sexta-feira, janeiro 18, 2008

Souad Sbai, muçulmana defende o Papa contra a intolerância

"Um homem que para as nossas mulheres de cultura muçulmana é sobretudo o homem da paz e do diálogo, uma figura clemente e generosa que procura o encontro com os diferentes, socorrer os indefesos e oprimidos, defender em qualquer parte do mundo os direitos da pessoa."

Para Sbai, o mais incrível é que o veto provenha justamente de "uma daquelas universidades do Ocidente às quais nós, mulheres árabes – que nos inspiramos num pensador como Averroes – contemplamos como uma terra prometida da livre confrontação de conhecimentos e de saberes. Um lugar de esperança e não de intolerância para nós que sabemos bem aonde conduz a intolerância".

Também para as mulheres que ela representa esse dia foi "uma jornada de tristeza e de vergonha porque se celebrou a afirmação de uma ideologia facciosa e arrogante, de um laicismo oportunista que quer ter as mãos livres na construção de uma sociedade italiana à sua imagem e semelhança".

Uma sociedade, acrescenta a jornalista marroquina, "privada de valores, de conteúdos, de espiritualidade e de impulsos ideais".

A ideologia que impede Bento XVI de tomar a palavra num ateneu da sua cidade "é a mesma que convida alguns extremistas islâmicos e expoentes da esquerda mais extrema a falar nas universidades".

«Unidos, não por acaso, pela mesma repulsa das grandes verdades da história e a mesma rejeição do pensamento humanístico, assim como do apaixonante debate sobre a relação entre fé e razão que justamente Bento XVI situou no centro do diálogo entre o Islã e o Ocidente".

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