quarta-feira, setembro 28, 2005

ONU tenta que o Uganda abandone o plano de abstinência e fidelidade contra a SIDA

UMA VISÃO IDEOLOGICA DE LUTA CONTRA A SIDA
A ONU suspendeu temporariamente as ajudas financeiras ao Uganda. O verdadeiro objectivo desta medida parece ser o de pressionar o governo ugandês a modificar a sua estratégia na luta contra a SIDA, baseada na promoção da abstinência e da fidelidade e que – não obstante os êxitos alcançados – não é vista com bons olhos por parte dos responsáveis da ONU…
A Plataforma cidadã "Hazteoir.org" denunciou que a Organização das Nações Unidas (ONU) suspendeu temporariamente as suas ajudas financeiras ao Uganda numa manobra que poderia ter como objectivo pôr fim à bem sucedida campanha de abstinência e fidelidade com a qual aquele país africano tem vindo a combater a SIDA.
Embora o Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária, tenha tomado como desculpa para a supressão dos recursos «uma suposta “má gestão” por parte do Ministério de Saúde ugandês», segundo Hazteoir.org «tudo parece apontar para que o objectivo real seja pressionar o Uganda e obrigá-lo a modificar a sua estratégia na luta contra a SIDA, apoiada em promover a abstinência e a fidelidade e que – não obstante os bons resultados obtidos – não é vista com bons olhos pelos responsáveis da ONU».
A Plataforma Hazteoir.org informou que «face ao cancelamento das ajudas financeiras, o Governo do Uganda iniciou uma investigação para analisar as causas das deficiências detectadas. Entretanto surpreende a severidade da medida adoptada pelas Nações Unidas. Perante a detecção de umas falhas administrativas não parece lógico cancelar automaticamente as ajudas e exigir, além disso, suprimir a Unidade de Gestão de Projectos pertencente ao Ministério de Saúde do Uganda».
Hazteoir.org sustenta que «são permanentes as críticas das Nações Unidas dirigidas a países como o Uganda, que fomentam a abstinência e a fidelidade como principais instrumentos de luta contra a SIDA. Estas críticas surgem da visão ideológica e afastada da realidade da ONU na luta contra esta doença».
O assunto é que a ONU «só reconhece como elemento válido na luta contra a SIDA o preservativo e nos seus planos de luta contra a enfermidade não cabem outro tipo de actuações ou medidas preventivas. Assim, enquanto congela qualquer tipo de ajuda económica ao Uganda, a ONU compromete-se a assegurar a distribuição de preservativos, apesar da existência de estudos que demonstram falhas mecânicas nos preservativos entre 14% e 17%, com a consequente falta de protecção que isso acarreta. A ONU esquece também que se detectaram e denunciaram graves defeitos de fabrico nos preservativos».
OS NÚMEROS FALAM POR SI:
Num Relatório conjunto realizado pela ONU e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em Dezembro de 2004, evidencia-se que a SIDA continua a aumentar no mundo. Esta tendência verifica-se também se analisarmos os dados pelas áreas geográficas consideradas no Relatório.
Milhoes
Ano de 2002 Ano de 2004
Adultos e crianças com SIDA 36,6 39,4
Novas Infecções de SIDA 4,5 4,9
Mortes por SIDA 2,7 3,1
Se analisarmos os dados da Europa Ocidental e Central e da América do Norte, verificam-se aumentos leves da SIDA, não obstante serem sociedades onde é fácil o uso do preservativo. Existem alguns países que são raras excepções a este quadro geral, como o caso do Uganda, que está a conseguir vencer a SIDA. No Relatório citado anteriormente, a ONU reconhece o Uganda como o «exemplo mais evidente» de diminuição da prevalência nacional de HIV com uma queda desde os 13% no início dos anos 90 até aos 4,1% no final de 2003. Outras fontes referem uma redução de 30% nos inícios dos anos 90 para 6% actualmente (cfr. Hazteoir.org, 7 de Setembro de 2005)
[adaptação para português realizada por pensaBEM.net]
APETECE-ME PERGUNTAR: Porquê é que os meios de comunicação social não fazem eco desta estatistica da ONU. A abstinência e fidelidade não podem ser um meio alternativo de prevenção? A quem é que interessará a distribuição massiva de perservativos?

PROMESSAS ELEITORAIS E DIGNIFICAÇÃO DAS CAMPANHAS

Em clima de pré-campanha eleitoral justifica-se uma reflexão serena, mesmo que ela chegue tarde ou não chegue mesmo, a quem esta poderá interessar de perto. No fundo, tratando-se de um contributo à sanidade da vida política e ao exercício correcto da cidadania, uma opinião, apenas uma opinião livre, pode sempre interessar a mais pessoas.
Campanha sem promessas não dá votos, costuma dizer-se e repetir-se. Ouvimos há poucos dizer que "os compromissos eleitorais são para cumprir". Era uma justificação para o referendo sobre o aborto antes das presidenciais, fruto de uma promessa eleitoral. A verdade, porém, é que outros compromissos derivados de promessas eleitorais, não se cumprem, nem se podem cumprir. Quem nessa altura faz promessas sabe muito bem que assim é. Perante esta realidade, parece que o mais importante é reflectir sobre o que se promete e o seu interesse para o conjunto da comunidade. De quem se propõe governar, a qualquer nível, espera-se sempre e muito legitimamente, um testemunho de sensatez, de verdade, de respeito pelo eleitorado e pelos outros candidatos.
A democracia constrói-se com a aceitação respeitosa das diferenças, não com discursos sonantes, nem com ataques pessoais. A diferença pode sempre enriquecer. Falar do outro, como se fosse um inimigo a abater, divide sempre, fere inutilmente, levanta muros, promove suspeitas, inquina relações, destrói uma sociedade onde todos têm direito a viver e participar.
Uma campanha eleitoral é, entre nós, normalmente um espectáculo desagradável e nada edificante, pelo que se diz e como se diz e pelo que se promete. Contados os votos, lá vêm palavras de felicitação com sorrisos de circunstância, mas, para trás, ficaram feridas difíceis de curar e lama difícil de limpar. Vêm, depois, as promessas para cumprir. Então, se elas ainda se recordam, mudam-se leis, fazem-se acordos, multiplicam-se desculpas, arranjam-se culpados, para tentar responder. E o povo? Pelo que vamos vendo, conta pouco ou conta cada vez menos.
A pobreza, segundo a Oikos, uma organização não governamental, séria e prestigiada, ameaça 20% da população portuguesa. Acrescenta que "o desempenho das políticas sociais nos últimos anos não tem sido muito encorajador". E, diz ainda que " Portugal é também o país de toda a União Europeia onde é maior a desigualdade na distribuição de rendimentos". Um fatalismo? De modo nenhum. É preciso dizê-lo alto e em bom som.
Em campanhas eleitorais, nacionais ou autárquicas, poucas vezes se ouve a leitura serena da realidade concreta e se fala de propostas de solução possível para deficiências e males. Temos mais vocações de tribunos argutos, que gente capaz de aterrar e de se comprometer apenas com o que faz falta. O que se vê então? Mais promessas para deslumbrar, que empenhamento no bem comum. Mais ânsia de prestígio pessoal e partidário, que espírito de serviço aos outros.
Felizmente não é sempre assim, nem sempre, nem com todos os candidatos. Mas o que fica no povo, pelo que viu e ouviu, não vai muito além desta imagem triste e empobrecida. A classe política tem o dever de se prestigiar. As campanhas eleitorais são uma boa ocasião. Não se diga que a respeitar os outros candidatos não se ganham eleições.
Para ganhar e para perder é preciso dignidade e só esta vai para além do acto eleitoral.
(in Correio de Vouga)

