segunda-feira, abril 26, 2010

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.

Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

sábado, abril 24, 2010

A conversão de Joe Eszterhas


Joe Eszterhas foi o guionista de "Instinto Básico", o thriller erótico de maior êxito dos anos 90. Dirigido por Paul Verhoeven, "Instinto Básico" consiguiu catapultar para a fama a Sharon Stone e deu a este género um enorme empurrão.

Para além desta película, Joe Eszterhas escreveu o guião de "Showgirls", "Jagged" e outros títulos que o convirteram no "rei do sexo e da violência na América".

O melhor de um bom thriller é o final. E o mais surpreendente da vida de Eszterhas é a volta de 180 graus que deu a sua vida. Converteu-se ao cristianismo... realmente é isto que assusta aqueles que querem manter e defender determinados valores!!! Que as pessoas se fartem dessa visão de sociedade mediocre!!!

O abuso dos abusos. Objectivo: o Papa (I)

Passaram cinco anos desde a publicação daquela conhecida manchete do jornal The Mirror que, depois da eleição do cardeal Joseph Ratzinger como Papa, dizia «God´s Rottweiler» (El rottweiler de Deus). Já nessa altura, as diferentes manchetes, de carácter mais hostil, pressagiavam a relação que poderia oferecer a maioria da imprensa laica mundial àquele que como cardeal já tinham tratado severamente mal.

Ao longo destes dez anos, Bento XVI enfrentou muitas mediáticas. Entre as mais significativas estão:
1) o facto de ser de origem alemã e por isso, ipso facto, é tachado de «nazi»;
2) a lição magistral de setembro de 2006 na universidade de Ratisbona, donde se extrapolou uma parte do discurso, o qual originou a ira islâmica;
3) em janeiro de 2008, a recusa de uma parte mínima de professores e estudantes da universidade de La Sapienza, em Roma, para que o Papa inaugura-se o ano acadêmico (por causa de uma interpretação errada de um discurso sobre Galileu que, como cardeal, tinha pronunciado Ratzinger na mesma institução);
4) o levantamento da excomunión aos obispos «lefebrianos» no inicio de 2009 e a desconhecida opinião de um desses bispos, Richard Williamson, sobre o holocausto hebreu;
5) e, por última, a revolta por causa da resposta do Papa ao periodista da France Press sobre o preservativo, num voo para Angola em março de 2009.

Talvez nenhuma outra crise tenha sido tão mordaz como a do tema dos abusos por parte do clero católico. Sem desvalorizar a tristíssima realidade dos factos comprovados e em qualquer circunstâncias reprovaveis, a imprensa procurou não só exprimir e generalizar até à saciedade as debilidades dalguns membros da Igreja, mas também envolver e manchar a imagen de Bento XVI.

A 1 de outubro de 2006 a BBC tentou-o pela primeira vez quando pôs no ar «Sex crime and the Vatican», um programa de 40 minutos cheio de erros de palmatória que denotavam as suasa intenções no seu afã de desprestigiar do o Papa. A utilização erronea dos documentos da Igreja (Crimen sollicitationis e a carta Ad exequenda), sirvindo-se de filmes antigos e entrevistas não datadas, o programa adultera, deforma e interpreta à sua maneira a informação.

Um dos mais penosos erros foi o de afirmar que Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, é o autor de Crimen sollicitationis, documento que apareceu em 1962 e preparado pela então Congregação do Santo Oficio, hoje Congregação da Doutrina da Fé. Assim, o programa dá uma informação errada sobre o autor (Joseph Ratzinger naquela altura nem sequer vivia em Roma nem era prefeito) e o conteúdo.

1. Quatro tentativas para desprestigiar o Papa: quatro casos de periodismo deficiente

Em maio de 2009 tornava-se público Informe da Comissão de Investigação Irlandesa (o Informe Ryan se pode consultar integralmente aqui ou ler o resumo sintético) sobre o tema dos abusos nas escolas e instituções desse país. Em Dezembro de 2009 publicava-se o Murphy Report, centrado na diocese de Dublin. O escândalo suscitado pelas deploraveis revelações, chocaram sensivelmente a sociedade irlandesa e toda a Igreja.

A. Don Georg, o irmão do Papa
Um semestre depois, a 28 de Janeiro de 2010, o jornal Der Tagesspiegel publicava os primeiros casos de abusos sexuais na Alemanha. Concretamente os perpetrados entre os anos 70 e 80 no Canisius College, administrado pelos jesuitas. Mais tarde conheceram-se os casos da escola da abadia benedictina de Ettal e, finalmente, o caso mais mediáticamente manipulado: o dos abusos entre os Regensburger Domspatzen (coro das crianças da catedral de Ratisbona), do qual foi director Georg Ratzinger, irmão do Papa. Começava assim a primeira tentativa sistemática por vincular e atingir directamente a Bento XVI.

