sábado, junho 30, 2007

A música cristã na Pastoral da Igreja

A poesia e a música, desde sempre, foram as formas mais sublimes do Homem exprimir o que lhe sopra a alma e ventila o coração. A obra do poeta e do músico "é ser mais alto, é ser maior… e dizê-lo cantando a toda a gente".

É neste sentido que assumimos a Música na Pastoral da Igreja, entendida como "ministério" e como arte funcional. A música cristã é um "tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia da Igreja."

Através dos acordes e do canto perpassa a vontade de contagiar a todos com a Boa Nova da Fé e da Esperança; de testemunhar a presença viva e reconfortante de Jesus nas nossas vidas; de disponibilizar uma orientação que a todos conduza ao louvor e a gratidão por tudo aquilo que, em nós, Ele vai operando…

Neste contexto, a eucaristia apresenta-se como o espaço preferencial, onde a presença de Jesus Cristo é ponto central e referência viva para toda a vida cristã. Ela é o banquete do encontro, a festa da comunhão entre Deus e o seu Povo.

Sinto a música como "princípio de todos os encantos da vida." Ela é importante na vida de qualquer pessoa, mas de modo muito particular na vida daqueles que se orientam, através do ministério sacerdotal, para o serviço do povo de Deus.

Na minha relação com Deus a música tem sido a forma mais bela e mais genuína de manifestar: alegria, tristeza, paz, louvor, gratidão … inunda-me a alma e liberta-me para uma relação/comunhão mais intensa com Deus. As letras, os ritmos dos cânticos e as melodias assumem em mim, a importância de um estilo e asseguram, tantas vezes, a sobrevivência do espírito… No fundo, a música traduz-se para mim na autentica e indispensável afinação entre o Homem e o seu Criador…

Parece-me urgente que também na Igreja se reconheça à música o lugar e importância devidos. Ela não pode ser tida como entretenimento, numa perspectiva mundana! A música, acima de tudo, é um canal de adoração a Deus e como tal deve ser valorizada.

Recordo que o livro de maior dimensão na Bíblia é um hinário - os Salmos - por isso, a música e o canto são parte da nossa vida cristã individual e colectiva, desde a ancestralidade Eclesial.

Cantemos todos! Cantemos "músicas com letras que façam pensar; letras com músicas que façam sentir"; letras e músicas que transformem a vida e lhe dêem marcas do Criador.

Pe. Marcos Alvim, Diocese de Lamego

Ser padre não é fácil


“A história dessa exigência é obscura - passaram-se quase cinco séculos até que a igreja latina tenha exigido, definitivamente, o celibato.
Até o século IV, não havia nenhuma lei que o fizesse, em nenhuma parte da cristandade. A partir daí, o celibato começa a ser considerado obrigatório em algumas áreas, mas apenas os bispos não podiam se casar - e não o clero como um todo. Ainda assim, a lei não era geral e muitos bispos não a seguiam.

No século V, cerca de 300 bispos casados participaram do Concílio de Rímini - uma cifra enorme, dados os poucos bispos que havia no mundo latino. A partir dessa época, a lei começou a proibir que os sacerdotes fossem casados, embora não fosse exigida em todas as dioceses. Foi somente com o Concílio de Latrão, em 1123, que a exigência passou a valer para todo o mundo latino. No Oriente cristão, já havia sido declarado que homens casados poderiam ser ordenados padres, e o costume continua legítimo.

Até o século XVI, no entanto, as leis das dioceses não eram nem cumpridas, nem estavam generalizadas. E, quando estavam, eram mal cumpridas ou se buscavam subterfúgios para sair pela tangente. Um das saídas comuns antes do século IX era o casamento: embora fosse pecado, o matrimonio era considerado válido. “
Prof. João Flavio Martinez.

quinta-feira, junho 28, 2007

Todos os casamentos celebrados sob forma religiosa tem efeitos civis

O Governo aprovou hoje a abertura da celebração de casamentos religiosos, com efeitos civis, a comunidades religiosas radicadas em Portugal há mais de 30 anos, terminando assim com o regime de exclusividade da Igreja Católica.