sexta-feira, setembro 23, 2005

Criminalizar o aborto?

"A moral não pode ser promulgada como uma lei [ civil] , mas o comportamento pode ser regulado. Os decretos [ ...] não podem mudar o coração, mas podem limitar a crueldade" (M. Luther King ).

A legalização do aborto é, segundo alguns, coisa de somenos pois o imprescindível seria promover uma cultura da vida e criar centros de apoio à mesma. Considere-se o seguinte:

  • Nesta matéria, não é tanto a lei que segue os costumes mas sobretudo o inverso: "Modificando-a [a lei] é possível modificar todo o modelo do comportamento humano" (Simone Veil);
  • Ela tem uma eficácia protectora: "A lei não pode obrigar um branco a amar-me mas pode evitar que ele me linche" (M. Luther King);
  • Introduzir na lei a infracção favorece a sua multiplicação;
  • É indispensável "uma legislação preventiva, dissuasiva e mesmo repressiva: preventiva, porque é preciso prevenir uma agressão irreparável contra uma vida humana exposta à eliminação por parte dos mais fortes; dissuasiva, porque importa dissuadir a mãe de decidir abortar e oferecer-lhe soluções alternativas, eficazes e calorosas; repressiva, porque numa sociedade democrática qualquer atentado à liberdade dos outros, e por maioria de razão às suas vidas, deve ser punido, tendo em conta as eventuais circunstâncias atenuantes ou agravantes." (Schooyans);
  • " ... As leis que liberalizam o aborto instigam-no, antecipam-no, tornam-no banal, fazem-no entrar nos costumes. [Além disso] delimitam um espaço jurídico para o crime [ e] corrompem a juventude, tornando-a incapaz de distinguir o bem do mal e destruindo-lhe o sentido da mais elementar justiça" (Schooyans). in http://aborto.no.sapo.pt/

quinta-feira, setembro 22, 2005

Bispo da Guarda vaiado na Vermiosa

"...Ao que o Terras da Beira sabe, neste último Domingo, populares das freguesias de Almofala e Vermiosa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, insurgiram-se contra a transferência do Padre X. Enquanto que em Almofada o sino tocou a rebate e muitos dos paroquianos escusaram-se a entra na igreja, na outra localidade, o bispo coadjutor foi vaiado e terá mesmo havido quem tenha pontapeado a porta da Igreja.
A GNR teve mesmo que intervir para acalmar os ânimos bem exaltados...". in TB 22.09.2005

Que comentário te merece esta notícia de primeira pagina?!!!

OS PRESIDENTES DE JUNTA INTROMETEM-SE EM ASSUNTOS DA IGREJA

"Em silêncio absoluto, mas determinados, cerca de duas centenas de habitantes de Gonçalo, estiveram, anteontem à noite, em vigília à porta do Paço Episcopal da Guarda a protestar contra a transferência do pároco local. As bandeiras e as palavras de ordem ficaram em casa nesse protesto inédito, em que as velas e algumas preces foram os recursos para apelar a D. Manuel Felício, Bispo coadjutor que volte atrás na nomeação do padre X para as paróquias de Aldeias, S. Paio, Arcozelo da Serra, RibaMondego e Vila Franca da Serra em Gouveia.
O pedido reiterado numa carta subscrita por centenas de assinaturas, sustenta que o padre X o “homem certo para o lugar certo". O documento, até agora é a única tomada de posição pú­blica - uma vez que os promotores do protesto, com destaque para o Presidente da Junta e actual adjunto da go­vernadora civil da Guarda afirma que não querem perder um "bem pre­cioso" e está a viver "um sentimento de perda" desde que a transferência foi anunciada. (…)
Os gonçalenses recla­mam por isso a permanência do pároco, mas prometem também tomar outras medidas “mais drásticas” se o bispo continuar irredutível
". (JORNAL DE NOTICIAS 17.09.05)

Os fiéis da Nave e Alfaiates (Sabugal) fazem chegar dois abaixo-assinados…
Manifestação em Aveiro pelo Padre Rogério.

  • O que pensas destas manifestações NADA ESPONTANEAS? São os Presidentes de Junta que estão por detrás.
  • Se o pároco é bom e afável as paróquias para onde foi nomeado não merecem também um pároco bom e afável?
  • A missão do padre não é estar sempre disponível anunciar Jesus Cristo para quer que for enviado? Ou será que Jesus Cristo é secundário e o padre é que é a figura central?
  • Onde está a solidariedade para com os colegas que tem muitas paróquias e para com aquelas terras que ainda não tem pároco?

quarta-feira, setembro 21, 2005

Papa destaca potencial positivo do futebol

Bento XVI pediu esta manhã aos jogadores de futebol de todo o mundo que promovam o desporto como “instrumento de respeito, lealdade e solidariedade” entre povos e culturas.
Falando a uma delegação do Comité Executivo da UEFA e da Federação Italiana de Futebol, que se encontravam na Praça de São Pedro para a audiência geral desta semana, o Papa destacou a importância do desporto, lembrando que “quando praticado no respeito pelas regras, este torna-se um instrumento educativo e veículo de importantes valores humanos e espirituais”.
A presença de responsáveis do mundo de futebol devia-se à iniciativa “Football-Cares" (o futebol preocupa-se), que junta rapazes de 16 países num projecto que conta com a colaboração do Conselho Pontifício “Cor Unum”.“
Que a vossa manifestação de hoje possa reavivar em cada um o compromisso de fazer com que o desporto contribua para a construção de uma sociedade marcada pelo respeito mútuo, pela lealdade dos comportamentos e pela solidariedade entre todos os povos e culturas”, concluiu.

terça-feira, setembro 20, 2005

INSTITUIÇÕES DE APOIO Á VIDA

Em Portugal há uma infinidade de instituições que lutam pela Vida no dia a dia, resolvendo problemas concretos: acolhimento de grávidas, de mães, de bebés, apoio psicológico, apoio médico, aconselhamento jurídico, etc etc etc. Nesta página pretendemos indicar algumas delas. Com o tempo iremos juntando mais... Nota: a maior parte destas instituições não tem nenhuma relação com os Juntos pela Vida.

