terça-feira, setembro 27, 2011

A liberdade religiosa uma emergência humanitária

“A intolerância, a discriminação e a perseguição dos cristãos de hoje é uma emergência humanitária que nos afecta a todos. Um problema para a sociedade civil”.
                                                                                                           

“No livro World Christian Trends AD 30-AD 2200, o investigador David Barrett fixa o número dos mártires cristãos no mundo em 70 milhões, 45 milhões dos quais no sec. XX. Calcula-se que na segunda década uns 105.000. Isto significa um mártir por cada cinco minutos. Assassinados não por razões bélicas mas por motivos religiosos”.

"Entre os assassinos destaca-se o fundamentalismo islámico, por exemplo no Paquistão, a apostasía implica a pena de morte e considera-se uma blasfémia não acreditar no Islão. Referindo-se a isto, Introvigne recordou outros 34 casos de condenação à morte semelhantes ao de Asia Bibi. Ainda que haja também regímes comunistas, como o de Corea do Norte ou China. Para além de nacionalismos religiosos como na India e Indochina".
                                                                                                                     Massimo Introvigne

Ateísmo - violência

“A modernidade termina no ateísmo, e o ateísmo em violência. A verdade ideológica não é inclusiva, mas procura afirma-se pela exclusão do que é distinto. Por isso mesmo, nos regimes totalitários os diferentes são eliminados”. 
                                                                                          Bispo de São Marino-Montefeltro



Um holocausto do qual quase nem se fala: em cada 5 minutos é assassinado um cristão por causa da sua fé

"Cada ano 105.000 cristãos são condenados ao martírio. Um verdadeiro holocausto do qual se fala muito pouco”.

"O martírio dos cristãos é uma parte importante no mistério da iniquidade, porque não nasce da maldade, mas de um ódio intelectual, ideológico, da impossibilidade de acolher a mensagem de Cristo e da “ideología sobre a auto-suficiência do homem”, “porque todas as ideologias convergem, para além das suas diferencias, no facto de que o homem se converteu no Deus de si mesmo”.
                                                                                                                                 Monseñor Negri

segunda-feira, setembro 26, 2011

Relativismo leva à tolerância, não à liberdade religiosa

O secretário para as relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, afirmou que o relativismo que impera no Ocidente não leva à liberdade religiosa, mas a uma “tolerância hostil”.
 
O arcebispo recordou que, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI já advertiu que os cristãos “constituem o grupo religioso que sofre mais perseguição por causa da sua fé”.
A maior parte dos crimes de ódio contra os cristãos acontece fora da Europa, mas afirmou que há “sinais preocupantes” também na Europa. .
“A liberdade religiosa não se pode limitar à simples liberdade de culto, ainda que esta última seja, obviamente, uma parte importante dela . Com o devido respeito pelos direitos de todos, a liberdade religiosa inclui, entre outros, o direito de pregar, educar, converter, contribuir para o discurso político e participar plenamente das atividades públicas.”
A liberdade religiosa não é sinônimo de relativismo “nem da ideia pós-moderna segundo a qual a religião é um componente marginal da vida pública”.
“O relativismo e o secularismo negam os aspectos fundamentais do fenômeno religioso e, portanto, do direito à liberdade religiosa, que, no entanto, exigem respeito: as dimensões transcendente e social da religião, nas quais a pessoa humana tenta ligar-se, por assim dizer, à realidade que a supera e a cerca, segundo os ditames da sua própria consciência”.

sábado, setembro 24, 2011

Quais os factores que destroem os seres humanos?


"A Política, sem princípios; 
o Prazer, sem compromisso; 
a Riqueza, sem trabalho; 
a Sabedoria, sem caráter; 
os negócios, sem moral; 
a Ciência, sem humanidade; 
a Oração, sem caridade". 
                                                                                                                                                                      Mahatma Gandhi


"... A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim."

quinta-feira, setembro 22, 2011

Um risco preocupante


Notícia do DN de hoje. Para lá da efectiva preocupação da Igreja belga em proteger as crianças, respondendo às directivas da Santa Sé, o que significa a medida? Que o sacerdócio ministerial como é concebido actualmente atrai pedófilos? Atrai jovens com medo da intimidade heterossexual, como diz o psicólogo da notícia? Parece-me que esta medida preventiva só esconde um problema muito maior. Um filtro que, pretendendo resolver um problema, revela que as suas causas permanecem.

Fonte: blog Tribo de Jacob

terça-feira, setembro 20, 2011

Há quem não suporte o bem

«As pessoas perdoam mais facilmente o mal que se faz do que o bem que se pratica».

Costa Freitas

sábado, setembro 17, 2011

A solução está em agrupar paróquias?

300 sacerdotes austriacos estão contra a actual tendência de agrupar paróquias  devido à escassez  de sacerdotes.

sexta-feira, setembro 16, 2011

O descontentamento da Igreja austriaca

O que está a acontecer na Austria é que ali os católicos estão fartos de que se  nomeiem bispos integristas, de que não se façam as necessárias reformas, de que por causa celibato obrigatório tenham cada vez menos sacerdotes (95% dos sacerdotes católicos ucranianos são casados, os seminários estão cheios). De que lhes imponham cargas pesadas que depois diversos chefes da Igreja não cumprem (por ex: , o caso Maciel, o anterior cardeal de Viena).

O descontentamento dos católicos austríacos faz com que muitos deles já não paguem uma parte do imposto destinado à Igreja austríaca...

sábado, setembro 10, 2011

Politica e Igreja

"Penso que as nossas celebrações cristãs precisam de ser muito mais politicas. Precisam de implicar a questão da justição, do bem comum, da realidade concreta da vida das pessoas, da solidariedade".
D. Carlos Azevedo

sexta-feira, setembro 09, 2011

O conservadorismo do clero jovem

"Há algum clero jovem com um rigorismo canónico que em vez de atrair as pessoas acaba por as afastar, por exemplo, quando no baptismo os padrinhos são impedidos de o ser por não serem crismados".
Pe. Vitor Melícias

quinta-feira, setembro 08, 2011

O que entretem os sacerdotes

"Nós (sacerdotes) andamos muito entretidos com a liturgia, muito voltados para o culto, para um certo espiritualismo".
D. Carlos Azevedo

A educação gratuita

Há uma Educação que é GRATUITA: A QUE VOCÊ PODE INCUTIR AOS SEUS FILHOS.
Ensine-os a respeitar, a não destruir, a não mentir, a não roubar, a ser responsáveis, esforçados, solidários, a terem valores, a não serem violentos e a não se de deixarem manipular.
É muito bom lutar por uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, mas a educação começa em casa.
Esta é a única maneira de mudar o presente para que tenhamos um futuro melhor."

segunda-feira, setembro 05, 2011

TRANSMISSÃO DA FÉ.

Algumas formas de transmissão da fé podem estar desvalorizadas, desadequadas ou serem ineficazes. Na tua opinião, quais seriam aquelas que valeria mais a pena reanalisar e possivelmente reformular?

a) Catequese infantil
b) Catequese na juventude
c) Catequese para adultos
d) Catequese para seniores
e) Cursos de preparação para os sacramentos do Baptismo, Crisma e Matrimónio
f) Conferências e cursos
g) Retiros e peregrinações
h) Homilias
f) ..............................................

Uma Igreja clerical, em quebra e sem projecto mobilizador

A Igreja Católica que está em Portugal continua a ser predominantemente clerical, centralizada e com uma grande falta de corresponsabilidade pastoral, à qual falta um projecto mobilizador, numa sociedade em profunda mutação.

