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domingo, janeiro 31, 2010

A Igreja no abismo: a igreja precisa de uma triplice reforma: teológico-catequética, espiritual e pastoral

O jesuíta egipcio mais destacado nos âmbitos eclesial e intelectual, Henri Boulad, lança um SOS à Igreja de hoje numa carta dirigida a Bento XVI. A missiva foi transmitida através da Nunciatura no Cairo. O texto circula nos meios eclesiais de todo o mundo.

"Santo Padre:

Atrevo-me a dirigir-me directamente a Vós, pois o meu coração sangra ao ver o abismo no qual se está precipi-tando a nossa Igreja. Certamente desculpará a minha franqueza filial, inspirada na "liberdade dos filhos de Deus" à qual nos convida São Paulo, e pelo meu amor apaixonado pela Igreja.

Agradecer-lhe-ia também que saiba desculpar o tom alarmista desta carta, pois creo que "são menos cinco" e que a situação não pode esperar mais.

Permita-me em primeiro lugar apresentar-me. Jesuita egipcio libanês de rito melquita, de 78 anos. Desde à três anos sou reitor do colégio dos jesuitas no Cairo, depois de ter desempenhado os siguentes cargos: superior dos jesuitas em Alexandría, superior regional dos jesuitas do Egipto, professor de teologia no Cairo, director de Caritas-Egipto e vice-presidente de Caritas Internationalis para Oriente Médio e África do Norte.

Conheço muito bem a herarquia católica do Egipto por ter participado durante muitos anos nos seus reuniões como Presidente dos superiores religiosos de institutos no Egipto. Tenho relações muito próximas com cada um deles, alguns dos quais são antigos alunos. Por outro lado, conheço pessoalmente o Papa Chenouda III, a quem via com frequencia. E quanto à herarquia católica de Europa, tive oportunidade de me encontrar pessoalmente muitas vezes com algum dos seus membros, como o cardeal Koening, o cardeal Schönborn, o cardeal Martini, o cardeal Daneels, o Arcebispo Kothgasser, os bispos diocesanos Kapellari e Küng, os outros bispos aust
riacos e outros bispos de outros paises europeus. Estes encontros acontecem devido às minhas viagens anuais para dar conferências pela Europa: Austria, Alemanha, Suiça, Hungria, França Bélgica... Nestas viagens dirigo-me auditórios muito diferentes e aos media (periódicos, rádios, televisões...). Faço o mesmo no Egipto e no Oriente Próximo.

Visitei cerca de cinquenta paises nos quatro continentes e publiquei uns 30 livros em 15 línguas, sobretudo em francês, árabe, húngaro e alemão. Dos 13 livros nesta língua, quiçá tenha "Gottessöhne, Gottestöchter" [Filhos, Filhas de Deus], que lhe chegar pelo seu amigo o P. Erich Fink de Baviera.


Não digo isto para presumir, mas para lhe dizer simplesmente que as minhas intenções fundamentam-se num conhecimento real da Igreja universal e da sua situação actual, em 2009.