Qual era a verdade? Diego Contreras conta assim no seu blog «A Igreja na imprensa»: «A diocese de Ratisbona divulgou un caso de abuso que aconteceu em 1958, um presumivel caso que tinha sucedido no início dos anos sessenta e um terceiro caso (todavia incerto), que se supõe que éde 1969. Os três refrem-se de algum modo ao coro deos Domspatzen. Trata-se de crimes, oi presumiveis crimes, ocuque aconteceram na residencia onde residiam e estudavam os jovens. Uma instituição que tinha uma direcção própria e independente da direção musical. Irmão do Papa, mons. Georg Ratzinger, foi director musical do coro (externo à residencia) no periodo 1964-1993. Isto é, não só estava longe físicamente do lugar dos factos, ou presumiveis factos, mas estes aconteceram num periodo no qual não era director (o dato claro do terceiro caso é que aconteceu dez anos depois de que o presumivel culpado tinha abandonado a sua relação com coro)».

A partir desta nota posta em circulação com transparencia e abertura pela própria arquidiocese de Ratisbona construiram-se titulares fantásticos que apontavam para a caça de Bento XVI sem pejo em recorrer a mentiras e fantasias de alguns periodistas.

B. Süddeutsche Zeitung, TIME e o semanário Stern
A segunda diatribe contra Bento XVI veio de um meio de comunicação social alemão: o Süddeutsche Zeitung. A 13 de março de 2010 publicou um nota sobre a suposta admissão na arquidiocese de Munich dum sacerdote –Peter Hullermann– acusado de abuso e procedente da diocese de Essen. Em Munich, teria recibido um encargo pastoral. Tudo isto tinha ocurrido em 1980, quando o arcebispo dessa sede era o cardeal Joseph Ratzinger.

No mesmo dia, TIME reproduzia a nota que logo, sucessivamente, daria a volta ao mundo. O título que foi dado pela TIME «O Papa sabia que o sacerdote era pedófilo mas autorizou que continuasse o seu ministerio».

Qual era a realidade dos factos? Efectivamente o então arcebispo de Munich autorizou que Peter Hullermann residisse na arquidiocese e exclusivamente para ser tratado. Depois da nomeação, em novembro de 1981, como prefeito da Congregação da Doutrina da Fe, Ratzinger renuncia à sede de Munich e passa para Roma em Fevereiro de 1982. Durante o periodo de sede vacante (isto é, quando ainda não se nomeou o suplente Joseph Ratzinger para Munich), o vigário para a arquidiocese, padre Gerhard Gruber, é quem decide dar licencia para que Hullermann exerça o ministério numa paróquia.

Em 1985 dão-se novas denuncias contra Hullermann (isto é, quando Joseph Ratzinger já não estava em Munich) e é retirado do ministerio sacerdotal. Em junho de 1986 é condenado por abusos de menores a 18 meses de prisão com liberdade condicional e a uma multa de 4.000 marcos.

Outro meio de Comunicação Social alemão que tentou fracassadamente desprestigiar com mentiras a Bento XVI foi o semanario Stern. Na quinta - 7 de abril de 2010 - publicava uma monumental falsidade segundo a qual, como cardeal prefeito da CDF, Joseph Ratzinger teria encuberto a Marcial Maciel, presbítero mexicano.

Prontamente o portavoz da Santa Sé fez uma declaração oficial afirmando: «Es paradoxal –e para as pessoas informadas ridículo– atribuir ao cardeal Ratzinger responsabilidades de cobertura o de encubrimento de qualquer tipo. Todas as pessoas informadas sabem que foi mérito do cardeal Ratzinger promover a investigação canónica sobre as acusações a propósito de Marcial Maciel, até chegar a estabelecer com certeza a sua culpabilidade». Maciel foi reduzido a uma vida de oração e penitencia, sem possibilidade de exercer o ministerio públicamente, em 2006.

Eu confio nos Padres - In priests I can trust

Louvor a Deus pelos bons e santos sacerdotes ao serviço de todo o género humano espalhado por todo o mundo. Bendito seja Deus pelo imenso dom do sacerdócio que traz ao mundo luz, paz e amor.