As várias etapas evangelizadoras do cristianismo europeu

  • Se a 1ª evangelização foi sobretudo motivada pelos “mártires”, que testemunharam exemplarmente o sentido pascal da existência,
  • a 2ª foi a dos “monges”, sobretudo os cenobitas, que criaram uma sociabilidade nova, numa prioridade contemplativa que refundava a comunidade e a abria em hospitalidade;
  • a 3ª foi a dos “frades”, que colmataram as brechas sócio-culturais abertas pelo mercantilismo renascente e deram à fraternidade espiritual e prática um fortíssimo impulso;
  • a 4ª foi a dos “missionários, internos ou ultramarinos, que - até hoje - tanto refundaram ciclicamente as comunidades como as criaram de raiz em espaços de primeira evangelização.
  • A 5ª ou nova evangelização, que agora tanto urge, terá de sintetizar criativamente as diversas figuras das quatro anteriores: propostas “pascais” que, no acolhimento de Deus e dos outros, alarguem a fraternidade autêntica, a partir duma constante conversão a Cristo. Conversão que nunca deixe adormecer o seu corpo eclesial, nem lhe permita retroceder à mera religiosidade espontânea, que geralmente não vai além do círculo fechado “da terra, do sangue e dos mortos” e desconhece a liberdade para que Cristo nos libertou (cf. Gl 5, 1).

“Luzes de esperança” na Igreja em Portugal

1) A autenticidade de muitos cristãos comprometidos com o Evangelho no mundo e na Igreja.
2) A redescoberta da Palavra de Deus.
3) A valorização de momentos de verdadeiro encontro orante e sacramental com Cristo.
4) A maior atenção aos sinais dos tempos e ao diálogo com o mundo.
5) A procura de pontes de diálogo com a cultura.
6) O esforço de adaptação às novas linguagens e tecnologias da comunicação social.
7) O aumento de carismas e novas expressões eclesiais.
8) A partilha dos carismas religiosos com os leigos e a presença dos consagrados em âmbitos sociais significativos.
9) A preocupação com a qualidade, a competência e a beleza das iniciativas.
10) As celebrações de acontecimentos eclesiais de grande vitalidade, da visita do Papa ao Ano Paulino, ao Ano Sacerdotal ou às jornadas Mundiais da Juventude.
11) A promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso.
12) A partilha e a solidariedade manifestadas por pessoas e instituições eclesiais, bem como a grande rede de acção social da Igreja.
13) Alguns caminhos de inovação, na conjugação dos vários movimentos e obras, na evangelização através dos meios de comunicação, etc.
14) A existência de orgãos de colegialidade e participação, como os sínodos e os conselhos.
15) O maior trabalho em rede.
16) A presença de sinais de Deus no mundo secularizado, como os santos, os mártires ou a mensagem de Fátima.
17) O número crescente dos participantes em peregrinações e outras manifestações de religiosidade popular.
18) A emergência de vocações laicais e a crescente participação de leigos na acção da Igreja.
19) O reconhecimento do papel da mulher na vida e estruturas da Igreja.
20) Algumas iniciativas de nova evangelização e de formação na missão e para a missão.

COMENTA OU ACRESCENTA AS TUAS.

Sombras na Igreja Portuguesa

1) A questão identitária, o divórcio entre fé e vida.
2) A perda da vocação missionária e do ardor evangelizador.
3) A falência dos actuais modelos de iniciação cristã e a falta duma oferta formativa, permanente e sistemática.
4) A não concretização duma Igreja onde todos tenham uma missão insubstituível a desempenhar.
5) A falta de alegria, entusiasmo e esperança, sem novos caminhos de evangelização e compromisso.
6) O ritualismo litúrgico, com celebrações distantes da vida e homilias extensas e tristes.
7) Uma Igreja envelhecida, a viver da pastoral de manutenção.
8) Uma Igreja muito clerical e sacramentalista, onde diminui a prática e os jovens se afastam, a acção se dispersa e as vocações escasseiam, sem capacidade para interpelar e propor credivelmente.
9) O individualismo nas expressões da fé, sem responsabilização eclesial.
10) A falta de rostos, modelos concretos e testemunhos públicos de fé cristã.
11) Uma linguagem hermética, que não facilita a relação com o mundo, e a ausência eclesial nos novos areópagos.
12) A dificuldade em ter espaço e presença nalguns meios de comunicação social.
13) O desânimo e o pessimismo de sacerdotes e agentes pastorais.
14) A crise de vocações de consagração.
15) A falta de agentes pastorais leigos.
16) A falta de harmonia de critérios pastorais.
17) O esquecimento da Doutrina Social da Igreja.
18) A desagregação do ambiente familiar, com a consequente perda do seu papel na transmissão da fé.
19) Algumas “sombras dispersas”, como a perda do sentido do Domingo, a fé tradicionalista e pouco esclarecida, a catequese entendida como “actividade extracurricular”, o envelhecimento dalguns grupos apostólicos, as romarias meramente turísticas…

COMENTA E ACRESCENTA AS TUAS

quarta-feira, agosto 31, 2011

Vargas Llosa, agnóstico militante, sublinha que o Occidente necessita do catolicismo para subsistir

O prémio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa considera que a Jornada Mundial da Juventude deste ano mostrou ao mundo uma Igreja Católica “forte” e cheia de “vitalidade”, apesar das “tempestades” que a ameaçam.

“Crentes e não crentes, todos temos de nos alegrar com o que aconteceu em Madrid, onde durante alguns dias a existência de Deus não esteve em causa e o catolicismo pareceu ser a única e verdadeira religião”, escreve o escritor peruano na edição de hoje do jornal “L’Osservatore Romano”.

Laureado pela Academia Sueca das Ciências em 2010, por uma obra literária dedicada à luta pela liberdade individual no seu país, Llosa entende que a unidade do cristianismo pode ser vital dentro do contexto catual de Espanha e das restantes sociedades democráticas.

“Se não estiver apoiada em instituições profundamente marcadas pelos valores éticos, a democracia não poderá lutar eficazmente contra os seus inimigos”, sublinha o autor, que dá como exemplo o apelo que a Igreja Católica faz a uma “vida rica em espiritualidade”.

Segundo o ensaísta, ela pode servir de “antídoto permanente” perante as “forças anárquicas e destrutivas que geralmente guiam o comportamento daqueles que se julgam acima de qualquer responsabilidade”.

A 26.ª Jornada Mundial da Juventude decorreu entre 16 e 21 de agosto, na capital espanhola, sob o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, contando com a presença do Papa Bento XVI nos últimos quatro dias.

Considerado como o maior evento juvenil da Igreja Católica, reuniu este ano mais de um milhão de peregrinos, entre os quais 12 mil portugueses.

terça-feira, agosto 23, 2011

Curiosidades: uma nova fobia: Papafobia

Medo do Papa. Considerado como um dos mais benevolentes e maravilhosas pessoas em todo o mundo, seu rebanho é de milhões de pessoas, todas esperando pela sua bênção...
Excepto para aqueles que sofrem "Papafobia": um anormal ou persistente medo patológico do papa ou do papado. Os sintomas podem incluir falta de ar, respiração rápida, batimentos cardíacos irregulares, suores, náuseas ou sentimentos de medo.
E não seria só sobre o próprio Papa, uma pessoa com papafobia também pode ter medo da Igreja Católica Romana. Imagina o papa-móvel vindo em direcção de uma pessoa dessa.

sábado, agosto 20, 2011

JMJ 2011: 2 milhões em Madrid!!!








