terça-feira, outubro 30, 2007

Igreja ainda de cristandade?

A Universidade Católica, na pessoa do seu reitor, denunciou a falta de subsídio estatal, retribuindo com a ameaça de não apoiar os alunos carenciados. Muito bem… ou não!...

Muito terá que se queixar a Igreja da atitude laica do Estado português.
Capelães hospitalares, capelães do exército, ATL Centro de Dia… e tantas outras obras de apoio material e espiritual que a igreja se habituou a ir realizando com o apoio do Estado. São obras para o desenvolvimento social integral do homem e desenvolvimento solidário da humanidade. Vai-se dizendo que A Igreja substitui o Estado neste dever!... talvez seja certo em parte.
Experimente a Igreja, de forma reivindicativa, entregar nas mãos do Estado todo o trabalho de solidariedade com crianças, jovens, adultos, idosos … entregar-lhes as chaves destas instituições... e veríamos o caos.
Mas a minha reflexão vai noutro sentido.
  • Que andou a fazer a Igreja durante todo este tempo?
  • Onde estão os cristãos deste país, a quem supostamente foram transmitidos, na sua maioria, os valores do Evangelho?
  • Onde estão os cristãos deste país a quem a Igreja, supostamente, em tempo favorável, evangelizou?
  • Por onde andou a missão da Igreja de anunciar e denunciar? Sim, aqueles que hoje gerem os destinos deste país bem como os que os elegeram beberam no leite materno o cristianismo! Será que o leite estava estragado?
  • Ou será que a Igreja se limitou a uma pastoral dos sacramentos, esquecendo a pastoral dos valores, a comunicação de uma mística de habitar cristãmente o mundo?

Não vem tarde… nunca vem tarde… não é definitiva a experiência do presente e a esperança é uma atitude de fé e o motor dinamizador da história. Está na altura de a Igreja Anunciar começando por se Denunciar a partir de dentro como tendo sido incapaz de dinamizar os valores antropológicos de Jesus Cristo. Criemos diálogos de progresso com o mundo e sejamos mensageiros da esperança, apontando os valores cristãos como resposta…

Acorda Igreja…

Lê os sinais dos tempos…

Fonte: blog HOC OPUS

segunda-feira, outubro 29, 2007

ALEMANHA: POLÊMICA ENTRE IGREJA CATÓLICA E PARTIDO VERDE, POR OFENSAS A CARDEAL

A definição de "pregador do ódio", utilizada pelo líder do Partido Verde alemão, Volker Beck, para se referir ao cardeal-arcebispo de Colônia, Joachim Meisner, desencadeou nova polémica entre o partido ecologista e a Igreja Católica na Alemanha, que estuda até mesmo a possibilidade de uma ação legal contra o líder político.

Volker Beck chama o cardeal, textualmente, de "pregador do ódio", referindo-se a declara-ções feitas, precedentemente, pelo purpurado, nas quais, entre outras coisas, ele critica a lega-lização dos matrimónios homossexuais e a adoção de crianças por esse tipo de casais.

"Os modelos humanos alternativos de convivência sexual não são verdadeiros e, por isso, são corrompidos em seu núcleo. A humanidade não faz outra coisas senão destruir-se com a aceitação de tais modelos" - disse o Cardeal Meisner.

O líder do Partido Verde - homossexual declarado - critica a afirmação do cardeal, acrescentando que ele "actua de novo como justiceiro pregador do ódio, que nega o direito de inteiros grupos de seres humanos à existência".
Fonte: Rádio Vaticano

ANGLICANOS IRLANDESES QUEREM INGRESSAR NA IGREJA CATÓLICA

Três paróquias da chamada "Igreja da Irlanda" - o ramo irlandês da Igreja Anglicana - solicitaram ser acolhidos no seio da Igreja Católica, junto com outros anglicanos do mundo, informou esta semana, o semanário católico "The Irish Catholic".

As paróquias anglicanas localizadas nos condados irlandeses de Down, Tyrone e Laois pertencem ao chamado "rito tradicional" da Igreja da Irlanda (Igreja Anglicana Tradicional). Segundo a nota, também anglicanos de outros 12 países assinaram uma carta endereçada ao Vaticano, solicitando "plena união corporativa e sacramental" com a Igreja Católica, sob a autoridade do papa.

Embora a decisão afecte "algumas centenas de anglicanos na Irlanda, se o pedido for aceito pelo Vaticano, 400 mil anglicanos no mundo poderiam ser admitidos na Igreja Católica".

Fonte: Radio Vaticano.

Beatificados 498 mártires da Guerra Civil espanhola

O cardeal português José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, beatificou ontem, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, 498 espanhóis mortos em 1934 e de 1936 a 1939, considerados pela Igreja Católica Romana "mártires do século XX".

Cerca de 30.000 pessoas assistiram à cerimônia de beatificação dos 498 "mártires" das "perseguições religiosas" da Guerra Civil espanhola (1936-1939).

"Este martírio da vida comum é um testemunho ainda mais importante nas sociedades secularizadas do nosso tempo. É a pacífica batalha do amor que cada cristão, como Paulo, deve incansavelmente combater (...) Existe um martírio sem sangue que não é menos significativo" (Bento XVI)

Os novos beatos são dois bispos, de Ciudad Real e de Cuenca, 24 padres diocesanos, 462 membros de Institutos de Vida Consagrada, um diácono, um subdiácono, um seminarista e sete leigos.

Bento XV afirmou que, "com as suas palavras e gestos de perdão relativamente aos perseguidores, [eles] incentivam-nos a trabalhar sem descanso pela misericórdia, pela reconciliação e pela convivência pacífica".
Fonte: Jornal de Noticias

domingo, outubro 28, 2007

Domigo, dia para permanecer em casa

o Domingo tornou-se o dia dos passeios, das viagens, dos roteiros. Neusner (citado pelo Santo Padre) entende que, «para respeitar o sábado, é preciso permanecer em casa. Não basta simplesmente não trabalhar. Deve-se também repousar. E repousar significa restabelecer, num dia da semana, o círculo da família e da casa, onde cada um está em casa e no seu lugar».