A medida faz parte do decreto aprovado em Conselho de Ministros que revê o Código do Registo Civil, os códigos Civil e do Notariado e o Regulamento Emolumentar dos Registos e do Notariado.

"A partir de agora, o casamento celebrado sob forma religiosa perante o ministro do culto de uma igreja ou comunidade religiosa radicada no país passa a produzir efeitos civis à semelhança do regime de casamento católico, sem prejuízo das especificidades resultantes da Concordata celebrada entre o Estado Português e a Santa Sé".
Fonte: Lusa

Missas no Rito antigo estão de volta

A Santa Sé anunciou oficialmente que Bento XVI aprovou a utilização universal do Missal promulgado pelo Beato João XXIII em 1962, com o o Rito de São Pio V, utilizado na Igreja durante séculos.

Segundo o comunicado divulgado esta manhã, representantes de várias conferências episcopais estiveram reunidos no Vaticano com o Papa, durante uma hora, para falarem do "Motu proprio" de Bento XVI sobre esta questão. A reunião foi presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano.

O Rito de São Pio V, que a Igreja Católica usava até 1962 e que foi substituído pela liturgia do "Novus Ordo" (Novo Ordinário) aprovada como resultado da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, é assim aprovado para uso universal. O Papa estende a toda a Igreja de Rito Latino a possibilidade de celebrar a Missa e os Sacramentos segundo livros litúrgicos promulgados antes do Concílio.

A publicação do documento de Bento XVI, que será acompanhado por uma "longa carta pessoal do Santo Padre a cada Bispo", está prevista para os próximos dias.

Esta aprovação universal significaria que a Missa do antigo Rito poderá ser celebrada livremente em todo mundo, pelos sacerdotes que assim o desejarem, sem necessidade de autorização hierárquica de um Bispo.



Fonte: Ecclesia.

Não havia necessidade... Porquê este recuo...

Celebrar de missa de costas para o povo?!!!

domingo, junho 24, 2007

Divórcio - filhos obrigados a mentir em tribunal

Pais! Falsas acusações, por vezes insinuações é quanto basta para que sejam afastados para sempre da vida dos filhos.
Nos processos litigiosos de regulação do poder paternal há mães que mentem e obrigam os filhos ao mesmo. Até em tribunal, dianter de um juiz que tem poder para sentenciar que uma falsidade é afinal uma verdade.
Cumpram os direitos das crianças e da família - diz a psicóloga Maria Saldanha Pinto aos Magistrados. Porque o direito a ser pai e a ter um pai continua depois do divórcio.
"Ficam reféns dos sentimentos e as mães sabem que a arma mais eficaz para afastar os pais são os filhos, a quem dizem o que querem. Instrumentalizam-nos".
"Os filhos não devem estar no centro do confronto e a lei devia proibir a sua audição em tribunal".
"O litígio não serve a ninguém. No final as crianças não têm nem mãe nem pai, já perderam a estabilidade. E tudo isto acontece diante dos magistrados".
"Os tribunais não acautelam os direitos das crianças. Estas famílias não precisam de ser julgadas, de ver a culpa apurada. Precisam de ser ajudadas".
Fonte: Noticias Magazine

sábado, junho 23, 2007

Falso Padre detido pela PSP quando celebrava um baptizado - pedia donativos aos fiéis

Rezou missas, baptizou bebés e celebrou o casamento de muitos casais, um dos quais na Sé de Braga, durante mais de dois anos sem que ninguém desconfiasse de nada. Do padre João Luís Amorim todos falavam bem: “Tinha o dom da palavra”. Até que no passado sábado quando baptizava o pequeno Pedro de quatro meses, em Areias, Santo Tirso, o falso padre foi detido em plena igreja por dois elementos da PSP. Após ser ouvido na esquadra foi colocado em liberdade.

Os fieis das paróquias dos concelhos de Santo Tirso, Vila do Conde e Maia onde o padre Luís, como era conhecido, celebrou homilias ficaram chocados ao saberem que foram enganados, inclusivé nos donativos que davam.

Afinal, o padre Luís chama-se Agostinho Caridade e muitos descobriram que o dinheiro que lhe doaram para os missionários ou para construir capelas em Angola e para as crianças pobres, – na maior parte dos casos 150 euros –, nunca chegaram ao suposto destino.

