terça-feira, outubro 09, 2007

"Não apagues a torcida que ainda fumega"

Numa reunião de preparação para o Novo Ano Pastoral, alguém se levantou e disse de uma forma até algo veemente: "NÃO PODEMOS APAGAR A TORCIDA QUE AINDA FUMEGA".
Alguns diziam que deviamos adiar o baptismo porque os pais não oferecem garantias de educarem os seus filhos na fé; outros diziam que não valia apena o esforço despendido com os adolescentes na preparação para o crisma porque este era apenas o passaporte para abandonarem a Igreja, outros referiam que muitos casamentos era uma "fantochada" porque os noivos não assumiam os compromissos de unidade e indissolubilidade.
"NÃO PODEMOS APAGAR A TORCIDA QUE AINDA FUMEGA".
Não podemos apagar porque a torcida está a ascender-se ou porque já está apagada (e por isso fumega) e não é preciso fazer qualquer esforço porque mais tarde ou mais vai acabar por apagar-se?

3 comentários:

  1. é o estertor... a agonia da morte

    o reino está próximo

    ResponderEliminar
  2. Isto de "NÃO PODEMOS APAGAR A TORCIDA QUE AINDA FUMEGA", não sei porquê, mas cheira-me a imobilismo, a "prudência eclesiástica" que me parece bem longe do profetismo.
    Para tempos novos respostas novas no Evangelho de sempre.
    Na minha humilde opinião, não terão muita justificação os padrinhos, que nada (?) resolvem e tantas vezes só complicam e geram problemas. O Baptismo devia ser adiado para uma idade em que fosse o baptizando a poder pedi-lo. Claro que isto exigia um catecumenato a sério.
    Também o Crisma recebido aos 14-16 anos não me parece que tenha muita sustentação. Exactamente na idade em que o adolescente está mais fechado sobre si mesmo, vai-se-lhe pedir um compromisso com Cristo e a Igreja??
    Valia muito mais adiar para os vinte anos. Até porque as pessoas amadurecem cada vez mais tarde. Teríamos menos gente? Porventura. E assim, quantos ficam?
    Em relação ao matrimónio, também vou pela verdade na caridade. Não será ser amigo de muitos jovens quando se lhes possa adiar a celebração do matrimónio?
    Penso que aqui ainda se não acertou. Apesar de tanto CPM o número de divórcios continua a aumentar...
    Os tempos não são fáceis. Sobretudo numa resposta com sabor evangélico aos novos problemas.
    Mas... Ele vai à proa do barco.

    ResponderEliminar
  3. Isto é muito complicado...
    Conheço um casal que faz CPM. Numa reunião, perguntaram aos casais presentes que se preparavam para o matrimónio, se estavam dipostar a estar abertos á vida.
    A resposta foi: " NÃO " e " só queremos ter um filho ".
    Perante isto, o casal que levava a reunião teve que dizer a verdade: um casal cristão, casado pela I.C está aberto á vida.
    Portanto, se não estais dispostos a fazê-lo, é melhor não casarem pela Igreja.

    Toda esta questão foi muito bem explicada, mas deu uma confusão!...

    Naquela noite, os noivos apanharam o susto da vida deles!

    ResponderEliminar