sexta-feira, dezembro 30, 2005

PEDIDO AO PAI ESPIRITUAL PARA 2006

Eu pedia, que nos desse padres, que não interrompessem a eucaristia, para irem à sacristia, buscar o livro, para continuação das leituras.
Eu pedia padres,com ou sem vergonha encapotada, que não incentivem o racismo.
Eu pedia padres, que tendo em conta as limitações humanas, não se ponham em plena cavaqueira com acólitos, durante a celebração da eucaristia.
Eu pedia padres, que tendo em conta a vontade de Deus, não se restringissem unicamente a pedir dinheiro aos crentes.
Eu pedia padres, que por força da vontade Divina, saibam representar na terra, o mistério do Nascimento, Vida, Crucifixação, Ressurreição e todo o manancial de exemplo e ensinamento deixados por Jesus.
Eu pedia, essêncialmente, representantes da Igreja, em que se pudesse rever a essência da Biblia , Vida de Jesus e seus Ensinamentos.
Eu pedia, que todos e cada um, em todo o Ser, soubessem estar bem consigo e com o próximo.
Eu pedia, que em tudo na vida fosse feito, tendo em conta a verdade, a justiça, o amor.
Eu pedia padres verdadeiros e não agitadores da Paz e vontade Divinas.
Tendo em conta o chamamento e a profissão de padre, eu pedia, para 2006, que o Pai Natal traga ao Homem o que é do Homem, não descurando a Alma e acabe com a heresia e prosmicuidade patentes em certos sectores da Igreja.
É preciso alimentar as Almas e viver Jesus e acabar com a arena em que é transformada a eucaristia e a fé.
Quero crer, que se agora fui ouvido, de alguma forma a Esperança continua.
Abaixo a hipocrisia haja Fé.
QUAL O TEU COMENTÁRIO A ESTE COMENTÁRIO?

quarta-feira, dezembro 28, 2005

KING KONG: parabola de uma nova civilização?!

Parábola porquê?
Vejamos a metáfora contida no filme:
  • Duas selvas - duas civilizações (qual a diferença?);
  • A busca do sucesso à custa dos outros - atitude das duas civilizações;
  • A Beleza cativa a "Besta" (o primata e o homem moderno);
  • Um primata luta para salvar a Beleza;
  • O primata, enfim, convertido pela Beleza consegue subir ao "topo do mundo";
  • No entanto o "homem moderno" abate o primata pelas costas (aniquilamento da história nobre da vida humana?!);
    Moral da história:
  • Até quando é que este homem-ainda-primata irá demorar a perceber a Beleza contida na pessoa humana?
  • Quando é que os "poderosos" irão libertar a humanidade presa pelo orgulho e fanatismo do sucesso e poder?
  • Quando é que estas lições proporcionadas pela arte irão valer mais do que o dinheiro de um bilhete de cinema?

O homem é vítima do sucesso

“O homem da era tecnológica arrisca-se a ser vítima do sucesso da sua inteligência e dos resultados da sua capacidade de acção, de se deixar levar pela atrofia espiritual, por um vazio no seu coração”. Advertindo que “a época moderna é apresentada muitas vezes como um período de despertar do sono da razão, como o nascer da humanidade”.
“Sem Cristo” “a luz da razão não é suficiente para esclarecer o homem e o mundo”.

O MISTÉRIO DO NATAL

Celebram-se a 25 de Dezembro 2005, anos sobre o nascimento de um judeu da Palestina que, na verdade, não se sabe se nasceu a 25 de Dezembro ou sequer há 2005 anos.
Efectivamente, pensa-se que Jesus Cristo tenha nascido entre sete e quatro anos antes da era que ostenta o seu nome, num mês indeterminado. Também não se sabe com exactidão quando foi crucificado, embora se aponte para o período entre os anos 29 e 33 (o que significa, como curiosidade, que a famosa "idade de Cristo" não serão os célebres 33 anos, mas algo mais próximo dos 40).
O facto de ter sido vastamente ignorado no seu tempo de pregador não impediu Jesus Cristo de se tornar numa das mais importantes personalidades de todos os tempos. Não que Jesus se tenha afirmado fundador de um movimento religioso diferente do judaísmo. Mas a sua vida inspirou o maior movimento religioso da história da humanidade, aquele que ainda hoje mais fiéis congrega no mundo.
Jesus Cristo nem sequer se chamou Jesus Cristo, apenas Jesus. "Cristo" foi o título que os seus seguidores lhe apuseram e que é o equivalente grego da palavra hebraica "messias" (o "ungido", ou "ungido de Deus"). A associação histórica dos dois nomes resume, em larga medida, o problema do cristianismo. Jesus nunca se afirmou inequivocamente como "messias" ou "Cristo". Antes da morte e ressurreição, foi um pregador judaico apocalíptico, como tantos outros que existiam na Palestina. Coube aos seus seguidores, depois da ressurreição, começarem a designá-lo assim, bem como "Filho de Deus".
Como nota Bento XVI, a história do Cristo filho de Deus, plenamente divino e humano ao mesmo tempo, a própria materialização de Deus na Terra, desafia a credibilidade, à luz dos actuais critérios de veracidade e verificação. É verdade que todas as religiões o fazem, mas esta talvez mais do que outras. Nas restantes religiões reveladas, por exemplo, Deus dirige-se a Abraão, Moisés e Maomé, mas sem adquirir qualquer forma material. O cristianismo, pelo contrário, obriga a acreditar que Deus, a determinada altura, se apresentou aos humanos enquanto indivíduo concreto, um ponto infinitamente minúsculo no espaço e no tempo da História. O cristianismo obriga a acreditar que um de nós, que viveu há cerca de dois mil anos num pequeno ponto da Terra, era Deus Ele próprio.
Talvez a fraqueza e a força do cristianismo residam nesta mesma inverosimilhança.
  • Fraqueza, porque "Cristo" pode ser facilmente destruído por "Jesus". Será fácil admitirmos que Jesus existiu, mas que não era "Cristo", nem "filho de Deus".
  • Força, porque a fé que permite vencer a inverosimilhança só pode ser uma operação intelectual e espiritual poderosa.

Esta fraqueza e esta força estão presentes na realidade do cristianismo hoje em queda na Europa, sob o assalto dos tais critérios de veracidade, expande-se vigorosamente na Ásia, na África e na América, sendo a religião de cerca de um terço da população mundial.

Mas mesmo na Europa adivinha-se uma porta de regresso que (pelo que vai dizendo) Bento XVI parece querer explorar. É que a inverosimilhança da história de Cristo pouco fica a dever a certas inverosimilhanças opostas. Quem recusa militantemente a existência de Deus, fá-lo por fé. Não porque, de acordo com os critérios de veracidade de que se reivindica, tenha demonstrado que Deus não existe ou que é falsa a sua materialização em Jesus. Tal como o cristão acredita em Cristo, o ateu não acredita em nada transcendente. Mas a fé não o abandonou, e nesse processo ele vai substituindo a inverosimilhança divina por coisas ainda mais inverosímeis. O ateu ocidental, sem o saber, herdou do cristão a noção de salvação e de fim da História (o "Reino de Deus"). Mas incapaz da fé em Deus transfere-a para ídolos, como a ciência, a economia ou a política. Acredita na salvação, mas na terra, e que a ciência, a economia e a política são os instrumentos para a concretizar.

A percepção crescente da incapacidade destes ídolos para construírem o tal "Reino de Deus" tem feito aumentar o número daqueles para quem já nem sequer eles salvam. Daqui nasce a crendice. É no Ocidente super-racionalista que assistimos a uma verdadeira explosão das mais folclóricas superstições, desde a astrologia à psicanálise. Não surpreenderá, por exemplo, vermos um físico nuclear acreditar na reencarnação ou no poder das actividades mediúnicas.

Bento XVI (como já antes João Paulo II) parece acreditar na ideia de Dostoievsky segundo a qual a vida pós-religiosa, sem mistério, seria insuportável. A explosão de formas abastardadas de espiritualidade aponta, justamente, para aí. A Igreja pensará talvez herdar esta sede de mistério, assim reconquistando a Europa. É provável que tenha razão. Afinal, ainda não deixámos de celebrar anualmente o mistério da vida de Jesus, nem de nos render a ele, por muito alheios que a ele sejamos. Por isso, feliz Natal.

Que comentários te sugere este artigo de opinião?