O padre de Alvarelhos, na Trofa, José Ramos afirma que só há cerca de um mês começou a desconfiar da falsa identidade do padre Luís.

“O momento chave foi depois da organização da festa da família. Disse que vinham oito mil pessoas de todo o País e quando chegou a altura vieram sessenta pessoas. Culpou-me a mim e ao padre de São Romão do Coronado de termos desviado os autocarros com os fieis para Braga”, disse José Ramos.

A partir daí as incongruências sobre pormenores da vida pessoal do falso padre levaram José Ramos a investigar e descobrir a verdade. “Fiquei atónito, boquiaberto”, disse.

BURLOU-ME EM 500 EUROS

Ganhava a confiança dos fieis e contava-lhes sobre a sua experiência em Angola como missionário e depois pedia-lhes para doarem dinheiro para os missionários ou para construir uma capela naquele País. Os padres e crianças pobres eram também usados como motivos para a doação.
“Pediu-me dinheiro várias vezes. Eu e a minha irmã acreditávamos. Ele falava muito bem e era padre. Burlou-me em 500 euros”.

“Sentimo-nos enganadas, mas sei que ele enganou muito mais gente”.

“Ele falava com os fieis e dizia que aquele era um assunto só entre eles e que não me contassem nada”.

CHEGOU A ESTAR LIGADO À IURD

O falso padre é natural de Aguiar, Barcelos, onde actualmente vivem os pais e irmãos . Todos desconheciam que Agostinho Caridade, de alcunha “Gravatas”, se andava a fazer passar por padre.

Os populares de Aguiar e freguesias vizinhas ficaram também atónitos, assim como um cunhado que até é polícia. Os vizinhos referiram que o falso padre chegou a estar ligado à IURD.

“Ele raramente cá vinha. Dizia que era cozinheiro no Algarve”, disse José Costa, um morador local que fez questão de vincar que os familiares do falso são “boas pessoas e muito bem referenciadas” na localidade.

Agostinho celebrou um casamento na Sé de Braga, há cerca de dois anos. O casamento foi devidamente autorizado, mas é nulo. Ou seja, o casal terá de se casar novamente, caso o entendam, pela igreja. É como se fossem solteiros. O mesmo acontece com outros casais casados pelo falso padre.
Fonte: Correio da manhã

sexta-feira, junho 22, 2007

O aborto gratuito para quem o faz, mas não para os contribuintes

REALMENTE, É DIFÍCIL ENTENDER
«É difícil entender como pode um acto voluntário não obrigar ao pagamento de uma taxa moderadora enquanto um acto involuntário (estar-se doente) requer esse mesmo pagamento»
- José Manuel Fernandes no Público.

Se isto não é um estímulo à prática do aborto, o que será?

Numa altura em que o preço dos cuidados básicos de saúde vai ser aumentado, é espantoso que o aborto se torne totalmente gratuito. Gratuito para quem o faz, já que os contribuintes (inclusive os que se opõem ao aborto) vão ter de o financiar.
É que o custo de cada aborto está estimado entre 830 e 1074 euros.
Ou seja, o aborto vai custar a todos...menos a quem o exige!

quinta-feira, junho 21, 2007

ONDE ESTÁ A ESPERANÇA DA IGREJA?

Se a esperança da Igreja não está na AméricaLatina, onde está?

Na Ásia
Na África
Na Europa
Nos pobres do mundo
Na defesa dos valores tradicionais

DECÁLOGO DOS CONDUTORES

I.Não matarás

II. A estrada deve ser um instrumento de comunhão, não de danos mortais

III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão

IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade

V. O automóvel não seja para ti expressão de poder

VI. Convence os jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer

VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes

VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão

IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca

X. Sente-te responsável pelos outros

Publicado pela Santa Sé

quarta-feira, junho 20, 2007

Depois do ABORTO venha a EUTANÁSIA

Os "fazedores de opiniões" já estão a preparar os portugueses para um novo debate fracturante da sociedade portuguesa.
Vejam o título do JN: "24% dos oncologistas admitem fazer eutanásia".
Porque não colocaram este título: "76% dos oncologistas recusam fazer eutanásia"?

