domingo, novembro 11, 2007

O exemplo de Oreste Benzi

A imprensa italiana trouxe há alguns dias alguns testemunhos de jovens que tinham chegado a Itália com a promessa dum trabalho, mas acabaram na prostitução. As histórias seriam ainda mais dramáticas se não fosse pelo sacerdote Oreste Benzi, que inventou um método directo: na companhia de alguns voluntários, passeava à noite com uma carrinha para falar com as jovens, pois estava convencido de que para muitas delas a prostituição não era una escolha livre. Desta forma, conseguiu libertar dessa escravidão seis mil raparigas. (A uma delas, que pouco depois morreu de Sida, levou-a uma audiência geral com João Paulo II, que a acariciou com grande ternura).
D. Oreste faleceu recentemente e são muitos os que recordam o seu incansável trabalho a favor dos mais necessitados e das vitimas das velhas e novas pragas. Conta-se com razão que a sua “Comunidade Papa João XXIII” nunca pôs num segundo plano a sua identidade católica, inclusive quando empreendia iniciativas consideradas um pouco no límite (como ir às três da manhã a uma discoteca para falar de Deus... e acabando por receber um enorme aplauso).
D. Oreste não considerou nunca a doctrina cristã como um "travão" para fazer este tipo de pastoral, pelo contrário.
Mais importante do que as teorias, era o trabalho e a resolução dos problemas.
Soube suar a camisola até ao último momento.
Um verdadeiro exemplo.

2 comentários:

  1. "O comprador de horas" Quem já ouviu falar deste drama com algumas décadas e que recebeu aplausos de vários quadrantes?

    abraço

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  2. Mas já ouviram falar de António Feio e na companhia Laura Alves que bem 1969 leva à cena algo que tem muito a ver com esta notícia.

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