terça-feira, dezembro 27, 2005

PAPA APRESENTA O TERRORISMO, A POBREZA, A PROLIFERAÇÃO DE ARMAS COMO AMEAÇAS À PAZ


Em sua primeira mensagem de Natal, Bento XVI pediu que a luz do Menino Jesus alente a humanidade a construir uma ordem mundial mais justa. Escutaram as palavras do pontífice cerca de quarenta mil pessoas congregadas na praça de São Pedro, assim como milhões de telespectadores de todos os continentes que acompanharam a bênção «Urbi et Orbi» (À cidade e ao mundo) através de 111 canais de televisão de 68 países.
«Ó homem moderno, adulto e todavia às vezes débil de pensamento e de vontade, deixa o Menino de Belém conduzir-te pela mão; não temas, confia n’Ele!», exortou o pontífice em uma mensagem na qual alternou espiritualidade e candente atualidade.
«A força vivificante da sua luz dá-te coragem para te empenhares na edificação duma nova ordem mundial, fundada sobre relações éticas e econômicas justas», disse. O amor de Deus, encarnado no Natal, assegurou, esclarece a «consciência comum de ser uma “família” chamada a construir relações de confiança e de mútuo apoio».
«Unida, a humanidade poderá enfrentar os numerosos e preocupantes problemas da atualidade: desde a ameaça terrorista às condições de humilhante pobreza em que vivem milhões de seres humanos, desde a proliferação das armas às pandemias e à degradação ambiental que ameaça o futuro do planeta», afirmou.
O olhar do pontífice percorreu em seguida alguns dos focos de tensão mais preocupantes do planeta, começando pela África, onde pediu opor-se às «lutas fratricidas, para que se consolidem as atuais transições políticas ainda frágeis e sejam salvaguardados os direitos mais elementares». Em particular, fez chegar este apelo à região sudanesa de Darfur e a outras regiões da África central. Que Deus feito homem «induza os povos latino-americanos a viverem em paz e concórdia». «Infunda coragem nos homens de boa vontade que trabalham na Terra Santa, no Iraque, no Líbano, onde os sinais de esperança, que não faltam, aguardam por ser confirmados através de comportamentos inspirados pela lealdade e sabedoria», acrescentou. Por último, alentou o processo de diálogo «na Península Coreana e noutros países asiáticos, para que, superadas perigosas divergências, se chegue, com espírito conciliador, a coerentes desfechos de paz, tão ansiados por aquelas populações».
Segundo o bispo de Roma, «o homem da era tecnológica corre o risco de ser vítima dos próprios êxitos da sua inteligência e dos resultados das suas capacidades inventivas, caminha para uma atrofia espiritual, um vazio do coração». «Por isso --propôs--, é importante abrir a sua mente e o seu coração ao Natal de Cristo, acontecimento de salvação capaz de imprimir uma renovada esperança à existência de todo o ser humano».
Os peregrinos que lotaram a praça de São Pedro desafiaram a chuva e o frio, mas alentaram o Papa com gritos com os quais João Paulo II era acolhido. O Papa em numerosas ocasiões saudou ao sentir o calor humano. Após sua mensagem, o sucessor do apóstolo Pedro concedeu, desde o balcão da fachada da basílica de São Pedro, a bênção «Urbi et Orbi» (à cidade e ao mundo) em 32 idiomas, primeiro em italiano e por último em latim. Em inglês, disse: «Feliz Natal! Que a Paz de Cristo reine em vossos corações, nas famílias e em todos os povos». As centenas de peregrinos da América Latina e Espanha estalaram em aplausos e em gritos de alento.
FONTE: ZENIT.org

terça-feira, dezembro 20, 2005

Se Jesus não tivesse nascido...

Todos, mais ou menos, temos como dado adquirido que o cristianismo é a base em que assenta a nossa civilização ocidental e em especial a portuguesa, mas de certeza que poucos já fizeram a questão: e se Jesus não tivesse nascido, como cremos há 2005 anos?
  • Que língua falaríamos?
  • Como seria a nossa estrutura social?
  • Haveria direitos humanos, das mulheres e das crianças?
  • Que monumentos teríamos?
  • Como seriam as nossas bandeiras nacionais?
  • Que nomes teriam as nossas terras?
  • Como seríamos chamados?
  • Haveria União Europeia?
  • Será que haveriam Constituições?
  • Que festas e feriados teríamos?

Estas e muitas outras questões dão muito que pensar e abrem a nossa imaginação a uma multiplicidade de respostas. Depois de respondermos a isto, talvez vejamos Jesus em muitas coisas das nossas vidas.

Sérgio Carvalho in http://novostempos.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, dezembro 19, 2005

CRISTIANISMO FÁCIL...

Hoje, nas igrejas portuguesas, estamos a ver as consequências de uma política de quantidade em detrimento da qualidade. As maiores igrejas portuguesas estão em declínio, perdendo assistência a cada semana que passa.
A qualidade pode ou não gerar quantidade, mas a quantidade nunca gera qualidade.
Usámos grandes campanhas com grandes máquinas de marketing por detrás, que venderam um cristianismo fácil, em que bastava fazer uma oração a Jesus, e todos os problemas seriam resolvidos. Um cristianismo baseado no que podemos receber de Deus, e sem sacrifícios da nossa parte.
  • Depois, ficámos admirados por as pessoas não se negarem a elas próprias, não se tornarem verdadeiras discípulas de Jesus, e não estarem dispostas a morrer por ele.
  • Ficámos admirados por as pessoas terem uma atitude egoísta, em que o que importava era saber o que ganhavam com o cristianismo, e não o que podiam fazer por Cristo ou pelo próximo.
  • Ficámos espantados por essas pessoas não se interessarem em fazer parte da força activa da igreja, e por acharem suficiente ir assistir à missa/culto de Domingo.
  • Ficámos estupefactos ao ver essas pessoas saltarem de igreja em igreja, indo para a igreja que tinha as reuniões com a música mais fixe, ou à que estava na moda.
  • Por fim, culpámos as pessoas de serem assim, esquecendo-nos de que as pessoas são apena aquilo que as ensinámos a ser.
Agora, é preciso começar de novo...
Nuno Barreto in Igreja Simples

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Stanley "Tookie" Williams (ACTIVISTA PACIFISTA) foi executado nos EUA

O estado da Califórnia executou hoje pela manhã Stanley "Tookie" Williams, o ex-líder de gangue que se transformou em ativista pacifista após ser condenado por quatro assassinatos. Ele recebeu a injeção letal, por volta das 6h, na prisão de San Quentín, na região de San Francisco. Tookie teve negado ontem o pedido de clemência pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e pela Suprema Corte dos Estados Unidos.
Veja fotos de protestos
Schwarzenegger sofre críticas
"Após estudar as evidências, vasculhar a história, ouvir os argumentos e me debater sobre as profundas conseqüências, não encontrei justificativa para conceder a ele a clemência", disse Schwarzenegger.
Tookie, ex-líder da gangue Crips, foi condenado à pena de morte em 1981 pela morte de quatro pessoas, mas sempre alegou inocência. Na prisão, renegou seu passado de violência, escreveu livros para crianças e foi proposto várias vezes para o Prêmio Nobel da Paz.
O caso de Tookie, 51 anos, gerou uma campanha internacional por clemência. Celebridades de Hollywood, entre eles Jamie Foxx e Danny Glover, líderes negros como Jesse Jackson e opositores à pena de morte em todo o mundo manifestaram-se a favor de Williams, dando como exemplo o seu trabalho contra a violência. Os seus defensores afirmam ter recebido "dezenas de milhares" de cartas e e-mails que sustentam que a mensagem do condenado contra os gangues repercute-se nas ruas e nos centros de detenção de delinquentes juvenis.

Protestos
Após a divulgação da notícia, milhares de pessoas que tinham se reunido no exterior da prisão mostraram o seu descontentamento com a morte. "Terminou, mas não terminou", frisou o reverendo Jesse Jackson, referindo-se ao combate do ex-líder de gangues contra a violência.
Segundo o relato de Steve López, um jornalista do Los Angeles Times que assistiu à execução, Williams "morreu sem apresentar resistência e levantou a cabeça várias vezes enquanto os funcionários da penitenciária lhe amarravam à poltrona para receber a solução letal".

Padres que se casam e padres celibatários

“A Igreja não tem pressa. Ela tem a eternidade à sua disposição” dizia-me, com alguma ironia, em Belo Horizonte, o Pe. Clovis Silva, que foi meu professor de Metafísica, contendo a minha pressa por mudanças. Hoje, passados 50 anos, tenho que concordar com ele. As mudanças na Igreja Católica caminham a passos de tartaruga e por isto é provável que até o século XXII o celibato obrigatório dos padres seja alterado.

Três concílios introduziram o celibato. O Concílio de Elvira (304 da E.C.) exigiu o celibato como condição para selecionar o clero; o Concílio de Latrão (1.139 da E.C.) ampliou o celibato para o Ocidente e o de Trento (1563 da E.C.) legitimou a decisão. O celibato atendeu naqueles séculos razões até de ordem econômica. São Paulo, na primeira aos Corintios ( 7,9) escreveu : “as se não podem guardar a continência, casem-se, pois é melhor casar-se do que ficar abrasado”.

Como leigo sou favorável que existam dois tipos de padres: os que se casam e os que permanecerão celibatários e castos.

No Brasil e no resto do mundo contam-se aos milhares os casos de padres que conheceram mulher e tiveram filhos. O alto clero, contudo, sempre fugiu de uma discussão séria sobre a sexualidade de padres, bispos e religiosas. Roma fez de conta que o problema não existia até que surgissem os processos de pedofilia contra padres nos Estados Unidos e a conseqüente indemização de milhões de dólares às vítimas. Do Vaticano vem agora a notícia que Bento XVI vetará a ordenação de homossexuais e orientação neste sentido foi enviada aos seminários. Sabe-se, por outro lado, que os leigos até aceitam padres que dêem as suas “escapadas”, mas não toleram e nem respeitam os homossexuais. Sobre padres homossexuais tenho, infelizmente, conhecimento de factos que a caridade me aconselha a não comentar.

Evidentemente, o padre celibatário terá maior disponibilidade para atender ao Povo de Deus, mas ser celibatário e casto não é para qualquer um. Somente seminaristas que revelarem uma personalidade equilibrada e um grande domínio sobre os seus instintos, seja pela via racional e/ou pela via mística, é que poderiam se candidatar a este estado.

Hoje, no mundo, existem mais de 150 mil padres que deixaram a batina para se casarem.
A CNBB, em pesquisa, revelou à imprensa que 41% dos padres pesquisados têm ou tiveram relação sexual com mulheres, após a ordenação. Voltando à minha Belo Horizonte e a um colega da Filosofia que comentava as “escapadas” do pároco da Igreja do Santo Antônio nos anos 50, eu perguntei-lhe se o bispo sabia do problema. Ele só me respondeu: “Saber deve sabe. Todo mundo sabe e as beatas nada escapa. Mas o padre X não provoca escândalo. Então....”