domingo, junho 17, 2007

800 anos da conversão de S. Francisco de Assis


O Papa Bento XVI celebrou ontem os 800 anos da conversão de S. Francisvo em Assis, um dos santos mais populares do catolicismo. Assis é um dos lugares mais visitados e mais venerados do cristianismo.
S. Francisco de Assis, filho de um rico mercador de tecidos de Assis, foi um "playboy" medieval até ao dia em que Deus falou com ele à porta da Igreja de S. Damião nos arredores da cidade. "Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas", disse-lhe o crucifixo junto do qual rezava.
Francisco foi, e fundou uma confraria para ajudar os pobres.
Gregório X canonizou-o apenas dois anos após a sua morte, em 1226.

Faz hoje dois anos...

Foi uma decisão dificil... criar um blog.
Recordo que há 2 anos, os blogs ainda eram uma novidade... e muito mais um blog criado por um padre onde partilha as suas opiniões, os seus desejos, as suas INQUIETAÇÕES - em especial inquietações eclesiais e não tanto pessoais...Passado dois anos, penso que valeu a pena... continuo com energia para continuar a informar, a formar e, também, quando julgar necessário a INQUIETAR...
Obrigado a todos aqueles que visitaram, comentaram e comigo tornaram possível este blog ao longo destes dois anos...
Obrigado pelas quase 40.000 visitas!!!

Onde estão os profetas do interior do país?

Num tempo em que se fala tanto de Lisboa, das eleições para a Câmara Municipal,do novo aeroporto na OTA ou em Alcochete, do TGV, das duas novas pontes para a travessia do Tejo, onde estão os profetas do interior que denunciem o abandono do povo pelo poder central e pelos centros de decisão?"

A começar pelos Bispos. Dolentes, macientos, "politicamente correctos", incapazes de mexer com um dedo na situação. Muitas reuniões e poucas intervenções a favor dos novos marginalizados, abandonados, descriminados e esquecidos da sociedade portuguesa...

O medo de que a Igreja seja roubada é motivo para ter a Igreja fechada?

Quase todos os dias, os jornais nos recordam que esta Capela ou Igreja foi assaltada... A novidade não está tanto no roubo em si. Infelizmente são factos que se vão tornando cada vez mais recorrentes.

O que chama a atenção é a relação directa, diria mesmo afectiva, que se tem com os santos, como se de um familiar se tratasse: "... e a festa sem santos, como é?".

Só espero que a excessivamente preocupação com a protecção e conservação dos santos, não nos distraia do que realmente importa numa Igreja:
  • o acolhimento confiado;
  • o templo aberto à visita e à oração; o
  • direito não apenas humano, mas cristão, de ir e vir...

Caso contrário, vem a questão: para que serve uma Igreja cheia de santos e objectos de valor, mas que, por isso, deve estar fechada, vigiada, com circuitos internos de televisão, videovigilância, alarmes de intrusão, tipo Big Brother, para que nada roubem; ou um templo simples, sem sinais de riqueza ou de valor expostos, mas aberta à visitação, à oração, ao encontro, à escuta, à partilha?
Fonte: Na sacristia

Novo passo de aproximação ao mundo ortodoxo

Bento XVI deu hoje um novo passo de aproximação ao mundo ortodoxo, ao assinar uma declaração comum com o Arcebispo ortodoxo do Chipre, Crisóstomo II.

Classificando o encontro como "fraterno", os dois líderes cristãos falam do crescimento das relações entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, no seu conjunto, em especial no diálogo teológico.

"Queremos declarar de comum acordo a nossa sincera e firme disposição de intensificar a busca da plena unidade entre todos os cristãos... Desejamos que os fiéis católicos e ortodoxos do Chipre vivam fraternamente e na solidariedade plena fundada sobre a fé comum em Cristo ressuscitado".

Os dois líderes falam do trabalho da Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico, que se prepara para enfrentar "as questões mais duras que marcaram as vivências históricas da divisão". "É necessário atingir um acordo substancial para a plena comunhão na fé, na vida sacramental e no exercício do ministério pastoral".