Esta alegria e multidão é a melhor resposta aos protestos anti-papa...

sexta-feira, agosto 19, 2011

O mundo é um lugar perigoso

O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer
A.Einstein

sexta-feira, agosto 12, 2011

Deixem-se de queixinnhas... sempre os mesmos...

Quando formam o partido dos "queixinhas"?
São sempre os mesmos ditos portugueses, das mesmas cidades que até são capitais de qualquer coisa. Vá lá deixem de ser egoístas! Pensem como portugueses.

Alguns queixinhas escandalizaram com os aumentos dos transporte públicos que até dão para ir à praia fazer férias, se quiserem e por uns míseros 80 euros mês! Eu para trabalhar, porque não tenho a benesse dos transportes públicos, tenho que gastar 150 euros mês de gasóleo. Porque terei eu que pagar para algumas exas. poderem ir à praia com passe?

Deixem-se de queixinhas porque eu sempre paguei o gás à taxa máxima de IVA. Sabem porquê?
Porque a minha terrinha portuguesa (quantas outras mais) não tem o luxo do gás natural!

E podem acrescentar a este rol muitas outras coisas que os ditos portugueses que até são da capital usufruem. Porque não se utilizou o principio do utilizador pagador com a Ponte Vasco da Gama? Os queixinhas escandalizaram-se porque os pobres portugueses do interior tem a pequena benesse das sucts há uma dezena de anos?!!!
Sempre os mesmos queixinhas!!!
Quem irá sair à rua... os que durante anos viveram à custa do estado...

Padre recusa fazer baptismos

O pároco de Benavente, Tarcísio Pinheiro, recusa baptizar na sua paróquia filhos de pais que vivem em união de facto, celebraram casamento no civil, ou cujos padrinhos não sejam baptizados ou casados pela Igreja.

Empenhado em cumprir as regras do direito canónico, Tarcísio Pinheiro explicou que "as crianças quando impedidas de serem baptizadas em bebés podem-no fazer aquando da catequese, altura em que já possuem o uso da razão". O padre acrescenta que apenas baptiza crianças fruto de casamento civil quando os pais estão divorciados de anteriores casamentos católicos. "Esta é uma situação irreversível, porque os pais não podem voltar a casar-se pela Igreja", explicou o sacerdote.

Tarcísio Pinheiro adiantou que sempre baptizou filhos de mães solteiras e afirma não compreender por que razão há párocos que não seguem as mesmas regras no baptismo.

O sacerdote disse ficar descontente por outros padres de paróquias vizinhas aceitarem baptizar crianças nessas situações, facto que levou a que fizesse uma exposição ao Cardeal--patriarca. Acrescenta ainda que "os párocos de Salvaterra de Magos e de Alverca defendem iguais restrições no baptismo".

Fonte: Correio da manhã

sexta-feira, agosto 05, 2011

Morreram mais de 29.000 crianças nos últimos 90 dias na Somália

A crise de fome prossegue em África e as consequências agravam-se a um ritmo diário. A ONU avançou esta quinta-feira que as suas estimativas apontam para que na Somália já tenham morrido mais de 29 mil crianças com menos de cinco anos de idade nos últimos 90 dias.

A pior crise de fome nos últimos 60 anos tem-se agravado nestas derradeiras semanas e além do número de mortes infantis estimado, a ONU aponta ainda para cerca de 640 mil crianças que estarão subnutridas no país.

Aos constantes apelos pelo envio de ajuda humanitária para a região a ONU tem avançado com informações que colocam em números os efeitos devastadores da crise de seca e fome que tem na Somália o seu epicentro. De acordo com a Organização das Nações Unidas, dos 7,5 milhões de somalis que habitam o país, cerca de 3,2 milhões necessitarão de ajuda imediata e crucial para a sua sobrevivência.

Na Somália são já cinco as áreas classificadas pela ONU como zonas de fome, o que tem motivado a migração de milhares de somalis em direcção a campos de refugiados situados no Quénia e na Etiópia, nações vizinhas.

Às dificuldades colocadas pela crise de seca e fome acrescem os obstáculos erguidos por grupos da al-Qaeda presentes na região, que se recusam a reconhecer a existência de fome na região e dificultam as operações de ajuda humanitária aos refugiados somalis, principalmente ao tentarem bloquear as ajudas vindas do World Food Program, o mais vasto programa internacional de ajuda humanitária para crises de fome.

SOL/AP

sábado, julho 16, 2011

O processo de escolha dos bispos

Antes de serem nomeados pelo Papa passam pelo crivo de 30 cardeais.

O secretário da Congregação para os Bispos (Santa Sé), D. Manuel Monteiro de Castro, revela à ECCLESIA que o processo de escolha e nomeação de bispos passa pelo crivo de 30 cardeais.

A celebrar o 50.º aniversário da sua ordenação sacerdotal, D. Manuel Monteiro de Castro realça também que os processos portugueses “demoram pouco tempo”, mas dependem de “muitas circunstâncias”.

Com algumas dioceses portuguesas à espera de novos bispos, o secretário da referida congregação sublinha que as consultas feitas no nosso país têm “muita importância” porque a Congregação para os Bispos “julga, segundo o que chega por escrito” de Portugal.

Para a nomeação de um bispo, D. Manuel Monteiro de Castro adianta que são propostos três candidatos – “o Núncio faz o estudo e envia para Roma” – e, na Santa Sé, numa “plenária com 30 cardeais”, o assunto é novamente refletido para depois ser o Papa a escolher.

Sobre a hipótese de um bispo ser escolhidos pelos cristãos da sua diocese, o secretário da Congregação frisou que quando era núncio “escutava os leigos” neste processo de escolha, mas “isso depende muito do núncio”.

Geralmente, não se nomeiam bispos “antes dos 44 ou 45 anos” para que tenham “20 anos de sacerdócio” – disse.

Quando um bispo completa os 75 anos escreve uma carta ao Papa – “que vem à nossa congregação” – e pede a resignação, todavia se o prelado “está em boa saúde e não tem dificuldade em continuar, a Igreja não pressa” na substituição.

Em relação aos cardeais, D. Manuel Monteiro de Castro frisou que quando estes estão de “boa saúde ficam mais tempo” e “geralmente estão dois anos”.

Fonte: Agência Ecclesia

Como é até chegar ao crivo?



quarta-feira, julho 13, 2011

Igreja tem cada vez menos padres (morreram 127 sacerdotes)!!!

Nos últimos dez meses faleceram, em Portugal, 127 sacerdotes diocesanos. Este ano, a maioria este mês, são ordenados apenas 30 novos padres

Em apenas dez meses as dioceses portuguesas perderam 127 padres. De Setembro do ano passado até agora morreram 157 sacerdotes e este ano são ordenados apenas 30 novos padres, quase todos este mês.

Este é o pior registo dos últimos sete anos, sendo que são ordenados menos oito padres do que no ano passado e menos dezasseis do que em 2009.

A acrescentar à quebra nas ordenações regista-se um aumento da mortalidade, atendendo à elevada média de idades do clero diocesano em Portugal. Dos 3355 padres que constam no anuário católico (eram 3512 em Setembro do ano passado) cerca de 1200 têm mais de 75 anos, a idade canónica da reforma.

Não valia a penar pensar nisto a sério?

segunda-feira, julho 11, 2011

A ordenação das mulheres não é um assunto para bispos

Correio da Manhã – A ordenação das mulheres deve voltar a ser discutida pela Igreja Católica?