O Papa acrescenta: «Aqui, poder-se-ia meditar sobre o bem que faria à nossa sociedade se as famílias passassem um dia juntas e fizessem do seu lar a casa e a realização da comunhão no repouso de Deus».
Bento XVI in Jesus de Nazaré

sábado, outubro 27, 2007

Igreja cria super paróquias

Vai demorar vários anos, muito provavelmente décadas, mas é uma reforma que a Igreja já iniciou e que, embora sem pressas, quer concretizar. Trata-se da criação de Unidades Pastorais, congregando três, quatro ou cinco paróquias, por norma tuteladas pelo mesmo pároco.

Esta reforma deve-se à cada vez maior escassez de sacerdotes e também a uma perspectiva mais “moderna e actual” no que diz respeito à prestação de serviços pela Igreja.

“Isto não se faz por decreto, como as reformas que nós conhecemos. As unidades pastorais vão sendo constituídas à medida que forem criadas condições para isso”, disse D. Carlos Azevedo, sublinhando que “o ideal é que essa constituição parta das próprias comunidades”.

A ideia da Igreja não é, pelo menos numa primeira fase, acabar com as paróquias, mas integrá-las numa unidade em que todos os serviços, desde as celebrações à catequese, obedeçam a uma só coordenação.

“Na maior parte dos casos não poderemos deixar de ter os centros paroquiais em cada terra para a realização de reuniões ou para as aulas de catequese, já que a Igreja não tem possibilidades de assegurar os transportes das crianças, mas, onde for possível concentrar, entendemos que é a melhor solução.

Em termos práticos, as actuais 4300 paróquias devem, a longo prazo, dar lugar a cerca de 1100 unidades paroquiais, a maioria delas formada por quatro paróquias.
Veja a noticia aqui

No futuro a Igreja terá de vender imóveis, incluindo Igrejas

A reorganização administrativa da Igreja tem também em conta questões económicas e financeiras, já que a manutenção dos edifícios, como residências paroquiais e igrejas, tem custos muito elevados.

Falando de uma igreja de dimensão média, numa paróquia com menos de mil pessoas, a manutenção – que inclui despesas de água, luz, limpeza e pequenas reparações – ronda os 3.000 euros por ano.

No entanto, em cada dez anos, em média, são necessárias obras, por vezes de grande dimensão, que facilmente atingem os 100. 000 euros, montantes que as paróquias têm muitas dificuldades em angariar.

D. Carlos Azevedo diz que pode vir a acontecer em Portugal aquilo que já se verifica em países como a França e a Bélgica, que é a venda de imóveis, incluindo igrejas.

Já D. Jorge Ortiga diz que “a venda de igrejas é um cenário que não se coloca”. Quanto ao restante património, diz que “a venda nunca é a primeira opção”.
Veja aqui a noticia

Há cada vez menos gente a pagar a côngrua

Não há dados concretos sobre este assunto, mas há paróquias que registam quebras de cinco a sete por cento ao ano nas receitas.

As esmolas têm vindo a diminuir, mas o problema maior é que há cada vez menos gente a pagar a côngrua, ou seja, a contribuir para o sustento do pároco e para as despesas da paróquia (5º mandamento da Santa Igreja).

O montante é livre (a referência é um dia de trabalho por ano) e a esmagadora maioria dos párocos facilita tudo: envia para casa dos paroquianos as contas, com uma ficha para os dados pessoais, que inclui o NIF, para emissão do recibo para o IRS.

Mesmo assim, são cada vez menos os que pagam. E as razões são duas:
  • por um lado, a crise económica que afecta a esmagadora maioria das famílias portuguesas;
  • por outro, a diminuição do número de católicos praticantes.

SANTUÁRIOS RESISTEM

A crise toca a todos e a Igreja também a sente. No entanto, os santuários, como Fátima, conseguem resistir, porque as promessas são sagradas.

EURO FOI MAU

A maior parte dos padres diz que a moeda única contribuiu para a quebra nas esmolas, pois as pessoas passaram a dar só moedas pequenas.

FUNDO PAROQUIAL

É para onde vai todo o dinheiro recolhido nas paróquias e de onde são pagas todas as despesas, incluindo o ordenado do pároco.

Veja a noticia aqui

sexta-feira, outubro 26, 2007

ESCOLAS CATÓLICAS SÃO MELHORES?

O ranking das escolas provou que o modelo educacional da Igreja Católica está a ter resultados positivos. Porque não ir buscar ideias a esse modelo?

Como é habitual, as escolas católicas voltaram a dominar este ano o ranking das escolas secundárias do país. Desde que o Marquês de Pombal retirou o ensino das mãos da Igreja, que as escolas públicas concorrem com as escolas religiosas sem nunca as baterem.
Por isso, a questão posta pelo tric é pertinente: porque não o Estado imitar nas escolas públicas os métodos de ensino das escolas católicas, ou simplesmente entregar escolas à Igreja e retirar-se de um domínio onde, comprovadamente, desempenha pior do que ela?

A resposta é uma matéria de conflito entre a fé e a razão. Apesar de 250 anos de evidência empírica em contrário, os políticos, os intelectuais e uma parte da opinião pública em Portugal ainda vivem pela fé, mais do que pela razão - a fé de que as escolas laicas são, ou serão alguma vez, melhores do que as escolas religiosas.

