quinta-feira, janeiro 17, 2008

Nasce na Itália site dedicado aos conflitos esquecidos - Promovido por Caritas e Pax Christi

A Cáritas Italiana e Pax Christi Itália promoveram conjuntamente um novo site dedicado aos conflitos esquecidos, com o fim de oferecer um instrumento para educar na paz, respondendo a um chamado dos bispos italianos.

O objetivo, segundo indica a apresentação do novo site (http://www.conflittidimenticati.it/), é oferecer «informações históricas sobre as diversas guerras existentes, aprofundamentos sobre o tema do conflito e do direito internacional, instrumento para a formação e a animação pastoral, assim como os relatos das vítimas».

Este projecto, indicam os promotores, «quer ser uma contribuição para responder ao convite que os bispos italianos fizeram a nossas comunidades ‘a uma mais atenta e cotidiana educa-ção para a paz, mediante um empenho mais decidido em construir itinerários pedagógicos concretos capazes de desenvolver cada vez mais mentalidades e testemunhos de paz’».

Nas páginas do novo site, oferece-se informação sobre os maiores conflitos armados, dos quais sete se situam no continente africano: Argélia, Burundi, Uganda, Ruanda, Libéria, República Democrática do Congo e Sudão (dois conflitos).

Outros seis dos maiores conflitos continuam abertos na Ásia: Caxemira, Índia; Nepal, Filipinas (dois conflitos), Mianmar (antiga Birmânia), Sri Lanka e Paquistão.

Quatro têm como cenário o Oriente Médio: Iraque, Afeganistão, Israel-Palestina e Turquia.

Outros dois acontecem no continente americano: Colômbia e Peru, Estados Unidos (contra Al Qaeda); um, por último, situa-se na Rússia (Chechênia).

Destes conflitos, seis superam o número de mil mortos em combate: Uganda, Sudão, Caxemira, Nepal, Iraque e Chechênia.


No site da Cáritas e Pax Christi se afirma que «muito além das definições dos especialistas, estes dados mostram de modo inequívoco que as guerras interestatais (com ou sem forma de intervenção externa) se converteram na principal forma de violência organizada nos cenários globais».
Fonte: Zenit

1 comentário:

  1. É importante não esquecer e ir refrescando a nossa memória... Também seria interessante lembrar conflitos e atrocidades passadas para que os maus exemplos sirvam para evitar futuras atrocidades...

    ResponderEliminar