentiras de hoje na impressa?