Powered By Blogger

sábado, junho 30, 2007

A música cristã na Pastoral da Igreja

A poesia e a música, desde sempre, foram as formas mais sublimes do Homem exprimir o que lhe sopra a alma e ventila o coração. A obra do poeta e do músico "é ser mais alto, é ser maior… e dizê-lo cantando a toda a gente".

É neste sentido que assumimos a Música na Pastoral da Igreja, entendida como "ministério" e como arte funcional. A música cristã é um "tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia da Igreja."

Através dos acordes e do canto perpassa a vontade de contagiar a todos com a Boa Nova da Fé e da Esperança; de testemunhar a presença viva e reconfortante de Jesus nas nossas vidas; de disponibilizar uma orientação que a todos conduza ao louvor e a gratidão por tudo aquilo que, em nós, Ele vai operando…

Neste contexto, a eucaristia apresenta-se como o espaço preferencial, onde a presença de Jesus Cristo é ponto central e referência viva para toda a vida cristã. Ela é o banquete do encontro, a festa da comunhão entre Deus e o seu Povo.

Sinto a música como "princípio de todos os encantos da vida." Ela é importante na vida de qualquer pessoa, mas de modo muito particular na vida daqueles que se orientam, através do ministério sacerdotal, para o serviço do povo de Deus.

Na minha relação com Deus a música tem sido a forma mais bela e mais genuína de manifestar: alegria, tristeza, paz, louvor, gratidão … inunda-me a alma e liberta-me para uma relação/comunhão mais intensa com Deus. As letras, os ritmos dos cânticos e as melodias assumem em mim, a importância de um estilo e asseguram, tantas vezes, a sobrevivência do espírito… No fundo, a música traduz-se para mim na autentica e indispensável afinação entre o Homem e o seu Criador…

Parece-me urgente que também na Igreja se reconheça à música o lugar e importância devidos. Ela não pode ser tida como entretenimento, numa perspectiva mundana! A música, acima de tudo, é um canal de adoração a Deus e como tal deve ser valorizada.

Recordo que o livro de maior dimensão na Bíblia é um hinário - os Salmos - por isso, a música e o canto são parte da nossa vida cristã individual e colectiva, desde a ancestralidade Eclesial.

Cantemos todos! Cantemos "músicas com letras que façam pensar; letras com músicas que façam sentir"; letras e músicas que transformem a vida e lhe dêem marcas do Criador.

Pe. Marcos Alvim, Diocese de Lamego

12 comentários:

  1. «transformem a vida e lhe dêem marcas do Criador.»

    Sempre que ouço falar em criador pergunto a mim mesmo, qual?

    Será aquele que falou aos homens santos e lhes disse que a terra era plana?
    Ou será aquele que aos mesmos disse, que o sol é que andava à volta da terra?!

    ResponderEliminar
  2. Anónimo, eu sei que procuras protagonismo. Ou será a tentativa de esconderes a fome de Deus? Será a tua contestação uma linguagem de procura?
    Mesmo quando apareces aqui fazendo jogo fora das regras do jogo, parece que queres jogar.
    Não tenha smedo. Mergulha no infinito de Deus...

    ResponderEliminar
  3. Primeiro Anónimo, foi, é e será Aquele que nos diz para optarmos pelo Amor, Paz, Tolerância, Amizade... Enfim, tudo aquilo que contribui para um mundo melhor!

    Quanto à música concordo com "músicas com letras que façam pensar; letras com músicas que façam sentir"; letras e músicas que transformem a vida e lhe dêem marcas do Criador".

    beijos em Cristo

    ResponderEliminar
  4. Este tema já veio aqui várias vezes.

    Pelo que me toca, já me manifestei sobre o que penso das várias posturas e músicas na Igreja.

    Estou plenamente de acordo com o Pe. Marcos Alvim e, reiterando o que já tenho afirmado:
    Rua com os Padres Rockeiros.

    ResponderEliminar
  5. Mas há padres rockeiros? Juro que estou a falar a sério!