Mas elas não são melhores nem nunca serão. A razão é que as escolas laicas, públicas ou privadas, são feitas para agradar aos homens - aos alunos, aos pais dos alunos, aos professores, aos burocratas, ao povo, até aos políticos e aos empresários. Ao passo que as escolas religiosas são feitas para agradar a um ideal incomparavelmente superior e imbatível nesta competição. São feitas para agradar a Deus.
(esta a opinião do senhor Prof. Doutor Pedro Arroja, in Portugal contemporâneo)

quarta-feira, outubro 24, 2007

A Igreja portuguesa analisada à lupa

De cinco em cinco anos os bispos são convidados a ir a Roma na chamada VISITA AD LIMINA. Poderíamos falar da história, do porque e da necessidade desta visita, mas para isso basta entrar no site Ecclesia e fácilmente ficamos a saber a história, o programa e as estatísticas.


Falta-nos saber qual análise que vai ser apresentada.
Quem e como analisou.
Talvez não fosse mal que as bases tivessem um papel mais activo e visivel na preparação destas visitas. Como diz o Vaticano II e muitos outros documentos a Igreja é o todo o Povo de Deus. Haja coragem para envolver mais as pessoas...

Catolicismo em mudança

Qual é essa missão específica do padre?

Verem-se livres de tarefas adjacentes que foram acumulando ao longo da história.

Têm alguma dificuldade em se desprenderem do que acumularam.

Um padre não tem que ser gestor de centros sociais.

O padre não tem que ser administrador dos bens de uma paróquia ou diocese.

O padre não tem que ser o burocrata de serviço da paróquia.

A sua missão específica é evangelizar e formar cristãos.

Ser mistagogo.

Veja toda entrevista aqui

terça-feira, outubro 23, 2007

A frieza dos números

A viagem que os Bispos de Portugal vão realizar ao Vaticano, no próximo mês de Novembro, será a primeira do novo milénio. Desde 1999, data da última visita ad limina, muita coisa mudou na vida das várias Diocese do país, na Igreja e no mundo.

De 2000 a Dezembro de 2005:

  • o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2934 (menos 225);

  • o clero religioso manteve praticamente o mesmo número;

  • Por cada dois padres que morrem (nesse ano foram 80), apenas um é ordenado (41 novos sacerdotes). A isto se somam, em média, 5 defecções por ano.
  • a esmagadora maioria das mais de 4 mil paróquias continuam confiadas à administração sacerdotal (99,54%) e apenas 20 paróquias são administradas pastoralmente por diáconos, religiosas e leigos, número aliás que tem vindo a decrescer de forma consistente.
  • Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 475 em 2005.
  • Em 2000 foram baptizadas mais de 92 mil crianças com menos de 7 anos, e em 2005 esse número ficou-se pelos 79 236. Comparativamente a 2001 (100 256) a quebra é de mais de 20%.
  • Em Portugal, a percentagem de católicos é agora de 89,9% - 9,35 milhões de católicos para uma população de 10,4 milhões de pessoas. O Recenseamento da Prática Dominical, datado de 2001, mostrava que o número total de praticantes não chegava, contudo, aos 2 milhões de fiéis.

Fonte: ecclesia

Os números não são tudo nem o mais importante, mas já agora fica aqui uma pequena análise dos dados estatísticos do final de 2005:

  • 50 Bispos (cada vez mais!);
  • 2934 padres diocesanos (cada vez menos!!!);
  • 1050 padres de Institutos Religiosos (os mesmos...);
  • 174 diáconos permanentes (parece ser a solução encontrada..);
  • 321 religiosos professos e 5890 religiosas professas (poucos religiosos e ainda algumas religiosas);
  • 2 milhões de fiéis praticantes (uma realidade que nos deveria fazer pensar...).

Padre precisam-se. Sim ou não?

Padres... com que perfil?
Qualidade vs Quantidade.
A origem das limitações de acesso à carreira.
Vantagens e desvantagens do modelo actual.
O sentido de ser padre na sociedade portuguesa no sec XXI.
Paradigmas culturais.
Perspectivas futuras.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Não é tudo o mesmo?

O dia tinha começado bem cedo... celebrações, baptismos, funerais e não sei que mais. Tinha chegado a altura de pensar em mim, de aliviar um pouco... porque também o padre é de carne e osso. Enquanto pensava nisso... talvez em aproveitar a ocasião para lanchar porque o almoço não tinha sido lá muito substancial eis que a campainha toca insistentemente. Quem era? Era uma avó que queria marcar o baptismo do neto...
- Sr. padre, o meu filho é católico e quer baptizar o filho cá na terra.
- Onde é que reside o seu filho?
- Ele vive no (estrangeiro).
- Então ele precisa de pedir autorização a sacerdote de lá e participar nas reuniões de preparação para o baptismo...
Um pouco nervosa, atalha:
- No meu tempo não era preciso nada disto. Os padres é que nos fazem perder a fé...
- Sabe que o baptismo é um sacramento muito importante. É a porta de entrada... Os pais e os padrinhos vão assumir perante Deus e a comunidade um compromisso muito sério. E por isso só pároco onde residem e porque certamente os conhece...
- Sim, eles são muito católicos e praticantes, vão todas as semanas à "Igreja Universal do Reino de Deus". É a igreja que fica mais perto. E não é tudo o mesmo?

O mundo precisa de políticos com ideais nobres

O arcebispo de Dublin, na Irlanda, D. Diarmuid Martin, disse durante um discurso pronunciado (dia 17) na sede das Nações Unidas, em Nova York, que o mundo de hoje necessita de políticos movidos por ideais nobres. No discurso, pronunciado por ocasião do 40º aniversário da Encíclica «Populorum Progressio», do Papa Paulo VI, o arcebispo Martin recordou que "o motivo que levou a papa Montini a escrever esta encíclica foi o desafio de confrontar as necessidades das nações mais pobres e seus povos". Depois de destacar que a «Populorum Progressio» foi a primeira encíclica social escrita depois do Concílio Vaticano II, o arcebispo irlandês afirmou que “um de seus objectivos era estabelecer um novo modo de considerar as relações entre a Igreja e o mundo”.
O arcebispo destacou também que "se o Papa Paulo VI estivesse aqui hoje connosco (em 4 de Outubro de 1965 visitou a sede da ONU e pronunciou um discurso), certamente agradeceria a todos que prestaram um serviço à humanidade através desta instituição. Seguro também que faria algum comentário sobre o lento progresso da reforma da ONU". "É necessária uma Organização das Nações Unidas que funcione. As actuais possibilidades de inter-relação entre os povos oferecem modos de cooperação novos e inovadores, também no âmbito da ONU", assinalou o prelado.
Com Radio Vaticano

O seu caminho tem mais asfalto do que terra.