2007 é um ano crucial para as relações entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. O encontro de Ravenna entre os representantes do Vaticano e de todas as Igrejas Ortodoxas vai debater a questão da autoridade do Papa na Igreja.

Ao contrário do que acontecia com João Paulo II, o Patriarca Ortodoxo de Moscovo não coloca completamente de parte uma possível visita de Bento XVI à Rússia, desde que os problemas existentes sejam resolvidos.

Ao receber o Primaz Ortodoxo grego no Vaticano – a primeira visita oficial do género desde 1054 -, o Papa abriu caminho para desenvolvimentos significativos no campo das relações entre cristãos da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa”.

952 anos após o “cisma” que separou o Oriente e o Ocidente cristãos, Bento XVI e o Primaz grego assinaram uma declaração comum, na linha daquela que fora assinada entre o Papa e o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, dando continuidade ao diálogo católico-ortodoxo - uma das prioridades deste pontificado - ao mais alto nível.

Na sua viagem à Turquia, Bento XVI manifestou abertura para uma discussão relativa às formas de exercício do ministério petrino, mas a declaração conjunta assinada com Bartolomeu I deixava nas mãos da Comissão Mista Internacional Teológica - que regressou aos trabalhos em Setembro de 2006, em Belgrado - a missão de aprofundar as questões levantadas pelo debate em volta do tema “Conciliariedade e Autoridade na Igreja” a nível local, regional e universal.
Fonte: Ecclesia

quinta-feira, junho 14, 2007

A cerimónia civil dos casalinhos de Santo António

Viram a cerimónia civil dos casalinhos de Santo António?!!!
Meu Deus, que sensaboria de burocracia!
Agora percebo porque é que os noivos fazem questão de se enfiarem numa igreja para arranjar um pouco de simbolismo para o seu enlace...
Caramba, as brigadas laicistas não são capazes de imaginar uns ritos laicos ou humanistas que possam ajudar estes casais?
Sempre seria algo de mais útil do que a permanente obsessão com os símbolos religiosos nas escolas ou nos hospitais...

Poderiam encontrar uma espécie de, digamos assim, liturgia laica, que desse um pouco mais de dignidade a esses ritos laicos sem beleza nem profundidade.

quarta-feira, junho 13, 2007

Ajudem o Darfur!

O genocídio continua no Darfur.
Já se fala numa catástrofe pior do que o Ruanda. É preciso agir!
No terreno temos várias organizações que tentam ser uma gota de água no meio de tanta tragédia. Cá, em Portugal, e um pouco por todo o mundo tentamos ajudar através de campanhas que informem e sensibilizem as pessoas para o que está a acontecer a este povo.
Toda a ajuda é precisa. Em Portugal, ainda estamos no início de uma campanha que visa informar, sensibilizar e fazer com que cada um de nós possa agir em prol dos direitos do povo sudanês. Se tiver ideias ou se se quiser juntar à campanha, basta ir a http://plataformafrica.blogspot.com/.
Quando foi a campanha de Timor, no início, a maioria da pessoas não acreditava que se pudesse fazer alguma coisa. Mas fez-se. Ainda ontem, nas comemorações do 10 de Junho, o presidente timorense, Ramos Horta, agradeceu a Portugal por ter contribuído massivamente para que Timor se tornasse numa democracia.
E se fosse connosco?
Não gostaríamos, de certeza, que silenciassem o nosso sofrimento.
Maria João
Fé e Missão (Missionários Combonianos)

segunda-feira, junho 11, 2007

60% dos médicos já declararam objecção de consciência

60% dos médicos já declararam objecção de consciência, recusando-se, portanto, a praticar o aborto.
Muitos hospitais não vão aceitar mulheres que queiram abortar de fora da area de residência. Que grande trapalhada...
As clinicas privadas já estão a esfregar as mãos...
O que devia ser um serviço gratuito do SNS (ainda que eu não concorde) vai tornar-se num negócio de milhões. Não vão respeitar a vontade dos portugueses... deviamos ir a votos outra vez, não acham

E já agora Sr. Presidente da República, os médicos é que estão a combater o despovoamento e a promover a natalidade... não acha?!!!