D. António Vitalino – Os assuntos podem sempre ser discutidos. Neste caso concreto, penso que se trata de um assunto para teólogos e não para bispos, ou seja, é uma questão do foro teológico e das tradições e que deve ser dissecado pelos especialistas.

– Quer dizer que os bispos não devem falar sobre o assunto?

– Longe disso. O que digo é que se trata de um tema que para ser abordado pelos bispos, em concílio, por exemplo, tem de ser antecedido de um debate muito profundo e alargado por parte dos teólogos.

Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, julho 08, 2011

Também hoje “Falar de Deus é perigoso”

Habalr de dios"Falar de Deus é perigoso” é o título dum livro, publicado nos anos oitenta, no qual Tatiana Góricheva contava a experiencia da sua descoberta de Deus na Russia soviética. Recordei este título ao ler que um médico inglês foi recriminado pela “General Medical Council” (o organismo sem cuja licença no se pode exercer medicina no Reino Unido) por ter falado de Deus aos seus pacientes.

Lendo a crónica do sucedido (aqui e aqui), resulta que o médico, anglicano, pediu se podia falar das suas crenças cristãs com o paciente (que era de outra religião). Afirma que formulou essa questão quando já tinha concluído o exame médico e que terminaria a conversa se o paciente o solicitasse. O médico diz que foi um diálogo entre dois adultos e que recorre ao tema com frequência nas suas consultas porque pensa que também existe um elemento espiritual na cura. Não o pensa assim a mãe do paciente, que foi quem apresentou a queixa que chegou a este organismo médico.

Comentando este episódio, The Daily Telegraph afirma que o excesso de zelo do “General Medical Council” em recriminar o médico (que não impõs nada ao seu paciente nem descuidou a sua prática profissional) forma parte duma tendência: a de ir proibindo símbolos e expressões da fé cristã por um mal-entendido sentido dea “multi-culturalidade”. Uma actitude que só se aplica quando se trata do cristianismo.

“É verdade que hoje ninguém espera que uma pessoa que mantém uma posição de poder e responsabilidade seja um cristão praticante. Mas parece que nos dirigimos para uma alarmante situação em que a simples profissão de fé se converte numa ocasião de desqualificação”.

quarta-feira, julho 06, 2011

"Deve ser apreciado o estado dos clérigos unidos pelo matrimónio" (CCEO c. 373)

"O celibato dos clérigos, escolhido pelo reino dos céus e tão coerente com o sacerdócio, há-de ser tido em grande estima, como atesta a tradição da Igreja; assim como há-de ser apreciado o estado dos clérigos unidos pelo matrimónio, atestada pela prática da Igreja primitiva e das Igrejas orientais através dos séculos" (Código dos Cânones das Igrejas Orientais, c. 373).

Sobre a peculiar tradição oriental dos clérigos católicos casados, relativizada por alguns (cf. Nuntia 28 (1989), 62-63), o legislador acolhe-a e considera-a digna de apreço.

"Sobre a admissão às ordens sagradas dos casados observe-se o direito particular da própria Igreja sui iuris ou das normas especiais estabelecidas pela Sé Apostólica" (CCEO c. 758 §3).


"Os clérigos celibatários e os casados devem brilhar no decoro da castidade; corresponde ao direito particular estabelecer os meios oportunos a por em prática para alcançar este fim" (CCEO, c. 374).

"Os clérigos casados dêem exemplo aos outros fiéis cristãos no comportamento familiar e na educação dos filhos" (CCEO, c. 375).

Como compaginar os argumentos intransigentes de alguns defensores do celibato obrigatório com as normas do Código de Direito Canónico da Igreja Oriental?!!!
Os sacerdotes casados de rito oriental ou acolhidos pela Igreja Latina são de 2ª classe, menos santos ou dignos? A sua vocação ao sacerdócio e ao casamento é incompatível?

Razões para manter o celibato como obrigatório

1. O celibato é a manifestação externa de um amor total, com um coração indiviso, e manifestação de uma entrega sem limites a Jesus e à Igreja. Não é, portanto, um "não poder fazer" algo contra a castidade plena, mas sim um "poder não fazer" por amor a Jesus. E isto muda tudo, porque, desta perspectiva, o celibato não é um fardo, mas um dom: o dom de amar a Jesus inteiramente, manifestado numa doação total de corpo e alma.

2. Isto não diminui em nada o valor do matrimónio e da vida daqueles que seguem uma vocação diferente. Deus não dá duas vocações à mesma pessoa, nem dá uma vocação "hibrida": para Deus, tanto é santo o caminho daqueles que seguem o matrimónio, como o caminho daqueles que seguem o sacerdócio e a vida consagrada. Mas a cada pessoa, Deus concede uma só vocação. E essa vocação deve ser vivida plenamente, sem limites e pondo nela todo o corpo e toda a alma.

3. Ainda que os Apóstolos e, em geral, os Santos sejam propostos, pela Igreja, como modelo para todos os cristãos, só o são porque nos ensinam a imitar a Cristo. O único modelo, em sentido absoluto, para todos os baptizados, é Jesus Cristo. No caso dos sacerdotes, o celibato deveria nascer do desejo de imitar a Cristo, Unico e Sumo Sacerdote, do qual todos os sacerdotes são imagem visível. Aquilo que queria dizer é que o modelo do sacerdote é Cristo e os Apóstolos só são modelos enquanto apontam para o exemplo do Mestre.

4. Cristo viveu o celibato, não por ser obrigatório, mas porque foi o modo como Ele quis passar por esta terra. Será que Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, viveu "roído pela solidão", numa vida "anti natural"? É verdade que Jesus passou por momentos de solidão, mas não serviram esses momentos para se oferecer como vítima de expiação ao Pai pela salvação dos homens e mulheres que lhe foram confiados? E isso tornou-o infeliz, ou foi uma ocasião para se abandonar ainda mais inteiramente à vontade salvadora do Pai?

Enviado por JP

segunda-feira, julho 04, 2011

CELIBATO OBRIGATÓRIO? Sim ou Não?

Argumentos a favor do celibato opcional:
  • Jesus Cristo escolheu os Apóstolos de entre homens casados;
  • Não é legitimo fazer coincidir o carisma do celibato dos sacerdotes com o carisma da castidade consagrada dos religiosos. Pode ter vocação para o ministério sacerdotal sem vocação para o celibato...;
  • Se a Igreja admite pessoas casadas como diáconos permanentes, homens viúvos como sacerdotes e permite que pastores protestantes casados continuem a exercer o seu ministério quando se convertem ao catolicismo. Porque não o permite também aos padres que se casam?
  • Se na Igreja Oriental Católica se admitem padres casados e celibatários...;
  • Sem sacerdotes, os fiéis ficam privados dos sacramentos a que têm direito (Eucaristia)...;
  • O padre celibatário é um padre só, roído pela solidão, um dos principais inimigos do sacerdote;
  • O celibato é, quer do ponto de vista biológico quer psicológico, antinatural...;
  • Muitos padres encontram-se em crise. Acabam por sair após escândalos...;
  • A maior parte das pessoas são a favor da existência de padres casados;
  • Hoje, mais do que nunca, dada a mentalidade do homem moderno, não se compreende o celibato. Mas tempo menos tempo ele cairá...;
  • Há terras de missão, particularmente em África, onde é praticamente inconcebível o celibato...
Qual a tua opinão? Diz o que pensas? Participa.

quinta-feira, junho 23, 2011

Ordenação das mulheres só quando «Deus quiser»

«Teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental», diz D. José Policarpo

O cardeal-patriarca considera que a ordenação sacerdotal das mulheres vai acontecer quando “Deus quiser” e que, até lá, é preferível não tocar no assunto, mesmo sabendo que os impedimentos desta opção são mais tradicionais do que teológicos.

“Teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental”, afirma D. José Policarpo em entrevista publicada na mais recente edição do boletim da Ordem dos Advogados, datada de maio, acrescentando que a tradição da Igreja tem tido a última palavra: “Nunca foi de outra maneira”.

O prelado está convencido que “não há neste momento nenhum Papa” com poder para alterar essa prática e que é preferível não discutir o assunto: “No momento que estamos a viver, é um daqueles problemas que é melhor nem levantar… suscita uma série de reações”.

A mudança nesta tradição ocorrerá “se Deus quiser que aconteça e se estiver nos planos Dele acontecerá”, diz José Policarpo.

Fonte: Agência Ecclesia

quarta-feira, junho 22, 2011

O Corpo de Deus volta às ruas de São Petersburgo…depois de 93 anos e milhares de mártires.

A Câmara Municipal de San Petersburgo (Rússia) concedeu autorização para que se celebre esta semana a Procissão do Corpus Christi na avenida Nevski, a mais importante da cidade, percorrida por uma multidão de turistas e na qual se encontram as igrejas das principais confissões: ortodoxa, católica, luterana e arménia.

A procissão deste ano será presidida por Paolo Pezzi, o arcebispo católico de Moscovo (a diocese inclui São Petersburgo) e contará com a participação de cônsules de diversos países europeus.

Será a segunda vez que se celebra esta procissão na história da cidade: a anterior foi há 93 anos, e vários dos seus organizadores morreriam mártires sob o comunismo poucos meses ou anos depois.
Um testemunho da época:

O sacerdote Francisk Rutkovskiy descreveu a procissão de 1918 vários anos depois, na sua biografia sobre o bispo Cepliak:

«Antes que o mal começasse a impor-se, os católicos de Petersburgo viveram um momento solene e alegre para a Igreja. A 30 de Maio de 1918 pela primeira vez na história desta cidade, a procissão do Corpus Christi percorreu as suas ruas. Cristo, sob a espécie do pão, no esplendor da Sua majestade, como Vencedor, dava a sua bênção ao mundo. (…)

E tão grande era a majestade desta marcha que todos os espectadores [refere-se à população basicamente russa e ortodoxa] caíram de joelhos, se tiraram os chapéus e com admiração contemplaram a cena incompreensível e jamais vista que tinham à sua frente: a união dos ritos e das nacionalidades sob um só pastor e uma só ordem. (...)


Presidia à multidão o novo ordinário da diocese de Moguilev, o metropolita Ropp. O bispo Cepliak caminhava perto do baldaquino, silencioso e recolhido em oração. Cumpriam-se os seus sonhos, os exércitos de Cristo, estendidos para além das muralhas dos templos... A Santa Missa, solene, celebrou-se a céu aberto."

Depois chegou a Revolução. Em 1920 havia uns 900 sacerdotes católicos na União Soviética (que incluía regiões católicas da Ucrânia e Bielorrússia) e uns 2 milhões de fiéis. Apenas 10 anos depois, 600 sacerdotes católicos tinham sido eliminados. Entre 1937 e 1938 foram executados outros 140 sacerdotes católicos. O estudo sistemático da perseguição aos católicos ainda está por realizar.

Esta semana, depois de 93 anos, a custódia com o Santíssimo voltará a percorrer a Avenida Nievskiy

terça-feira, junho 07, 2011

O agente 007 Pierce Brosnan: «a oração ajuda-me a ser pai, actor e homem»


Uma infância difícil, um cancro que matou a sua esposa... diz que não foi a terapia, mas a oração o que o ajudou, e anima os irlandeses a superarem a crise de fé.

Pierce Brosnan, em plena crise da Igreja irlandesa mesmo depois de se conhecerem os detalhados informes sobre casos de abusos físicos e sexuais, não teve dificuldade em falar da sua fé católica numa entrevista à Rádio Televisão de Eire.

"A oração ajudou-me a superar a morte da minha esposa por causa de um cancro, e de um filho que caiu numa época dura. Ele próprio reconhece, em várias ocasiões que a terapia não o ajudou a superar a dor... "por fim, tu és o teu próprio psicólogo". Porém, a oração era uma consolação forte. "Tinha as orações católicas tradicionais, mas também o meu diálogo pessoal com O de Cima". Agora a fé ajuda-me a ser um pai, um actor e um homem".

"Sempre ajuda um pouco ter oração no teu bolso. No fim, terás algo, e para mim isso é Deus, Jesus, a minha educação católica, a minha fé", acrescenta.

"Deus foi bom comigo. A minha fé foi boa para mim, nos momentos de profundo sofrimento, duvida e fé. É uma constante, a linguagem da oração. Para além disso, Brosnan acredita que a fé ajudará os irlandeses a superar a crise económica.

Apesar de ter uma relação conflituosa com a Igreja, Brosnan assegurou em várias ocasiões que nunca deixou de ir à missa nem de rezar.

segunda-feira, maio 23, 2011

Esta é uma crise que já podia ter sido debelada... se não andássemos a estragar dinheiro!

«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles.

E fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação.

Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia.(...)

Estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas (...).

Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo.»


D. Manuel Martins, Bispo emérito de Setúbal, em entrevista à Antena 1 - Retirado do blog «Portugal dos Pequeninos»

O voto branco a quarta força política em Espanha!!!

Apesar do voto branco e nulo ter sido "a quarta força" no número de votos, quase um milhão, fruto do tratamento amável que os meios de comunicação social do sistema deram às teses do movimento 15M, neutralizando-o, este voto não serviu mais do que para consolidar o poder dos partidos maioritários (evitou-se assim que o descontentamento se plasmasse nos partidos políticos contrários aos do establishment que alcançaram o poder nas instituções e administrações).

Qual o valor do voto branco na nossa democracia?

Com o sistema actual votar em branco é inutil...

Por um saco de comida...

domingo, maio 22, 2011

Partidos já não falam da redução de municipos e freguesias!!!

Regra da população faria desaparecer um em cada três concelhos em Portugal

A aplicação da regra mínima dos 10 mil habitantes por município faria ‘desaparecer’ um em cada três concelhos em Portugal.

Com uma estrutura de governação local diferente da portuguesa, porque sem freguesias, a Grécia reduziu para um terço os seus municípios, passando de 1.034 para 325. É este o nível de administração local mais próxima dos cidadãos.

Em Portugal 110 dos 308 municípios têm menos de 10.000 habitantes, muitos no sul do país, e a maioria (62) tem mais do que um presidente de junta por cada mil habitantes.

No Alentejo, usando apenas o critério da população e tendo em conta os dados disponibilizados pela Associação de Municípios Portugueses, manter-se-iam os concelhos de Beja, Odemira, Moura e Serpa.

Municípios como Vinhais e Alfandega da Fé (Bragança), Boticas e Ribeira de Pena (Vila Real), Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura (Viana do Castelo) são exemplos de autarquias com menos de 10 mil habitantes, assim como os concelhos de Armamar, Tarouca, Tabuaço (Viseu) e Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Meda (Guarda). Contudo, muitos destes são municípios de montanha, que no caso da Grécia receberam um critério excepcional e puderam manter-se mesmo sem o número mínimo limite de habitantes.

Mas se um em cada três municípios poderia ser fundido tendo em atenção apenas o critério populacional, muitas são as freguesias que se manteriam após uma reforma administrativa.