Bento XVI é um Papa do aparelho.
A sua Igreja tem sede e sucursais.
O seu caminho tem mais asfalto do que terra.
Mais Europa do que África.
Mais salões do que horizontes a perder de vista.

João Paulo II falava de amor e descodificava a divindade, oferecendo-a às multidões como uma largada de pombos.
Bento XVI adensa o mistério, como se o ADN de Deus estivesse guardado num cofre do Vaticano, inacessível à Humanidade senão por intermédio do Papa. Por isso pede aos cristãos que renovem a sua consagração pessoal à fé católica sem se esquecerem de quem é o chefe.

É curioso que, num tempo em que se assiste a um verdadeiro "boom" de espiritualidade no mundo, em que a busca por Deus mobiliza milhões e milhões de seres humanos e esgota edições sucessivas de obras luminosas nas livrarias, a Igreja Católica fale de crise de vocações e se lamente da falta de fé. Talvez seja chegada a altura de o Vaticano compreender que a religiosidade nem sempre precisa da intermediação de uma igreja. Que uma alma pode ser "salva" sem o ritual da missa ao domingo, sem o sermão do padre e sem os evangelhos canónicos do Novo Testamento. Que o caminho da paz, da harmonia, da própria santidade, pode ser a viagem de um homem consigo mesmo
.

Fernando Marques in JN

CONCORDAS?

quinta-feira, outubro 18, 2007

EU NÃO CREIO, EU NÃO GOSTO, EU NÃO QUERO, EU NÃO DEIXO

Eis aquele que parece ser o (quádruplo) lema de uma certa corrente antiteísta, anti-religiosa.
Veja aqui

A guerra não é um direito

"A guerra não é um direito e mesmo que seja ditada pela necessidade de defender o inocente, deve ser submetida a regras precisas compatíveis com a dignidade humana. É nessa perspectiva, e não por cálculo político ou estratégico, que o direito internacional humanitário deve ser incluído entre as expressões mais felizes e eficazes que emanam da verdade da paz."
Cardeal Renato Raffaele Martino

Veja a noticia aqui

Condoleezza Rice usa religião para promover reconciliação no Oriente Médio

"Estar aqui, na cidade natal de nosso Senhor e nosso salvador Jesus Cristo, foi uma experiência muito especial e muito emocionante".
"Para mim isto lembra (...) que estas grandes religiões monoteístas que povoaram esta terra conjuntamente têm uma oportunidade de superar suas divergências e deixar de lado seus rancores, de transformar o poder da religião em um poder de reconciliação e não de divisão".
Veja a noticia aqui

quarta-feira, outubro 17, 2007

Bento XVI anuncia 23 Novos Cardeais

Bento XVI anunciou hoje no Vaticano a realização do segundo consistório do seu pontificado, no qual serão criados 23 novos Cardeais, 18 dos quais com direito a voto. A cerimónia terá lugar a 24 de Novembro, véspera da Solenidade de Cristo-Rei.

O Papa ultrapassa, assim, o limite estabelecido por Paulo VI e respeitado desde então, dado que os 18 novos Cardeais eleitores se irão somar a outros 103, totalizando 121 Cardeais num eventual conclave. Ao longo de 2007, são oito os Cardeais a atingir os 80 anos de idade, o último dos quais o Decano do Colégio Cardinalício e antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano, precisamente a 23 de Novembro.

Paulo VI fixara como número máximo de Cardeais eleitores o número de 120, prática que foi mantida por João Paulo II e Bento XVI. O Colégio Cardinalício tem, neste momento, 180 Cardeais (104 eleitores), após a morte do venezuelano Castillo Lara, que aconteceu ontem.
Veja a lista aqui

Como uma ponte sobre águas turbulentas


CONFIA EM DEUS

terça-feira, outubro 16, 2007

Casamentos falsos rendem milhares

A banalização do divórcio levou ao aparecimento de um "negócio" florescente.
O negócio de "compra" de casamentos por imigrantes para garantirem a sua regularização está a alastrar. Um homem, segundo o JN, já casou por três vezes, a troco de mais de 10.000 euros.
Fonte: JN
O conceito de família e casamento foi um conceito ocupado durante centenas de anos, mas com a banalização do divórcio, este conceito parece estar a mudar... quando falamos de família ou de casamento agora já é preciso explicar às pessoas do que estamos a falar.
O que é que poderemos esperar mais?

sábado, outubro 13, 2007

Há aldeias isoladas que podem vir a desaparecer

Nasceu e cresceu ali e só sai de quatro em quatro anos para renovar o bilhete de identidade a Tondela. A vida desta agricultora resume-se a pouco. “Nasci pobre e assim vou morrer, sem nunca conhecer nada que não seja o trabalho no campo”, desabafa quem só se ausentou do concelho “para ir uma vez ao Santuário de Fátima”. “Foi um sonho realizado”, dos poucos que teve e que não tem mais.

Trata-se de um exemplo paradigmático dos milhares de pessoas que persistem em dar vida a aldeias do Interior do País onde falta quase tudo. Não admira que muitas tenham sido votadas ao abandono, por falta de condições sociais e económicas, mas, sobretudo, de gente. Nestes povoados, muitos sem água canalizada nem rede de esgotos, as estradas não passam de caminhos alcatroados, estreitos e sinuosos, onde os poucos automóveis que ali circulam têm de parar quando se cruzam.
Não têm onde comprar os alimentos que a terra não lhes dá. Não existe farmácia nem cafés onde se possam encontrar, muito menos lojas para comprar roupas. Farmácia ou multibanco são uma miragem.
Duas vezes por semana recebem a visita do padeiro, do peixeiro e do merceeiro ambulante. São eles que lhes trazem novidades do resto do Mundo, alterando a rotina diária de trabalhar duro no campo e tratar dos animais que são o ganha-pão.

