segunda-feira, julho 31, 2006

PADRE LUIS ANIMA NOITE

A festa de Verão da revista ‘Vidas’ do Correio da Manhã (aos sábados) reuniu vários convidados famosos, sábado, no Buddha da Póvoa de Varzim, mas foi o desconhecido padre Luís, que exerce o sacerdócio em várias paróquias de Vila do Conde e que chegou acompanhado do amigo João Malheiro, quem mais surpreendeu.

Sempre bem-disposto, contagiou tudo e todos com a sua alegria e aventurou-se na pista de dança. “Um padre é um cidadão comum e é normal que goste de se divertir. Além de conseguir mais facilmente cativar os mais jovens para a religião católica”, diz Tecas Costa Lopes.
Opinião partilhada por Helena Ramos, que não resistiu a dançar com o padre Luís. “É bom que as mentalidades comecem a adaptar-se aos novos tempos e o padre Luís está a fazer a sua parte nesta mudança. Ele é sóbrio, divertido, solidário, apaixonante e esta sua faceta não implica em nada com as suas obrigações religiosas. Adorei-o”, revelou a antiga locutora da RTP. “Vi-o com um copo na mão e perguntei-lhe, na brincadeira, se era água benta. ‘Não, meu filho, isto é mesmo aguardente’, respondeu-me a rir”, conta Telmo Miranda, cantor residente do programa ‘Fátima’.
João Malheiro considera-o um grande amigo e um ser humano carregado de virtudes. “Ele é muito especial. Com esta postura irreverente, ousada mas muito coerente e objectiva, o padre Luís consegue espalhar facilmente pelas camadas mais jovens a palavra de Deus”, diz o ex-director de Comunicação do Benfica.
Fonte: Correio da Manhã

sábado, julho 29, 2006

Jornalismo que vende

Minha querida revista Sábado. Sugiro que na próxima semana escolha, como tema de capa: PADRES SEM VÍCIOS. Pois... não vai encontrar nenhum! É que duvido que existam padres sem vícios. Se considerarmos que as virtudes e os vícios são, em parte, inatos e adquiridos, pois eu tenho alguns. Uns, como o de fumar, deixei há muito tempo. Outros mantenho-os como se de estimação fossem. Sou, por exemplo, um adicto à música.
Mas, claro! É preciso vender. E falar da dimensão humana dos padres vende muito. Envolve mistério, tabu, o sagrado... E se se trata de sexo, então, é mais que certo que não fique um único exemplar nas bancas.
Querida Sábado. Eu tenho vários vicios. Não me atrapalham na pastoral e muito menos na moral. E sinto-me profundamente amado por Deus e pela comunidade. Sim! Querida Sábado. Tenho vícios... Graças a Deus!

quarta-feira, julho 26, 2006

Cristianismo em risco na TERRA SANTA

A presença cristã na sociedade israelita está em risco de desaparecer. No espaço de 40 anos, o número de crentes baixou de 20 por cento para menos de 2 por cento. Actualmente, existem pouco mais de 150 mil cristãos que têm de enfrentar quotidianamente discriminação no emprego, na escola, no próprio bairro. As razões desta discriminação prendem-se com a religião que professam, com o seu estatuto social e com a origem étnica (na sua maioria são árabes palestinianos).

A tensão degenera frequentemente em violência: as comunidades cristãs são alvo de tiroteios esporádicos, ofensas verbais, ameaças anónimas e, por vezes, as pessoas são forçadas a abandonar as suas casas. Simultaneamente, o custo de vida e o desemprego, especialmente nos territórios palestinianos, têm vindo a aumentar.

O Padre franciscano Pierbattista Pizzaballa comenta: "Parece-me que as pessoas no Ocidente não têm a noção que existem ainda cristãos a viver aqui, que necessitam da nossa ajuda". Também os académicos alertam para a hipótese de que o cristianismo venha a desaparecer da Terra Santa se a taxa de emigração entre os cristãos não diminuir.

