segunda-feira, outubro 29, 2007

Beatificados 498 mártires da Guerra Civil espanhola

O cardeal português José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, beatificou ontem, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, 498 espanhóis mortos em 1934 e de 1936 a 1939, considerados pela Igreja Católica Romana "mártires do século XX".

Cerca de 30.000 pessoas assistiram à cerimônia de beatificação dos 498 "mártires" das "perseguições religiosas" da Guerra Civil espanhola (1936-1939).

"Este martírio da vida comum é um testemunho ainda mais importante nas sociedades secularizadas do nosso tempo. É a pacífica batalha do amor que cada cristão, como Paulo, deve incansavelmente combater (...) Existe um martírio sem sangue que não é menos significativo" (Bento XVI)

Os novos beatos são dois bispos, de Ciudad Real e de Cuenca, 24 padres diocesanos, 462 membros de Institutos de Vida Consagrada, um diácono, um subdiácono, um seminarista e sete leigos.

Bento XV afirmou que, "com as suas palavras e gestos de perdão relativamente aos perseguidores, [eles] incentivam-nos a trabalhar sem descanso pela misericórdia, pela reconciliação e pela convivência pacífica".
Fonte: Jornal de Noticias

3 comentários:

  1. Sabia que:
    "El hecho de que entre 1931 y 1939 fueran asesinados en España más de 6.800 sacerdotes y religiosos, muchos más laicos, incendiadas o saqueadas muchas iglesias, prohibido el culto religioso en la zona republicana durante la guerra civil, permite afirmar que la Iglesia católica fue perseguida. Sin embargo, a juzgar por algunas reacciones ante la beatificación de casi 500 mártires de los años 30, parece que es la Iglesia católica la que agredió a la Segunda República, y que por lo tanto debería pedir perdón por sus culpas.

    Esos mártires, cuya trágica suerte puede conmover a cualquiera, son todavía una memoria incómoda para algunos. ¿Por qué les molestan estos hombres y mujeres que murieron por motivos exclusivamente religiosos, que nunca hicieron la guerra a nadie, que no eran militantes de partidos políticos beligerantes, sino personas que desarrollaban su labor en parroquias o labores asistenciales? Supongo que la irritación proviene de que esa salvaje violencia antirreligiosa mancha la imagen de la Segunda República como un periodo de democracia y modernización en la historia de España, solo arruinado después por la guerra civil, imagen que hoy se quiere vender"

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  2. Ratzinger e Saraiva Martins andam a beatificar franquistas abatidos durante a guerra civil espanhola. Por mim, também podem beatificar estes:

    «[A guerra é] a Cruzada mais elevada que os séculos já viram (...) uma cruzada onde a intervenção divina a nosso favor é bem patente» (bispo de Pamplona);
    «A guerra é cem vezes mais importante e sagrada do que o foi a Reconquista» (bispo de Segóvia);
    «A guerra foi pedida pelo Sagrado Coração de Jesus que deu forças aos braços dos bravos soldados de Franco» (arcebispo de Valência);
    «A igreja, apesar do seu espírito de paz (...) não podia ficar indiferente na luta (...) Não havia em Espanha nenhum outro meio para reconquistar a a justiça e a paz e os bens que dela derivam que não fosse o Movimento Nacional» (carta pastoral dos bispos espanhóis);
    «[O General Franco] é o instrumento dos planos de Deus sobre a Terra» (cardeal Goma)
    «[A guerra é] uma luta entre a Espanha e a anti-Espanha, a religião e o ateísmo, a civilização cristã e a barbárie» (cardeal Goma);

    «Judeus e maçãos envenaram a alma nacional com ideias absurdas» (cardeal Goma);
    «Ninguém pode negar que o 'deus ex machina' de esta guerra foi o próprio Deus, a sua religião, os seus foros, a sua lei, a sua existência e a sua influência atávica na nossa história» (carta pastoral dos bispos espanhóis);

    «Os galantes mouros (...) embora tenham retalhado o meu corpo apenas ontem, merecem hoje a gratidão da minha alma, pois estão a combater pela Espanha contra os espanhóis... Quero dizer os maus espanhóis... Estão a dar a sua vida em defesa da sagrada religião espanhola, como prova a sua presença no campo de batalha, escoltando o Caudillo e amontoando santos medalhões e corações sagrados nos seus albornozes» (General Millan Astray, fundador da Legião Estrangeira);
    «Para milhões de espanhóis (...) o cristianismo e o fascismo misturaram-se e é impossível odiarem um sem odiarem o outro» (François Mauriac, em carta ao cunhado de Franco);
    «[A guerra é] um teste de força entre o comunismo judeu e a nossa tradicional civilização ocidental» (Hilaire Belloc);
    «Elevando a nossa alma a Deus, congratulamo-nos com Vossa Excelência pela vitória tão desejada da Espanha católica. Formulamos os nosso votos de que o vosso querido país, uma vez obtida a paz, retome com vigor acrescido as suas antigas tradições cristãs que lhe grangearam tanta grandeza. É animado por estes sentimentos que dirigimos a Vossa Excelência e a todo o nobre povo espanhol a Nossa benção apostólica» (Pio 12, papa da ICAR, em mensagem dirigida a Franco na véspera da conquista de Madrid).

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  3. uma questão politica30 outubro, 2007

    B16 é um homem inteligente e culto, que trouxe das SS o espírito de obediência, que adquiriu no seminário o ar dissimulado e a quem a tiara confere o dom da infalibilidade.

    O que não pode o ditador perpétuo, o responsável pela «Sagrada Congregação da Fé», durante tantos anos, é fingir que a beatificação dos bem-aventurados foi uma festa da fé, uma orgia mística, um festim em honra do Deus.

    B16 sabia, e sabe, que os mártires da fé, como ele lhes chama, caíram do lado fascista, do lado de Franco, que chamou os alemães para bombardearem Guernica, do assassino que continuou a chacinar republicanos depois de a guerra acabar.

    B16 sabe que se intromete na luta partidária em Espanha, que cauciona o terrorismo beato do episcopado contra o laicismo, que toma partido entre a Igreja e a democracia.

    A beatificação no domingo de 498 «mártires» espanhóis não tem nada de «política», afirmou esta segunda-feira o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone*, um dia depois de um protesto por parte de um grupo de militantes de esquerda.

    Claro que não.

    - Até um torturador serviu para fazer número!

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