FUNERAL CRISTÃO

Há muitas formas de celebrar os funerais.
Entende-se que um funeral católico é para os fiéis católicos. Por isso, é bom estarmos preparados para outros rituais fúnebres para quem não tinha nem vivia a fé católica. Por coerência e até por respeito à vontade, manifesta em vida, talvez alguns funerais não devessem acontecer como os fazemos… para não “obrigar” ninguém, depois de morto, a “gramar” o que em vida não quis.
A Igreja católica não é, um departamento estatal, público, para os assuntos religiosos ou funerários!
Mas, importa sobretudo valorizar e purificar a celebração da morte dos nossos familiares, antes que se banalize ou seja absorvida pela onda comercial e "neo-pagã" que nos invade.
  • Vale a pena relembrar que a morte se prepara vivendo santamente. Ainda estarão todas as famílias cristãs preocupadas pela saúde espiritual sua e dos seus idosos e doentes, sugerindo-lhes e proporcionando a celebração do sacramento da Unção dos doentes, da Reconciliação e da Comunhão!?

Porque no dia do funeral dos nossos não temos grande ocasião de pensar, vale a pena ir lembrando alguns pormenores:

  • Ninguém deverá estranhar que num funeral cristão se cante. De estranhar é não o fazer. Cantar é "rezar duas vezes", é manisfestação da nossa Esperança e até, psicologicamente, um remédio para a nossa pena.
  • Durante a Missa exequial o caixão esteja fechado: por razões de higiene e saúde; de espaço, em muitos casos; de maior atenção à Eucaristia e ao altar; para, logo após a Missa, seguirmos com o funeral e não interrompermos a oração com despedidas que repetimos no cemitério.
  • Na Eucaristia, façam um arranjo floral belo mas simples – e não flores “a monte”. Até para não haver “distinção” social das pessoas. Há capelas onde o espaço é pouco e por vezes o cheiro e o pólen incomoda algumas pessoas. Alguns ramos sejam guardados noutra parte ou na carrinha funerária.
  • Quantas vezes, pelo seu exagero e ausência de consequências, não serão sinais de pouca fé?? Quem crê sabe, que além e mais do que o gesto exterior das flores, podem ajudar os nossos falecidos: o bem que fazemos; a nossa oração mais intensa; a nossa conversão e crescimento na fé; a nossa comunhão Eucarística e a caridade fraterna.
  • A caminho do cemitério vamos rezando e cantando, testemunhando a nossa fé na Vida eterna. De preferência à frente da carrinha, para rezarmos juntos. E, no cemitério, terminamos primeiro a oração pelo irmão que sepultamos, antes de visitar outras campas.

    7º Dia ?? 30º Dia ??
  • São sobretudo datas significativas para nós, não tanto para os nossos falecidos, que já não vivem no tempo de calendário. São datas de conveniência e tradição para nós: são aniversários semanais, mensais ou anuais,para melhor recordarmos os nosso defuntos: para os sufragar a eles e pedir-lhes que eles intercedam por nós.

NORMAS PASTORAIS DE UM ARCIPRESTADO

domingo, junho 10, 2007

A minoria quer-se impor à maioria

A existência de símbolos religiosos católicos, como imagens de santos ou crucifixos, em centros de saúde e hospitais é criticada pela Associação Cívica República e Laicidade que solicitou a intervenção do ministro da Saúde, Correia de Campos.

Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e porta-voz da Conferência Episcopal, lamenta que haja “instituições tão antiquadas”.
“É preciso perceber que a sociedade portuguesa não é laica, o Estado é que o é, mas o Estado deve também respeitar a sociedade”.
“Não pode haver a ditadura de uma minoria sobre a maioria”.
Fonte: Correio da manhã.

sábado, junho 09, 2007

Presença de profissionais católicos nos media é fundamental

“A presença de profissionais católicos nos meios de comunicação é a chave porque, através da sua fé, estão chamados a transmitir a verdade, manifestam o respeito pela dignidade humana e a preocupação pelo bem comum”, advertiu o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.

“Media e religião: risco ou oportunidade?”