Estão longe de tudo: do médico, do padre, dos grandes centros de decisão. “Vivemos à parte do Mundo”. “Vivemos à rasca, longe de tudo e quase sem nada. Não passamos fome porque temos terras. Se não fosse isso, não sei o que seria de nós.”

NÚMEROS
  • 38 Número de eleitores, em 2005, na freguesia de S. Bento de Ana Loura, no concelho de Estremoz, considerada a freguesia menos povoada do País, com 46 habitantes.
  • 399 É a população da ilha do Corvo, nos Açores. Vila do Corvo é a única povoação daquele que é o concelho menos habitado de Portugal. Em 1849, viviam aí 850 pessoas.
  • 20 por cento é a percentagem do território do Continente definido pelo Instituto de Segurança Social como estando envelhecido e desertificado.
  • 56 é o número de concelhos desertificados e com forte tendência de exclusão. Representam cerca de 4,9 por cento da população portuguesa.
  • 128 freguesias, das 4259 existentes em Portugal, têm menos de 150 eleitores. Cinquenta destas possuem menos de cem eleitores.

Fonte: Correio da manhã

É este o PORTUGAL que temos. Um Litoral superpovoado e o resto votado ao abandono. ATÉ QUANDO?

Mário Soares e a assistência religiosa

Mário Soares está certo de que o Governo e a Igreja Católica vão chegar a um entendimento em matéria de regulamentação das capelanias hospitalares.

O presidente da Comissão de Liberdade Religiosa acredita que o acordo de princípio já conseguido será agora aprofundado.

A comissão presidida por Mário Soares ainda não teve acesso às alterações efectuadas na proposta inicial do Ministério da Saúde, mas quando tal acontecer irá contribuir com a sua opinião.

Mário Soares falava após a cerimónia de posse dos membros da nova Comissão de Liberdade Religiosa.
Fonte: ecclesia

Uma Confissão uma lição

Peço desculpa ao Confessionário, mas acho interessante este testemunho pessoal porque nos faz reflectir sobre este sacramento tão importante, mas que está em crise. A culpa será do Confessor, do Penitente ou da falta de noção do que é pecado?

"Ainda era seminarista, mas não esqueci mais. Foi uma lição.
Estava em Fátima e, como muitos outros, aproveitei para me confessar. Abundam padres em Fátima. Mas isso não vem ao caso. Pelo menos que sirvam para nos encontrarmos de novo com Deus através da Confissão. A sala das confissões tem fila preparada, confessionários preparados. Chegara a minha vez porque a luz verde tinha acendido para mim. Entrei. Ajoelhei. Não olhei o padre, que este é apenas o intermediário. Quem perdoa é Deus. Olhei Deus através do padre e inclinei-me para me recolher e para que os pecados a apresentar fossem mesmo os meus e os que mais me doíam. Feitas as orações prévias, comecei o desenrolar dos pecados. Quase como um desfiar do rosário. Não precisei dizer mais que dois ou três que me perturbavam para que o padre iniciasse um rol de perguntas. E isto? E aquilo? As perguntas eram mesmo daquelas que não se esperavam. Salvo erro, estava no último ano de Seminário e estas coisas já não eram novidade para mim. Porém, não abri mão. Deixei-o perguntar e, com ares de malvadez, respondi afirmativamente às suas perguntas. Que sim. Também tinha feito isto. E mais aquilo que o senhor padre não se lembrou e nem lhe passa pela cabeça.
Pequei. Pequei porque inventei pecados. Dos piores que me vieram à memória. Dos mais escabrosos. Ora digam lá se não tinha razão. Afinal, a pessoa que se confessa, se estiver verdadeiramente arrependida e porque custa assumir o nosso pecado perante outrem, não estará também sofrida? Não precisará que um padre, por melhor que seja a intenção, faça perguntas desmesuradas. Quando muito que as fizesse com medida e com a única intenção de ajudar o penitente.
Não gostei daquela confissão. E já ouvi muito boa gente que também não gostou da confissão a, b ou c, daquele padre que faz ou fez perguntas desmesuradas, exactamente porque desmesuradas, despropositadas e inconsequentes. Não entendo porque um padre precisa de saber mais coisas, quando Deus é que precisa de as sentir arrependidas. Por isso ainda pequei mais. Terminei a confissão dizendo que era sacerdote, o que aumentava – digo eu – a responsabilidade dos pecados, e que não achava justa aquela forma de apresentar a misericórdia de Deus. Levantei-me. Saí e coloquei-me de novo na fila. Quem me visse, diria que eu não estava bom. E não estava mesmo. Não quis ensinar nada àquele sacerdote. Mas não consegui evitar. Não sou propriamente santo.
Eu é que aprendi uma lição. Nunca fazer perguntas durante a confissão, a não ser que a pessoa peça, e restringir-me sempre àquilo que se pode chamar faltas de amor a Deus, ao próximo e a si mesmo"
.

Cardeal Bertone critica «silenciamento» dos cristãos

O Secretário de Estado do Vaticano defendeu hoje em Fátima que os cristãos se devem "rebelar" perante aqueles que querem comprar ou impor "o silênciao dos cristãos".

"Face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da política, da ciência e da informação), que exigem e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor o silêncio dos cristãos", "o mínimo que podemos fazer é rebelar-nos com a mesma audácia dos Apóstolos".

Para o Cardeal Bertone, o silêncio da Igreja é imposto "em nome de uma sociedade tolerante e respeitosa", na qual "o único valor comum é a negação de todo e qualquer valor real e permanente", deixando assim uma crítica ao relativismo, um dos grandes alvos do actual pontificado.