Recentemente, a cidade de Mughar, a comunidade cristã estava ainda em choque, três meses após 5 mil cristãos terem abandonado a cidade depois de um ataque de fanáticos drusos.

Em Belém – uma cidade que está a desaparecer atrás da gigantesca muralha que está a ser construída pelas autoridades israelitas, no contexto da contínua luta pelo domínio dos territórios na Cijordânia – o turismo, as peregrinações e o comércio de artigos religiosos vive dias difíceis. As famílias cristãs lutam para manter as suas lojas de artigos religiosos, mas os turistas são cada vez menos em Belém, devido às dificuldades em ultrapassar os postos de controlo do exército e da polícia israelita.

Em Ramallah, na cidade quartel-general da Autoridade Palestiniana, o Padre Nazaih salienta o sentimento anti-cristão existente: "Todos os muçulmanos gostam de vir para esta cidade. Pouco a pouco, os cristãos partem porque não podem viver com os muçulmanos. Existem alguns fanáticos que não gostam do facto de existirmos". O aumento do extremismo muçulmano está a causar um êxodo massivo numa cidade que antes da criação do Estado de Israel era inteiramente cristã.

Entretanto, organizações como o Conselho de Jerusalém para Relações entre Judeus e Cristãos trabalham para quebrar as barreiras entre estas duas religiões. O director da organização, Daniel Rossing, descreveu que estes encontros entre judeus e cristãos estão a começar lentamente de forma a ultrapassar os preconceitos mútuos mas confessa que ainda existe "um longo caminho a percorrer".

quinta-feira, julho 20, 2006

Cor, alegria e música cristã contemporânea no Multifestival GauDeo

O Multifestival GauDeo, um encontro que mistura cor, alegria e música cristã, inicia-se já amanhã em Fátima, continuando até Domingo. O objectivo dos seus promotores é promover a criatividade, dando a conhecer “diversos recursos que podem ser utilizados no anúncio do Evangelho”.
A iniciativa tem como tema “Agarra a vida!” e mistura espaços onde serão apresentadas algumas técnicas e realização de materiais que poderão ser utilizados na evangelização com a formação sobre diversas áreas, nomeadamente na promoção e dignificação da vida humana. Concertos, teatro, exposições de pintura, fotografia e design gráfico dão vida ao festival, que inclui espaços de oração.
Katya Rafael explica que, ao longo dos próximos dias, estarão presentes em Fátima vários carismas, “pondo ao serviço dos outros os talentos que nós temos”. O festival, assegura, será “muito mais do que música”.
  • Durante todo o multifestival vão estar presentes duas rádios católicas, portuguesas, a Net Rádio Católica (www.netradiocatolica.com) e a XTOfm (http://xtofm.no.sapo.pt), em emissão e difusão pela Internet com debates, entrevistas, comentários e transmissão dos concertos.
Henrique Silva lembra que esta iniciativa nasceu do desejo de vários artistas de se congregarem num espaço onde fosse possível “reflectirem sobre o que estavam a fazer”. GauDeo, explica, significa “alegria” e com o multifestival pretende-se que “cada um dos participan-tes, espalhe a alegria que vive na sua relação pessoal com Deus”.
“A multiplicidade dos carismas vive-se na própria organização, não é um evento marcado por objectivos e espiritualidade próprios de um único movimento”.

Apesar de não ser exclusivamente dedicado à música, o multifestival reserva-lhe um grande espaço.
Henrique Silva é membro do o grupo “Terceira Margem” e relata que esta é uma forma de “ir rezando com as pessoas, de forma diferente”, acabando por resultar em concertos de Rock com “músicas litúrgicas”.

  • “Não são as formas de comunicação que estão erradas, o que pode ser errado é o uso que delas fazemos”. S. Maximiliano Kolbe
  • Não é o estilo musical que pode ser considerado mau, mas sim “a mensagem que é transmitida na música”.
  • Hoje, são já vários os que tocam Hip Hop, Rap, Reggae, Rock ou mesmo Heavy Metal com mensagens cristãs. Musicar desta forma passagens do Novo Testamento, por exemplo, pode gerar surpresa, mas “no final há sempre quem agradeça a experiência".
  • A diferença faz com que seja possível chegar a um público menos habitual, pessoas que não estão ligadas à Igreja.