Antonio Ribeiro de Almeida é Doutor em Psicologia Social in

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Prendas para o Natal 2005

Menino Jesus,
Alguém me pediu para te enviar uma lista de prendas capazes de nos trazer um pouco mais de esperança e bem-estar.
No pressuposto de que não terás tempo nem paciência para enfrentar aquelas infindáveis filas à boca da caixa de pagamento para contar e pagar pacotes sem fim nalgum dos imensos centros comerciais, vou tomar a liberdade de Te fazer “pedidos acessíveis e ao Teu alcance”.
Cá vão eles:
  1. Andamos todos preocupados com a falta de natalidade. Sem crianças ao nosso lado, nas nossas casas, nas nossas escolas, nas nossas cidades, parece que o mundo fica mais triste! Vê lá o que podes fazer para que mais crianças possam nascer e saborear a alegria de VIVER.
  2. Pensa no grande número de portugueses que não têm trabalho que lhes permita ganhar honradamente o seu pão e noutros muitos que vivem com o coração nas mãos, com receio de, a qualquer momento, poderem receber ordem de desemprego. Arranja um jeito de nos encontrar uma nova geração de empresários que nos façam reviver a experiência de um novo ciclo de “descobrimentos” doutros tempos, em novos moldes, capazes de avivarem em nós o espirito do “nobre povo, de nação valente e imortal” que ainda cantamos no nosso hino!
  3. Já agora, se puderes encontrar um “medicamento miraculoso” capaz de curar a gula insaciável de quantos fazem dos remédios e da saúde dos portugueses um “tráfico de lucros escandalosos” à custa de milhares e milhares de pobres, sobretudo idosos, que tiram à boca para pagar na farmácia ou no hospital, com risco de às vezes serem chamados quando já foram desta para melhor, seria uma rica prenda!
  4. Meu caro Menino Jesus: permite que acrescente ainda a esta lista de pedidos de prendas tantos milhares de jovens que tanto esperavam da vida e da sociedade e se sentem desiludidos com falta de oportunidades para construírem o seu futuro, de pais amigos e confidentes, de amigos do peito que os não conduzam por caminhos tortuosos e sem destino seguro.
  5. Apesar de saber que nesta quadra natalícia o lendário Pai Natal não Te dará descanso com tantos pedidos, ouso chamar-Te a atenção para uma “ameaça de intolerância religiosa” que anda a rondar este bom povo português, para já de forma encapotada e a pretexto de um crucifixo Teu, mas com tendência a propagar-se a outros níveis. A gente sabe que nos mandaste perdoar, mas uma pessoa não é de ferro e também temos presente o Teu apelo de sermos na sociedade “sal, fermento e luz”! Se fosse possível enviar-nos um “sinal” que permitisse fazer-nos compreender que leis com legitimação legal não se sobrepõem a princípios eticamente inscritos no coração das pessoas e nas civilizações e culturas dos povos... isto é que seria uma rica prenda!

Aproveito para Te apresentar um bom Natal, que tenhas mais sorte agora do que tiveste em Belém, onde Te viste obrigado a ir buscar entre os animais do presépio o calor humano que os homens Te negaram.

Pe. José Maia

LAICIDADE NATALICIA

Para além da questão lateral dos crucifixos nas escolas, o tema da laicidade do Estado está aí para durar. E bom senso é coisa rara, quer dum lado quer doutro...
Nos Estados Unidos discute-se agora a simbologia natalícia. Dá graça. E pena. Árvores de Natal que passaram a chamar-se "árvores festivas", cartões a desejar não se sabe bem o quê porque não se fala em Natal, etc... etc... tudo em nome de uma suposta e politicamente correcta laicidade do Estado.
É verdade que o Natal começou por ser a cristianização de uma festa pagã. Agora parece que estamos em fase de repaganização. Ciclos, portanto.
Que fazer?
O óbvio: se acreditamos em Jesus Cristo, celebramos o Natal, enviamos postais de Feliz Natal, vamos à Missa "do galo", juntamos a família, rezamos e afirmamos a nossa fé. Quem não acredita, que faça o que entender, no respeito pelos outros. E, todos juntos, continuamos a ter tanto em comum...

Conferência Episcopal pede bom senso na questão dos Crucifixos

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) espera “bom senso” de todas as partes na questão da retirada dos Crucifixos das escolas do país.
Reunido esta manhã em Fátima, o Conselho Permanente da CEP analisou este tema da actualidade e defendeu um sistema de laicidade que respeite os símbolos religiosos e não que os elimine.
Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Carlos Azevedo, secretário da CEP, esclarece que “esta é uma questão de respeito para com uma dimensão religiosa e cultural dos cidadãos”.“O debate, sereno ou mais acalorado, que tem ocorrido nestes últimos dias, é muito proveitoso”, considera o prelado, esperando que o mesmo ilumine “qualquer decisão sobre este tema”.
Este responsável assegura que “a Igreja Católica não vai exigir que os Crucifixos permaneçam nas escolas, porque não foi ela quem exigiu que eles lá fossem colocados”. “Aqui há uma questão de bom senso, em cada comunidade educativa, e não pode haver um grupo de pessoas que se dê à inquisição das escolas que têm ou não crucifixos para denunciar esse facto ao Ministério”, acrescenta.
Para o futuro, refere o secretário da CEP, é necessário “que se tenha em conta a realidade das comunidades educativas, os problemas que lá existem ou não, o que levará a que se respeitem, retirem ou acrescentem símbolos religiosos”.“As pessoas devem habituar-se a viver na tolerância, num verdadeiro regime de laicidade, que é um regime de respeito para com os sistemas religiosos e não de apagamento dos seus símbolos, como parece ser o sistema laicista”, observa.
Fonte: ecclesia

terça-feira, dezembro 13, 2005

Restaurar a Igreja com um Mega-Cozido

Com o objectivo de angariar fundos para a recuperação da Igreja de Riba de Âncora, Caminha, realizar-se-á, dia 18 deste mês, naquela localidade, um mega-cozido com “produtos caseiros” e “muitos deles foram doados” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Manuel Oliveira. Até ao momento, já se inscreveram cerca de 1250 pessoas e cada refeição custará 15 Euros. Com as verbas angariadas “iremos reconstruir o altar mor e todo o piso da Igreja” – sublinhou.
Em 2004, realizou-se também esta iniciativa e “angariámos cerca de 5000 mil Euros” – salientou o sacerdote – que serviram para “restaurarmos os altares laterais”.O Presidente da República, Jorge Sampaio, e os cinco candidatos presidenciais juntaram-se recentemente a José Sócrates na lista de ilustres convidados para o mega-cozido.
Fonte: Ecclesia

sábado, dezembro 10, 2005

FRANÇA O PAÍS DA LIBERDADE E DA IGUALDADE (LAICO!!!!)

Sou católico e julgo-me tolerante. Mas não entendo porque se hão-de estimular atitudes que são na sua génese o que há de mais intolerante.Conto este caso verídico.
Um bispo francês tinha uma reunião para que foi convidado numa Câmara Municipal. Como é costume dos bispos católicos foi com uma cruz ao peito. Não o deixaram entrar com a cruz. Para entrar teria de a tirar. E ele negou-se. E não entrou.
Quanto a mim tomou uma posição de coerência.
Quem é que foi intolerante? Ele ou os que fizeram tal lei?
Se não tivermos cuidado, agora vão as cruzes das escolas, daqui a mais proibem as procisões, etc., etc..
Porque não permitir nas escolas os símbolos de outras religiões, se lá houver alunos com essa profissão religiosa?!
Se houver alguém que vá contra isso, então acho que esse é intolerante!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Crucifixo, haja coerência

A intolerância é uma prova de falta de inteligência e de cegueira. E a demonstração de que a história e a tradição são desprezíveis para certas mentes, tal o ódio que destilam perante a Igreja. Mas como católicos, não é tanto de tolerância que temos necessidade, mas de respeito…

Por António Bagão Félix

1. Há crucifixos (ou simples cruzes) em algumas escolas públicas!
Há que limpar as escolas dos perturbadores crucifixos, clama uma obscura associação e, por reflexo, emite uma circular o Ministério da Educação!
O país acorda, estremunhado, com tal anúncio revelador de "atraso" e de "antimodernidade", em pleno século XXI! Perante este dito problema, que importa tudo o resto neste Portugal feliz e encantado!
Ora aí está o mais decisivo problema da escola em Portugal a cruz! O resto é adjectivo. A reforma educativa prossegue. Outros símbolos e outras manifestações da dita modernidade até podem ser subsidiados. E os pais vão dormir descansados: vai deixar de haver crucifixos em algumas escolas…

2. É recorrente nestas alturas falar-se da separação compulsiva entre o Estado e a Igreja.
A receita para tal intervenção é a habitual o Estado é constitucionalmente laico. No sentido cru e árido da interpretação jurídica até pode ser que possam esgrimir com esta razão estritamente formal e legalista. Porém, a esta nova investida de raiz jacobina subjazem várias falácias.
A primeira é a de que a neutralidade religiosa torna obrigatório um Estado que transforma a laicidade pura e dura numa nova forma de religião. Como há poucos anos a Conferência Episcopal Portuguesa reafirmou em Carta Pastoral, a louvável e imperativa neutralidade religiosa do Estado não pode, porém, transformar este num Estado anti-religião, um Estado confessional de sinal contrário. Um Estado laico, não confessional não é necessariamente um Estado ateu que faz da laicidade uma espécie de nova religião do Estado.
A segunda é a confusão propositada e enviesada entre Estado e sociedade, no sentido de que a laicidade do Estado tem que implicar a laicidade da sociedade.
A separabilidade entre Estado e religião (curiosamente uma ideia que só se concretizou com o cristianismo) não tem que significar necessariamente neutralidade obsessiva, seja por hostilidade activa, omissão, indiferença, abstenção, ignorância, desrespeito ou desconhecimento dos fenómenos religiosos.
A liberdade religiosa não se limita ao plano do direito individual na esfera privada intimista, introspectiva. Exprime-se também como direito social, colectivo, comunitário. É uma liberdade de consciência individual, em primeiro lugar, sem deixar também de corporizar uma liberdade colectiva de expressão, de comunicação, de associação, de reunião. Uma liberdade, porém, que nada impõe aos que não professam a mesma fé.