Lisboa
Ponto de Apoio à Vida
Localidade: Lisboa
No período da campanha contra a despenalização do aborto, tornou-se claro que muitas grávidas em dificuldades se sentem de tal forma pressionadas a rejeitar o seu filho que, frequentemente, mesmo não sendo esse o seu desejo, deixam de o trazer à Vida pela situação de desespero, solidão e abandono em que se encontram, ou por mero desconhecimento dos seus direitos e falta de informação em relação aos apoios a que podem recorrer.
O PAV é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que nasceu exactamente para dar resposta a estas futuras Mães, no sentido de as informar, encaminhar para instituições especializadas ou, simplesmente, ouvir.
Apoiados por uma base de dados com informação sobre as instituições de defesa da vida existentes em Portugal e por uma equipa de voluntários que inclui médicos, advogados, psicólogos, temos vindo a dar apoio a mães e futuras mães. Esse apoio é efectuado através do atendimento telefónico e directo; acompanhamento social e psicológico personalizado; formação e apoio ao nível do planeamento familiar encaminhamento das crianças para creches, ATL’s,...; ; apoio, quando possível, em géneros doados ao PAV. O PAV é financiado pela SCML, pelas quotas dos seus associados e donativos de benfeitores.
Contacto: Rui Correa d'Oliveira - Presidente da Direcção do PAVR. Raul Mesnier du Ponsard nº 10 1750-243 Lisboa – Tel.: 21 758 9818 Email: pavida@sapo.pt http://www.terravista.pt/AguaAlto/5650/
Casa de Santa Isabel
Casa de acolhimento com capacidade para acolher 10 mães com os seus bebés Poço do Borratém, 41
1100-408 Lisboa
telef. e fax: 21 8821553
nº grátis - 800 20 80 90

Ajuda de Berço
Localidade: Lisboa
A Ajuda de Berço é um centro de acolhimento para bebés dos 0 aos 3 anos de idade em situação de risco ou abandono. Foi fundada em 1998 e começou a receber bebés em Janeiro de 1999. Desde essa altura recebeu cerca de 60 bebés, dos quais 40 foram já entregues novamente às suas famílias biológicas ou a famílias de adopção. A capacidade de alojamento é de 20 bebés, num espaço situado na Quinta da Cabrinha e cedido pela Câmara Municipal de Lisboa. Tem um grupo de cerca de 100 voluntários e 30 funcionários onde se inclui a equipa técnica, educadora, auxiliares de educação, cozinheira e auxiliares de limpeza. Trabalha em articulação directa com o Tribunal de Família e Menores do qual recebe orientação para o encaminhamento das crianças. A S.C.M.L. atribui um subsídio mensal para manutenção do centro e o Banco Alimentar contra a Fome apoia em géneros alimentares. O centro é ainda financiado através de donativos de particulares e das quotas dos seus sócios.
Contacto: Drª Sandra Anastácio
Av. de Ceuta, nº51, r/c, Lisboa Tel.: 21 362 82 74 / 76 Email: mailto://ajudadeberco@mail.telepac.pt - http://www.jazzcidadania.org/colo/

VIDA SIM
Localidade: Sintra
O grupo Vida Sim de Sintra começou por dedicar-se ao apoio à maternidade. Tem uma linha telefónica com atendimento permanente para contacto de grávidas ou mães em situação de risco. Dá apoio psicológico, legal, procura de emprego, acolhimento, etc. Promoveu a edição dum cartaz com contactos telefónicos de apoio a grávidas que distribuiu por todo o país. Recentemente começou a trabalhar na formação na área da sexualidade humana, sobretudo de jovens.
Contacto: Drª Rosário Marques
Apartado 156, 2710-999 Sintra – Tel.: 21 924 4257 (24h)Email: vidasim@mail.telepac.pt

Ajuda de Mãe
Localidade: Lisboa
Promove serviços de apoio à grávida.
Linha S.O.S. Grávida - 21 395 2143 - Serviço telefónico de âmbito nacional, que presta informação de apoio e encaminhamento. Atendimento directo e confidencial.
Duas residências para acolhimento de mulheres grávidas em crise. Escola para mães.
Morada: R. Sacramento a Alcântara, 51 R/C Esq., 1350 LisboaTel.: 21 3952144Fax.: 21 3957492 http://www.terravista.pt/portosanto/1285/

Associação de Ajuda ao Recém-Nascido
Localidade: Lisboa
A A.A.R.N. foi criada em 1998 por um grupo de voluntárias da Maternidade Alfredo da Costa, com o objectivo de ajudar as crianças mais carenciadas que aí nascem. Ligada à Maternidade e sob orientação do Serviço Social, distribuimos enxovais, alcofas, vestuário, etc.
Contactos:
Marina Arnoso 91-7211 323Luisa Lancastre 21 390 5453

Casa de Sant'Ana
Localidade: Mem Martins
A casa de Sant'Ana é um Lar de Acolhimento, estágio, triagem e encaminhamento da mulher com ou sem filhos, procurando através de um apoio psicológico, moral, económico, familiar, social, laboral, habitacional promover a sua integração social e comunitária.
Estrada dos Pexiligais, 46
2725 Algueirão Mem Martins
Tel. 21 916 4099
Directora: Irmã Lurdes Gafanhão

Casa de Protecção e Amparo de Stº António
Localidade: Lisboa
Tem como objectivos amparar religiosa e materialmente as mães solteiras que se encontrem em situação de carência económica, apoiando-as na assistência e educação dos filhos.
Estruturas de que dispõe: lar para mães solteiras e jardim de infância
Sede: Calçada das Necessidades, 2 - 1300 Lisboa
Tel. 21 396 3387 / 21 395 5541

Associação Portuguesa para o Direito dos Menores e da Família
Localidade: Lisboa
Tem em funcionamento quatro centros de acolhimento: Carnaxide, Cascais, Loures e Porto. Estes centros destinam-se a crianças privadas de meio familiar, vítimas de violência, ou ainda provenientes de famílias cuja situação de saúde ou económica exige apoio transitório.
R. Costa do Castelo, 5 R/C - 1100 Lisboa
Tel./Fax 21 88 8320

Movimento Famílias Novas do Movimento Focolares
Localidade: Oeiras
Actividades desenvolvidas:
Aconselhamento de famílias, casais e pessoas não casadas
Sustento à infância com adopções e projectos de solidariedade ….
R. da Mãe de Água, 6
2780 Oeiras
Tel./Fax 21 441 2495