Fonte: ECCLESIA

Que tipo de música na Igreja?

"Mais vale ter a música rock nas igrejas que ter as igrejas vazias"
cardeal Furno

quarta-feira, julho 19, 2006

Sínodo da Eucaristia - avizinha-se uma reforma litúrgica

Há oite meses (Outubro 2005) Bispos de todo o mundo reuniram em Sínodo, para discutir o tema: "Eucaristia, fonte e todo da vida e missão da Igreja." O documento conclusivo de um sínodo geralmente surge sobre a forma de uma exortação Apostólica, e é escrito pelo Papa. Mas é o próprio sínodo, constituído por um conselho de 15 Bispos e Cardeais, que escreve as conclusões e as apresenta ao Sumo Pontífice.
O documento conclusivo que será apresentado ao Santo Padre não revelará grandes surpresas. Essas são esperadas da Exortação Apostólica do Papa, onde este revelará como pretende aplicar as suas opiniões sobre a liturgia ao rito actual.
Monsenhor Malcolm Ranjith, actual Secretário da Pontifícia Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, concedeu ao conhecido jornal francês La Croix uma entrevista, de que destaco alguns pontos.
- Pensa que a reforma conciliar já esteve mais longe?
- Não é uma questão de ser anti-conciliar ou pós-conciliar, nem conservador ou progressista! Eu acredito que a reforma litúrgica do Vaticano II não deverá ser descartada. Afinal, a reforma não é do tempo do Vaticano II: na verdade, ela precede o o Concílio, e nasceu do movimentos litúrgico do início do século XX. (...) Alguém pode dizer que a orientação da oração litúrgica na reforma pós-conciliar não foi sempre uma reflexão dos textos do Vaticano II, e neste sentido, alguém pode ditar a correcção necessária, uma reforma à reforma. A liturgia deverá ser re-adquirida, no espírito do Concílio.
- Concretamente, por onde passa a reforma?
- Hoje, os problemas da liturgia rodam à volta da língua (vernácula ou latim), e da posição do Padre, virado para a assembleia ou para Deus. Vou surpreendê-lo: em lado nenhum, nos decretos conciliares, se indica que é necessário o Padre virar-se para a assistência, ou que é interdito o uso do latim!
Ainda em entrevista à agência I-Média, D. Albert Ranjith disse que o Papa vai “tomar medidas”, lamentando que, muitas vezes, a Liturgia seja “um sinal de escândalo”.
Podemos esperar assim que alguns abusos litúrgicos sejam corrigidos como as palmas, as musicalidades inapropriadas e atitudes dos sacerdotes. Começa assim a notar-se a influência do pensamento de Joseph Ratzinger nas novas atitudes da Igreja.
O QUE ACHAS?

quinta-feira, julho 13, 2006

Votos de Casamento! Para quê?

Numa época em que em Portugal, aproximadamente, 1 em cada 3 casamentos resulta em divórcio, será relevante reflectirmos no compromisso que o casamento deve ter.
Alguém disse que: “No casamento, cada um pode apoiar o caminho espiritual do outro e ajudar a assegurar que o potencial da vida humana não seja desperdiçado.”
E, numa época em que, cada vez mais, o individualismo e o atingir do potencial individual de cada ser humano é uma prioridade, sem dúvida que, o casamento vivido nesta perspectiva de um apoiar e ajudar o outro a desenvolver o seu potencial não é um alvo fácil de atingir.
Segundo a tua opinião, quais os compromissos que os noivos hoje deverão assumir?

