quarta-feira, maio 04, 2011

Sacerdócio: o dom da intimidade

Por mais disciplinada que seja a vida de oração, por mais empenho no seu ministério, o desenvolvimento humano do sacerdote é um factor critico no seu esforço para descobrir a integridade, significado e realização - em especial se quiser descobrir o dom da alma que está para além do seu alcance: o dom da intimidade.

Experimentamos intimidade com o outro quando somos capazes de estar diante dessa pessoa sem as nossas defesas e máscaras habituais, vulneráveis, e, apesar de tudo, confiantes. Não só nos sentimos livres para compartilhar os nossos medos e ansiedade mais profundos, como somos capazes de revelar o que temos de mais pessoal, os nossos ideais e sonhos mais profundos, os pensamentos mais nobres da nossa alma. Nesses momentos não há mendo nem ansiedade. Isto não é algo exclusivo do amor conjugal...

Casados ou solteiros, jovens ou idosos, os individuos precisam de algumas pessoas na sua vida que sejam, ou se possam tornar, almas gêmeas.

2 comentários:

  1. Talvez o termo correcto não seja alma gemea, mas sim uma alma irmã (espiritualmente falando).

    Sim. Compreendo esta ideia que nos deixa, e... creio que será muito proveitosa para evoluir espiritualmente e até como individuo.

    A Paz de Cristo

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  2. Um monge Trapista queniano, escreveu sua Tese de graduação com o título: "Existir no coração do outro, intimidade e maturidade ética". Achei incrivel, e, realmente acredito que o homem ou melher, independente da opção celibatária ou casado, somente tem sentido quando é capaz de viver no coração de alguém e de deixar alguém viver no seu coração, ou, alma. Concordo com o comentário acima, que cada pessoa deve encontrar sua alma irmã, a quem não tem barreiras e medos em compartilhar a vida e tudo que nela acontece. Sem intimidade, o casado ou solteiro, jamais poderá viver de forma saudável. Do contrário a vida é uma miséria, não se poderá alcançar a verdadeira vida, em plenitude, realização humana. Fará simplesmente experiência de uma vida descartável e angustiante, vazia...

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