Volto ao motivo desta carta, intentarei ser breve, claro e o mais objectivo possível. Em primeiro lugar, umas quantas constataçõess (a lista não é exaustiva):
  1. A prática religiosa diminui constantemente. As igrejas são frequentadas por pessoas cada vez mais idosas que vão desaparecer num prazo bastante curto.
  2. Os seminários e os noviciados esvaziam-se de dia para dia e as vocações desaparecem a um ritmo assustador. O futuro apresenta-se sombrio e não vemos quem virá atrás de nós para melhorar a situação.
  3. Muitos padres deixam o exercício sacerdotal e o pequeno número dos que vão ficando, cuja idade frequentemente ultrapassa a da reforma, são obrigados a assumir o encargo de várias paróquias, fazendo-o de uma maneira apressada
    e administrativa.
  4. A linguagem da Igreja é anacrónica, aborrecedora, repetitiva, moraliza-dora e completamente inadaptada à nossa época. Não pretendo afirmar que se deve dizer sim a tudo nem adoptar uma atitude demagoga, pois a mensagem do Evangelho deve apresentar-se com toda a sua exigência e significado. O importante é começar a “nova evangelização” de que falava João Paulo II. E, ao contrário do que muitos pensam, ela não consiste na repetição de tudo o que é antigo e que não interessa a quase ninguém, mas na invenção duma nova maneira de proclamar a fé aos homens do nosso tempo.
  5. Para o conseguir, é urgente uma renovação profunda da teologia e da catequese que devem ser completamente repensadas e reformuladas. Infeliz-mente, temos de constatar que a nossa fé é demasiado cerebral, abstracta, dogmática e que fala bem pouco ao coração e ao corpo.
  6. A consequência é que uma grande parte dos cristãos foram bater à porta das religiões asiáticas, das seitas, da “new age”, do espiritismo, das igrejas evangélicas ou de outras parecidas. Ficamos admirados? Eles buscam noutro lado o alimento que não encontram entre nós, pois têm a impressão que em vez de pão lhes oferecemos pedras.
  7. No que respeita à moral e à ética, as imposições do magistério sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados casados de novo, etc., já não interessam a quase ninguém e provocam nas pessoas cansaço e indiferença.
  8. A Igreja católica que, durante séculos, foi a grande educadora na Europa, esquece que esta Europa se tornou adulta e intelectualmente madura, recusando ser tratada como uma criança que ainda não atingiu a idade do uso da razão. As maneiras paternalistas duma Igreja “Mater et Magistra” passaram de moda e são rejeitadas pela nossa época.
  9. As nações que outrora foram as mais católicas deram uma reviravolta de 180 graus, caindo no ateísmo, no anticlericalismo, no agnosticismo, na indiferença...
  10. O diálogo com as outras igrejas e religiões tem recuado. O progresso constatado durante meio século está actualmente muito comprometido.

Perante tais constatações, a reacção da Igreja é dupla:

  • Ou considera sem importância a gravidade da situação e se consola constatando certos fervores e conquistas no campo tradicionalista ou nos países pobres ou a caminho de um certo desenvolvimento e progresso.
  • Ou invoca a confiança no Senhor que a socorreu em muitas outras crises durante 20 séculos e que vai continuar a ajudá-la também neste momento díficil.

A isso eu respondo:

  • Para resolver os problemas de hoje e de amanhã, não basta refugiar-se no passado nem apoiar-se em amostras sem fundamento sério.
  • A aparente vitalidade da igreja nos continentes em vias de desenvolvimento é falaciosa. Mais cedo ou mais tarde, essas novas Igrejas passarão pelas mesmas crises vividas pelo actual cristianismo europeu.
  • A modernidade é incontornável e foi por a Igreja ter esquecido isto que passa hoje por uma tal crise.
  • Por que razão continuar uma política como um jogo da cabra-cega? Até quando recusar ver as coisas como elas são? Porque é que havemos de tentar salvar as aparências, uma fachada que hoje não consegue convencer ninguém? Até quando continuar nesta teimosia, nesta crispação de recusar todas as críticas, em vez de ver nelas uma ocasião de se renovar? Até quando iremos adiar uma reforma que se impõe imperativamente e que já tardou demais?
  • Repito o que disse no princípio: é pouco o tempo que nos fica. A história não fica à nossa espera, sobretudo numa altura em que o ritmo se acelera e tudo anda tão depressa.
  • Qualquer empresa comercial, ao constatar prejuízos ou um mau funcionamento, põe-se imediatamente em questão, convoca peritos, tenta recuperar, mobiliza todas as suas energias para se transformar radicalmente.
  • E a Igreja? Quando pensa ela mobilizar todas as suas forças vivas para uma transformação integral? Vai ela continuar dominada pela preguiça, cobardia, medo, orgulho, falta de imaginação e criatividade, por um quietismo culpável, convencida de que Deus tudo vai arranjar e de que a situação actual acabará por ser ultrapassada como já o foram outras situações, talvez piores, no passado?
  • O que é que se pode então fazer:
    A Igreja precisa de três reformas urgentes:

  • Uma reforma da sua teologia e da sua catequese, repensando completamente a fé e reformulando-a de uma maneira coerente e compreensível para a sociedade contemporânea.
  • Uma reforma da sua pastoral, abandonando as estruturas herdadas do passado.
  • Uma reforma da sua espiritualidade, inventando outra mística e concebendo os sacramentos de outra maneira, para os incarnar na existência actual e adaptar à vida do homem de hoje. A Igreja é formalista demais. Temos a impressão de que a instituição abafa o seu carisma e de que, para ela, o importante é, ao fim de contas, a estabilidade exterior, superficial, aparente. Corremos mesmo o risco de que Jesus, um dia, nos trate “de sepulcros caiados”.