    Teodora

    ResponderEliminar
  6. O rock com mensagens cristãs não tem nada de mal. Há quem goste.

    É uma forma de se chegar aos jovens, por exemplo. Claro que nas missas não se vai utilizar certos estilos de música, mas não podemos ver o rock católico como um mal. Ainda este fim-de-semana tivémos na minha paróquia um concerto de rock católico. Qual é o mal? O importante é a mensagem. Agora se é uma música mais ritmada ou menos ritmada ...

    Na missa, claro que temos de ter em conta que não vamos tocar as músicas mais ritmadas do rock, mas podemos - e ainda bem que isso acontece - tocar músicas com mensagens cristãs que sejam alegres. Isso acontece nas missas de crianças e onde há grupos de jovens a animar a missa.

    Os grupos africanos, por exemplo, têm missas muito bonitas com música e dança próprias para a missa. É uma forma de mostrar a alegria de Deus. Ninguém deixa de respeitar a Eucaristia, simplesmente mostra a alegria de Deus. Já é tempo de o fazermos. A nossa cultura é muito dado à contenção. Até parece que Deus não nos quer felizes...

    Teodora:

    Há vários estilos de música cristã. Claro que cada um é utilizado consoante as situações, mas temos missas com cânticos e danças africanas, temos missas com fado, temos missas para crianças com músicas cheias de gestos, temos o rock católico que costuma haver em encontros com jovens... O importante é a mensagem e, claro, saber em que ocasiões é que usamos uma música ou outra. Isto já acontece em muitas paróquias espalhadas pelo mundo. Só que nalguns países, como o nosso, em que a tradição cultural é adorar a Deus sem mostrar grandes emoções, ainda há quem não goste tanto dos novos ritmos. São gostos. Só temos de respeitar.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  7. Parece que actualmente não há jovens normais.

    Para se chegar aos jovens é preciso usar de todas as formas e estratagemas.

    Em todas as modalidades da vida há formas próprias e específicas de se estar.

    Há o recreio e o lazer, como há as aulas e o estudo; há as discotecas. os concertos e os copos, como há a Igreja e a oração.

    Tudo tem o seu momento próprio e coitados dos jovens se não têm quem lhes ensine isso e não consigam estar em qualquer lado que requeira alguma quietude e serenidade.

    ResponderEliminar
  8. Anónimo... Há muitas maneiras de chegar a Deus sem corrompermos a Sua Palavra. Quanto à quietude e o silêncio entre os jovens, olha para TaiZé...

    ResponderEliminar
  9. Obrigada Maria joão.

    É que estou a lembrar-me de um grupo que de facto é católico, as letras são de facto de inspiração cristã, tem ritmos mais animados, mas não direi rockeiros!

    é... eu não estou muito atenta.

    Teodora

    ResponderEliminar
  10. Nesta questão de músicas, reconheço que alguns cânticos nomeadamente cantados por grupos de Jovens tem uma letra mais pobre, no entanto sei que tendo crianças e jovens na cerimónia, esses cânticos com menos profundidade são cantados e participados por todos... Então deveremos reflectir se é por causa da letra que a mente se eleva para Deus ou se é de todo o ambiente que esse cântico proporcionou?
    Certamente que não é com o "canto gregoriano!"...

    ResponderEliminar
  11. O canto gregoriano realmente, nada tem a ver com os cânticos pimba tão do agrado do Padre Zézinho e outros.
    Se me perguntarem se gostei de ver cantores rascas a cantar em Fátima, responderei que fiquei ofendida.
    O Canto gregoriano tem, na sua simplicidade, uma qualidade de execução vocal e uma carga espiritual invejável.
    Sou das que pensam que o rito só teria a ganhar com o repescar de alguns cânticos tradicionais.

    Tem para os mais fanáticos, (aqueles que vêm o Diabo em tudo...) a vantagem de não permitir o famoso intervalo:
    "Diabolus in música".

    Ana.

    ResponderEliminar
  12. os canticos e letras do livro cantemos todos para mim são muito bonitas, e as letras dão muito para pensar e meditar sobre elas.

    ResponderEliminar