“Foi o Papa Pio XI, o apóstolo da Acção Católica, que viu a necessidade de ter uma presença organizativa dos católicos na sociedade, também e, talvez sobretudo, na vida profissional”, recordou o arcebispo Foley. «Esta necessidade intensificou-se».

“É absolutamente necessário ter católicos comprometidos no campo das comunicações, não como infiltrados num território hostil, mas como um grupo de crentes convencidos de que podem e devem levar os valores cristãos e católicos à sua vida profissional”.

“Nenhum trabalho está ou pode estar separado de nossa fé mas o trabalho nas comunicações é particularmente próximo daquilo em que acreditamos”.

A “nossa fé só pode enriquecer o trabalho profissional no campo das comunicações, dado que somos chamados aos mais elevados níveis de excelência, verdade, respeito pela dignidade humana e preocupação pelo bem comum”.

Fonte: Zenit

sexta-feira, junho 08, 2007

FOI A FÉ QUE SALVOU O CASAL CLINTON

La precandidata demócrata a las elecciones de 2008 en Estados Unidos, Hillary Clinton, dijo el lunes que su fe en Dios le ayudó a superar la angustia pública ocasionada por la infidelidad de su marido, el ex presidente Bill Clinton.

'No estoy segura de que hubiera podido superar esto sin mi fe', dijo en un foro televisado sobre religión y política. Sus comentarios fueron los más directos desde el comienzo de la campaña electoral sobre su matrimonio y el romance de su esposo con Monica Lewinsky, que derivó en un juicio político al ex presidente.

'He sido puesta a prueba en formas que son a la vez públicamente conocidas y aquellas formas que no son tan conocidas o que simplemente se desconocen por completo', dijo Hillary Clinton.

'Mi fe y el apoyo de la fe de mi familia, gente a la que conozco que literalmente rezó por mí en sus cadenas de oración, quienes fueron 'guerreros de rezos' para mí, y gente a la que no conozco, a quienes conocería o de quienes recibí cartas, me dieron apoyo en tiempos tan difíciles'. 'Estoy muy agradecida de haber tenido una base de fe que me dio el coraje y la fortaleza para hacer lo que pensaba que era correcto, sin importar lo que el mundo pensó. Eso es todo lo que puedes esperar y desear'.

Clinton dijo que la vida como primera dama la había acercado a Dios, aún cuando ella no había sido criada como metodista. 'Si no hubiera sido una persona que reza, poco después de haber llegado a la Casa Blanca, habría estado en grandes apuros'.

Fonte: http://www.periodistadigital.com/religion/object.php?o=661425

É MAIS IMPORTANTE ABRIR LUGARES DE CULTO

O novo Presidente da França que acha que a religião é fundamental

“Hoje em dia é mais importante abrir lugares de culto nas grandes áreas urbanas que inaugurar lugares desportivos".

Tony Blair, vai converter-se ao catolicismo...

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, vai converter-se ao catolicismo, abandonando o anglicanismo, após deixar o governo no próximo dia 27 de Junho.
A notícia tem como fonte o sacerdote católico Michael Seed, que já esteve na origem de outras conversões de figuras gradas da Inglaterra.
O padre Seed não sabia se Blair será recebido «formalmente» no seio da Igreja Católica, para o que teria que participar numa cerimónia conhecida como o rito de iniciação cristã para os adultos, seguida da confirmação e da comunhão.
«Ele vai à missa católica todos os domingos. Vai sozinho quando está no estrangeiro, e não se limita a fazê-lo quando está na companhia da sua mulher e dos seus filhos».

“Os fazedores de opinião”, leva-nos a pensar que a Igreja Católica vive mergulhada numa grande crise...

Se nos limitarmos a ouvir o que dizem “os fazedores de opinião”, podemos pensar que a Igreja Católica vive mergulhada numa grande crise – uns deixam de praticar, outros mudam-se para novas seitas. Mas a realidade é bem diferente.

Na maior parte dos países a Igreja Católica está a crescer e as estatísticas confirmam-no.
”Um recente estudo feito a pedido da Conferência Episcopal dos USA mostra que a população católica está a crescer a um ritmo três vezes superior à não católica. Em todos os Estados Unidos, a situação é semelhante, embora sem chegar às espectaculares cifras da Califórnia. Por este andar, prevêem-se, para 2025, uns oitenta e três milhões de católicos, em toda a América do Norte”.

terça-feira, junho 05, 2007

Assim não...