terça-feira, julho 11, 2006

Música de mensagem em expansão

Desde há muito tempo que a música se tornou um meio de comunicação. Através dela exprimem-se opiniões, sentimentos, deixam-se mensagens ou apela-se, simplesmente, para uma afinação do ouvido como sentido.
No Antigo Testamento descobrimos os Salmos que reflectem um estado de espírito em atitude de louvor. Hoje, pelo mesmo objectivo, mas com o acrescento de uma nova forma de evangelizar, a aposta centra-se no fazer da música veículo da Igreja para conquistar novos públicos, procurando chegar, sobretudo, aos mais jovens.
  • Usando a mesma linguagem de outros, na Espanha, o Padre Don José sobe aos palcos para interpretar os textos bíblicos ao ritmo de rock, pop ou reagee, cumprindo o seu compromisso de evangelização. Pároco próximo de Badajoz, donjosé assumiu a direcção do secretariado de música para evangelizar, criado pelo Arcebispo de Toledo D. António Cañizares, o primeiro na Espanha.

Mas se na restante Europa o desafio começou mais cedo, aqui no cantinho lusitano, começam-se a fazer ouvir os acordes de vários grupos musicais, nascidos de pequenos grupos corais paroquiais, de movimentos eclesiais ou, da vontade de fazer da música um contributo para o apoio a determinados projectos humanitários.

  • Por exemplo, os «Simplus» juntaram-se para fazer música e ajudar as crianças da Casa da Encosta, através da gravação de um CD - Entrega. Os concertos têm-se sucedido e as suas músicas ouvem-se na rádio e vêem-se na televisão.
  • Na paróquia de Odivelas, diocese de Lisboa, nasceu em 1993, com origem no Grupo Coral Juvenil e “da necessidade de transmissão dos valores de vida cristã para fora do próprio grupo” o grupo Sal da Terra. Conta actualmente com três trabalhos gravados, e através da música, canto, apresentação multimédia “e também com a própria vida”, assumem o desafio de “testemunhar a mensagem de amor de Cristo”.
  • Da pastoral juvenil da diocese da Guarda, nasceu em 2003 a Banda Jota que apresentou recentemente o seu primeiro trabalho discográfico - [a]braços. Com uma sonoridade pop-funck e vários concertos por todo o país, a Banda Jota tem como objectivo de vida “a composição de temas que anunciam e testemunham o ritmo que a mensagem de Jesus imprime nas suas vidas”.
  • Fundados há dois anos, os «ExploGen» pertencem ao Movimento dos Focolares. Começaram por tocar músicas do Movimento, mas acabaram por escrever os seus próprios originais, e os seus concertos são actualmente uma mistura destas duas fontes.
  • Na diocese do Algarve o grupo «Laudate», apoiado pelo Sector Diocesano da Pastoral Juvenil, foi formado com o mesmo objectivo de contribuir para a evangelização através da música, “pretendendo privilegiar as paróquias onde não há grupos de jovens a funcionar ou onde os há mas com pouca vitalidade”.

Muitas vezes, alguns destes grupos musicais que optam pela execução de inéditos, criam as suas primeiras canções para a participação em festivais vicariais ou diocesanos, e dos festivais para outros palcos, o salto não é muito grande. O difícil é, concretizar o sonho de entrar em estúdio e gravar o primeiro CD.
Kyrios, Vozes de São João de Deus, Paz Inquieta, Pe. João Paulo Vaz, Pe. Borga, PHN, Água Viva, Terceira Margem são outros dos grupos e artistas que, um pouco por todo o país vão deixando, através da música de hoje, uma mensagem de sempre.
Nuno Rosário Fernandes in Agência Ecclesia

Qual a tua opinião? Esta será uma aposta válida?

EN FAMILIA (Grupo Aborada) - Valencia 2006

En el seno de la madre nace la vida.
En la entrega del padre, la fidelidad.
Familia, comunidad de amorl
lamada a trasmitir la fe.

Hombre y mujer fuente de vida,
a su lado la Iglesia que acompaña,
juntos son semilla de esperanza
imagen de Dios, que sólo ama.

Sólo quien es luz… brilla y vive.
¡Ven! Vamos a construir….
¡Ven! vamos a construir
la Iglesia en familia formando el pueblo de Dios.
Ven, ven, ven...

El hombre necesita comprender
que ha nacido por amor y para amar;
descubrir que en la familia está el futuro,
el futuro de una nueva humanidad.