Os que invocam "imperativos de uma sociedade aberta" acabam por "fechar todas as entradas e saídas para o Transcendente".
Fonte: Ecclesia

Beleza da nova Igreja foi consensual entre peregrinos que assistiram à sua inauguração

«Isto esmaga» , disse Rui Ferreira instantes depois de entrar na nova igreja e ver a grande nave central do templo, com 125 metros de diâmetro.

«É uma grandiosidade imensa e sentimo-nos tão pequeninos», acrescentou, visivelmente emocionado.

Lúcia Colombo concordou e foi mais longe, considerando que o novo templo é «acolhedor» mas coloca o crente numa «posição humilde» perante Deus, até pela «beleza intensa» das obras de arte.

«As pessoas precisam de estar confortáveis para rezar na sua fé» e o «Santuário fez muito bem ao fazer esta igreja», afirmou Maria Teresa Conceição, de Lisboa.

Também os convidados de outras religiões manifestaram a mesma opinião, como Alexandre Bonito, sacerdote ortodoxo que esteve em Fátima em representação do Patriarcado de Constatinopla.
Fonte: SOL

"SINTO QUE VOU ADORAR" (Ana Silva, Doméstica, 58 anos)
“Venho cá todos os anos a pé, por devoção. Desta vez tive de vir de camioneta para ver a nova igreja. Não sei porquê mas sinto que vou adorar. Fátima precisava de uma coisa assim.”

"FÉ NA BELEZA DA IGREJA" (Adelaide Caramelo, Doméstica, 57 anos)
“Pensava que nunca conseguia vir a Fátima, porque sou pobre. Consegui agora porque fui convidada por um grupo de amigas. Tenho uma grande fé na beleza da nova igreja. Quero levar dois terços e água benta.”

"ESTÁ BEM ENQUADRADA" (Hernâni Viveiros, Bancário, 57 anos)
“Venho todos os anos em Maio e Outubro, desde 1983. Mesmo sem a inauguração vinha, porque marco sempre férias para esta altura. A igreja está bem enquadrada e espero que seja digna do sítio onde estamos.”

"VAI TRAZER MAIS PEREGRINOS" (Serafim Neves, Pedreiro, 47 anos)
“Há 30 anos que venho em peregrinação a Fátima em Outubro. Tinha muita fé na Nossa Senhora e agora ainda tenho mais. É uma coisa bonita que vai trazer mais peregrinos à Cova da Iria.”

"DÁ MAIS CONFORTO" (Adelino Coelho, Reformado, 65 anos)
“Foi um dos grandes investimentos que fizeram, muito importante para dar mais conforto aos peregrinos, principalmente no Inverno. Costumo estar no estrangeiro, mas sempre que posso venho a Fátima.”

"TEM PARTES MAL APROVEITADAS" (Rosa Fonseca, Desempregada, 18 anos)
“Venho a Fátima há cinco anos porque me sinto cá bem. A nova igreja está bonita, mas há partes que estão um pouco exageradas e mal aproveitadas. Mas vai chamar a atenção e atrair mais pessoas.”
Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, outubro 11, 2007

Razões para um novo templo...

O Reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra, justifica a construção da nova Igreja da Santíssima Trindade:

"Foi entendimento do Santuário, anotado no primeiro Estudo de Estruturação Pastoral, redigido em 1974, que o movimento de Fátima justificava, e mesmo exigia, um espaço de culto, a que despreocupadamente chamávamos já "uma nova basílica", a qual teria de ser bastante mais espaçosa que a actual.
  • Recebíamos então dois milhões de peregrinos por ano; temos hoje, ao que estimamos, entre quatro e cinco milhões.

  • Com a democratização dos meios e vias de transporte a tornar muito fácil a viagem até Fátima, de Portugal e de muitas outras nações; com as condições laborais e escolares a deslocarem os peregrinos, primeiro para os domingos, depois para os fins de semana, e para as férias, no Verão, e cada vez mais também no Inverno;

  • com os antigos e novos movimentos eclesiais a verem na peregrinação a Fátima o seu encontro anual privilegiado;

  • com muitos deles a elegerem esta Cidade da Paz para jornadas, semanas e congressos;
  • enfim, com uma afluência cada vez mais assídua e numerosa às celebrações litúrgicas, sobretudo às missas dominicais, o facto é que a exiguidade dos espaços se foi acentuando cada vez mais.

Até porque, pela progressiva apetência de participação activa das pessoas, pela crescente sensibilidade às condições atmosféricas do exterior - com o sol, a chuva e o frio a tornarem-se cada vez menos suportáveis - e pela dificuldade também crescente de novos e velhos se manterem de pé, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de criar condições favoráveis à participação activa e atenta, mesmo num lugar penitencial como este. É verdade que a penitência pedida por Deus em Fátima pode ainda hoje ser simbolizada pelo incómodo da viagem, pelas noites de vigília, e sobretudo pela peregrinação a pé e de joelhos, mas o mal que mais atormenta a nossa geração e para o qual Nossa Senhora mais deve estar atenta, é um mal que corrói sobretudo a própria alma, ou o sistema nervoso, onde todos temos tanta necessidade como dificuldade de entrar. Ora para levar o remédio da conversão a este mal profundo da alma, o peregrino de hoje precisa de mais concentração do que a permitida pelos apertos da actual basílica ou pela dispersão do Recinto de Oração."

Não vejo nenhum mal em utilizar o dinheiro das esmolas em beneficio de quem o deu... Quem dera que o dinheiro dos nossos impostos fosse também utilizado em beneficio de todos... Fátima sempre ajudou as Igrejas mais pobres (Africa, América Latina, Asia) e também os pobres (contribuindo para diversas campanhas de solidariedade), mas há sempre pessoas que quer ver mal em tudo...

AFINAL milhares de pessoas (250.000 católicas) vão estar presentes para manifestarem assim a sua aprovação... será que o estado tem também este apoio maciço para levar a cabo obras megalomanas (TGV, Aeroporto...).