No encontro com os Jovens de Malta, no dia 18 de Abril, o Papa dirige palavras de coragem: «A quantos de vós desejam seguir Cristo, como casais, pais, sacerdotes, religiosos e fieis leigos que levam a mensagem do evangelho ao mundo, digo: não tenhais medo! Certamente incontrareis oposição á mensagem do Evangelho. A cul...tura hodierna, como qualquer cultura, promove ideias e valores que estão, porventura, em contraste com aqueles pregados por nosso Senhor Jesus Cristo [...] Eis porque vos digo: não tenhais medo, mas alegrai-vos do seu amor por vós, confiai n'Ele, respondei ao seu convite de ser discipulos, encontrareis alimento e ajuda espiritual nos sacramentos da Igreja»

Eu confio nos padres. Mesmo fazendo parte de uma Igreja santa e ao mesmo tempo pecadora, confio na Misericórdia de Deus, para mim e para todos os seus membros.
Os padres são sinal de Jesus na Terra, para tal receberam um Sacramento dado pelo Pai.
Oremos, cantemos, rejubilemos de alegria de Jesus Vivo e Ressuscitado!!! - Carlos Coutinho

Porque Deus quis que fossem seus pastores, de estola branca ao peito e cruz nas mãos, guardas da esperança e da Cidade Santa, terão memória eterna.
Porque pregam ao mundo a luz da vida, porque imitam na vida o Mestre excelso, Espalhando entre os homens a verdade, terão memória eterna.
Porque ensinam às almas o camninho, ... - Emanuel Cipriano

Eu confio nos Padres, porque são os homens, que Deus escolheu para indicarem-me o Seu Caminho. Tudo lhes devo, sobre a minha personalidade, caracter e educação.
Que somos nós? Maus meninos, neste mundo perverso.
Que seriamos, sem estes homens de Deus, que nos encorajam, nos levantam após cada tempestade, após cada provaç...ão, após cada queda.
Assim como Jesus Cristo, ensinam-nos a pegar em nossa Cruz e seguir o Seu Caminho.
Concedem-nos o perdão de Deus, através do sacramento da Penitencia(Confissão), o que nos dá a paz e tranquilidade, para viver neste mundo controverso.
Por eles, Jesus se dá diariamente, na consagração na Eucarístia.
Enfim...Confio nos Santos e bons sacerdotes! - Maria Clarisse Freitas

Cresci a ouvir falar mal dos padres...por ignorância de quem mo transmitia.Depois de me ter reaproximado da Igreja em idade adulta e de conhecer e conviver de perto com alguns padres, que além de padres são meus grandes amigos...posso dizer que admiro muito estes homens que em muito me ajudaram a crescer como pessoa e ...me ensinaram a escutar a Voz D´Aquele que eu quero unicamente seguir. Obrigado! EU CONFIO NOS PADRES. - Paulo Soares

Adere a este grupo no facebook

RR: Cavaco Silva vai vetar casamento homossexual

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vai vetar o diploma que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, avança esta sexta-feira a Rádio Renascença. A emissora indica que Cavaco deverá anunciar a sua decisão após a visita do Papa Bento XVI a Portugal, cumprindo o prazo legal de 20 dias após publicação em Diário da República.

O Chefe de Estado havia enviado o diploma para o Tribunal Constitucional, que deu luz verde à sua promulgação, considerando que não existiam inconstitucionalidades.
Fonte aqui


Justiça condena o Google a indeminizar o padre acusado de pedofilia

A justiça brasileira confirmou em segunda instância uma decisão que condenou a companhia Google a indeminizar em R$ 15 mil um sacerdote acusado de pedofilia na rede social Orkut, informaram nesta sexta-feira fontes jurídicas.

A 12ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a decisão emitida em 16 de abril. Se a empresa quiser, pode apelar à justiça federal.

Na acção judicial por danos morais, o sacerdote católico identificado como "J.R." alegou que um usuário anônimo o chamou "pedófilo" e "ladrão" numa das comunidades virtuais da rede social administrada pelo Google.
Fonte aqui

sexta-feira, abril 23, 2010

Bispo de Bruges confessa abusos e resigna

O bispo da cidade belga de Bruges, Roger Vangheluwe, apresentou a sua resignação após admitir ter "abusado de um jovem" seu familiar há vários anos, anunciou hoje a igreja da Bélgica.

"Quando ainda não era bispo mas também durante algum tempo depois, abusei sexualmente de um jovem da minha família. A vítima ainda hoje sofre", disse Vangheluwe, 74 anos, numa declaração lida pelo líder da Igreja Católica belga, arcebispo André Léonard.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa que juntou o arcebispo Léonard, o bispo de Tournai, Guy Harpigny, responsável pela comissão que trata das queixas de abusos sexuais envolvendo prelados, e ainda o presidente da comissão, o pedopsiquiatra Peter Adriaenssens.
Fonte Lusa

terça-feira, abril 20, 2010

Pe. Don José: vestido de Jerusalén


Primeiro videoclip do novo trabalho musical do Padre Don José, dedicado aos Papas

Escândalo sexual na selecção francesa de futebol

Vários jogadores da selecção francesa estão a ser interrogados pela polícia judiciária por suspeita de envolvimento numa rede de prostituição, incluindo menores, em Paris.