Associação Novo Futuro
Localidade: Lisboa
Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens
Pequenos lares para acolhimento de crianças que não tenham família natural conhecida, que tenham sido por ela abandonados, ou que tenham sido retirados por decisão judicial e que, por algum motivo, não estejam em situação de serem adoptadas.
Av. 5 de Outubro, 190 - 2º esq. 1050 Lisboa
Tel. 21 796 8693
Fax 21 793 7280

Cenofa - Centro de Orientação Familiar
Localidade: Lisboa
Estuda e promove as ciências da educação e da orientação familiar.
Actividades: cursos para casais jovens, namorados, noivos, e pais com filhos adolescentes; palestras e conferências.
Travessa do Possolo, 11 - 3º - 1350 Lisboa
Tel. 21 397 9680 -- Fax 21 397 9681Email: cenofa@mail.telepac.pt
http://7mares.terravista.pt/cenofa/

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Fundação: 1999
Defesa dos interessas das famílias com 3 ou mais filhos.
Email: apfn@geocities.com - http://www.terravista.pt/ilhadomel/1715

AFEP - Associação de Formação de Pais
Localidade: Lisboa
"A AFEP é um presente para uma criança conseguir ter pais e uma família onde exista afectividade, segurança e tranquilidade. O objectivo da nossa Associação é possibilitar que muitas crianças recebam este presente."Projectos da AFEP: Apoio a Famílias, Escola de Pais, Conhecer a Criança, Formação de NamoradosSede: Av. Luís Bivar, 35 - 3o - 1050 LisboaTel. 21 353 3853

Obra de Santa Zita
Localidade: Lisboa
Tem em vista a promoção integral da pessoa, em especial da empregada doméstica.
Actividades: infantários e jardins de infância; lares para trabalhadores e estudantes; colónias de férias; serviço social e assistência no desemprego, doença e invalidez; acção pastoral e apostólica; acções culturais e recreativas
R. de Santo António à Estrela, 35 - 1350 Lisboa
Tel. 21 396 0300
Fax 21 396 2502

Casa da N.S. da Graça
Localidade: Lisboa
Tel. 21 887 4098
Fax 21 395 1631
Tem uma casa de acolhimento para grávidas. Horário de atendimento: 10h-20h.

Irmãs Adoradoras - Casa dos Olivais
Localidade: Lisboa
Tel. 21 851 2786
Casa de acolhimento para grávidas.

Vinha de Raquel
A Síndrome Pós-Aborto afecta uma percentagem elevada das mulheres que a ele se sujeitam. Os seus efeitos são devastadores: depressão, tentativas de suicídio, ansiedade, pânico, pesadelos... Tendo em conta que essa doença já afecta muita gente em Portugal, o Serviço de Defesa da Vida do Patriarcado de Lisboa trouxe para Portugal o retiro da “Vinha de Raquel”. O retiro, “uma jornada psicológica e espiritual para a cura do trauma pós-aborto”, foi desenvolvido pela Prof. Drª. Theresa Karminski Burke e por Barbara Cullen. A Drª Theresa Burke, doutorada em aconselhamento psicológico, é a fundadora do “Center for Post Abortion Healing” (Centro de Cura Pós-aborto) e especialista em problemas de mulheres, gestão da culpa, abuso sexual, ansiedade, desordens alimentares, e aborto. O primeiro retiro em Portugal decorreu no passado mês de Outubro. O movimento “Mulheres em Acção” é responsável por um projecto relacionado, o “Projecto Raquel”. Este visa acompanhar individualmente mulheres afectadas por essa síndrome. Tem uma equipe de psicólogos e psiquiatras que realizam essa tarefa.
Contacto: Drª Ana Barquinha
Tel.: 91 735 4602
Email: vinhaderaquel@mail.com - http://www.rachelvineyard.org
Fundação Família e Sociedade
Localidade: Lisboa
A Fundação Família e Sociedade é uma instituição sem carácter lucrativo, com fins humanitários, sociais, culturais, científicos e educacionais, no âmbito do apoio à pessoa, à família e à saúde.
Assim, esta Fundação tem vindo a desenvolver dentro do âmbito da consecução dos seus fins, actividades nos domínios da Educação Sexual, da Bioética, do aconselhamento e planeamento familiar natural e na criação e desenvolvimento de um Centro de Documentação e Biblioteca nas áreas atrás referidas para consulta de todos os interessados. Entre as actividades desenvolvidas são de destacar diversos cursos de métodos naturais de planeamento familiar para casais, umas Jornadas sobre o mesmo tema, e diversas acções de formação na área da sexualidade em escolas.
R. Viriato, 23 - 6º Dtº. -- 1050-234 Lisboa – Tel.: 21 313 8350
Email: familiasociedade@mail.telepac.pt

Norte
Maternidade e Vida
Localidade: Paredes (Porto) Fundação: 1999
A Associação Portuguesa de Maternidade e Vida dá apoio a grávidas em situação de risco. Está neste momento a preparar um centro de atendimento em Paredes. Tem atendido sobretudo grávidas adolescentes com necessidade de apoio económico e/ou psicológico.
Contacto: Dr. Francisco Rocha
Apartado 127, 4584-909 Paredes Tel.: 255 782005-9 Fax: 255 782011
Email: geral@maternidade-e-vida.org - http://www.maternidade-e-vida.org/

ATPV Tudo pela Vida
Localidade: Famalicão, Barcelos, Braga Fundação: 1999 Email: tudo.pela.vida@clix.pt
R. Ernesto Carvalho, Edifício Roma - Loja 5, 4760 Vila Nova de Famalicão
Linha de apoio: 96 793 500
Actividade principal: formação e apoio à grávida em risco

Lar de S. José
Localidade: Braga
O Lar de S. José é uma residência temporária de mães grávidas e de jovens mães; é um apoio à mãe que se depara com dificuldades familiares, sociais e materiais para acolher o seu filho.
R. T. Coronel Dias Pereira, 31
4700 Braga
Tel. 253 61 16 13