3. Perante esta determinação de pragmatismo secular do Ministério da Educação, e a título de exemplo, pergunto às autoridades políticas e seus úteis (e às vezes bem subsidiados) satélites laicistas da sociedade

  • Porque há feriados dias santos neste Estado tão laico? Não serão inconstitucionais? Por que razão o Estado colabora na celebração da paixão e morte do Senhor, da sua Ascensão, ou da Assunção de Nossa Senhora? E sendo dias santos, porque se dispensam de trabalhar nesses dias os ateus e agnósticos que não querem crucifixos nas escolas?
  • Porque não são proibidos presépios e árvores de Natal em locais ou estabelecimentos públicos para não ferirem a laicidade do todo-poderoso Estado? Ou será que um crucifixo é mais "perigoso" que a representação simbólica do nascimento de Cristo?
  • Por que razões se vêem autoridades públicas, desde o Presidente da República ao mais modesto autarca, a participar nessa qualidade em manifestações da Igreja?
  • Porque continua o Estado a pavonear-se em cerimónias religiosas como casamentos e funerais e outras manifestações?
  • Porque não acabam com o "serviço público" da transmissão dominical da missa na TV do Estado?
  • Por que razão alguns intolerantes para com a Igreja a utilizam em proveito próprio quando isso lhes convém nas transacções eleitorais ou populares?
  • Porque não proíbem atletas e jogadores das selecções de Portugal de fazerem o sinal da cruz ou de se persignarem pública e abertamente nos seus jogos ou actividades?
  • Porque não acabam com esses cartões de boas-festas natalícias que os ministros, secretários de Estado, directores-gerais e tantos responsáveis do Estado gastam com o dinheiro dos contribuintes?
  • Porque não erradicam das escolas, hospitais, museus e outros locais públicos todos os resquícios de cristianismo ou religiões, desde as chagas de Cristo na Bandeira Nacional até à audição de oratórias, requiem, magnificat e outras músicas sacras?
  • Porque não mandam fazer uma auditoria a todos os espaços públicos para retirar todas as manifestações artísticas, designadamente de pintura, alusivas a Cristo?
  • Porque são estes arautos do pragmatismo secular e da denúncia de qualquer sinal religioso no Estado os primeiros a meter-se na vida intra-eclesial, opinando com "autoridade" sobre o celibato do clero, a não dissolução do matrimónio religioso, o acesso das mulheres à ordenação, etc.?
4. Por aqui me fico. A tolerância não se decreta ou despacha. Exercita-se no respeito pela diferença e por essa realidade fundamental, às vezes tão desprezada, que se chama família A intolerância, por seu lado, é uma prova de falta de inteligência e de cegueira. E a demonstração de que a história e a tradição são desprezíveis para certas mentes, tal o ódio que destilam perante a Igreja.
Sei que está na moda este tipo de actuação. E que, para proteger as minorias, nada melhor que desprezar as maiorias! Mas como católicos, não é tanto de tolerância que temos necessidade, mas de respeito. E como afirmava Jean Guitton, "pretender que se é neutro, que todas as opiniões são verdadeiras, é pressupor que todas falsas. Eis o cepticismo, a cada um a sua verdade e todos estarão tranquilos".
António Bagão Félix, in Diário de Notícias, 4 de Dezembro de 2005

Poder político obstrui liberdade religiosa

“A liberdade religiosa está longe de ser assegurada efectivamente em todo o lado”, denunciou ontem Bento XVI na Praça de São Pedro em Roma. No discurso que antecedeu a recitação dominical do Angelus e recordando os 40 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, o Papa salientou que esta liberdade religiosa, à qual o Concílio dedicou uma importante reflexão, é “em alguns casos negada por motivos religiosos ou ideológicos; outras vezes ainda que seja reconhecida no papel, é obstruída na prática pelo poder político ou, de forma mais abrangente, pelo predomínio cultural do agnosticismo e do relativismo”, afirmou.
O documento "Dignitatis humanae" aprovado pelo padres conciliares afirma o direito das pessoas e das comunidades poderem procurar a verdade e professarem livremente a sua fé, uma liberdade que “deve ser garantida tanto aos indivíduos como às comunidades, no respeito das legítimas exigências da ordem pública”, sublinhou Bento XVI.
O tema do Advento e deste tempo que prepara a vinda Cristo serviu de base à reflexão do Papa aos milhares de fieis que se encontravam na Praça de São Pedro a quem o Sumo Pontífice disse que esta vinda de Cristo “põe em primeiro plano o movimento de Deus para a humanidade, ao que cada um é chamado a responder com abertura, espera, busca e adesão. E assim – continuou – como Deus é soberanamente livre no revelar-se e entregar-se, pois só o move o amor, assim também a pessoa humana é livre de dar o seu consenso”, pois “Deus - disse o Papa - espera uma resposta de amor”.
Bento XVI, na saudação em língua francesa e já após a recitação do Angelus, recordou que na próxima sexta feira, dia 9 de Dezembro, celebram-se os 30 anos da Declaração dos direitos das pessoas com deficiência, proclamada pela ONU convidando cada um “a trabalhar sempre a favor da inserção das pessoas com deficiência, na sociedade, no mundo do trabalho, mas também na comunidade cristã”. “Qualquer vida humana é digna de respeito – disse o Papa – e deve ser protegida desde a sua concepção até ao seu fim natural”, frisou. A todos aqueles que se dedicam a esta tarefa o Papa “assegura o seu apoio e oração”.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

POLÉMICA DOS CRUCIFIXOS NAS ESCOLAS - Comentário do colega Palheirense

Segundo a Ministra da Educação, o seu ministério não emitiu nenhuma directiva para que fosse retirada qualquer cruz de qualquer escola e que seriam as comunidades locais a decidir. Ora, pelo que já li, não foi isso que se passou. Foi uma organização ligada à maçonaria que requereu a sua retirada.
Ainda segundo a Ministra a directiva, embora enquadrada na lei, teve origem num organismo regional do Ministério. Ora se essa decisão foi tomada em função de requerimento dessa tal organização, onde está o respeito pelas comunidades locais?
Nós cristãos é que andamos um pouco anestesiados pois se essas comunidades, que penso a grande maioria seja cristã, se afirmassem na manifestação da sua cultura e fé, não se acomodariam a que uma organização maçónica decidisse o que era bom ou mau para os seus filhos.
É uma verdade objectiva e insufismável que a civilização europeia assenta em valores Judaico/Cristãos por muito que custe a alguns "iluminados" dos nossos tempos. Os conceitos de justiça, os valores humanos, as leis e tudo o mais em que assenta a nossa civilização têm como fonte a Bíblia.
Eles podem estrebuchar, espernear tentar vender outras coisas aberrantes como se fossem normais como as relações, casamentos, adopções entre pessoas do mesmo sexo e outras que agora não me lembro, que nunca conseguirão apagar isso da história. Nem sequer percebem que a liberdade de terem essas opiniões resulta dos valores Judaico/Cristãos.
Já alguêm aqui perguntou porque não retiram também as estátuas de Santos colocadas nos locais públicos e as 5 chagas da nossa bandeira ao que eu acrescentaria porque não destruír o mosteiro dos Jerónimos, o mosteiro de Alcobaça o mosteiro da Batalha o convento de Cristo e outros monumentos marcantes da nossa história e da nossa fé?
Começa a faltar a "pachorra" para aturar esta gente.
Saudações a todos.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

O fracasso da ONU emrelação à SIDA

Dia Mundial de luta contra a Sida, 1 de Dezembro, torna a dirigir a nossa atenção para a já chamada “peste do século XXI”. Segundo os números apresentados pela ONU, os resultados do programa preventivo contra a Sida não são muito animadores. É o grande fracasso duma política preventiva que se fia só no preservativo... Tornou-se um facto público: mais de 40 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com SIDA. A doença distribui-se de maneira muito irregular: quase 26 milhões vivem na África a sul do Sahara e 7,4 milhões na Ásia meridional e sul-oriental. Por conseguinte, mais de 32 milhões concentram-se nestas duas regiões do mundo, sobretudo na África negra, mas isto não significa que a Sida não seja um problema para os restantes países, incluindo os mais desenvolvidos. Por exemplo, em Espanha e, na realidade, no conjunto da Europa em geral, a doença ressurgiu – dizem os especialistas – porque diminuiu a percepção do risco por parte da população. Só num ano surgiram mais 5 milhões de novas infecções. É o grande fracasso duma política preventiva contra a Sida que se fia só no preservativo, sem ter em conta que esta doença, tal como as outras, está estreitamente ligada ao estilo de vida.
Do mesmo modo que a cirrose hepática afecta as populações com propensão para uma elevada ingestão de álcool, assim a Sida constitui um flagelo para as zonas em que se verifica uma maior promiscuidade sexual e um consumo de droga através da reutilização de seringas já utilizadas - se bem que esta segunda componente se verifica cada vez menos. Em Espanha, 3 em cada 1000 cidadãos estão infectados com o vírus, e o Ministério da Saúde estima que existam cerca de 150.000 seropositivos.
Neste contexto, as declarações da Ministra da Saúde, Elena Salgado, sobre o preservativo e a Conferência Episcopal, tornam a confirmar a tremenda carga ideológica - no sentido mais pejorativo do termo - que embarga a responsável do Ministério da Saúde espanhol, que continua a insistir na polémica do preservativo e Igreja, ao mesmo tempo que celebra, tal como fez no Verão passado, a “alegria” dos contactos promíscuos. Há que insistir uma e outra vez em duas questões chave:Uma diz respeito a todos os países e já a apontámos: a Sida não pára com o uso do preservativo se não se alteram as condições sociais que multiplicam os contactos sexuais, dando azo a sociedades cada vez mais promíscuas. A fidelidade ao próprio par e a abstinência ou o atraso dos primeiros contactos sexuais são fundamentais para corrigir a tendência para o aumento. O facto de no Norte de África e no Médio Oriente se registar apenas meio milhão de casos, ao passo que na África negra se registar a cifra impressionante de largos milhões de pessoas não é um pormenor de menos importância. Embora considerando que possa existir um certo ocultamento dos números, é notório que a sociedade muçulmana está a demonstrar a sua capacidade para fazer face aos danos provocados pela doença, sem outros recursos a não ser os seus modelos de conduta. Do mesmo modo, num contexto social idêntico, as famílias fiéis aos modelos religiosos católicos registam uma incidência muito menor do que as que vivem de acordo com os critérios da sociedade desvinculada.A segunda grande questão, que diz respeito sobretudo à África, é a necessidade de dispor duma assistência massiva de retrovirais, capazes de fazer frente ao desenvolvimento da doença. O facto de não se verificar tudo isto é um escândalo que nos devia envergonhar a todos, habitantes do mundo desenvolvido e, em particular, os seus governos e os partidos políticos.
Fonte: Forumlibertas, 22 de Novembro de 2005