Um dos internacionais da equipa nacional gaulesa já reconheceu ter mantido relações durante algum tempo com uma jovem, mas disse à polícia não saber que ela era menor.

Segundo informações que estão a ser divulgadas este domingo em França, três ou quatro futebolistas da equipa do seleccionador Raymond Domenech terão recorrido a esta rede de prostituição que operava no meio VIP, em Paris.

Um proxeneta foi detido no decorrer das investigações. Não foram ainda divulgados os nomes dos envolvidos, mas os jornais indicam que dois dos jogadores actuam em equipas fora de França e outro na Liga francesa.

Fonte: Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (http://www.expresso.pt/)

Veja também aqui, aqui e aqui



Agora não é a Igreja Católica.

Não façam muito barulho, isso pode perturbar a selecção francesa. Não façam manchetes... depois não vendem jornais!
Um pequeno pormenor: os dirigentes da selecção francesa de futebol tinham conhecimento deste tipo destes factos e andaram a silenciá-los durante DÉCADAS? Os jogadores vão ser expulsos das respectivas equipas e da selecção?

domingo, abril 18, 2010

As hipocrisias jornalisticas: Odiado em vida amado na morte

As manifestações espontâneas apanharam de surpresa jornalistas, políticos, sociólogos e todos os especialistas em análise das "massas" populares, que hoje não conseguem esconder o embaraço interpretativo que lhes causa a reacção das multidões. Têm-se escrito rios de tinta, na tentativa de explicar a espontaneidade, intensidade e dimensão destas manifestações públicas de apego a Lech Kaczynski.
  • Como é possível que, ridicularizado durante anos pela maioria dos média e pelos adversários políticos, objecto de um boicote sistemático às suas ideias políticas e de ataques sem trégua que não raramente passavam por alusões à sua baixa estatura, Kaczynski receba hoje das multidões uma expressão tão sentida de apreço?
  • Como é possível que um homem "pintado" como um dirigente grotesco, tolo e anacrónico seja agora recordado com tamanha entrega e dor?
  • De onde saiu esta gente? Durante quatro dias e quatro noites, milhares de polacos renderam-lhe hoenagem. Passram mais de 10 horas de pé, ao frio, numa fila de centenas de metros. Gente de todas as idades, alguns com filhos pequenos, tão numerosos os jovens como os idosos, vindos de todo o país. A maior parte num impressionante silêncio, pensativos, comovidos, rostos sofridos, alguns em lágrimas...

As violentas críticas a que foi submetido Lech Kaczynski duram desde os anos em que chefiou a Câmara Municipal de Varsóvia, a partir de 2002, mas principalmente a partir de 2005, quando ganhou as eleições para a Presidência da Polónia. Recentemente, o chefe da diplomacia, Radoslaw Sikorski, apelou ao voto contra Kaczynski nas próximas eleições presidenciais com uma frase que suscitou os aplausos dos colegas de partido: "Um presidente pode ser pequeno, mas não deve ser baixo". Toda a gente se habituou a ver como ridículo o Chefe de Estado e tornou-se vulgar o escárnio servido diariamente a Lech Kaczynski.

Jornalistas e adversários políticos começaram, depois da catástrofe de 10 de Abril passado, a dizer sobre o Presidente aquilo que nunca antes pronunciaram publicamente:

  • que era muito amável e culto no trato pessoal,
  • que possuía um conhecimento histórico e político raro,
  • que tinha um talento impressionante para discursos improvisados,
  • que em família era um marido dedicado, um pai atento e um avô carinhoso,
  • que o seu amor pela mãe era exemplar…

Estes testemunhos podem revelar a hipocrisia e oportunismo dos seus autores, mas nada desvendam sobre as razões que motivam as manifestações de afeição popular.

Atento aos mais pobres, Lech Kaczynski defendia que um sistema político justo deve assegurar a todos os cidadãos os benefícios do desenvolvimento económico do país e que o direito laboral não é travão a este desenvolvimento.