Sólo quien es luz…brilla y vive.¡
Ven! Vamos a construir….¡
Ven! vamos a construir
la Iglesia en familia formando el pueblo de Dios.
Ven, ven, ven.

En cada familia que ama, está Dios amando.
En cada familia que sufre, está Dios sufriendo.
En cada familia que ríe, está Dios riendo.
En cada familia que busca, dios se deja encontrar.

¡Ven! Vamos a construir…¡
Ven! Vamos a construir
la Iglesia en familia formando el pueblo de Dios…

segunda-feira, julho 10, 2006

Bispo de Valência suprime missas do domingo, dia 9 de Julho

O Arcebispo de Valência, Dom Agustín García-Gasco, assinou um decreto pelo que se suprimem as missas em todas as paróquias e Igrejas da diocese no domingo, 9 de Julho, de manhã, para incentivar a participação do maior número possível de sacerdotes e fiéis na Missa de encerramento do V Encontro Mundial das Famílias (EMF) que presidirá nessa cidade o Papa Bento XVI.
De igual modo, o decreto assinado por Dom García-Gasco, determina que durante a tarde do domingo, 9 de Julho, estabeleçam horários extraordinários de missas para facilitar o cumprimento do preceito dominical àqueles fiéis que não tenham podido assistir à Eucaristia presidida pelo Santo Padre.
No mesmo texto, o Prelado afirma que "a presença do Papa na nossa arquidiocese é um acontecimento de graça que deve reforçar a comunhão inquebrável de nossa Igreja local com o Sucessor do Pedro".
O Papa presidirá nesse domingo às 9h30 da manhã a Missa de encerramento do EMF na ponte do Monteolivete, junto à Cidade das Artes e as Ciências de Valência.
Um exemplo a seguir quando houver acontecimentos de relevância diocesana ou mundial? O que acham?

domingo, julho 09, 2006

«O avô do mundo»

A firmeza das convicções de Bento XVI, imagem de marca do pontificado, tem tido um impacto tão grande nas pessoas que o seguem como a aparente surpresa do seu carácter afável, que, nesta viagem, se manifestou em diversos gestos de agradecimento e sorrisos perante o entusiasmo da multidão.
No grande encontro festivo de sábado à noite, Bento XVI reafirmou diante de centenas de milhares de pessoas a "vigência" da família baseada no casamento entre um homem e uma mulher, a única capaz de resistir ao hedonismo.
"Deste modo se contraria um hedonismo muito difundido, que banaliza as relações humanas e as esvazia do seu valor genuíno e da sua beleza. Promover os valores do matrimónio não impede gozar plenamente a felicidade que o homem e a mulher encontram no seu amor recíproco. A Fé e a ética cristã, não podem sufocar o amor, mas sim torná-lo mais são, mais forte e realmente livre".

Bento XVI convidou os governantes e legisladores a reflectir “sobre o bem evidente que os lares em paz e em harmonia asseguram ao homem e à família, centro nevrálgico da sociedade”.
“O objectivo das leis é o bem integral do homem, a resposta às suas necessidades e aspirações. Além disso, a família é uma escola de humanização do homem, para que cresça até se tornar verdadeiramente homem", acrescentou.

  • Um dos momentos mais destacados deste encontro festivo aconteceu quando o Papa falou do papel dos avós na transmissão da fé e se assumiu como o “avô do mundo”. Então, defendeu que os idosos não sejam excluídos do âmbito familiar “sob nenhum pretexto”, lembrando que os avós “podem dar aos netos a perspectiva do tempo, a memória da família".

“Para a Igreja a família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida”. Além disso, é um bem insubstituível para os filhos, "que hão de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais”.

quinta-feira, julho 06, 2006

Famílias portuguesas desafiadas a serem primeiras evangelizadoras

No momento em que as atenções da Igreja Católica se centram no V Encontro Mundial das Famílias, em Valência, ganha destaque a temática de transmissão da fé no contexto familiar, motivo de reflexão nas diversas iniciativa do Encontro, que terá o seu momento culminante com a visita do Papa, no próximo fim-de-semana.