50.000 visitas!!!

Obrigado pelas 50.000 visitas.
É um marco significativo que me incentiva a partilhar a minha visão da sociedade e da Igreja. Penso que os meios de comunicação social, em especial a Internet, podem ser mais aproveitados para transmitir uma imagem mais plural da Igreja e, concerteza, que ajudam a acabar com certos esteriotipos e frases feitas. Nem todos pensamos da mesma forma... No essencial estamos todos de acordo, mas isso não quer dizer que não haja espaço para o debate, para a opinião, para propostas novas e enriquecedoras... Opinar não é estar contra, mas é uma forma de contribuir...

Já agora, depois deste tempo todo a visitardes assiduamente este blog, gostava de ouvir a vossa opinião àcerca dele. As vossas sugestões, as vossas criticas construtivas... tudo aquilo que pudesse enriquecer este espaço.

OBRIGADO A TODOS

O reconhecimento público do serviço que a Igreja presta à sociedade

O Cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, apelou ontem a que o ESTADO reconheça a IGREJA pelo serviço que presta no campo da intervenção social, educação, comunicação e cultura.

quarta-feira, outubro 10, 2007

A Igreja anda distraída com burocracia

"A velha Igreja, na Europa, está distraída com questões burocráticas, o que dá lugar ao aparecimento de seitas,principalmente, na América Latina. As pessoas procuram que lhes responda aos desejos do coração e a Igreja Católica está distraída com outras coisas que não é o que o homem contemporâneo quer".
Aura Miguel in JN

O que é a liberdade religiosa?

"A liberdade de culto é a possibilidade de ter uma igreja, uma mesquita, um templo abertos. Isso é muito importante, mas é somente um aspecto da liberdade de religião, porque a liberdade de religião é, sobretudo, a liberdade deixada à consciência da pessoa humana de fazer ou não fazer a escolha por Deus. A liberdade de religião é também a ausência de imposição por parte da sociedade e do Estado sobre a consciência da pessoa humana, e é o reconhecimento da sua dimensão social. Não significa somente ter uma igreja aberta, mas também desempenhar obras caritativas, ter suas próprias escolas e hospitais, participar do diálogo público. Em suma, a liberdade de religião é uma liberdade social."
Cardeal Tauran
Veja aqui

Quando é que os animais terão direito a herdar?!!!

Os jornais trouxeram a notícia: a multimilionária Leona Helmsley, de 87 anos, dona de um império imobiliário nos Estados Unidos, morreu há dias e deixou uma surpresa para a sua família. Ela deserdou dois netos e deixou 12 milhões para sustentar o seu cachorrinho e depois gastar num mausoléu ao lado da sua dona a quem sempre fez companhia.

Aos seus netos David e Walter ela deixou 5 milhões para cada um, mas com uma condição: que eles visitem pelo menos uma vez por ano, de preferência no dia do aniversário da morte, o túmulo de seu pai, conforme determina o testamento. Craig e Meegan, os outros dois netos, ficaram sem nada "por razões por eles conhecidas", – diz o referido testamento – do que deduzimos que eles não ligavam à família.
A guarda do cachorrinho mimado ficará a cargo de Alvin Rosenthal, irmão da finada e que receberá 10 milhões de dólares.Esta notícia trouxe-me à mente um caso que dificilmente alguma vez esquecerei.
Uma senhora viúva que quase todos os dias cumprimentava à porta de sua casa apresentou-se certa vez muito chorosa e de luto, lamentando a morte de seu gato. Repliquei-lhe que não era caso para tanta lamentação.

– Se fosse um filho, até se compreendia – disse-lhe.

Mas calei-me, quando ela me afirmou muito convicta:

– Pois olhe que preferia que me morresse um filho do que a minha companhia!
Filhos e outros familiares que abandonam os seus velhinhos não faltam nos nossos dias, infelizmente. Conheço alguns que, mesmo vivendo perto, passam semanas sem os visitar. Outros vivendo longe têm alma de vir à terra de origem e não os vão ver.

Às vezes sucede que filhos e netos abandonam de todo os seus velhinhos num lar, sem nunca os visitar. Mereciam o mesmo castigo que aquela senhora deu a dois dos seus netos.

Se um dia lhes suceder o mesmo, então saberão avaliar o desgosto que isto provoca num idoso. E lá diz o ditado: "Filho és, pai serás; como fizeres, assim encontrarás".
Fonte: aqui

terça-feira, outubro 09, 2007

"Não apagues a torcida que ainda fumega"

Numa reunião de preparação para o Novo Ano Pastoral, alguém se levantou e disse de uma forma até algo veemente: "NÃO PODEMOS APAGAR A TORCIDA QUE AINDA FUMEGA".
Alguns diziam que deviamos adiar o baptismo porque os pais não oferecem garantias de educarem os seus filhos na fé; outros diziam que não valia apena o esforço despendido com os adolescentes na preparação para o crisma porque este era apenas o passaporte para abandonarem a Igreja, outros referiam que muitos casamentos era uma "fantochada" porque os noivos não assumiam os compromissos de unidade e indissolubilidade.
"NÃO PODEMOS APAGAR A TORCIDA QUE AINDA FUMEGA".
Não podemos apagar porque a torcida está a ascender-se ou porque já está apagada (e por isso fumega) e não é preciso fazer qualquer esforço porque mais tarde ou mais vai acabar por apagar-se?

quinta-feira, outubro 04, 2007

Igreja joga na terceira divisão italiana de futebol

Depois da mediática "Clericus Cup", o Centro Desportivo Italiano (CSI), instituição católica para a promoção do desporto, decidiu entrar em campo na terceira divisão para que o futebol volte a ser "factor de educação e valor no país".

