terça-feira, setembro 06, 2005

XXIII Domingo Comum

A correcção fraterna é uma das obras de misericórdia: corrigir os que erram, os que estão em falta, os que se desviam da verdade do Evangelho é um grave dever e um direito do cristão: "...Eu pedir-te-ei contas da sua morte"..
A responsabilidade da salvação não é apenas individual mas é também comunitária. Não é correcto afirmar: "cada um é que se salva, cada um é que se condena". Tu podes ser responsável pela condenação do outro, porque não agindo segundo o critério do amor cristão: "amarás o próximo como a ti mesmo", não o ajudas-te a descobrir a Verdade e o Amor. O teu amor pode ajudar os outros a amar. E amar é já estar no caminho da salvação.
... A caridade das palavras é tão importante como a caridade das obras...
... O objectivo da correcção fraterna é ajudar o irmão e não encostá-lo à parede.

5 comentários:

  1. Humm.., nem por acaso, que reparei hoje, estar mesmo a precisar de ser corrigida.
    Estou muito confusa, cheia de dúvidas...
    A correcção por palavras, só se for advertências em termos gerais: ninguém se sente atingido, é sempre p'ró vizinho do lado e tudo fica na mesma bem. Mas se ousarmos advertir alguém em concreto, somos intolerantes e f.p.. E, como cristãos, damos mau exemplo. Porisso, mais vale silenciar.
    Qual o melhor método de corrigir? palavras, silêncio, desprezo, qual deles o pior. Mesmo assim, prefiro as palavras ao silêncio e desprézo quem me despreza.
    Bons exemplos? Sim, mas não só, pois ninguém aprende o ABC só de ver outro a ler o jornal.
    O melhor é só praticarmos as Obras de Misericórdia corporais que a ninguém ofende e todos aceitam de bom grado. Mas isso, também os pagãos e ateus fazem; não há diferença e serve para competir com a Igreja. E não me parece que a M. Teresa de Calcutá tenha convertido alguém ao Cristianismo.

    Bem, vou entrar no "deserto de mim mesmo", para poder encontar alguma Luz que me esclareça determinadas questões que me estão a levantar dúvidas e confusões, aqui como no Confessionário.

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  2. Se escutas-te, meditas-te ou pelo menos lês-te o Evangelho de Domingo, Jesus dizia aos seus discipulos qual seria os passos que deveria dar para por em prática a correcção fraterna:
    1ª fala pessoalmente com que te ofendeu;
    2ª se não te escutar vai ter com duas ou três testemunhas e vai ter com ele;
    3º E ultimo caso fala com toda a comunidade.
    Isto é que Jesus Cristo nos propõe... a maneira concreta de praticar a correcção faterna

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  3. Sr. Padre
    "Corrigir os que erram" não é só no contexto que apontou, mas também, e essencialmente, quando queremos advertir aqueles que andam por caminhos errados (ou pensamos que andam).
    Aliás, foi nesta asserção (e o Padre sabe bem que foi) que eu abordei o tema no Post "Deus chama todos os homens à Salvação", cujos Comentários foram "apagados"!
    Se, pelo contrário, entende que houve ofensas, que suscitaram levá-lo a apagar os ditos comentários, teria sido mais curial ter feito uma notinha a informar os motivos do referido "apagão".
    Seria assim, desnecessário travar-me de razões, extemporâneamente. Mas devo acrescentar que o debate entre mim e o tal senhor dos "múltiplos cognomes" não o devia ter preocupado a tal ponto, porque em tempos, tive também oportunidade de entrar em alguma controvérsia com ele, e olhe que a sua opinião, a meu respeito, foi totalmente oposta à que teve agora.
    Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as disposições; e depende da abordagem que se faz...
    Padre,obrigada por me dar a sua atenção, que muito considero e o tenho em melhor conta do que um tal seu colega, padre comentador no Confessionário, que nem se digna responder-me, quando a ele me dirigi por duas vezes.
    Desprezar alguém, seja lá por que motivo for, é um procedimento nada digno de qualquer pessoa, muito menos de um padre. Mas desse tal, fico-me com os meus pensamentos, para não ter que pecar também por palavras.
    Fique bem, Padre, e que Cristo o ajude e a mim não me desampare.

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