  • “Muitas famílias são transmissoras de fé, mas tem de ser uma fé mais vivida, mais sentida, mais trabalhada, porque temos de perceber o que isso implica na nossa vida” - Ana Cid
  • “A transmissão da fé na família, que noutros tempos talvez passasse por formas mais catequéticas – basta pensar na aprendizagem de uma oração -, tem hoje outras formas e, sobretudo, a consciência do que significa a fé passa por um âmbito muito mais amplo” - Benjamim Ferreira.
  • “Como aconteceu ao longo da sua história, também agora a Igreja é chamada a encontrar formas adequadas para a situação que vive, sem perder de vista a vivência e o anúncio da fé” - Benjamim Ferreira.
  • “Para nós, se a fé era algo que fazia parte da nossa vida, também faria parte da vida dos nossos filhos, não fazia sentido ser algo sobre o que eles mais tarde fossem decidir” - Ana Cid.

Para ti, a nível da fé, são os filhos que devem decidir mais tarde o seu futuro ou os pais podem decidir pelos filhos?

quarta-feira, julho 05, 2006

MENOS MISSAS E MAIS MISSA

Últimamente preocupa-me e ocupa-me a tarefa de fazer um projecto pessoal de vida que integre harmoniosamente tanto a actividade pastoral como a contemplação, o cuidado de mim mesmo e a doação incondicional aos outros.
Querer cuidar dos outros sem cuidar de mim mesmo pode levar-me ao esvaziamento e acabar não fazendo o bem que pretendo fazer aos outros.
O activismo na pastoral é corrosivo.
E cada vez sou mais solicitado, sobretudo para celebrar missas (e os demais sacramentos) em paróquias vizinhas, porque o padre está velhinho, porque já não lê bem, porque foi de férias, porque faltam padres... E eu que não queria ser um 'padre misseiro' ou, simplesmente, sacramentalista. Sempre prezei mais a dimensão evangelizadora.
Procurar manter os tempos necessários para a oração pessoal, os tempos de meditação, a lectio divina diária. Um desafio que me faço a cada dia.
Que Deus me ajude.
Também concordas com o Pe. Pedro Josefo: "O activismo na pastoral é corrosivo?

"BÉBES-MEDICAMENTO"?!!!

A comissão de bioética da Conferência Episcopal da Súiça (CES) acaba de publicar uma posição sobre os chamados “bebés-medicamento” e o eugenismo, considerando que estas são práticas “odiosas” e “eticamente inaceitáveis”.
A nota da CES refere-se ao primeiro caso registado no país de uma “bebé-medicamento”, nascida em Janeiro de 2005 para doar a medúla óssea a um irmão de seis anos. Os Bispos consideram que “não é justo criticar a intenção dos pais, que sofreram” e alegram-se com a cura da criança mais velha, mas lembram que a prática constitui “uma forma inquietante de eugenismo”.
A CES critica, em especial, a produção de 20 ou 30 embriões humanos que depois são destruídos como “vulgar mercadoria” quando é descoberto o embrião que é compatível com a pessoa doente.
Segundo os Bispos, “o nobre fim de curar o doente não justifica a morte dos embriões, que são indivíduos da espécie humana”.
“O eugenismo é uma prática odiosa, que consiste em seleccionar crianças que nascerão em função de critérios utilitaristas que não respeitam a sua dignidade intrínseca”, explicam. Nesse sentido, a prática de “bebés-medicamento” é considerada como “um eugenismo vergonhoso, rodeado de bons sentimentos”.
Para a Igreja Católica na Suíça, é essencial combater a “instrumentalização do indivíduo humano”, procurando encontrar caminhos alternativos, como a doação por parte de adultos.
Fonte: Ecclesia
Qual a tua opinião?

terça-feira, julho 04, 2006

O sacramento do mundial... Nem no dia mais feliz dos noivos?!!!