Centro
ADAV-Coimbra e J-ADAV - Associação de Defesa e Apoio da Vida
Localidade: Coimbra
A ADAV-Coimbra nasceu em 1999 e obteve o reconhecimento como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) no ano seguinte. Propõe-se colaborar com a família, através do apoio solidário à vida humana, desde a concepção até à morte natural. A ADAV tem âmbito nacional e a sua actividade desenvolve-se em várias direcções, a que tem chamado “Projectos”. O primeiro - o “Projecto Mãe” - gira em torno da grávida, proporcionando-lhe, num trabalho em rede, ajuda eficaz para superar qualquer obstáculo que ameace comprometer o seu direito à maternidade. O “Projecto Mãe” conta já com um centro de atendimento em Coimbra e outro em Leiria. Os centros estão protocolarmente ligados a pessoas ou instituições das áreas da Medicina, Psicologia, Direito, Segurança Social, Emprego, etc. que prestam, a título gratuito, os serviços profissionais em cada caso indispensáveis para o bom êxito do “Projecto”. O “Projecto Avô” - de apoio à terceira idade desamparada - começa agora a desenhar-se. Na escola, o “Projecto Crescer” dirige-se a pais, professores e alunos, num espectro variado de iniciativas: formação contínua de professores, grupos de solidariedade juvenil, sessões de debate construtivo, gabinetes de apoio ao aluno, etc. O “Projecto Opinião” mais não pretende do que contribuir para a formação da opinião pública, numa sociedade livre e plural.
ADAV – Coimbra Praça 8 de Maio, nº 42, 2º, sala B, 3000-300 CoimbraTel.: 239 820 000

ADAV – Leiria
Clínica Médica da Misericórdia, sala 2; R. N. Senhora da EncarnaçãoTel.: 244 80 2040

ADAV – Aveiro
Tel.: 234 42 40 40 (atendimento de grávidas em risco 24h)Apartado 420, 3811-901 AVEIRO Email: adavaveiro@hotmail.com

Fundação Bissaya Barreto
Localidade: Coimbra
É uma instituição que desde sempre dedicou uma especial atenção à Família priveligiando o apoio à mulher e à criança.
Tem uma casa de acolhimento temporário para mulheres e um centro de acolhimento temporário para crianças e jovens.
Tel. 239 243000
Apartado 596, 3001 Coimbra Codex

Lar Divino Salvador
Localidade: Aveiro
Tel. 234 327 134
Fax 234 328 188
Casa de acolhimento para grávidas e bebés. Horário de atendimento: 9h-18h.

Santa Casa da Misericórdia de Vale de Cambra
Localidade : Vale de Cambra
Telef: 256 462 220Apoio a crianças abandonadas

Irmãs Adoradoras - Casa de Coimbra
Localidade: Coimbra
Telef: 239 404 728Duas casas de acolhimento para mulheres.

Gabinete de Apoio à Grávida
Localidade: Guarda
Na Guarda está a funcionar o “Gabinete de Apoio à Grávida” por iniciativa conjunta da delegação regional da Associação Católica dos Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS) e do Centro de Saúde local. O gabinete tem por objectivo apoiar as grávidas em risco, nos campos da saúde, social e psicológico. A enfermeira responsável tem formação na área da obstetrícia e mediante os casos que vão aparecendo faz uma avaliação e depois encaminha-os para os sectores onde se enquadram e onde será prestado o apoio necessário.
Contacto: Enfermeira Emília Ramos
Tel.: 271 200800

Oeste
Associação Sabor a Vida
Localidade: Malveira
Associação cristã de defesa da vida humana. Tem casa de acolhimento para grávidas em risco.
Tel.: 21 966 8090

Sul
Lar de Sta Helena
Localidade: Évora
Tel. 266 702 895
Fax 266 709 352
Casa de acolhimento para grávidas e bebés. Horário de atendimento: 10h-13h, 15h-21h.

Irmãs Adoradoras - Lar Nª Senhora da Conceição
Localidade: Évora Telef: 266 22895
Casa de acolhimento para mulheres maltratadas. Podem estar grávidas e ter um filho

Irmãs Adoradoras - Casa de Vendas Novas
Localidade: Vendas Novas
Telef: 265 83777
Comunidade terapêutica para mulheres toxicodependentes. Podem estar grávidas e ter um filho.

A Vida Nasce
Localidade: Portalegre
A Quinta da Lage, nos arredores de Portalegre, está a ser preparada para receber um centro de acolhimento a mães adolescentes e solteiras em risco. O projecto chama-se A Vida Nasce, é promovido por D. Augusto César, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, e tem vindo a ganhar forma a partir do referendo do aborto de 1998.
Contacto: Irmã Rosário Nunes
Rua Filipe Correia de Araújo, 9, 6030-012 FratelTel.: 272 566 146

S.O.S. Apoio à Grávida
Localidade: Algarve
O S.O.S. Vida é uma instituição de apoio a grávidas em situação de risco localizada no Algarve mas que trabalha com grávidas de todo o país. Tem atendimento telefónico 24h e uma casa de acolhimento em construção. Dá todo o apoio necessário às grávidas, incluindo acolhimento, alimentação, seguimento médico, ajuda à procura de emprego depois do nascimento do bebé, etc. Surgiu depois do referendo de 1998 e até Julho de 2002 já deu apoio a mais de 180 grávidas que puderam assim ter os seus filhos com as condições necessárias.
Morada: Rua da Saúde, 4 – 8000 Faro Fundação: Junho da 1998 Telef: 289 812 812 (24 horas/dia)

Sta. Casa da Misericórdia de Albufeira
Localidade: Albufeira
Lar de Idosos; Casa dos Pirilampos (lar/abrigo de crianças e jovens); Casa Mãe para acolhimento de mães solteiras, Lar de São Vicente (lar para deficientes profundos), Centro de Apoio Pedagógico para crianças com dificuldades de aprendizagem; Colónias de Férias; existe um projecto de creche e infantário

Madeira
Centro de Mãe e Movimento de Apoio à Grávida
Localidade: Funchal Fundação: 2000
O “Centro de Mãe” e o “Movimento de Apoio à Grávida” surgiram após o referendo no Funchal. O primeiro está mais vocacionado para acompanhar mães em situações difíceis, enquanto o segundo está orientado para o trabalho com grávidas em risco. Têm um centro de atendimento, uma casa de acolhimento e um “telefone S.O.S.”
Tel.: 291 22 0274