segunda-feira, novembro 28, 2005

CRISTOTECA versus Discoteca

A CRISTOTECA é um espaço para os jovens, todas as sexta-feiras à noite, na grande cidade de São Paulo (Capital), que não pára de funcionar um só minuto.
Percebemos que muitos jovens se perdem devido aos lugares que frequentam, e um deles é a discoteca, onde a música satânica, as drogas, a prostituição estão presentes. Pensando neles, nasceu o grande desafio, a CRISTOTECA, que oferece aos jovens um espaço de diversão, mas ao mesmo tempo uma oportunidade de encontrar Deus, o único que pode nos dar vida em abundância.
Noites de muita oração através da música e da dança: das 22h30 até às 5 horas da manhã! Uma oportunidade para encontrar-se com Deus através da oração acompanhada pelos ritmos mais animados da música católica. Santa Missa, DJs de Cristo, Cristolanche, momentos de aeróbica, tecno-católico, forró, axé, dance, enfim... Tudo o que uma balada cristã pode oferecer de bom. E o mais importante: tudo vivido na presença do Senhor!
"Um dia, ao falar com o nosso Bispo, Dom Gil, ele disse-nos: ´São Paulo precisa de iniciativas para os jovens, porque o povo procura lugares abertos durante a noite e não encontra Igrejas abertas´. Com este estímulo, pensamos na Cristoteca das sextas-feiras, com exceção da primeira sexta do mês, porque temos a Vigília Mariana de Adoração Eucarística", explicam os organizadores do evento.
"Com este objetivo, muitas pessoas estão a entrar em contato, e até de outros Estados do Brasil, para se unirem nesta luta contra uma sociedade de morte", concluem.
A Cristoteca nasceu para você, jovem!
Ela acontece TODAS as sextas-feiras, às 22h30, na Casa Restaura-me (Rua Monsenhor Andrade, 746 - Brás - São Paulo-SP - final da Rua São Caetano, à direita).

SEJAMOS COERENTES: porque não retirar as cinco chagas de Cristo da BANDEIRA PORTUGUESA?!!!

O sinal da cruz
Duas semanas depois de meio milhão de pessoas ter desfilado à chuva por Lisboa na consagração da cidade à Virgem, torna-se público que o Governo oficiou escolas do Estado para que retirem os crucifixos das paredes...
É uma medida míope que atinge especialmente o Norte. O Estado é laico, republicano, e mantém laivos socialistas. Porém, na mesma Constituição que serve de pretexto para estas decisões carbonárias pode ler-se que cabe ao Estado “proteger e valorizar o património cultural do povo português”. É de cultura que se trata quando a nossa matriz cristã ainda é lembrada nas paredes de escolas do 1.º Ciclo, no Centro e Norte do País. Agora, uma pobre cruz na parede pode ser reclamada – falta saber quais os requisitos para a legitimidade da queixa – como violadora do princípio da laicidade do Estado e da liberdade de culto. É ridículo! Mas, principalmente, é perigoso.
Para quê afrontar os sentimentos profundos de larguíssima maioria?
Para quê dar azo a uma guerra artificial quando, na acção governativa, tantas outras, e tão justas, estão em curso?
Cada vez mais, o papel do Estado deve ser o de não poluir com regras imperativas as áreas onde, de forma harmoniosa, as comunidades se auto-regulam.
Octávio Ribeiro, Director-Adjunto, in Correio de Manhã, 27 de Novembro de 2005
Associação de Famílias fala em "afronta"

“Uma sociedade democrática tem de respeitar os valores emergentes e tradicionais”, alerta o presidente da Associação Famílias, Carlos Aguiar, comentando a ordem para a retirada de crucifixos das escolas. “A retirada de símbolos cristãos por imposição política é uma afronta aos valores dos cidadãos. Isto só se compreenderia se fosse por determinação dos cidadãos, mas nunca por uma autêntica imposição prepotente do Ministério da Educação”.
Considerando que “nunca a necessidade de anulação dos símbolos religiosos foi sufragada pelo povo português ou fez parte de qualquer projecto ou programa político”, classifica a iniciativa de “patifaria” e “rasteira”.“
No escudo da bandeira nacional estão as cinco chagas de Cristo.
  • A laicidade da República vai obrigar também a rever a bandeira?
  • E os símbolos religiosos e as estátuas de santos em jardins, estradas e outros espaços públicos, também são uma afronta?”
Mário Fernandes (Braga), com E.N. e J.S., in Correio de Manhã, 27 de Novembro de 2005
CAMPANHA: não tirem o crucifixo das escolas. PARTICIPE: http://www.pensabem.net/

domingo, novembro 27, 2005

A PEDIDO DE UMA PEQUENA ASSOCIAÇÃO (RL) QUE NINGUÉM OUVIU FALAR o Ministério da Educação mandou retirar os CRUCIFIXOS das escolas

O Ministério da Educação mandou retirar o crucifixo das escolas.
A notícia foi tornada hoje pública pelo jornal Diário de Notícias.
Em Abril, a Associação República e Laicidade (RL) (Quem já ouviu falar desta Associação? Quantos portugueses representam? Inspiram-se certamente nos franceses!) denunciou ao Ministério da Educação cerca de 20 casos de crucifixos nas salas de aula, pedindo a sua retirada, de acordo com a Constituição e a Lei de Liberdade Religiosa.
D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, está indignado com a decisão do Governo: «Como português, sinto-me chocado com esta orientação. Se os outros, de outras convicções, poderão ficar chocados, como diz o ministro, eu também estou e com certeza que, comigo, muitos milhões de portugueses», afirma D. Jorge Ortiga, sublinhando que não quer «guerra de espécie nenhuma» - apenas espera «que os católicos portugueses se manifestem».
«No momento oportuno», acrescentou o Arcebispo de Braga, a Conferência Episcopal pronunciar-se-á. (cfr. RR 26 de Novembro de 2005)
É tal a afronta que nem a Comissão de Liberdade Religiosa foi contactada nem consultada para a tomada desta decisão.
Muitas coisas podem ser tiradas a nós cristãos,
mas a Cruz, como sinal de salvação,
não deixaremos que nos seja tirada.
NÃO PERMITEREMOS
que a CRUZ seja excluída da vida pública!»
João Paulo II, Homilia, Viena (Áustria), 21 de Junho de 1998

sábado, novembro 26, 2005

O PAI NATAL vai para o desemprego?...

O mercado vive duma espécie de engodo. Comprar e vender é um acto livre que tem cálculos, contas, necessidades, desejos, ilusões, jogos, riscos, lucros, posse, rejeição. Isso pode acontecer num mercadinho de bairro ou no grande bairro do mundo onde as coisas se compram e vendem porventura com vista larga. Os governos já entenderam que nesta matéria não podem ser demasiado pródigos tanto em estímulos como em repressões ao que se chama consumo. Convidar a poupanças próximas do exíguo, paralisa uma comunidade que vive das suas trocas e circulações que suscitam trabalho e criatividade. Alimentar o vício do supérfluo pode conduzir a uma círculo fechado e estrangulador para uma economia que se julga em movimento. Como um mecanismo de água estagnada que ilusoriamente circula dentro do mesmo poço sem se renovar e enriquecer.
Claro que tudo isto vem a propósito do Natal. Dizemos vezes sem conta que a celebração do nascimento de Jesus nem de perto nem de longe se restringe a uma dobadoira de luzes artificiais que nada iluminam. Apenas divertem o olhar. Mas o facto é que alguma economia se reanima nesta quadra, e empresas há que não “sobrevivem” sem o Natal. Por isso, em tempo de escassez, assistimos a algumas iniciativas tíbias, sem saber se navegam no mar tradicional da ilusão ou são um real contributo para a saída da crise que já nos cansa e que queremos exorcizar.
É essencial não perder os gestos de solidariedade, festa e partilha de afectos através de símbolos. Talvez se possa reconverter a indústria da qualidade: investir mais no significado e menos no objecto que se compra – por prazer, necessidade, partilha, amizade, ou mesmo - e esse é o ponto mais digno - o que melhor celebra o Nascimento de Jesus. Se, com a crise, desaparecer o Pai Natal e toda a sequela de mitos que arrasta, não se perde grande coisa. Não é grave se ele for para o desemprego desde que se salve o sinal íntimo que pretende traduzir.
Pe. António Rego in www.ecclesia.pt

terça-feira, novembro 22, 2005

O governo espanhol quer reduzir o apoio financeiro que canaliza anualmente para a Igreja Católica

O governo espanhol já avisou que quer reduzir o apoio financeiro que canaliza anualmente para a Igreja Católica, afirmando que esta deve apostar no seu auto-financiamento. A garantia foi dada aos jornalistas pela número dois do governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega.
Por sua vez, os Bispos espanhóis deram a conhecer que a acção da Igreja poupa anualmente ao Estado cerca de 30.060 milhões de euros por ano, através da prestação de serviços de assistência médica, de acção social e de educação, entre outros. Para a Conferência Episcopal Espanhola, o dinheiro que o Estado dá à Igreja “não vem do Governo, mas sim da sociedade”.
O Arcebispo de Saragoça foi mais além, chegando a pormenorizar o custo dos serviços que a Igreja presta à sociedade. Cerca de 36.060 milhões de euros, segundo D. Manuel Ureña, é o que o Estado poupa graças ao trabalho de assistência, de beneficiência e de educação da Igreja, enquanto que esta «só» recebe 132 milhões de euros dos cofres públicos. Saliente-se que esta quantia não representa nem sequer 20% da quantia que a Igreja necessita para cobrir os seus gastos anuais.
E se a Igreja Católica Portuguesa deixa-se de prestar serviços de assistência médica, de acção social e de educação...? Ás vezes os meios de comunicação social também deveriam olhar para este lado... não acham?

quinta-feira, novembro 17, 2005

DEUS...