Numa clássica e lindíssima igreja de Lisboa, repleta até ao átrio, estava prestes a terminar a celebração dum Casamento integrado na Eucaristia. Dirigia-me à cadeira presidencial para os momentos de Acção de Graças quando um estranho ruído de vozes se levantou na Igreja - seria protesto, pedido de intervenção, súplica incontida? Foi sufocado, de imediato, por uma vibrante salva de palmas como cascata de alegria. Nunca tal havia visto. Tratava-se, afinal, do momento exacto em que Portugal vencia a Inglaterra. E que, ainda não sei como, percorreu toda a Igreja numa onda progressiva.
Como Presidente da celebração aguardei a chegada do silêncio e disse: “mais um motivo de acção de graças a juntar àquele que já nos possuía nesta celebração litúrgica”. Fez-se um silêncio complacente e respeitoso. Pedi, a seguir, o mesmo ímpeto de entusiasmo na pequenina palavra Amen em resposta à petição de bênção para o jovem casal: “Vamos puxar por esta jovem equipa de família que hoje, diante de todos, sela o seu amor com o sinal de Cristo”. E nunca me lembro de ouvir tão alto e vibrado, o Amen da Assembleia, como reforço à bênção matrimonial. Se no princípio estava duvidoso sobre o bom gosto de irromper em exclamações e palmas dentro da Igreja por causa dum golo, acabei por entender que se o sacramento é entrosado na vida, ganha compreensão e densidade e projecta mais longe o ritual tecnicamente perfeito de palavras e gestos predefinidos. E depois da imploração de Bênção para todos, todos partiram com uma experiência de Acção de Graças que nem sempre acontece de modo tão visível e assumido no seu todo.
Não é edificante? Paciência!
(E eu, que só vi dois jogos inteiros do Mundial e já deito futebol pelos olhos, lá voltei, sem querer, ao assunto. Desta vez como “sacramento… e acção de graças…” Espero que os liturgistas entendam…)
António Rego
Mas os liturgistas não entendem muitas outras coisas...
Conta-nos histórias que tenham acontecido e ficado para sempre nas vossas memórias

sábado, julho 01, 2006

Porque é que um jovem hoje se faz Padre ?!

Queiramos ou não, o mundo avança. E depende de nós que ele avance connosco ou sem nós.
O que é um padre ? O que faz ? Para que serve ?
São perguntas que podem incomodar, mas para as quais deve existir uma resposta.
A vocação dos padres está, por natureza, ligada à paternidade da fé e à constituição da vida da Igreja, Corpo de Cristo. O ministério dos padres recebe mesmo a sua razão de ser no serviço aos cristãos. Por isso a sua missão é complementar à de todos os cristãos na medida em que é sua função ajudar a que estes vivam a sua fé.
O padre é, por isso, alguém que se entrega a Deus por causa dos outros. De facto, o padre é um homem chamado para servir a fé e vivência cristãs de todos os outros homens e mulheres. A sua vida é isso: servir, ensinando, santificando e animando a fé de todos os outros homens e mulheres. Ou seja, o padre é alguém que está ao serviço da dimensão baptismal da vida de todos os crentes.
Um padre não pode ser tudo aquilo que a chamada opinião pública lhe pede que seja. Tem que ser muito mais! É bom que corresponda a essas expectativas mas partindo do fundamento pelo qual se fez padre e ministro da Igreja. A sua vida e ministério não são apenas uma correspondência directa às expectativas das pessoas de quem se está ao serviço e, no entanto, ao mesmo tempo, têm de as integrar. Então, quando Cristo chama, não há que ter medo.
É que Cristo que chama e quando chama também acompanha. E, quando somos capazes de confiar no seu chamamento e de nos oferecer com amor e gratuidade aos seus caminhos na Igreja, experimentamos uma força insuspeitada e um sentido de vida fabuloso. Ninguém aceita hoje projectos que não tenham uma identidade forte. E ser matrimónio cristão, ser padre, consagrado/a, religioso/a tem, sem dúvida uma forte identidade e um imenso projecto. Jesus Cristo é sempre uma Fonte renovadora da vida. O que somos “desafia” muito mais do que o que dizemos.