Aliás, desde a freguesia mais populosa do país, Algueirão-Mem Martins, com cerca de 70 mil habitantes, àquela que segundo o novo mapa das freguesias de Lisboa será a menor da capital, a do Oriente, com mais de 11 mil habitantes, muitas poderiam manter-se.

A grande maioria destas freguesias estão junto ao litoral, mas há algumas excepções, como Arcozelo (Braga), Vila de Cucujães (Oliveira de Azeméis) e Malagueira (Évora).

Por outro lado, são centenas as freguesias com menos de 10 mil habitantes que poderiam desaparecer do mapa se ao território nacional fosse aplicado o critério populacional.

Lusa / SOL


Total do endividamento de todos os municípios em 2008:
7 124 261 027 €

sábado, maio 21, 2011

Espanha: nasceu uma revolução moral

Nasceu uma revolução. Uma revolução que constrói o país e que nos aproxima do Reino. Ontem, na praça do Sol, senti-me mais cidadão e irmão dos meus irmãos.
Criar fraternidade é criar Evangelho.

Vamos acordar. Os jovens portugueses sigam o exemplo...

Veja este video.

quinta-feira, maio 19, 2011

Para reflectir

Hoje os padres jovens só se interessam com a liturgia e com o traje eclesiástico porque assim destinguem-se dos outros cristãos que andam vestidos normalmente.

Custa-me a acreditar que a Igreja hoje é a penúltima no apreço das pessoas e de que uma percentagem elevadissima de jovens está contra ela!

Eu conheci uma Igreja nos anos setenta valente, que dava a cara; era uma Igreja digna de respeito e apreciada. Por razões que não compreendo agora a Igreja é mais cómoda, menos exigente!



José Luis Martínez, o «cura buenu»

terça-feira, maio 17, 2011

A Esquerda anti-democrática insulta os cristãos numa procissão em honra de Nossa Senhora


E o governo não fez nada perante este enorme atentado à liberdade religiosa!!!
E são estes que enchem a boca com a palavra liberdade, respeito, tolerância...

sexta-feira, maio 13, 2011

Ilucidativo: só não vê quem não quer ver



Já estamos endividados até 2086 !!!



O crescimento da Divida Pública Portuguesa face ao PIB acentua-se de 1850 até 1926 com perturbações de vária ordem e total descontrolo do crescimento económico e da divida, que atinge 90% do PIB. De 1926 até 1974 a divida reduz-se a 12% do PIB com importante crescimento económico.
De 1974 até 1985 cresce de 12% para 60% do PIB com duas intervenções de estabilização financeira com apoio do FMI e estagnação económica. De 1986 a 1995 a economia cresce 17,4 pontos percentuais acima da média europeia e a divida mantêm-se controlada por volta dos 60% do PIB.
A partir de 2000 o crescimento económico estagna, e a divida dispara a partir de 2005, sendo hoje (2011) cerca de 100% do PIB.

quarta-feira, maio 11, 2011

José Ramon Busto: "A Igreja não está isenta da tentação do poder"

A expulsão dos Jesuitas é um bom exemplo: um conflito eclesial à volta do poder, uma tentação da qual a Igreja não está livre, como é demonstrativo o caso do papa Clemente XIV que prendeu o padre Ricci sem acusação e sem julgamento.

A história faz-nos pensar e não é líquido que a luta pelo poder tenha diminuido ou desaparecido do interior da Igreja... mais dissimulada, mas muito presente nos circulos eclesiásticos; uma luta, muitas vezes, fraticida que em nada ajuda os homens a aproximarem-se de Cristo nem os seus membros serem testemunho de uma vida feliz e realizada. Os títulos, as mordomias, as benesses são arduamente disputadas como se de um troféu se tratasse.

Hoje falasse muito em repensar a pastoral em Portugal, mas quase ninguém quer repensar a escolha dos bispos... quem e como? O que é necessário fazer ou renunciar para lá chegar. Não é surpreendente o unanimismo...

Durante séculos a Igreja apostou no social, hoje parece que quer continuar a apostar no social... e os resultados não são lá muito animadores... muitas instituições de solidariedade, mas existem menos cristãos, menos padres, menos religiosos, mais anti-clericalismo e uma evangelização errada porque não aproxima os homens da pessoa de Jesus Cristo...

A Igreja terá de gastar aqui todas as suas energias...

terça-feira, maio 10, 2011

Cinema espiritual: Doonby um filme que defende a vida e recusa o aborto não encontra uma distribuidora no USA



"Doonby" é o novo filme do diretor Peter McKenzie, um thriller psicológico que narra a história de Sam Doonby, um misterioso homem que aparece em uma pequena cidade do Texas para evitar terríveis desgraças, e oferece como trama de fundo as interrogações que o aborto nos deixa.

Neste filme independente, que ainda não encontra distribuidora nos Estados Unidos, Sam Doonby é interpretado pelo ator John Schneider. A sua personagem chega num autocarro a Smithville e logo se faz famoso por causa do seu talento musical.

Sam parece estar sempre no lugar certo no momento adequado para prevenir possíveis desastres, mas devido à inveja e a desconfiança de alguns, começam a indagar sobre o seu passado e terão muitas surpresas.

Os seus produtores afirmam que o filme é uma mistura de "Sexto Sentido" e a clássica "A felicidade não se compra" (It’s a wonderful life).

Mackenzie, director, pensou rodar Doonby há mais de 15 anos e assegura que a sua intenção é que as pessoas se interroguem sobre como a vida de cada pessoa pode afectar os que estão à sua volta.

No filme estreia-se como atriz em um pequeno papel, Norma McCorvey, a mulher que impulsionou a despenalização do aborto nos Estados Unidos tomando o nome de Jane Roe no famoso litígio Roe vs. Wade, e logo se converteu numa defensora da vida e abraçou o catolicismo. Conforme informou The Hollywood Reporter, McCorvey actua como uma anciã que aconselha uma jovem grávida anão abortar.

Completam o elenco de Doonby actores como Jenn Gotzon, Ernie Hudson, Robert David e Joe Estevez.
Visite o site www.doonbythemovie.com


Porque será que alguns filmes não encontram espaço nos mercados?
A censura continua...

sábado, maio 07, 2011

sexta-feira, maio 06, 2011

Sacerdócio: maturidade emocional

A maturidade emocional mantém-se como o alicerce da maturidade espiritual autêntica. Sem essa maturidade, os sacerdotes correm o risco de permanecer espiritual e intelectualmente subdesenvolvidos.

Quando esta não existe, os sacerdotes preocupam-se com posses e dinheiro, com status e poder. Apesar do conforto e da moradia, do carro de luxo, apesar de viverem melhor do que muitos dos seus paroquianos, os sacerdotes sentem que lhes falta ainda alguma coisa, algo que é fundamentalmente bom, algo a que eles tem direito: o anseio por intimidade. Se não existirem alguns amigos realmente próximos e íntimos na vida do sacerdote, ele encontra-se em sério perigo. O seus esforços para permanecer em união espiritual com Deus não compensa a angustia existencial que aperta a alma.

Muitos sacerdotes, experimentam uma crise vocacional ou uma crise de intimidade?


quarta-feira, maio 04, 2011

Sacerdócio: o dom da intimidade

Por mais disciplinada que seja a vida de oração, por mais empenho no seu ministério, o desenvolvimento humano do sacerdote é um factor critico no seu esforço para descobrir a integridade, significado e realização - em especial se quiser descobrir o dom da alma que está para além do seu alcance: o dom da intimidade.

