quarta-feira, dezembro 30, 2009

Papa sai em defesa do casamento entre homem e mulher.

Bento XVI convida cristãos a darem testemunho das suas convicções

Bento XVI saiu este Domingo em defesa da família “fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher”, considerando que a mesma é de “suma importância para o presente e o futuro da humanidade”.

Numa intervenção via satélite, Bento XVI afirmou que a família “é caminho seguro para o encontrar e conhecer, assim como um apelo permanente a trabalhar pela unidade de todos á volta do amor”.

“Daí que um dos maiores serviços que nós cristãos podemos prestar aos nossos semelhantes – salientou o Papa - é oferecer-lhes o nosso testemunho sereno e firme da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher, salvaguardando-a e promovendo-a pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade”.

“Efectivamente a família é melhor escola onde se aprende a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e fazem grandes os povos”.

Aos fiéis reunidos no Vaticano e em Madrid, Bento XVI pediu que “nos vossos lares se respire sempre o amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com o seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração diária, a pratica constante das virtudes, a compreensão recíproca e o mutuo respeito”.

Na sua catequese, o Papa afirmou que “o homem e a mulher, criados à imagem de Deus, tornam-se uma única carne no matrimónio, isto é uma comunhão de amor que gera nova vida. A família humana é portanto ícone da Trindade tanto pelo amor interpessoal, como pela fecundidade do amor”.

Bento XVI falou também da importância da educação cristã, salientando que a família cristã está consciente de que os filhos são “dom e projecto de Deus”.

Em Madrid estiveram seis Cardeais e oito Bispos da França, Alemanha, Holanda, Itália, Polónia, Áustria e Portugal, para além de 39 Bispos espanhóis. Num ambiente festivo, defenderam o modelo tradicional de família, manifestando a sua recusa do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que afirmam ser “contra a natureza”.

Fonte: Agência Ecclesia

segunda-feira, dezembro 28, 2009

O Governo está a tapar o sol com uma peneira



Parece impossível como muitos dos nossos políticos perante o gravíssimo problema social da diminuição da natalidade e também do aumento generalizado do número de crianças e jovens em situação de abandono, não descobriram a urgência de promover medidas de apoio e dignificação da Família”.

“Em vez disso, pretendam fazer-nos aceitar que uniões entre pessoas do mesmo sexo, as quais incorrectamente se vão chamando famílias alternativas com casamentos à ‘sua maneira’, são a expressão máxima da modernidade e do progresso”.


Fonte: Aqui

quinta-feira, dezembro 24, 2009

O Bispo emérito de Setúbal acusa o Governo de ofender e provocar a consciência cristã



Numa entrevista à Rádio Renascença, D. Manuel Martins criticou a proposta que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que, para o bispo, serve para dividir os portugueses.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Cesaropapismo dissimulado

A grande deficiência da cristologia hoje é a cristologia política da Igreja antiga, isto é, influência dos interesses políticos na teologia. Compreende-se que isto tenha acontecido num determinado tempo da história, na época da decadencia do Imperio. Aquilo estava a afundar-se e era necessário agarrar-se a alguma coisa. Como se aperceberam que o cristianismo estava a crescer, os imperadores agarraram-se a ele. Mas, claro, a eles não lhes interessava um Deus crucificado. E o grande problema com que se depararam foi que o cristianismo pregava que o Deus no qual acreditavam era um crucificado, isto é, um escravo, ou um extrangeiro, ou um subversivo. Como resolveram o problema? Criando um Deus Todo-poderoso. El pantocrator, que era um título imperial que acrescentaram a Jesus Cristo. Porém, o o Deus que encontramos nos Evangelhos é um Deus misericordioso.
Na verdade, as pessoas não precisam de poderes que as dominem, mas de compreensão, misericórdia, respeito, tolerância, ajuda diante da debilidade. Este é o melhor serviço que a Igreja pode prestar. E isso não o pode fazer uma Igreja de poder. E ao olharmos para o Vaticano dá a sensação de que estamos diante de um grande poder. Porém, isto não é só uma sensação, mas é uma realidade. A cúpula e a praça de São Pedro, a magestuosidade dum cardenal revestido com todos seus ornamentos, são uma expressão simbólica duma realidade.

A Igreja prega continuamente o Evangelho. Existem muitas pessoas na Igreja que o pregam, vivem, e sofren por causa do Evangelho. Existem bispos, sacerdotes e religiosas e religiosos que o fazem em sitios onde niguém quer ir. Padres que passam verdadeiramente mal, nos piores sitios. No entanto, isso não é notícia. O que é notícia são as grandes reuniões na Praça de São Pedro, as viagens do Papa que a qualquer sítio onde vai tem de ser recibido como um grande deste mundo, como um chefe de estado!
E as pessoas não entendem. Porquê? Como associar estas imagens com aquelas que se leêm no Evangelho? Jesus, quando mandou os apostolos a evangelizar disse-lhes: "Não leveis dinheiro, nem cajado, nem sandálias; não leveis duas túnicas". Porque é assim que se evangeliza.

Eu creio que evangelizou mais São Francisco de Assis com a sua humildade e a sua simplicidade, ou muitas outras pessoas por ai perdidas, padres, monjas, leigos... do que estas personagens que aparecem com esta pompa. E o pior é que esta tendencia está crescendo ultimamente. Caminhamos a passos largos para uma Igreja da pompa e da liturgia e afastamo-nos cada vez mais dos pobres. E isto acontece na medida em que a Igreja perde poder no tecido social. Quanto menos poder, mais tendência a agarrar-se a estas coisas. É por isso que vemos a Igreja cada vez nais agarradada ao integrismo dogmático...

O Decisivo seria o Sermão da Montanha, mas esse exigiria outra postura...
Fonte: O teólogo José María Castillo: "La humanización de Dios".

domingo, dezembro 06, 2009

Nove detidos por aplicar lei islâmica em Espanha

Condenada à morte conseguiu escapar

Nove homens foram detidos, na Catalunha, por terem tentado aplicar a lei islâmica ("sharia") a uma mulher adúltera, informaram as autoridades espanholas.

A mulher foi sequestrada em Março e mantida isolada numa casa em Valles. Os sequestradores, de origem magrebina, organizaram, então, um tribunal islâmico.

"Estas pessoas constituíram uma espécie de tribunal para aplicar a lei islâmica. A mulher foi julgada e condenada à morte", de acordo com o porta-voz da polícia.

A "sharia" é um interpretação radical da lei islâmica que prevê a condenação à morte das mulheres suspeitas de adultério.

Antes de a pena ser executada, a mulher conseguiu iludir os sequestradores, escapar do cativeiro e chegar a uma esquadra onde denunciou o grupo. As detenções foram realizadas em Novembro, mas só foram divulgadas este domingo.

Dos nove detidos, sete ficaram em prisão preventiva sob acusação de associação criminosa e tentativa de homicídio.
Fonte. JN