Criticado por defender a soberania dos Estados nacionais na UE, ninguém quis dar a mão à palmatória quando a recente crise económica veio revelar que cada um dos Estados defende, em primeiro lugar, os seus interesses. O que é normal. E talvez precisamente essa "normalidade" de Lech Kaczynski fosse há muito uma evidência para o povo polaco, que hoje vem prestar-lhe uma homenagem que parece dizer: "Eras um de nós".

Fonte JN

Precisamos de melhores jornalistas, mais sérios e independentes...

É impressionante a hipocrisia de alguns,,,

Papa chora no encontro com as vítimas de abusos sexuais

O papa Bento XVI "chorou" neste domingo ao encontrar oito vítimas de abusos sexuais cometidos por religiosos em Malta, afirmou um dos participantes da reunião.
"Vi o Papa chorar de emoção", disse Lawrence Grech, e "vi nele e no bispo de Malta (Dom Paul Cremona) a humildade de uma Igreja que, naquele momento, representava todo o problema da Igreja moderna".

Bento XVI "apoiou sua mão sobre a cabeça de alguns dos participantes do encontro, abençoando-os. Senti-me liberado e aliviado de um grande peso". Grech contou ainda que "não ia mais às missas e havia perdido a fé, mas agora me sinto um católico convicto".

O encontro com o Papa foi "o maior presente que recebi depois do nascimento da minha filha", completou o fiel que, inclusive, não pôde participar da festa da menina, que neste domingo celebrava o seu terceiro aniversário.

Hoje com 35 anos, Grech foi uma das oito crianças abusadas sexualmente por padres em um orfanato católico da localidade de Santa Venera, na década de 1980. O grupo foi recebido pelo Papa na Nunciatura Apostólica, em Rabat. Bento XVI, por sua vez, expressou sua "consternação" diante dos episódios e "a vergonha e dor por aquilo que as vítimas e suas famílias sofreram".

O pontífice rezou com as vítimas e assegurou-lhes que a Igreja "está fazendo e continuará a fazer" tudo o que estiver a seu alcance para investigar as acusações, para levar à Justiça as responsáveis pelos abusos e para implementar medidas efectivas orientadas a preservar os jovens. E rezou ainda para que todas as vítimas de abusos experimentem "a cura e a reconciliação, permitindo-lhes seguir adiante com esperança renovada".

O papa falou separadamente com as oito vítimas dos abusos e o encontro aconteceu em um ambiente de "serenidade e sem tensão". É a terceira vez que o papa se reúne com vítimas de abusos sexuais, após tê-lo feito durante viagens aos Estados Unidos e à Austrália, em meados de 2008.
Fonte aqui

sábado, abril 17, 2010

Sigilio sacramental e pedofilia


O bispo francês de Bayeux et Lisieux, Pierre Pican, soube através de uma confidência do crime de pedofilia de um dos seus sacerdotes. O que devia fazer? Deve denunciá-lo, violando o segredo de confissão ou deve respeitar este mesmo segredo assumimdo as consequências?
Um advogado sabe que um dos seus clientes é pedófilo deve defendê-lo?
Os professores que sabem alguns dos seus alunos menores mantem relações sexuais e que outros colegas aconselham estes a utilizarem o preservativo, o que devem fazer?
Um médico descobre através do ADN quem é o pai do filho (a) de uma adolescente, o que deve fazer? Deve denunciá-lo à polícia? Se uma menor vai fazer um aborto é porque teve relações sexuais com alguém, quantos é que foram denunciados e condenados?
Na aldeia são conhecidos por todos alguns casos de pedofilia, estas pessoas que sabem e não fizeram nem fazem nada devem ser levadas a tribunal?

quinta-feira, abril 15, 2010

Dados estatisticos: gravidez na adolescência

Em PORTUGAL

Estatisticas mostram que 70% dos jovens iniciam a sua vida sexual antes dos 17 anos, muitas das miúdas tiveram seu primeiro filho entre 15 e 19 anos. Quando o adolescente, quer seja ele rapaz ou rapariga inicia a sua vida sexual, raramente ele se prepara antes. A adolescente apaixonada, num momento de paixão desenfreada esquece do mundo, e também esquece que o acto de iniciar a sua vida sexual implica em responsabilidades sérias, que caso não sejam pensadas podem trazer ao mundo uma nova vida. Será que então ela estará preparada para ser mãe? E o rapaz vai querer assumir a paternidade da criança?

