segunda-feira, setembro 05, 2011

As várias etapas evangelizadoras do cristianismo europeu

  • Se a 1ª evangelização foi sobretudo motivada pelos “mártires”, que testemunharam exemplarmente o sentido pascal da existência,
  • a 2ª foi a dos “monges”, sobretudo os cenobitas, que criaram uma sociabilidade nova, numa prioridade contemplativa que refundava a comunidade e a abria em hospitalidade;
  • a 3ª foi a dos “frades”, que colmataram as brechas sócio-culturais abertas pelo mercantilismo renascente e deram à fraternidade espiritual e prática um fortíssimo impulso;
  • a 4ª foi a dos “missionários, internos ou ultramarinos, que - até hoje - tanto refundaram ciclicamente as comunidades como as criaram de raiz em espaços de primeira evangelização.
  • A 5ª ou nova evangelização, que agora tanto urge, terá de sintetizar criativamente as diversas figuras das quatro anteriores: propostas “pascais” que, no acolhimento de Deus e dos outros, alarguem a fraternidade autêntica, a partir duma constante conversão a Cristo. Conversão que nunca deixe adormecer o seu corpo eclesial, nem lhe permita retroceder à mera religiosidade espontânea, que geralmente não vai além do círculo fechado “da terra, do sangue e dos mortos” e desconhece a liberdade para que Cristo nos libertou (cf. Gl 5, 1).

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