Experimentamos intimidade com o outro quando somos capazes de estar diante dessa pessoa sem as nossas defesas e máscaras habituais, vulneráveis, e, apesar de tudo, confiantes. Não só nos sentimos livres para compartilhar os nossos medos e ansiedade mais profundos, como somos capazes de revelar o que temos de mais pessoal, os nossos ideais e sonhos mais profundos, os pensamentos mais nobres da nossa alma. Nesses momentos não há mendo nem ansiedade. Isto não é algo exclusivo do amor conjugal...

Casados ou solteiros, jovens ou idosos, os individuos precisam de algumas pessoas na sua vida que sejam, ou se possam tornar, almas gêmeas.

segunda-feira, maio 02, 2011

Sacerdócio: o tédio afecta a todos

O tédio afecta a todos, ao que parece, com a possível excepção dos santos.
Para alguns, o tédio enevoa cada movimento e torna o seu mundo, e mesmo o mundo do seu ministério, banal. Preso nas garras do tédio, o tempo pesa sobre as nossas mãos, o espaço parece plano e bidimensional e as próprias alegrias da vida oferecem pouca satisfação.

O tédio crónico é um sintoma de que algo está mal no plano da alma. Ele anuncia uma crise que merece atenção e cuidado. É preciso sentar-se, acolhê-lo e ouvi-lo... porque têm algo a revelar...

Complexo de Édipo episcopal

A elevação ao episcopado reflecte uma configuração inconsciente semelhante á do sacerdote recem-ordenado. A diferença é que aqui o bispo recém-ordenado assume o papel do menino, o papa representa o pai e a Igreja manifesta-se como o ângulo materno do triângulo.

Ele foi nomeado bispo pelo próprio papa. Saboreia a afirmação do seu compromisso de fidelidade com o sacerdócio simbolizada pela sua sagração como bispo. Agora, está ligado de maneira muito especial à mãe-igreja universal. Responde à aprovação dela com uma promessa solene de defender a unidade da Igreja e integridade da fé.

Enquanto assume o seu lugar no colégio dos bispos, um corpo de irmãos, este proporcionar-lhe-á uma importante rede de segurança para os perigos psicológicos da dimâminca controladora que pode ameaçar a integridade da sua alma.

Como bispo diocesano, precisa de encontrar coragem para seu ser fiel ao seu próprio entendimento, às necessidades da Igreja local e á sua leitura de um mundo fragmentado e ferido.

Devido á centralização do Vaticano, manter uma posição própria como bispo muitas vezes requer uma coragem moral heróica.

Sem sondar muito a fundo, as rivalidades e competição entre irmãos (choque norte-sul), já agora que será o escolhido para Presidente da Conferência episcopal?

O papa cessa antecipadamente a um bispo pró-ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes

O Papa Bento XVI “reformou” o bispo de Toowoomba (Queensland, Australia), D. William Morris, um prelado que se manifestava a favor da ordenação de mulheres e homens casados como sacerdotes.

Monsenhor Morris, que esteve à frente da sua diocese durante quase duas décadas, tem só 67 anos de idade. Na sua carta, eo prelado diz que a decisão pontificia responde a uma mensagem pastoral que publicou em 2006 e provocou uma investigação interna dentro da Igreja.

Claro que assim todos ficam a saber quais as linhas com que se cosem para chegarem a bispos... Mais. Claro que a liberdade de consciência está aqui muito afectada, esquecendo que Pedro e Paulo não pensavam da mesma forma no primeiro Concílio de Jerusalém, mas hoje consideramos que ainda bem porque da discussão nasceu a luz ...

Os bispos hoje reflectem a sensibilidade dos cristãos no terreno?

Somar missas é como deitar azeite nas lamparinas
e vê-las apagarem-se.

domingo, maio 01, 2011

Vocações: a falência anunciada das mega-organizações

As recentes pesquisas das ciências sociais descobriram uma forte tendência das muito bem sucedidas mega-organizações em negar os seus próprios dados, assim como dados externos, quando lhe é sugerida a necessidade de mudança e adaptação (General Motors, IBM, Sears...).

A dinâmica de negação está também presente nalgumas das reacções da Igreja a questões dificieis, como por exemplo, o envelhecimento do clero, paróquias sem sacerdotes residentes, condutas impróprias, infelicidade e desmotivação... talvez alguma vaidade narcisista ou algum saudosismo faça com que os dados não sejam encarados de frente.

A crise de vocações, mesmo perante os dados da própria Igreja, é atribuída a uma falha de recrutamento e a uma falta de oração pelas vocações. O "envelhecimento" dos sacerdotes é posto de lado com medo de soluções que possam vir a alterar as antigas tradições e disciplinas da Igreja.

É notória a escassez de reflexões teológicas sérias entre os lideres da Igreja sobre a carência de vocações para o sacerdócio e a vida consagrada. Em vez disso, são discutidas estratégias para um recrutamento mais eficiente por parte dos directores dos secretariados das vocações, enquanto os católicos são instados a orar pelo surgimento de mais vocações. Por mais importantes que sejam estas iniciativas, elas desviam-nos facilmente da difícil reflexão criativa e analítica exigida pela situação presente.

Deus não estará a quer falar-nos através da escassez de vocações?!!! Porque não o queremos escutar?
Basta um pouco de egoísmo ou azedume
para tolher um projecto de evangelização

sábado, abril 30, 2011

Coragem de pensar

Uma obediência menos adulta pode comprometer a integridade do sacerdote.
Inadvertidamente, ele pode tornar-se um "homem dependente" (Haring), à espera que cuidem dele por causa das suas supostas lealdade e obediência à Igreja.
O antídoto é a coragem de pensar. Mas pensar, o sacerdote descobriu no seminário ou até mesmo antes, pode ser perigoso. Os sacerdotes que, por falta de estudo e reflexão, mantém uma pseudo-obediência imatura tendem a perguntar: "o que é que o sacerdócio pode fazer por mim?". Assim, muitas vezes o sacerdote subserviente, sempre dócil, quando alcança a autoridade revela-se exigente e autoritário

quinta-feira, abril 28, 2011

Amar como celibatário

"Não há caminho para o amor divino
que não seja pela descoberta da intimidade
e da comunidade humanas".

Thomas Moore

Complexo de Édipo Presbiteral

Sacerdote recém-ordenado - filho;
Bispo Diocesano - Pai
Igreja - mãe

Os neo-sacerdotes são incentivados pelo seu Bispo a confiar no cuidado e na solicitude da Igreja para com os seus filhos. A Igreja irá amá-los como uma mãe ama os seus filhos, o bispo cuidará deles como um pai cuida dos seus filhos.

O poder sagrado e a força psicológica deste compromisso-aliançacom o bispo-pai, a Igreja-mãe e os sacerdotes-irmãos e destes para com ele continua, ainda hoje, a fascinar muitos jovens.

Os primeiros anos depois da ordenação são relativamente livres do conflito edipiano. O neo-sacerdote sustenta-se na afirmação clara e inequívoca do seu bispo. O seus paroquianos tornam real a afeição e aprovação da mãe-igreja, e anovidade daquilo tudo, a maravilha e a excitação de pregar e celebrar a Eucaristia, de ensinar e aconselhar, deixam pouco espaço para que se manifeste alguma competição com os seus irmãos sacerdotes. Ele desfruta de uma espécie de benção pré-edipiana que, infelizmente, será demasiado breve.