sábado, setembro 17, 2005

PADRE E COMPANHEIRO

A discussão em torno da missão do padre tem proporcionado bastantes aquisições, mas não deixa de ser imune a algumas indefinições. De resto, já dizia Edgar Morin que não há progresso definitivamente adquirido. Por cada progressão há sempre um sem-número de regressões.
Num quadro como este, o discernimento impõe-se como imperativo inadiável e tarefa prioritária. É que, no meio de tanta turbulência e agitação, há uma constante que não pode mudar. O padre, antes de ser um prestador de serviços cultuais, é alguém chamado a reproduzir, em si e nos outros, a vida de Jesus Cristo.
Não se trata, portanto, de algo que incida apenas sobre o plano operativo (das acções) ou ético (dos comportamentos), envolvendo igualmente o plano ontológico (do ser). Ao contrário do que, por vezes, se ouve - «no altar é padre, cá fora é um homem como outro qualquer» -, não é lícito dissociar o ser homem e o ser padre: o presbítero é sempre homem, mesmo quando está no altar, e sempre padre, mesmo quando se encontra na rua.
Acontece que a História não pára e, hoje em dia, exigências de diversa ordem como que esboçam uma nova imagem do padre.
Há, inquestionavelmente, uma maior preocupação com a formação. O Curso de Teologia é mais longo, as publicações saem a um ritmo mais acelerado, e os simpósios suscitam uma mobilização crescente. As propostas pastorais são inovadoras... procuram trabalhar em equipa...
Há, no entanto, um problema: a sua presença o meio da comunidade. O decréscimo de vocações obriga a que os padres tenham a seu cargo várias paróquias, vendo-se compelidos a contínuas viagens para atender a todas as solicitações.
As pessoas vão-se habituando a vêr o sacerdote em momentos determinados: nas celebrações ou noutras iniciativas que se promovem periodicamente. Subsiste, por conseguinte, o contacto com o padre pastor. Mas vai escasseando a proximidade com o padre companheiro. E não há dúvida de que o sacerdócio ministerial passa, em grande medida, por aqui.
É importante que as crianças sintam que há alguém perto delas, a quem podem recorrer para uma ajuda nos «trabalhos d casa»; que os idosos saibam que há alguém disponível para os levar ao hospital ou até para lhes prestar os primeiros cuidados; que os jovens dêem conta de que há alguém que acolhe os seus desabafos com solicitude e longe da curiosidade mórbida própria da intriga.
Mais do que ir à paróquia, é fundamental que o padre possa sentir a paróquia, sofrer com ela e por ela, rezar nela e para ela. Não é fácil, nesta época, assegurar uma presença deste género. A carência de sacerdotes não permite a presença do padre companheiro.
Como fazer? Que soluções?

sexta-feira, setembro 16, 2005

O ABORTO E OS FILHOS

Muitos defensores do aborto entendem que a posição simples, boa, justa e natural é o aborto livre, seguro e legal. Muitos textos destas páginas provam que isso não é assim: o aborto nem é seguro nem é justo, e pelo meio deixa um país juncado de mulheres destruídas, casamentos desfeitos, ódios perpétuos, ralação paciente/médico envenenada, etc.
Os defensores do aborto insistem muito em que nada disso interessa: tudo deve ser uma escolha pessoal que não diz respeito a mais ninguém. Mas estão enganados:
  • primeiro diz respeito ao filho que morre;
  • depois, diz respeito à mulher que aborta a maior parte das vezes sem saber no que se está a meter;
  • finalmente, diz respeito aos filhos que ficam!

Ao contrário do que pensam os seus defensores, as teorias pró-aborto não são uma imanência etérea que fica lá guardada dentro da sua cabeça. As teorias pró-aborto saltam cá para fora, matam, e entram-lhes pela casa dentro quando menos esperarem.
As perturbações psicológicas que sofrem os filhos dos defensores do aborto estão bastante estudadas é semelhante ao complexo de culpa de que sofrem alguns sobreviventes dos campos de concentração: "porque sobrevivi eu?".(Cf. livros de Anna Speakhard, Vincent La Rue, Françoise Dolto).
Mas para ter uma ideia mais concreta talvez lhe dê jeito pensar no seu filho de oito anos que um belo dia lhe perguntará:

  • "Mãe: tu pensaste em abortar-me?""
  • Pai, quando tu dizes que eu faço asneiras de mais, pensas que era melhor ter-me abortado?"
  • "Mãe, quantos irmãos deixei eu de ter por causa do aborto?"
  • "Pai, tu eras capaz de dar a vida por mim, ou eras capaz de dar a minha vida por ti?"
  • "Mãe, se eu fosse menos perfeitinho tinhas-me abortado?"
  • "Pai, eu valho alguma coisa agora? Porque não valia nada antes de nascer?"
  • "Mãe, tu gostarias de mim ainda que eu viesse na altura errada?"
  • "Pai, quando as pessoas complicam a vida de outras podemos matá-las? Se tu ficares velho senil e mijão, eu posso matar-te?"
  • "Mãe, se até as mães matam os filhos, quem protege os meninos?"
  • "Pai, tu gostas mesmo de mim ou eu tenho de me tornar naquilo de que tu gostas?"
  • "Mãe: quantos abortos fizeste?"
  • "Mãe, tu não achas que se não tivesses abortado depois ias gostar do bebé tanto como gostas de mim?"

Claro que poderá dizer ao seu filho: isso são perguntas cuja resposta só podes perceber quando fores grande, que é a resposta típica dos pais surpreendidos em falta! Entretanto o seu filho crescia e como resposta ouvia: Às vezes a prova suprema de amor é aceitar matar o filho para o poupar a muita miséria e sofrimento.
Naturalmente o seu filho adulto irá responder: Às vezes a prova suprema de amor é aceitar matar os pais para os poupar a uma vida inútil, vazia, acaso de sofrimento físico e psicológico. Quem sabe se para vocês não estará reservada, tudo por amor, claro!, a eutanásia!? É que esta já não significa "good death": significa "GOOD BYE"!

segunda-feira, setembro 12, 2005

O PADRE é APENAS uma peça do tabuleiro de Xadrez?

Distrito precisa mais 20 padres.
A crise de vocações sente-se cada vez mais no distrito de Bragança, obrigando à reorganização periodica dos 80 padres existentes para suprir todas as necessidades paroquiais. "Com mais 20 sacerdotes teriamos o problema da diocese resolvido", declarou o bispo de Bragança-Miranda, D. António Moreira Montes.
A carência de padres voltou a ser notada durante o processo de substituição do pároco de Carrazeda de Ansiães (91 anos!!!). A sua saída obrigou a uma profunda reorganização... destapou-se de um lado para tapar noutro... (in Jornal de Noticias).

Esta noticia fez-me pensar e queria partilhar convosco algumas interrogações:
  • Que há crise de vocações todos os sabemos. Mas o que a maior parte não sabe é que em Portugal há dioceses ainda com muitos padres e outras "já no limite". A Igreja não será a mesma? Não seria a altura de pensar numa reorganização a nivel nacional?
  • Chegou a altura das mudanças. É preciso reorganizar, redistribuir, mudar. E neste altura muitos problemas se levantam. Quem é que deve ser mudado? Porquê? Quais os motivos que levam alguns a recusar mudar? Se está a fazer um bom trabalho deve continuar ou não? Há também os intocáveis (idade, o estatuto, o dr...). Faz pensar. Será que acreditam que ser padre é uma missão. Mas também é verdade que o PADRE não é uma peça do tabuleiro de Xadrez.
  • As mudanças e a dificuldade em fazê-las leva-me a pensar que é urgente reflectir no conceito de paróquia. Muitas das paróquias de ontem já não deveriam ser paróquias hoje. Para mim, só deveria ser considerada "Paróquia" àquela comunidade ou comunidades que pudessem serem auto-suficientes a nível da evangelização, do culto e da caridade. Ninguém pode exigir se não dá ou não é capaz de dar.

sábado, setembro 10, 2005

XXIV DOMINGO COMUM

"Perdoa a ofensa do teu próximo
e as tuas ofensas serão perdoadas".