Quando tudo parece perdido e
A esperança desaparecer,
Procura-Me,
Estou a teu lado,
Embora não me vejas.

Quando as lágrimas insistirem em cair dos teus olhos…
Lembra-te do sangue que derramei para que fosses feliz.
Quando sentires desejo de morrer
Lembra-te que a tua morte será em vão.

Eu morri para salvar os homens
E mesmo assim não consegui.
Eu tenho o meu tempo…
Eu sou o dono da VIDA e da MORTE
E só morrerás quando eu achar que está na tua hora.

Quando tudo te parecer uma escuridão:
As zangas com o (a) namorado (a)…
As incertezas…As desesperanças…
Insistirem em entrar no teu coração…
Procura-Me.
Nunca abandonarei quem precisa de mim.
Não serás o primeiro muito menos o ultimo.

Anda, Sorri!
Ergue a cabeça e segue em frente…
Daqui a pouco vais sentir a minha presença…

Tristezas não cabem no meu mundo…
E se te ponho à prova em coisas da vida…
É porque sei que tens força suficiente para as enfrentar.
Eu sou o teu Deus…Jamais te abandonarei…
Por isso ESPERA e CONFIA!
Com o meu tempo eu resolvo tudo!
Entrega-te sem medo!

Nenhum pai neste mundo abandona o seu filho.
Aceita as provas a que te submeto!
Elas só servirão para aumentar a tua fé,
o teu espírito e me ajudares a espalhar a minha palavra.

Serás o testemunho dos meus ACTOS,
do meu PODER do meu AMOR para aqueles que confiam em mim.
Incentiva-os a fazerem o mesmo…

“Eu sou a luz do mundo, quem Me segue jamais morrerá.”

FONTE: http://aninhasccl.blogspot.com/

A IGREJA CORRE O RISCO DE PERDER A MULHER

"Entre os diferentes carismas que enriquecem a Igreja de Lisboa, quero referir um de que pouco se fala e pode exercer papel decisivo na renovação da Igreja e da missão: refiro-me ao carisma feminino, à maneira feminina de ser cristão, de rezar, de amar, de servir, de anunciar. Alguém me disse um dia que uma das ameaças que pesa sobre a Igreja dos nossos dias é o risco de perder a mulher. Seria, de facto, uma grave perda, para a Igreja e para a mulher".
D. José Policarpo - Homilia de encerramento do ICNE

quarta-feira, novembro 16, 2005

BISPOS PORTUGUESES criticam o relatório: "Educação sexual em meio escolar".

A Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC) lançou hoje várias críticas ao “Relatório Preliminar” do Grupo de Trabalho de Educação Sexual, criado por Despacho da Ministra da Educação. Num Parecer sobre a “Educação Sexual em meio escolar”, este organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lamenta a vinculação da “Educação Sexual” à “Educação para a Saúde” e a ausência da “dimensão ética e dos valores”, da “perspectiva das religiões e das diversas culturas” no referido documento.
A CEEC considera "redutora" a integração da educação sexual nas escolas como uma alínea da educação para a saúde. “Preferimos situar a Educação Sexual num horizonte mais amplo e mais profundo, como um elemento decisivo para o desenvolvimento global da pessoa”, refere o Parecer publicado pela Agência ECCLESIA.
“A ausência de relação harmónica entre a Educação Sexual e a construção progressiva de um projecto de vida com sentido, conduz ao empobrecimento da sexualidade, reduzida que fica à dimensão dos mecanismos corporais e reprodutores, que se pretende controlar”, acrescenta o documento da CEEC.
Para os Bispos deste organismo, a proposta do Relatório tem um “prisma negativo”, procurando evitar:
  • a “gravidez não planeada”,
  • as “doenças sexualmente transmissíveis”
  • e “abusos e exploração sexual”,
  • mas esquecendo “os aspectos psicológicos e relacionais”.
O Parecer da CEEC critica ainda “uma visão demasiadamente negativa quanto às capacidades educativas dos pais” presente no referido Relatório e defende “a relação subsidiária da Escola em relação à Família", que considera como a mais relevante comunidade educativa. “Seria importante desenvolver a Escola também como ‘Escola de Pais’, ao serviço de uma adequada preparação dos mesmos como educadores dos filhos, concretamente no domínio da sexualidade”, pede a CEEC.
Sobre a “perspectiva da transversalidade a todas as disciplinas”, o Parecer prevê uma “inevitável desorientação resultante da multiplicidade de mentalidades e de critérios dos professores”, lembrando que nesta matéria as visões são plurais. “Sugerimos a inclusão de uma Área curricular não disciplinar de ‘Educação da Sexualidade’ na Componente de Formação Pessoal e Social, com carga horária e método de avaliação a ponderar com adequação e realismo”, adianta este documento episcopal.
O Parecer propõe ainda “o fornecimento de uma matriz comum de conteúdos curriculares, para ser gerida por cada escola/agrupamento de forma integrada no seu Projecto Educativo, com envolvimento programado dos pais/encarregados de educação e o eventual recurso à colaboração de outras entidades de reconhecida competência”. Quanto aos professores, tutores e responsáveis de serviços de atendimento dos alunos, referidos no Relatório, o Parecer sublinha que a “competência científica é um requisito necessário, mas não suficiente”. “Nesse sentido, consideramos de excluir a colaboração de estudantes mais velhos que frequentam escolas do ensino superior, frequentemente sublinhada no Relatório”, acrescenta a CEEC.
Para esta Comissão Episcopal, a posição do Conselho Nacional de Educação sobre a “Educação Sexual nas escolas” é “mais adequada como referência para o trabalho futuro”. Deste documento são elogiadas a “visão mais ampla dos conceitos de Sexualidade e de Educação Sexual”, o “sentido mais apurado da realidade e das potencialidades da Escola actual”, a “abertura ao pluralismo” e “respeito pela autonomia das escolas”, bem como uma “maior preocupação pela salvaguarda da continuidade do trabalho já desenvolvido pelas escolas”.
Os responsáveis da CEEC lembram que a CEP já se pronunciou sobre o assunto com a Nota publicada sobre “A Educação da Sexualidade” (23.06.2005). “É nosso desejo, com esta e outras reflexões, dar o nosso contributo para a implementação da Educação da Sexualidade nas escolas portuguesas, conferindo a profundidade e salvaguardando a dignidade que matéria humana tão nobre merece”, asseguram.
“Urge proporcionar condições para que um número cada vez mais crescente de pessoas e entidades se habitue a reflectir e a exprimir publicamente as suas opiniões sobre matérias decisivas para o desenvolvimento pessoal e social. Nesse sentido, é necessário dar maior divulgação às consultas públicas e ampliar os períodos de debate”, conclui o Parecer.
Parecer da Comissão Episcopal da Educação Cristã• «Educação Sexual em meio escolar».
FONTE: Ecclesia

terça-feira, novembro 15, 2005

Bento XVI: a Igreja não quer privilégios, mas apenas cumprir a sua missão

Mensagem de Bento XVI ao Presidente da Câmara dos Deputados da República Italiana

A 14 de Novembro de 2002, o Papa João Paulo II, de venerada memória, efectuou uma histórica visita ao Parlamento da República Italiana, reunido em sessão conjunta de Câmara e Senado na Sala de Montecitorio. O caloroso e comovedor acolhimento que então lhe foi prestado e o discurso memorável que pronunciou naquela ocasião, constitui o tributo mais solene de estima que os representantes do povo italiano conferiram àquele grande Pontífice. Foi, portanto, com viva complacência, senhor Presidente, que soube que o acontecimento, no seu terceiro aniversário, será comemorado com a colocação duma placa naquela mesma sala, em sua memória, e asseguro-lhe com alegria a minha espiritual participação nessa ocasião.Com efeito, a visita do meu amado Predecessor ao Parlamento italiano era um acontecimento sem precedentes e pôde realizar-se graças ao afirmar-se duma visão serena das relações entre a Igreja e o Estado, com a consciência - à qual acenou o Pontífice na sua alocução - dos "impulsos altamente positivos" que tanto a Igreja como a nação italiana tiraram destas relações, ao longo do tempo, (n. 2: Cf. João Paulo II ao Parlamento italiano, 14 de Novembro de 2002).
Neste feliz aniversário, não me resta, portanto, senão desejar que tal espírito de sincera e leal colaboração se aprofunde cada vez mais. Ao assegurar o constante empenho nesse sentido por parte da Santa Sé, quero reafirmar mais uma vez que a Igreja, em Itália e em cada País, bem como nas diferentes instituições internacionais, não pretende reivindicar para si nenhum privilégio, mas ter apenas a possibilidade de cumprir a sua própria missão, no respeito pela legítima laicidade do Estado. Esta, de resto, se bem entendida, não está em contraste com a mensagem cristã, mas é antes devedora em relação a ela, como bem sabem os estudiosos da história das civilizações.
Confio que os ilustres Membros do Parlamento italiano continuarão a honrar também no futuro a memória do saudoso Papa João Paulo II, inspirando-se concretamente nos seus ensinamentos e promovendo a formação da pessoa humana, a cultura, a família, a escola, um pleno emprego digno, com uma atenção solícita pelos mais débeis e pelas antigas e novas pobrezas.
"Uma Itália confiante em si e coesa no seu interior constitui uma grande riqueza para as outras nações da Europa e do mundo" (n. 9 João Paulo II ao Parlamento italiano, 14 de Novembro de 2002) - afirmou o Pontífice a 14 de Novembro de 2002.
Esta coesão pressupõe um centro, um núcleo de significado e de valor, em torno ao qual possam convergir as diferentes posições ideológicas e políticas. Este centro não pode ser outra coisa senão a pessoa humana, com os valores inerentes à sua dignidade individual e social, que a Igreja, por mandato de Cristo, deseja ardentemente servir. O meu desejo é que a Santa Sé e o Estado italiano saibam cooperar cada vez mais neste nobre compromisso. Neste sentido, asseguro a minha especial oração e envio de coração, a si, senhor Presidente, e a todos quantos se unem neste devoto gesto comemorativo, a minha bênção.
Vaticano, 18 de Outubro de 2005.