Veja Portal da Juventude

No BRASIL
É interessante verificar este documento que está disponível no “Portal da Saúde”, elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde/MS.
Em 2oo1 foram registrados 27.866 nascimentos com vida de mães entre 10 e 14 anos. São perto de 30.000 “casos de pedofilia” (sob a óptica da lei), num único ano, isso sem contar os abusos de meninos, sem contar as meninas cujos filhos não nasceram com vida, as que não engravidaram e as cujos filhos não foram registrados. Esta realidade tem uma dimensão assustadora, é fruto da erotização da sociedade que nós, católicos, combatemos todos os dias.
No entanto, os inimigos da Igreja fazem vista grossa a tudo isso e preferem pegar meia dúzia de maus sacerdotes e despejar integralmente nas costas deles – ou melhor, nas costas da Igreja por intermédio deles – a culpa pela depravação moral que eles próprios [os anti-clericais] criaram, como se o mundo fosse um paraíso de pureza e castidade e só nas sacristias e casas paroquiais as crianças corressem risco de terem a sua inocência roubada.

terça-feira, abril 13, 2010

Outro disparate da imprensa sobre Padres pedófilos – A carta de 1985 do Cardeal Ratzinger

Por Massimo Introvigne (Avvenire, 10 de Abril de 2010) in http://www.cesnur.org/2010/mi_kiesle.html

Durou vinte e quatro horas o novo disparate lançado pela Associated Press contra o Papa. Até os media mais hostis, acossados pelos especialistas em direito canonico, fizeram marcha atrás. Mas, de acordo com o preceito segundo o qual vale a pena caluniar que sempre fica qualquer coisa, na cabeça dos utentes mais distraidos terão ficado apenas os títulos, segundo os quais, em 1985, o actual Pontífice «protegeu um padre pedófilo».

Para se compreender o significado da carta escrita pelo Cardeal Ratzinger a Mons. John Stephen Cummins (e não «Cummings»), Bispo de Oakland (California), a 6 de Novembro de 1985, é preciso ter algumas noções, ainda que básicas, de direito canónico. A perda do estado clerical pode ocorrer:
(a) como pena imposta pelo direito canónico por delitos especialmente graves; ou
(b) quando solicitada pelo próprio sacerdote.
Assim, um sacerdote acusado ou condenado por pedofilia pode perder o estado clerical
(a) como pena pelo delito cometido ou
(b) a seu pedido, pedido esse que o padre pedófilo pode ter interesse em fazer por razões diversas, por exemplo, para escapar à vigilância da Igreja (a vigilância do Estado é mais branda, como fica demonstrado em diversos casos), ou porque pretende casar-se.
No primeiro caso, está-se a castigar o padre pedófilo. No segundo caso, está-se a fazer-lhe um favor.

Até 2001, a pena pelo delito de pedófilia – o castigo – era imposta pelas dioceses; em 2001, essa competência passou para a Congregação para a Doutrina da Fé. Em contrapartida, a análise dos pedidos de dispensa do estado clerical – o favor – já em 1985 era da competência da Congregação para a Doutrina da Fé.

Em 1985, Stephen Miller Kiesle, sacerdote acusado de abusos de menores, foi objecto de dois processos distintos. O primeiro dizia respeito à averiguação canónica susceptível de levar à demissão do estado clerical deste sacerdote como pena pelos absusos praticados, averiguação que era da estrita competência da Diocese de Oakland, e em que a Congregação para a Doutrina da Fé de modo nenhum intervinha.
O segundo processo dizia respeito à solicitação, feita pelo mesmo Padre Kiesle, de dispensa do estado clerical, solicitação que chegou à secretária da Congregação para a Doutrina da Fé, a qual – por uma praxe que adquiriu valor de regulamento – não concede a referida dispensa a um sacerdote que não tenha completado os quarenta anos. Na altura, o Padre Kiesle tinha trinta e oito anos e o Bispo Cummins solicitou à Congregação para a Doutrina da Fé que abrisse uma excepção porque, acolhendo a solicitação de Kiesle, Roma libertaria a diocese de Oakland do embaraço de prosseguir a averiguação penal pelos abusos (indagação essa que, em 1985 – antes das alterações processuais introduzidas em 2001 – era, recorde-se, da estrita competência da diocese, e na qual a Congregação dirigida pelo Cardeal Ratzinger não podia intervir).

Se a Congregação tivesse acolhido o pedido de Kiesle, não teria «castigado» o sacerdote; pelo contrário, ter-lhe-ia feito um favor. Na verdade, Kiesle pretendia abandonar o sacerdócio porque tinha a intenção de se casar.

É muito importante distinguir o acolhimento de um pedido de dispensa do estado clerical, que constitui um benefício concedido ao sacerdote e que é da competência da Congregação para a Doutrina da Fé, da demissão do estado clerical como punição, que era, até 2001, da competência das dioceses, e não de Roma.

Enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger responde exprimindo a sua compreensão pela delicada posição em que o bispo se encontra – ou seja, agora em termos menos curiais, diz-lhe que compreende que o bispo preferisse que fosse Roma a tirar as castanhas do lume –, mas salienta que, para bem da Igreja, se devem respeitar rigorosamente as praxes, e que a idade do solicitante não permite dar-lhe a dispensa do estado clerical. «Considerando o bem universal da Igreja» – o que não significa, evidentemente, «para evitar escândalos» (aliás, o caso dos abusos sexuais atribuídos a Kiesle já tinha sido amplamente comentado na Califórnia, e o escândalo já se tinha verificado), mas sim «para não criar um precedente que abriria a porta a muitas outras solicitações de dispensa de sacerdotes com menos de quarenta anos» –, o Cardeal Ratzinger explica ao bispo que será necessário ter a prudência de esperar, como sempre acontece em casos de pedidos de sacerdotes que ainda não fizeram quarenta anos.

Entretanto, a Diocese de Oakland poderá, naturalmente, dar andamento à outra averiguação penal, susceptível de conduzir à demissão de Kiesle do estado clerical, não a seu pedido, mas como pena pelos abusos cometidos. Em 1987, enquanto a Diocese de Oakland prossegue as suas averiguações sobre Kiesle – depois de o ter proibido de exercer a actividade ministerial –, o sacerdote faz quarenta anos. Nesta altura, e como é da praxe, a Congregação acolhe o seu pedido de redução ao estado clerical. Kiesle abandona o exercício do ministério sacerdotal e casa-se, continuando a ser conhecido pela polícia como personalidade perturbada e suspeito de abuso de menores.

Os actos cometidos por Kiesle depois de 1987 não são, evidentemente, da responsabilidade da Igreja, mas apenas dos tribunais civis e da polícia. Se praticou outros abusos, a culpa não é da Igreja – que Kiesle abandonou e que deixou de ter quaisquer razões para o vigiar –, mas das autoridades civis.

Como é que ter recusado um pedido que um padre suspeito de pedofilia – que tencionava casar-se – apresentava como pedido de um favor, no seu próprio interesse, equivale a «proteger um padre pedófilo» é coisa que terá de ser a Associated Press a explicar.

domingo, abril 11, 2010

O progresso passa por prescindir do católico?

Que febre, que ímpeto!

Àqueles que menos importa o católico são esses precisamente que mais insistem em comentar. Não param. Devem andar muito aborrecidos com a sua vida ou sobra-lhes tempo ou deve-lhes compensar bastante a coisa.

O vitupério anti-católico prolifera, é o que mais se destaca nestes dias, é o que mais une toda esta banda mediocres semi-cultos. O tema é indiferente. O Papa ou as procissões de Semana Santa, dá igual. O católico molesta, incomoda, é uma fraude. E se diz algo és tu o que insultas. “Vamos a eles, vamos atacá-los onde mais lhes doi”.

Leis, ironias, blasfemias, preconceitos e sarcasmo. O desdém. E patadas ao mais sagrado.

É notável a preserverança destes senhores. Por outras causas já tinham desistido. Mas parece que é o único que têm para propor à sociedade, uma vida mediocre, sem ideais. A descomposição ideológica e a vida aburguesada deixaram-nos mergulhados no vazio de ideias. Para eles, o pecado é o único valor claro. Que poder, que afinco!
Os católicos -depois de tantos anos de imposições reacionárias- não sabem que o pecado não existe, que o que eles chamam pecado é a libertação definitiva, é o caminho do progresso. Finalmente, depois de tantos séculos de servidão e submissão, é necessário fazer entender às pessoas que a virtude coarta a liberdade do homem e a vulgaridade e a mediocridade torna-nos melhores. É urgente nivelar a sociedade por baixo. Assim, destilam amargura e soberba. E uma suposta e esotérica moral laica que pontifica e interpreta segundo convém. Proselitismo de propaganda. A cultura cristã não pega, é demasiado intransigente.
Ignoram todos homens e mulheres fizeram progredir a sociedade e destacam vincadamente o pecado de uns poucos. Será que as crianças abusadas pelo clero (3.000) ficaram mais marcadas do que as que o foram pelos agnósticos, ateus ou areligiosos? Para alcancarem os seus fins, ignoram deliberadamente os números (62.000) para se fixarem e realçarem o que lhes interessa! Não querem resolver o problema... Quantos processos a politicos, a desportistas, a médicos, a professores continuam em águas de bacalhau... São tão listos que nem se dão conta. Que gente tão profunda, tão séria e democrática!

segunda-feira, abril 05, 2010

A Visita Pascal e o folar têm sentido hoje?