O Autor Sagrado exprime claramente a relação que existe entre o perdão dispensado (ou não) pelo o homem ao seu semelhante e o perdão que o próprio pede e espera de Deus. Perdoar é uma exigência de Deus. O perdão concedido a quem nos ofende é uma condição indispensável para acolher o perdão de Deus: "perdoa ao teu próximo a injustiça e então, ao rezares, ser-te-ão perdoados os teus pecados". Quem não tem compaixão pelo seu semelhante não pode esperar de Deus o perdão para os seus pecados.
O Evangelho reafirma, por outras palavras, isto mesmo. A parábola dos dois devedores fala-nos da relação que existe entre o perdão de Deus e o perdão do homem. Se Deus está disposto a perdoar os 10.000 talentos dos nossos pecados, nós devemos ser capazes de perdoar os 100 denários das ofensas que os outros cometem contra nós. Àquele homem que não quis perdoar os 100 denários, também Deus não perdoa os 10.000 talentos. Quem não tem um mínino de amor para perdoar (perdoar é uma questão de amor) tb não está em condições de aco-lher em si o amor sem limites de Deus. Quem tem um coração pequeno para amar, tb tem um coração demasiado pequeno para receber o amor de Deus.
Esta parábola quer por em evidência a dificuldade e a importância de saber perdoar. Até Pedro experimenta essa mesma dificuldade e quer pôr um limite. Ora, se não se pode impor um limite ao amor, tb não se pode impor um limite ao perdão. Perdoar é uma exigência do amor. Só quem ama é capaz de perdoar!
Perdoar exige saber esquecer, exige vencer a barreira do nosso amor próprio. Perdoar significa estar aberto e compreender o outro. "Compreender a dificuldade dos outros é perdoar" (Tolstoi).
Saber perdoar e pedir perdão é condição fundamental para viver em comunidade… Não nos devemos admirar se numa comunidade há desen-contros ou mesmo conflitos. O que nos deve admirar é se nessa comunidade as pessoas não se amam o suficiente para serem capazes de se perdoarem umas às outras! Não é suficiente pedir perdão, é tb preciso e fundamental saber perdoar!
O perdão é o que nos torna mais semelhantes a Deus.
Introduz-nos na comunhão com os irmãos. O homem pecador necessita do perdão misericordioso de Deus. O homem tem também necessidade de receber o perdão daquelas pessoas a quem ofendeu.
Por sua vez, o homem deve estar sempre disposto a perdoar a quem o ofende. Normalmente, o homem fixa mais a sua atenção no perdão que deve implorar a Deus do que no per-dão que deve pedir ao seu semelhante e, com frequência, esquece o perdão que deve conceder aos outros. Ora, o perdão de Deus e perdão do homem estão intimamente interligados.
Com a maior das facilidades contentamo-nos em pedir perdão a Deus (o perdão dos nossos pecados), esquecendo a ofensa que fizemos ao nosso semelhante. É mais fácil pedir a Deus, através do sacerdote, o perdão das nossas culpas do que pedir perdão ao próximo e perdoar-lhe. No entanto, uma pessoa que não é capaz de pedir perdão ao seu próximo ou não é capaz de perdoar, não pode compreender e abarcar o perdão de Deus. "O perdoar é uma das coisas que nos torna mais semelhantes a Deus" (Vieujean).

Por fim, só perdoa quem experimenta a necessidade do perdão. Quem se conhece bem a si mesmo, mais facilmente compreenderá as limitações dos outros e mais facilmente perdoará, será mais humilde para pedir perdão. Só assim estaremos em condições de implorar e acolher o perdão misericordioso de Deus.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Slogans pró-aborto

Estes textos são excertos de um livro de João Araújo: "Aborto, sim ou não?". Pretendem desmontar os principais slogans pró-aborto usados actualmente em Portugal.

Veja o Documentário do National Geographic: "Vida no Ventre" em http://www.apfn.com.pt/documentario/. Talvez ajude a perceber um pouco mais a opinião daqueles que defendem a vida intrauterina.

terça-feira, setembro 06, 2005

Aborto é a principal causa de mortalidade espanhola

Um cada 6,6 minutos
Ao comemorar o 20º aniversário da legalização do aborto na Espanha, o Instituto de Política Familiar (IPF) informou que esta prática se realiza a cada 6,6 minutos no país, o que a converte na 'principal causa de mortalidade' do país.
Na sua nota sobre a "Evolução do Aborto na Espanha: 1985-.2005", o IPF assinala que actualmente na Espanha se produz um aborto cada 6,6 minutos (79 mil e 788 abortos ao ano), quer dizer, "um de cada seis gravidezes termina em aborto".

Odiosas comparações

  • A análise do Instituto assinala que em "cada dia 220 meninos deixam de nascer na Espanha por abortos", o que equivaleria a que "cada três/quatro dias desapareceria um colégio de tamanho médio na Espanha por falta de meninos".
  • Do mesmo modo, diz que "o número de abortos que se produziram no ano 2003 equivale à população total de cidades como Soria e Teruel, ou na metade de populações como Ávila, Segovia, Palencia, etc.".
  • Igualmente, o relatório detalha que "o número de abortos produzido até a data equivaleria à totalidade dos nascimentos que se produziram na Espanha durante os anos 2002 e 2003, quer dizer como se na Espanha não se deu nenhum nascimento durante dois anos e só se produziram falecimentos".
  • Cresce o aborto entre adolescentes
  • Segundo o estudo do IPF, reduziu-se significativamente a idade Média das pessoas que abortam. Em apenas doze anos, diz o relatório, mudou radicalmente as idades nas quais se aborta, sendo agora maioritariamente entre pessoas menores de 24 anos, e "sendo cada vez mais importantes os abortos em adolescentes já que um de cada 7 abortos se produz em adolescentes menores de 19 anos".
  • Para o IPF, o "aborto converteu-se na principal causa de mortalidade na Espanha", muito a cima de outras fontes de falecimentos 'externos' (acidentes de tráfico, mortes por homicídio, suicídios, Sida ou drogas). Do mesmo modo, "os falecimentos por aborto estão a cima de falecimentos por doença", acrescenta.
  • Propostas
    Diante desta realidade, o IPF deu a conhecer um elenco de propostas entre as que destaca a criação de uma Comissão Inter-ministerial que aborde a problemática dos falecimentos por aborto e implemente "medidas encaminhadas à sua redução assim como a combater os seus efeitos negativos".
    Do mesmo modo, o Instituto familiar propôs a elaboração de um Plano Nacional sobre Natalidade, a criação de Centros de Ajuda, Atenção e Ajuda à mulher grávida que ajude a todas as mães a ter seus filhos, destinar 0,5 por cento do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (Irpf),a aquelas ONG que se dediquem a apoiar às mulheres grávidas, entre outras medidas. in http://resistimos.blogspot.com/

Aqueles que são a favor do aborto o que é que já fizeram para defenderem os direitos das mulheres que querem ter filhos? Quais as suas propostas?