segunda-feira, novembro 14, 2005

NOITE DOS JOVENS: Com música e "por Jesus"

A noite era dos jovens mas no Rossio havia gente de todas as idades. Com palmas, cânticos e alguma euforia à mistura, tentavam aquecer o ambiente e disfarçar o vento frio que se fazia sentir. Ao pescoço, os cachecóis vermelhos e azuis, com a estrela do Cristo Vivo ao centro, demonstravam que todos estavam ali pelo mesmo motivo - não só pela música, mas "por Jesus".
No meio da multidão, que com o passar das horas foi aumentando, o hábito castanho, até aos pés, apertado com uma corda na cintura, fazia sobressair Bruno Peixoto. Tem 22 anos e é franciscano. "Estou aqui como um sinal da Igreja no meio das pessoas. Acho que as pessoas precisam de ver que há jovens ligados à Igreja, precisam que lhes chamem a atenção", diz.
Ao lado do palco, em duas barraquinhas de lona, fazem-se filas para comprar castanhas assadas a um preço convidativo - 70 cêntimos por uma dúzia, com direito a uma garrafa de água. Com cada cartucho vem "uma mensagem do Evangelho, para que as pessoas levem Jesus consigo", diz Marta Teixeira, da organização.
"Levar Jesus às pessoas" é o que Marina, de 20 anos, anda a fazer por ali. Com panfletos na mão e um sorriso nos lábios, pára junto das pessoas e fala com elas, pergunta-lhes se sabem o que está ali a acontecer e "falo-lhes do amor de Jesus".
Antes de Lúcia Moniz subir ao palco, o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, falou às centenas de jovens que ali se encontravam. Em declarações ao DN, disse estar impressionado "com a complementaridade da festa com a oração". "Os jovens sempre tiveram um espaço próprio neste congresso, este é um momento significativo que eles merecem", concluiu.

sábado, novembro 12, 2005

A ESPERANÇA NA VIDA ETERNA – Michel Quesnel – “Não morrer – Será isto verdadeiramente impossível?”

A conferência de sexta-feira, dia 11, foi dedicada ao debate da temática da vida após a morte. Michel Quesnel, padre da Congregação dos Oratorianos e actual reitor da Universidade Católica de Lyon, debateu a esperança na vida eterna, fundamentada na crença cristã da ressurreição.
“Desde a mais alta antiguidade, a questão da vida após a morte não cessou de perseguir o ser humano”, afirmou Quesnel. A perspectiva da morte como um acontecimento inevitável e definitivo cria no Homem o desejo “de se prolongar para além da morte”.
A crença na ressurreição Jesus e na nossa, é o fundamento da fé cristã pelo que, a “resposta cristã à questão da imortalidade desde sempre alimentou a nossa cultura”, referiu Quesnel. No entanto, “numerosas pessoas dizem-se cristãs e ao mesmo tempo afirmam não acreditar na ressurreição”, contrapôs o conferencista. A ressurreição é vista por alguns como uma noção fluida que não responde ás questões que o Homem coloca sobre a vida para além da morte, explicou Michel Quesnel, “porque ela é demasiado imprecisa e porque as representações imaginárias que nós temos são exageradamente precisas, a ponto de serem pueris”. Esta situação conduz concepção de outras formas, por vezes novas por vezes antigas, de imortalidade, como a reincarnação, metempsicose, transmigração das almas. “O sucesso destas doutrinas”, afirmou o conferencista, “deve-se não só à influência das religiões do Extremo Oriente, mas também à necessidade de purificação da alma que aconteceria no decurso de vidas sucessivas”. No entanto, também estas explicações não satisfazem o homem contemporâneo. A existência eterna deste mundo não é razoável uma vez que os recursos naturais do planeta são limitados. Assim, indicou Quesnel, “temos de procurar outra coisa”.
Michel Quesnel terminou a sua conferência com um conselho: “não tentemos imaginar demasiado como será a nossa vida no além. A nossa história, com todas as relações que tivermos criado, todos os amores que tivermos vivido, Deus na sua imensa bondade, está pronto a transfigurar. Como Jesus também nós estamos destinados a ser por toda a eternidade inteiramente nós mesmos e inteiramente diferentes, as trevas que há em nós terão sido transformadas em luz.

sexta-feira, novembro 11, 2005

EVANGELHO NA GARE DO ORIENTE: "Há pessoas que resistem à entrada mas, depois..."

Na Gare do Oriente, à saída do Centro Comercial «Vasco da Gama», e bem próximo das escadas rolantes que nos levam à estação do metropolitano, como de costume um corrupio de gente transita em vários sentidos. Naquele lugar, onde tudo parece passar num instante, ouve-se o som ritmado de um Jambé anunciando algo de novo. No chão, algumas marcas coloridas de pegadas indicam o Caminho. Seguindo-as, há quem permaneça mais um pouco, por um convite feito pessoalmente, ou por mera curiosidade. O motivo é este Jesus vivo que interpela ou faz interpelar numa pergunta simples, escrita à entrada da tenda, ali colocada propositadamente. “Quem é Jesus para ti?” No painel onde se lê esta pergunta, algumas respostas espontâneas ali são registadas por quem passa. Noutro cartaz lê-se: “Já falaste com Deus hoje?”
Nesta Missão Internacional da Gare do Oriente, 19 jovens, de 10 nações diferentes, pertencentes à Escola de Missão Emanuel, e mais alguns missionários portugueses, também eles da mesma comunidade, abordam os transeuntes num simples gesto de oferta de um Evangelho, ou falando simplesmente do Congresso Internacional para a Nova Evangelização. Conversa puxa conversa e, lentamente, aquele que parou para escutar é conduzido àquela tenda, onde depois de entrar, encontra dificuldade em sair. O único “obstáculo” que o leva a permanecer naquele lugar é o clima de uma paz espiritual que se respira diante de Jesus, exposto numa custódia em forma de coração. O espaço chega mesmo a tornar-se pequeno. “Há pessoas que resistem à entrada mas, depois de entrar chegam a permanecer meia hora”, revelou-nos o Pe. Terry Quelquejay, sacerdote da Comunidade Emanuel.
Junto desta tenda, transformada em lugar de oração, outros três sacerdotes acolhem quem deseja recorrer ao Sacramento da Penitência, ou apenas deseja ouvir uma voz amiga.
O espírito do Congresso para a Nova Evangelização parece contagiar os próprios ministros da Igreja. “No início da semana era só um sacerdote que estava aqui connosco, hoje já temos três”, diz à Agència ECCLESIA, José Adragão, um dos responsáveis por esta Missão na Gare do Oriente. Na partida, no rosto daquele que deste modo se aproximou de Deus, fica o consolo e a alegria de levar uma mensagem especial e um balão colorido porque, a festa da vida é para continuar.
FONTE: Ecclesia

quarta-feira, novembro 09, 2005

CONFISSÕES...

Certo Padre recebia um jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia. Um político da região e membro da comunidade foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso. O político atrasou-se. O sacerdote, então, decidiu proferir umas palavras:
- A primeira impressão que tive da paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. Pensei que o bispo tinha-me enviado para um lugar terrível, pois a primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de TV, que tinha roubado dinheiro dos seus pais, também tinha roubado a firma onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposado chefe. Noutras ocasiões dedicava-se ao trafico e a venda de drogas e para concluir, confessou que tinha transmitido uma doença à própria irmã.
Fiquei assustadíssimo!!...
Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Inclusive vivi a realidade de uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.
Justo nesse momento chega o político, e foi lhe dado a palavra para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso dizendo:
- Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia... Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me a ele...
Moral da história:
NUNCA CHEGUE ATRASADO!

segunda-feira, novembro 07, 2005

CONGRESSO INTERNACIONAL PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO: Evangelização: uma tarefa global

Muitas vezes falamos de evangelização ou missão, indistintamente, sem nos darmos verdadeiramente conta da tarefa global que tais realidades implicam para a vida da Igreja. Digamos claramente que a ‘evangelização’ , tendo muitos sujeitos dessa acção, diz respeito a um conjunto imenso de destinatários… afinal, toda a humanidade é objecto da evangelização da Igreja. Mas nem todos se encontram na mesma situação nem todos necessitam do mesmo tipo de acção evangelizadora.
Creio que é possível distinguir 3 grandes grupos destinatários da evangelização:
  1. os que já têm uma fé suficientemente amadurecida e algum compromisso de vida cristã. Estes necessitam de um contínuo aprofundamento da fé, necessitam de uma evangelização constante no sentido de uma formação permanente;
  2. os que foram baptizados em pequenos e, depois de alguma breve catequese (às vezes nem isso), se afastaram tanto duma prática dominical como do hábito de referir as mais diversas vivências aos valores evangélicos (pelo menos de forma consciente); este são os que habitualmente designamos como objecto da ‘nova evangelização’;
  3. por último, devemos considerar todos aqueles que não são baptizados e, com maior ou menor intensidade, se têm mantido à margem do fenómeno cristão, grande parte deles nem sequer conhecendo Jesus Cristo e o seu evangelho – são os que consideramos destinatários da ‘missão ad gentes’.

No âmbito do ICNE, creio ser fácil depreender que a Igreja se sente mobilizada para oferecer sinais, testemunhos, palavras aos dois últimos grupos mencionados. De facto, nas metrópoles das velhas cristandades, a maioria das pessoas são os baptizados que não foram suficientemente evangelizados, notando-se ainda, cada vez mais, um grupo significativo de não-cristãos (muçulmanos ou de outras religiões, ateus, agnósticos…). Ora, entre ‘nova evangelização’ e ‘missão ad gentes’ há realmente grandes semelhanças.