As primeiras manifestações do complexo de édipo ocorrem quando um dos colegas sacerdotes é escolhido para estudos de pós-graduação ou é nomeado para um cargo importante a nível diocesano ou a assumir uma paróquia mais importante. Surge uma ponta de inveja quando ele começa a ouvir falar dos seus colegas de seminário ou irmãos sacerdotes.

O vínculo pessoal com o bispo começa a desvanecer. Conscientemente, ele apercebe-se que é um entre muitos; irracionalmente, ele procura a aprovação especial do bispo-pai. Espera algum sinal de que a sua figura paterna tem uma boa impressão dele. Espera e observa. Repara em que está dentro e quem está fora dos circulos diocesanos oficiais.

Porém, a mesma Igreja maternal, que oferece apoio e sentido à sua dignidade como sacerdote, também é exigente e controladora. A sua sexualidade é restringida, a sua residência é determinada, a afirmação do seu terreno pessoal é lhe negada. Por vezes, a inveja e a raiva estão latentes quase em ebulição. O alívio é procurado, com frequência, em padrões de comportamentos destrutivos tanto para o sacerdote como para os paroquianos.

Não será esta a razão de tantas depressões... Já agora valia a pena pensar nisto!

quarta-feira, abril 13, 2011

É BOM QUE OS PORTUGUESES NÃO ESQUEÇAM!!!!!

FOI PEDIDO O RESGATE
Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de
PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).


Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:

Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.

Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

Narrativa
: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.

Verdade
: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).


Narrativa
: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.

Verdade
: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?


Narrativa
: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.

Verdade
: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

Henrique Medina Carreira.

Crise: a verdade e a mentira

"Estamos numa situação de vergonha" Luis Amado
"Só temos dinheiro até Maio" Teixeira dos Santos
"Não vai acontecer nada a quem nos meteu neste buraco. Os responsáveis deveriam ser presos" Medina Carreira

quinta-feira, abril 07, 2011

ESPANHA: 60.000 assinaturas contra a "procesión atea"

O laicismo (especialmente o radical) supõe uma atitude hostil ou como mínimo indiferente à religião, afastando-se da consideração constitucional da religião como um direito dos cidadãos e um bem para a sociedade.

Um total de 60.000 pessoas assinaram até esta terça-feira uma petição a pedir que a nova delegada do Governo em Madrid, Dolores Carrión, proíba a 'procesión atea' convocada para QUINTA-FEIRA SANTA que desfilará paralela à tradicional católica, informou HazteOir.org, uma das entidades que impulsionou a recolha de firmas.
´

HazteOir assinalou que a intenção dos manifestantes é "castigar a consciência católica" e "causar dano sem contemplações", una procissão "na qual previsivelmente ridicularizará as crenças religiosas, em particular as dos católicos".

sexta-feira, abril 01, 2011

DOM FARES MAAKAROUN - Em defesa do celibato opcional

Da última vez que o entrevistei, o senhor disse que estava a preparar-se para ordenar homens casados, no Brasil, pois essa é a tradição das igrejas orientais, e esperava que os irmãos católicos romanos aceitassem os orientais como eles são.
Como está a questão da ordenação de homens casados?
Dom Fares - Esse é um ponto importante. A Igreja Romana deveria aceitar as igrejas irmãs, filhas ou o que seja, com todos os direitos que estas possuem, segundo o Direito Canônico. Mesmo num país católico romano, se nele existe uma Igreja Católica oriental, que esta possa ordenar homens casados para fazer parte de seu clero, como é sua tradição. O Direito Canônico foi aprovado para toda a Igreja Católica Apostólica, ocidental e oriental. Uma Igreja Católica oriental deve ter o direito de viver sua vida de maneira plena, em qualquer parte do mundo. Esta é uma riqueza. A gente não pode exigir de uma Igreja mudar de mentalidade, de costumes, deve aceitar com respeito os outros. Estou à espera, mesmo no Brasil ver um dia - não sou precipitado - isso realizar-se. Eu até entendo que a igreja local nunca ouviu falar desse assunto e estranhe. Mas espero um dia ouvir: a sua Igreja é oriental? Então, as portas estão abertas para exercerem os seus direitos plenos, inclusive o de ordenar homens casados.

Então o senhor ainda não ordenou homens casados para o seu clero, aqui no Brasil?
Dom Fares - Não, até hoje não ordenei.

Mas precisa ter consentimento?
Dom Fares - Como sou membro da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), também gosto de respeitar a maneira de fazer da Igreja Católica local. Tenho de respeitar isso. Mas estou à espera de que um dia a igreja local possa me dizer: você é livre para fazer isso. Com muito respeito, vamos continuar a amar e apoiar este bispo nosso.

E a Igreja Melquita tem seminaristas no Brasil?
Dom Fares - Sim, temos. Mas não são seminaristas casados. Estão a preparar-se para se tornar padres celibatários.

O celibato é obrigatório, então?
Dom Fares - Obrigatório, mas foi uma opção. Hoje em dia eu não posso quebrar essa relação com a Igreja local. Tenho que respeitá-la. Mas, um dia, estou certo, a Igreja local também vai reconhecer de uma maneira mais profunda a riqueza da Igreja Oriental em ter homens casados ordenados. Vai começar esse período. Essa falta grande de padres, se o celibato não for uma obrigação, vai permitir ordenar mais padres. Temos leigos maravilhosos, inseridos na vida da Igreja, a fazer grandes obras. Eu até me sinto envergonhado como bispo ao ver a maneira profunda como se dedicam à religião. E digo: eu tenho de melhorar a minha vida espiritual - eu, bispo. Entre esses leigos já inseridos, nós podemos chamar algum - aquele médico, aquele professor - para se preparar para se tornar um dia um padre. E a mulher dele e os filhos devem dar um testemunho, diante de todo mundo, como uma família dedicada a ajudá-lo a dirigir a igreja como padre. Nós precisamos disso. E vamos fazê-lo aos poucos, não podemos forçar as coisas.

Há uma compreensão cada vez maior de que o restabelecimento da comunhão entre Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa ajudaria muito na solução de vários problemas dentro da Igreja Romana. A própria questão do celibato obrigatório, do casamento religioso e da própria organização eclesial tem encontrado uma boa resolução dentro da visão oriental.
Dom Fares - Esse é um ponto muito importante.
Em primeiro lugar, ao permitir aos homens casados se tornarem padres isso não vai diminuir o número dos padres celibatários. No Oriente, temos monges, missionários, padres seculares não-casados, os próprios bispos também não se casam, ao lado do clero casado que trabalham nas paróquias. Nem por isso diminui o número dos que se consagram ao celibato. Ao ver que tem a opção de escolha, quem opta pelo celibato o faz alegremente. Na verdade, vai aumentar o número de celibatários.
Por isso a Igreja local vai descobrir em pouco tempo a riqueza que é ter homens casados ordenados e vai permitir essa opção. Nas outras igrejas cristãs o clero é casado, só os ortodoxos ainda têm os monges e os bispos celibatários.
Se estamos interessados na comunhão com os ortodoxos, por que não preparar desde já homens casados, no interior da Igreja Católica Roma para assumir o sacerdócio? É essa abertura que se espera da Igreja Romana.
Aceitar ordenar homens casados é diferente da aceitação do casamento de padres já ordenados como celibatários. Esse é um problema ainda de difícil solução, mesmo nas igrejas orientais que não aceitam que depois de ordenado um padre possa se casar. O casamento tem de ser feito antes de receber o diaconado.
Porque é que há tão poucos padres casados (da Ucrânia, Russia...) em Portugal?