O CSI e o Ancona, da série C, assinaram um acordo por "um novo modelo de gestão", que procura "conjugar resultados e valores humanos e desportivos". O acordo inclui a assinatura do código ético elaborada pelo organismo eclesial, para "mostrar ao futebol como reencontrar o caminho correcto".
O CSI reuniu um grupo de empresários católicos para comprar e administrar o clube. Com a aquisição, o Ancona - que há quatro anos jogava na série A - começou a ser apelidado como "a equipa os bispos".
"Queremos que o futebol volte a ser um instrumento educativo e que não seja mais estruturado com base em valores exclusivamente económicos" - Edio Constantini.
Além do código de ética, a equipa vai vender bilhetes com preço reduzido aos torcedores. Em troca, pede-lhes que não exibam cartazes ofensivos e não insultem a claque adversária.
"É uma maneira de moralizar o futebol", disse o Arcebispo de Ancona, Edoardo Menichelli.
Fonte: ecclesia
O que acham da ideia?
Em Portugal, haverá empresários católicos que queiram moralizar o futebol português?
Porque não apostar no FÁTIMA...

Sócrates foi à reunião dos Presidentes das Conferencias Episcopais Europeias

Capelanias hospitalares: Sócrates assegura diálogo com a Igreja
Primeiro-ministro assegura que solução deve ser encontrada em respeito pela Constituição e Concordata.

José Sócrates assegurou hoje que o Governo está disponível para conversar com a Igreja Católica relativamente à questão da assistência espiritual e religiosa nos Hospitais.
O que significa concretamente isso?
Que o Estado pode rasgar a concordata (um acordo internacional) a seu belo prazer... que pode ditar leis sem escutar as partes interessadas...? Porque não tentou conversar antes?

terça-feira, outubro 02, 2007

ENSINO RELIGIOSO VOLTA A INTEGRAR CURRÍCULO ESCOLAR DAS CRIANÇAS RUSSAS

O ensino religioso volta a fazer parte do currículo escolar das crianças russas.
Quase duas décadas depois do esfacelamento da URSS (União Soviética) e do retorno da religião à vida pública, muitas cidades russas estão decretando que as crianças devem familiarizar-se com a Igreja Ortodoxa Russa.
As aulas vêm sendo incluídas no currículo, por insistência de líderes da Igreja, para quem o ateísmo imposto pelo comunismo deixou os russos distantes de uma fé que, outrora, era parte integrante de sua identidade.
O novo currículo escolar reflecte a luta do país para definir o que significa ser russo na era pós-comunista, e qual o papel que a religião deve desempenhar, depois de ser brutalmente suprimida, durante o regime soviético.
Porque será?

PATRIARCA ORTODOXO RUSSO DEFINE COMO "INACEITÁVEL" EXCLUIR RELIGIÃO DA ESFERA PÚBLICA

O Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Aleksej II, afirmou nesta terça-feira, que "relegar a religião à esfera privada é inaceitável".

"É tempo de reconhecer que a motivação religiosa tem o direito de existir em todos os lugares, inclusive na esfera pública" - disse o patriarca, na assembleia parlamentar do Conselho da Europa, em Estrasburgo, França. Aleksej II recordou que "foi dentro de um sistema cristão que se forjou a visão da elevada dignidade da pessoa humana".

"Mesmo assim, hoje, nos encontramos diante de uma ruptura entre os direitos e a moralidade, e essa ruptura representa uma ameaça para a civilização européia. Se ignoramos as regras morais ignoramos também a liberdade. A moralidade é liberdade em acção."

Para o patriarca, o mundo hoje é ameaçado pelo terrorismo que utiliza a religião. Por isso, as novas gerações têm que ter acesso a estudos aprofundados sobre sua tradição religiosa na escola, assim como devem conhecer as outras confissões, como base para uma convivência pacífica.
Fonte: aqui

A linha de TGV vai ser alterada por causa de uma alcateia de lobos, de umas pegadas de dinossauro, de uns ninhos de cegonha...

É mentira.... o problema é que a linha de TGV não vai ser mesmo alterada e as povoações de Assanha da Paz e Vale da Paz vão ficar divididas ao meio. O vizinhos vão ser separados à força...
Estão a tentar descobrir se há por ali algumas gravuras ruprestes ou pegadas de dinossauro ou qualquer animal em vias de extinção para os governantes recuem nas suas pretensões...

Já agora, por onde é que andam os ambientalistas?!!!

Os animais, para eles, são mais importantes do que as pessoas?

Confrontados com a proposta de traçado do TGV, os moradores da zona Oeste de Pombal, aperceberam-se de que as povoações de Assanha e Vale da Paz vão ser rasgadas pelo caminho-de-ferro, sem que seja apresentada qualquer alternativa de itinerário. Neste ponto, o troço OTA-Pombal está desenhado de forma a passar em zona habitacional, contemplando uma faixa de 400 metros de largura, que vai dividir a aldeia e, até mesmo, obrigar à demolição de casas.

O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, está ao lado da população porque “o poder central apregoa tanto o combate às assimetrias, mas quando avança com estes projectos não se preocupa com as pessoas”. Na sua perspectiva, “O TGV entre Lisboa e Porto não é preciso para nada; preocupem-se é em fazer uma ligação a Espanha”. O autarca defende em que “as linhas do Norte e Oeste sejam modernizadas, justificando os milhões que já foram investidos”. Narciso Mota não entende a razão de avançar com um projecto de TGV que “nem sequer terá condições para alcançar a velocidade cruzeiro acima dos 300 quilómetros por hora”, atendendo às paragens previstas em Leiria, Coimbra e Aveiro, e até mesmo na OTA.
O início de exploração da linha de alta velocidade Lisboa-Porto está agendado para 2015. As últimas estimativas de custos do Governo apontam para um investimento total de 7.100 milhões de euros para o projecto de alta velocidade nas ligações Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid.

Com este dinheiro todo, quantas escolas não seriam construidas? Quantos hospitais e centros de saúde não seriam modernizados? Seria necessário fechar escolas, maternidades...?