Destaco aqui 4 caraterísticas básicas dessas tarefas e que têm bastante em comum:

  1. referência ao ‘negativo’ – ao falar de ‘negativo’ referimo-nos ao facto de serem pessoas não evangelizadas ou não baptizadas. Não se fazem aqui quaisquer juízos de valor acerca do valor e da santidade de tais pessoas… («muitos dos últimos serão dos primeiros», disse Jesus…); mas, claro, se se trata de não-evangelizados, isso significa que há que dar a conhecer Jesus e o seu evangelho!;
  2. anúncio explícito - esta caraterística vem no seguimento da anterior: há que dar a conhecer Jesus e o evangelho. O testemunho de vida dos cristãos empenhados é muito importante, pode até ser objecto de elogios… mas não chega. O objectivo desta tarefa não pode estar centrado na figura do evangelizador… mas sim na relação que deverá estabelecer-se entre o que recebe e Boa Nova e a pessoa de Jesus!;
  3. necessidade de êxodo – na missão e na nova evangelização, justamente porque nos dirigimos a pessoas que habitualmente não estão connosco, exige-se um ‘ir’, um ‘partir’, um ‘êxodo’… pode ser que tenhamos de atravessar apenas a rua onde vivemos e, a 10 metros, tenhamos o nosso’próximo’, mas também pode acontecer que tenhamos de caminhar mais de 10.000 quilómetros para o encontrar em África ou na Ásia… O que não podemos é ficar apenas onde estamos, porque tais irmãos nossos não tomam a iniciativa de vir ter connosco!
  4. entrada na Igreja/comunidade – o objectivo de todo o processo evangelizador é a entrada na Igreja pelo baptismo ou numa efectiva vivência comunitária (para ao destinatários da nova evangelização).Neste sentido, é muito importante que a tarefa evangelizadora integre desde logo a oferta de estruturas mínimas e atraentes de enquadramento comunitário àqueles que sendo tocados pelo evangelho se decidam a encetar uma nova vida em Igreja. Os Movimentos eclesiais, tão diversos nas suas metodologias e espiritualidades terão aqui, sem dúvida, um papel importante e insubstituível.
Fr.José Nunes in ecclesia

Nasceu um novo herói nacional...

Um homem (agora diz-se, ao que parece, "rapaz" ou "jovem") de 21 anos estava acusado de 60 situações de condução sem carta. Sessenta! Teve pena suspensa e pagará umas multazitas, ou lá como se diz.
Nas TVs vê-se toda a gente satisfeita. "Rapaz" e mãe e advogados e amigos são unânimes: não é um criminoso, não matou nem violou. O advogado acrescenta que o juiz local é do mais humano que há e que guiar sem carta não deveria ser crime.
Já pôs a circular um abaixo-assinado para mudar a coisa.
Vê-se ainda os amigos do "rapaz" saltando e gritando de alegria, cantando aquelas coisas tipo "olé, olé, não-sei-quê" que se usam desde que foram reinventadas as praxes. (...)
Tudo está bem quando acaba bem.
Durmamos em paz.
Guiemos os nossos carros sem carta - que "lá fora" incendeiam-nos.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Fidel Castro pede AJUDA À IGREJA CATÓLICA PARA COMBATER A PRAGA DO ABORTO

Uma das notícias que me surpreendeu foi a publicada pelo jornal italiano «La Stampa» de que Fidel Castro pediu ajuda à Igreja católica para combater a praga do aborto em Cuba. A informação chegou pelo cardeal Tarsicio Bertone no término de sua recente visita à ilha, numa entrevista concedida àquele jornal. De outro modo teríamos dificuldade em admiti-la como verdadeira. É que foram regimes comunistas como o de Cuba que liberalizaram o aborto que durante milénios foi tido como uma prática desumana.
O referido cardeal – arcebispo de Génova – falou do encontro que teve com o presidente cubano, Fidel Castro, no final de sua visita de uma semana àquela ilha, onde foi acompanhar dois padres «Fidei Donum» que a sua Diocese ofereceu para pastorear Cuba.
«A difusão do aborto, como sublinhou Fidel Castro, está entre as causas da crise demográfica do país. E é também uma consequência da praga do turismo sexual. É natural que Castro esteja preocupado e que eu me envergonhe do comportamento de certos italianos no exterior», reconheceu o prelado. «No aborto e na baixa natalidade a Igreja pode dar sua contribuição num país onde já a abertura é total», descreveu.
Este apelo de Fidel Castro recorda-me um dos argumentos que muitas pessoas mesmo não católicas aduzem contra a descriminalização do aborto. Desta depressa se passa à liberalização e daí até ao desrespeito total da vida humana vai um pequeno passo. Isso denota bem que toda a cautela é pouca em liberalizar leis como a do aborto que é sempre um atentado contra vidas inocentes.

DIA DE FIÉIS DEFUNTOS: O cuidado devido aos mortos...

S. Agostinho fala-nos sobre o assunto. Vale a pena ler.
"Caríssimo Paulino, meu irmão no Episcopado: há muito devo-te uma resposta... Como me dizes, achas que não é coisa vã o sentimento que leva pessoas fiéis e religiosas a tomarem tal cuidados com os seus falecidos. Adiantas, ainda, que não é sem motivo que a Igreja universal mantém o costume de orar pelos mortos. Assim, pode-se concluir que é útil para o homem, após sua morte, ter uma sepultura desse género, providenciada pela piedade [de seus familiares], onde possa contar com a protecção dos santos".
Caro Paulino: consideras que, caso a opinião que diz ser útil sepultar os entes queridos junto à sepulturas de santos seja verdadeira, então existe uma controvérsia com relação às palavras do Apóstolo que diz: "Todos nós certamente nos apresentaremos diante do tribunal de Cristo, para recebermos a retribuição de acordo com aquilo que fizemos durante nossa vida corporal, seja para o bem ou para o mal". De fato, a sentença do Apóstolo exorta-nos que é antes da morte que podemos fazer o que seja útil para depois dela e não depois que ela ocorre, quando recolhemos os frutos que praticamos durante a vida.A questão então é resolvida da seguinte maneira: enquanto vivemos neste corpo mortal, há uma certa forma de viver que permite, após a morte, obter certo alívio através das obras pias feitas em seu sufrágio. Porém, tal ajuda será proporcional ao bem que cada um de nós fizemos durante a vida».
Pode ver aqui todo o texto de S. Agostinho:

terça-feira, novembro 01, 2005

Pensar na morte ... para celebrar a vida

Hoje ao ver tanta gente numa correria desenfreada de Cemitério em Cemitério perguntei a mim mesmo: será que estas pessoas já descobriram que hoje não é o Dia dos fiéis defuntos mas dia de Todos os Santos?
A festa dos fiéis defuntos mobiliza, geralmente, muito mais gente do que a festa de todos os santos...
A morte diz respeito a mais gente do que a santidade, porque a morte atinge toda a gente - quer queira quer não - ao passo que a santidade atinge apenas aqueles que querem...
Por isso, nestes dias:
  • anda-se mais pelos cemitérios do que pelas igrejas;
  • pensa-se mais na morte do que nos mortos, do que na "vida" dos fiéis defuntos;
  • pensa-se mais dos que partiram e já não se podem converter à santidade do que nos que ficaram que ainda se podem e devem converter;
  • fala-se e celebra-se mais a vida dos mortos para este mundo do que a morte dos vivos no outro mundo.
Hoje, ao contrário do que muitos pensam (ou vivem), celebramos a festa de todos aqueles que já receberam como prémio e herança o reino de Deus; aqueles que, vestidos de branco, se encontram na presença do trono de Deus e do Cordeiro; aqueles que já contemplam a Deus face a face, tal como Ele é!
Os santos são aqueles que seguiram e imitaram a Cristo na sua comunhão e obediência a Deus e na sua dedicação e serviço aos irmãos; são aqueles que colaboraram com Cristo na construção do Reino, seguindo e vivendo as Bem-aventuranças; são aqueles que experimentaram e contemplaram a grandeza do amor de Deus e se esforçaram por lhe corresponder no quotidiano das suas vidas; são aqueles que também se identificaram com Cristo no mistério da sua paixão (“lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro”), ou seja, sofreram pelo nome de Cristo e pela verdade do seu Evangelho.

A santidade não é um projecto de vida apenas proposto a alguns eleitos e privilegiados, mas sim uma vocação comum a todos os baptizados.
O cristão, na medida em que o procura ser de verdade, é um seguidor fiel de Jesus:
  • alguém que abraça o Evangelho como programa de toda a sua vida;
  • alguém que vive e alimenta a sua comunhão com Deus na oração frequente;
  • que vive e fortalece a sua comunhão com Jesus na celebração dos sacramentos da Eucaristia e do Perdão;
  • que O vê e o ama, todos os dias, em cada irmão.

Este é o caminho da santidade, o caminho que todos os cristãos devem percorrer, pois é o único que conduz o homem até à plenitude da vida de Deus.
Os santos são oriundos de todos os povos e de todos os lugares da terra. E podemos acrescentar que há santos em todos os tempos da história. Também o nosso tempo é tempo de santos. Apesar da santidade não estar na moda e de muitos a considerarem como algo reservado a uns poucos, são, no entanto, muitos, em toda a parte, aqueles que aspiram à perfeição, tomando a sério as palavras de Jesus: “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”.
As numerosas beatificações e canonizações realizadas pelo papa João Paulo II, entre as quais estão muitos nossos contemporâneos e conhecidos (Madre Teresa, o papa João XXIII, PASTORINHOS DE FÁTIMA ...) confirmam isso mesmo.
A maior parte dos santos não foram nem serão declarados como tal pela Igreja. São precisamente esses que celebramos neste dia. Para os santos não é minimamente relevante o reconhecimento da sua santidade pela Igreja. O importante para eles e o que os torna verdadeiramente felizes é estarem na presença de Deus e viverem eternamente no seu amor.
Mas entre estes santos há muitos nossos conhecidos. De facto, alguns viveram connosco e, pelo que fizeram por nós, são-nos particularmente queridos. A esses podemos evocá-los pelo seu nome e temos a certeza de que zelam todos os dias por nós.

Viver na presença de Deus, vê-lo tal como Ele é, viver eternamente no seu coração, eis a meta da existência humana! Esta é a meta que dá sentido ao nosso presente, e que, no presente da vida, nos impele rumo ao futuro. E se tantos já lá chegaram, nada nos poderá impedir de chegarmos lá também!