segunda-feira, setembro 26, 2011

Relativismo leva à tolerância, não à liberdade religiosa

O secretário para as relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, afirmou que o relativismo que impera no Ocidente não leva à liberdade religiosa, mas a uma “tolerância hostil”.
 
O arcebispo recordou que, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento XVI já advertiu que os cristãos “constituem o grupo religioso que sofre mais perseguição por causa da sua fé”.
A maior parte dos crimes de ódio contra os cristãos acontece fora da Europa, mas afirmou que há “sinais preocupantes” também na Europa. .
“A liberdade religiosa não se pode limitar à simples liberdade de culto, ainda que esta última seja, obviamente, uma parte importante dela . Com o devido respeito pelos direitos de todos, a liberdade religiosa inclui, entre outros, o direito de pregar, educar, converter, contribuir para o discurso político e participar plenamente das atividades públicas.”
A liberdade religiosa não é sinônimo de relativismo “nem da ideia pós-moderna segundo a qual a religião é um componente marginal da vida pública”.
“O relativismo e o secularismo negam os aspectos fundamentais do fenômeno religioso e, portanto, do direito à liberdade religiosa, que, no entanto, exigem respeito: as dimensões transcendente e social da religião, nas quais a pessoa humana tenta ligar-se, por assim dizer, à realidade que a supera e a cerca, segundo os ditames da sua própria consciência”.

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