Não será que muitas mulheres querem abortar porque o estado não lhes dá as condições necessárias para terem filhos?

A LEI QUE FAZ PENSAR Minnesota regista diminuição recorde de abortosa pós lei “das 24 horas”

O número de abortos no estado do Minnesota (E.U.A.) desceu durante este último ano, em consequência da aprovação de uma Lei denominada “Direito das mulheres a saber” ou lei “das 24 horas”…
O número de abortos no estado do Minnesota (E.U.A.) desceu durante este último ano, em consequência da aprovação de uma lei que obriga as mulheres que decidem abortar, a receber informação sobre o procedimento do aborto e a esperar 24 horas após terem tomado a decisão.
A norma, denominada “Direito das mulheres a saber”, exige que cada mulher grávida que decide abortar receba informação específica do seu médico - antes de se submeter à intervenção – sobre os riscos do aborto, a fase da gestação, a dor sofrida pela criança em consequência do aborto, a cobertura subsidiada para o parto e para os cuidados pré-natais e natais e as leis de apoio às crianças – e exige também que a mulher aguarde 24 horas antes de se submeter àquela intervenção.
O número de abortos em 2004 desceu para 13.788, o número mais baixo desde 1975 – ano em que o Departamento de Saúde do estado começou a tornar públicos os números deste crime legal.O número de abortos desceu desde 1980 – ano em que alcançou o seu pico máximo de 19.000 abortos. O decréscimo mostra também uma tendência que se aprecia a nível nacional e isso sobressaiu também ao nível demográfico: a taxa de abortos em mulheres em idade fértil –entre os 15 e os 44 anos, sensivelmente – mostrou também uma clara diminuição.
O Departamento de Saúde informou durante os cinco últimos anos acerca do número de mulheres que decidem abortar. Pela primeira vez, este ano, o Relatório do Departamento de Saúde incluiu também o número de mulheres – 15.859 – que contactaram com médicos e obtiveram uma adequada informação sobre o aborto. Com esta número pode-se calcular um número que é debatida fervorosamente: Umas 2.000 mulheres teriam abortado sem receber a informação a que têm direito de acordo com esta nova lei, durante o último ano.
Para diversos grupos pró-vida, o período das 24 horas, exigido pela lei aprovada em Julho de 2003, permite que algumas mulheres troquem de opinião e já não se submetam ao aborto. Enquanto que para os abortistas, faz falta maior quantidade de dados que relacionem esta queda do número de abortos com a mencionada lei. in http://www.pensabem.net/

Visite http://resistimos.blogspot.com/

XXIII Domingo Comum

A correcção fraterna é uma das obras de misericórdia: corrigir os que erram, os que estão em falta, os que se desviam da verdade do Evangelho é um grave dever e um direito do cristão: "...Eu pedir-te-ei contas da sua morte"..
A responsabilidade da salvação não é apenas individual mas é também comunitária. Não é correcto afirmar: "cada um é que se salva, cada um é que se condena". Tu podes ser responsável pela condenação do outro, porque não agindo segundo o critério do amor cristão: "amarás o próximo como a ti mesmo", não o ajudas-te a descobrir a Verdade e o Amor. O teu amor pode ajudar os outros a amar. E amar é já estar no caminho da salvação.
... A caridade das palavras é tão importante como a caridade das obras...
... O objectivo da correcção fraterna é ajudar o irmão e não encostá-lo à parede.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Sexo e altruismo

Enganam-se os que pensam que a Igreja Católica é contra o sexo e contra o seu uso. Ela até considera sacramento (sinal do céu) a entrega mútua de corpo e de alma entre homem e mulher, livres e capazes de se amarem. Ela vê isso como sinal do amor de Deus pela humanidade. Portanto, uma Igreja que considera o casamento um sacramento, jamais poderia ser contra o sexo. O que a Igreja condena é o egoísmo que às vezes acontece nas relações sexuais, onde ele desfruta dela sem nenhum amor maior, e ela não tem nenhuma consideração pela pessoa dele. Mas, quando os dois se consideram, se admiram e se respeitam e pretendem passar uma vida em função do outro, a Igreja abençoa e chama isso de "Sinal do Reino".
Enganam-se os que pensam que não existe espiritualidade no sexo. É claro que existe. A entrega de si mesmo, quando ela é feita dentro do respeito e do carinho, torna-se, mais que uma entrega carnal, um encontro espiritual. Existe oração no homem que se encanta com sua mulher e na mulher que se encanta com seu homem. Existe santidade naquele prazer dos dois em função do lar que criaram e das necessidades de um ser humano feminino e de um ser humano masculino. Está longe de ser um ato animal. É um ato humano, destinado não apenas a procriar, mas também de criar laços de ternura e de amor.
Quando o sexo é conseqüência dos laços de ternura, ele se torna a cada dia mais bonito. Quando não tem ternura e nem respeito, torna-se cada dia mais compulsivo e machuca sempre mais.
Para a Igreja, fica muito claro que a pregação de sexo do mundo quase sempre parte do egoísmo e acaba no egoísmo. A pregação de sexo da religião séria, parte do altruísmo e concluí no altruísmo.
Um casal disse:
- Gostamos muito do físico um do outro. Afinal, é um dos presentes que vieram com o casamento. Mas gostamos muito mais do jeito de ser um do outro. Não vivo sem o olhar, o sorriso, o carinho, as atenções e a paciência dessa mulher. E ela:
- Não vivo sem o carinho, a proteção, as palavras e a presença desse homem. Eu casei com o conteúdo: a casca e o invólucro vieram de presentes. Não vivemos em função da relação sexual e sim, das muitíssimas outras relações matrimoniais que dão sentido à relação sexual, quando ela acontece. O que nos une são nossas relações e não apenas aquela relação, que também é importante, mas não é tudo na nossa vida. Estamos casados por causa das nossas muitas relações matrimoniais e não apenas por causa das eventuais relações sexuais.
Quem acha que tudo é sexo no casamento, ainda não descobriu nem o casamento, nem a vida.