A Visita pascal e o folar hoje.
Durante a semana da Páscoa o sacerdote costuma, nalgumas terras, "dar as boas festas e tirar o folar". O pároco, ou outras pessoas (seminaristas, comissão da Igreja...), percorrem a terra de casa em casa (e entram na casa de quem lhe abrir a porta )... A família está reunida em casa, o senhor padre entra na sala e anuncia a Ressurreição do Cristo, asperge com água benta as pessoas que estão de joelhos na sala e diz: Boas Festas. Aleluia! Cristo Ressuscitou! Em seguida dá a Cruz a beijar.

A vida actual transformou esta visita numa correria e numa mera tradição que pouco dignifica Cristo ressuscitado. A visita Pascal deve ser, antes de mais, um encontro das pessoas e das famílias com o seu Pároco e não uma mera recolha de fundos que complementam o salário do sacerdote ou enchem os cofres da Paróquia.

Cristo Ressuscitado é realmente anunciado?
O Sacerdote sai mais dignificado desta tradição da Visita Pascal e do folar?
As familias encontram-se realmente neste momento com o seu pároco?
Têm sentido que sejam outras pessoas a fazer a Visita Pascal em vez do pároco?

A Igreja está nomear os seus Bispos contra o Evangelho

Hoje, as nomeações dos bispos estão exclusivamente nas mãos da Curia romana. E, por isso mesmo, elegem os peões que convêm à Cúria para que se movimente a seu gosto, às vezes, até sem má vontade. Eu até compreendo que o poder central queira evitar muitos problemas que poderia surgir, se os bispos fossem eleitos. Caso fossem eleitos pela comunidade, os conflictos com Roma, surgiriam. Imaginem o que está a acontecer em Chiapas, o que se passou no Brasil... Porém, não esqueçamos que ninguém prometeu à Igreja que estará livre de problemas. O que lhe foi dito é que deveria resolvê-los evangélicamente.

sábado, abril 03, 2010

Padres Santos: movidos pelo amor, muito contribuíram para estabelecer a paz entre o Reino, os Colonos e os Índios

O Padre António Vieira , sacerdote, jesuíta e missionário, foi o maior orador de Portugal , um dos maiores escritores e um homem que exerceu importante papel político e diplomático durante o reinado de D. João IV.
Nascido em Lisboa em 1608 , partiu aos seis anos para o Brasil onde iniciaria a sua carreira eclesiástica, ingressando na Companhia de Jesus.
Dedicou-se fundamentalmente à pregação, conseguindo a conversão de muitos índios.
Regressado a Lisboa , em 1641 tornou-se conhecido pelos seus sermões e pela sua defesa dos judeus , solicitando a D. João IV que acabasse com a Inquisição. Depois da morte deste rei, era inevitável que Vieira fosse encarcerado pelo próprio Tribunal do Santo Ofício.
Depois de uma carreira diplomática importante, de uma vida de luta pela defesa dos índios brasileiros e pela defesa dos judeus, Padre António Vieira morre na Baia em 1697.


O Padre Manuel da Nóbrega , célebre missionário jesuíta nasceu em 1517 e morreu no Rio de Janeiro em 1570. Cursou Humanidades na Universidade de Salamanca e entrou na Companhia de Jesus.
Em 1549, chegou à Baía, no Brasil onde começa por fundar uma igreja e se dedica à conversão dos índios. Foram tantas as conversões, que decidiu fundar um seminário para educação dos índios convertidos. A sua obra notável no campo das conversões fez com que fosse nomeado Bispo do Brasil.
O Padre Manuel da Nóbrega e o Padre José Anchieta, de que falaremos a seguir foram os dois padres que concorreram, de forma mais notável, para a civilização brasileira.

O Padre José Anchieta nasceu em S. Cristóvão da Laguna, Tenerife em 1534.
Aos 18 anos inicia-se na Companhia de Jesus e, em 1553, com vinte anos, é enviado para o Brasil, para catequizar os indígenas, pregando ideias religiosas e escrevendo diálogos a que chamava comédias, fazendo-as representar diante do povo. Em 1578 foi nomeado provincial do Brasil.
Juntamente com o Padre Manuel da Nóbrega desenvolveu meritórias acções junto da população indígena conseguindo estabelecer a paz entre colonos e índios, mesmo com as tribos mais selvagens.
Veio a morrer numa das aldeias por ele povoadas, a de Iriritiba, sendo o seu corpo transportado pelos índios com grande veneração.
Para além da sua actividade missionária há que distinguir também os seus escritos e as suas observações sobre fauna e flora brasílicas.