As ligações poderosas da Maçonaria

São militantes do PS, do PSD, do CDS; são ministros, diplomatas e elementos dos serviços secretos...
O último episódio demonstrativo da proximidade entre a maçonaria e o poder surgiu na mais recente remodelação governamental. Rui Pereira é um dos nomes mais fortes do GOL.
Um episódio caricato aconteceu com a morte do Presidente do Tribunal Constituicional falecido em 2004 e em cujo funeral maçons de várias lojas se fizeram representar - semo conhecimento do sacerdote - fizeram uma cadeia de união (ritual maçónico em que todos dão as mãos e proferem as últimas palavras de homenagem ao morto). O acto decorreu discretamente na casa mortuária da Basílica da Igreja.
Porque esconderam isto da Igreja?

Conheça alguns dos são ou foram em algum momento da Maçonaria:
Almeida Santos,
António Arnaut,
António Castro Guerra,
António Lamego,
António Pinto Pereira,
António Sousa Lara,
António Vitorino,
Armando Vara,
Carlos Alberto Moniz,
Carlos Monjardino,
Carlos Zorrinho,
Germano Sousa,
Henrique Monteiro,
Isaltino Morais,
Jacinto Simões,
João Cravinho,
João Proença
João Soares,
José António Barreiros,
José Jorge Letria,
José Júlio Gonçalves,
José Nuno Martins,
Jorge de Sá,
Jorge Coelho,
Luis Nunes de Almeida,
Maldonado Gonelha,
Mário Zambunjal,
Moita Flores,
Nicolau Breyner,
Ricardo Sá Fernandes,
Rui Gomes da Silva,
Rui Pereira
Santinho Cunha.

Porque é que ainda hoje sabemos tão pouco da maçonaria?!!!
Estão nos meandros do poder, mas não querem aparecer...
Fonte: revista Sábado

segunda-feira, junho 04, 2007

Padres Casados Aguardam por Mudança da Igreja Católica

Os padres casados, sacerdotes dispensados do ministério, reclamaram em Fátima autorização da Igreja Católica para retomarem as suas actividades pastorais.

Reunidos, no sábado, em Fátima para discutir a possibilidade de alargar as actividades pastorais no seio da Igreja Católica, cerca de uma centenas de padres casados disseram pretender que se efectuem alterações no direito canónico, que consagre a actividade destes religiosos.

Filipe Marques Figueiredo, sacerdote-assistente destes encontros, salientou, em declarações à agência Lusa, que estes padres podem "fazer tudo menos celebrar e administrar os sacramentos". Contudo, mesmo estas actividades podem ser desempenhadas "em caso de absoluta necessidade", destacou este sacerdote que acompanha, há mais de uma década, as actividades do movimento português "Fraternitas", que reúne cerca de uma centena de padres casados. "De um momento para o outro" a Igreja "pode mudar", afirmou Filipe Marques Figueiredo, considerando que a hierarquia eclesiástica deve aceitar de novo no seu seio os padres casados que pretendam voltar a celebrar. "Há muitos que estão disponíveis", afirmou, acrescentando que estes sacerdotes não estão ostracizados pelo restante clero, já que "fora" dispensados de comum acordo da Igreja e contraíram um matrimónio religioso".

Em Fátima, iniciou-se no sábado o nono encontro nacional da associação Fraternitas, desta vez dedicado ao tema "Fé e profecia, aqui e agora", orientada pelo teólogo Manuel Morujão. "Penso que está tudo muito mais aberto", notou Filipe Figueiredo, revelando ainda que Portugal foi o "primeiro Episcopado do mundo a aprovar uma associação deste tipo".

Esta posição é subscrita pelo presidente da Associação Portuguesa de Padres Casados, considerando que a formação destes sacerdotes "não está a ser devidamente aproveitada" pela igreja católica na acção pastoral. Para João Simão, os padres católicos são cristãos com formação superior e têm disponibilidades, em muitos casos, para a acção pastoral".
Fonte: Publico