Para terminar, gostaria que houvesse em toda a Igreja um sínodo geral com a participação de todos os cristãos, católicos e não só, para analisar franca e abertamente todos os aspectos de que lhe falei e outros que poderiam ser sugeridos. Esse sínodo (evitemos a palavra concílio) duraria 3 anos e seria concluído por uma assembleia-geral que faria um resumo de todos os resultados e elaboraria as conclusões.

Termino, Santo Padre, pedindo-lhe para me perdoar tanta franqueza
e audácia e solicitando a sua bênção paternal.

P. Henri Boulad, s.j.
henriboulad@yahoo.com

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Nicolás Castellanos, bispo emérito de Palencia, um bispo sem poder

Acontece com milhões de pessoas. Chega um momento nas suas vidas em que sentem necessidade de se entregar totalmente aos mais desfavorecidos. Esse espírito de missão pelos outras, seja ela de raízes laicas ou religiosas, é o que leva uma multidão de pessoas a deslocarem-se para o Haiti para resgatarem moribundos entre os escombros do terremoto ou partilhar o resto das suas vidas con os desfavorecidos de qualquer parte do mundo.

E Nicolás Castellanos, bispo emérito de Palencia, deixa a sua diocese para se dedicar como missionário a milhares de bolivianos, aos quais quer dar simplesmente uma nova oportunidade. Todo isso através da sua Fundação Hombres Nuevos.

A nova missão inicia-se precisamente no territorio boliviano que viu chegar os primeiros missionários, os que fundaram as reducções dos jesuítas da Chiquitania. O seu desejo de ajudar os outros, e entregar-se a eles sem olhar às suas crenças ou lealdades.

Nicolás Castellanos é um novo missionário.
Grande conversador, reflexivo, dinámico, radical às vezes... um bispo que não se refugiou numa casa de campo a escrever as suas memórias ou a viver um bela e prasenteira reforma, mas que encontrou uma nova missão. os pobres bolivianos.
Assista ao programa da TVE este domingo dia 31 às 21.00 na 2 de TVE.
Veja aqui


terça-feira, janeiro 26, 2010

1ª REPÚBLICA: A VERDADE VEM AO CIMO

Assim como a 1ª República teve pecados irremíveis, também esta república que por agora vivemos os tem tido. A que saíu do 5 de Outubro de 1910, herdeira directa e legítima do Regicídio, não se limpará nunca do sangue derramado pelo chefe do estado e seu filho nem das cruéis perseguições movidas à Igreja e seus servidores, e menos ainda dos milhares de homens que, mal alimentados e mal armados, foram carne para canhão na Primeira Guerra Mundial para satisfação e orgulho de Afonso Costa e quejandos. Seguiu-se outra república intolerante, com ditadura, censura e polícia política, que bom caldo de cultura foi para a mediocridade que depois veio.
Nesta outra república, saída do 25 de Abril de 1974, o pecado maior, e sem perdão, foi a descolonização, isto é, o abandono precipitado das colónias e os povos que ali viviam. Não é de louvar a guerra colonial que a ditadura podia e devia ter evitado, mas ela não podia justificar um abandono tão cobarde na forma e tão vil no conteúdo. Medíocres a quem interesses internacionais, e não apenas da União Soviética, deram força, foram os fautores e responsáveis perante a História desse abandono que se saldou por uma incalculável tragédia para milhões de portugueses de todas as raças.
Porque todas as revoluções arrastam consigo o lixo da confusão e do arbítrio, da mentira e da estupidez, é garantido que se procura fazer silêncio sobre o que se passou. Mas, felizmente, tem havido pessoas corajosas e dignas que, pouco a pouco, têm investigado esse passado sombrio e o têm dado à estampa em livros que, evidentemente, não merecem as menções dos que andam a estrangular o jornalismo na forca do politicamente correcto. Que a terra lhes seja leve.
Excelente exemplo de coragem e dignidade, de esforço e perseverança numa investigação que durou 20 anos, é a jornalista Leonor Figueiredo que, em 2009, publicou na editora Aletheia o livro FICHEIROS SECRETOS DA DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA. É um documento sem preço sobre uma das maiores infâmias cometidas por esta república: o abandono de centenas de portugueses que, raptados ou presos pelas forças políticas que, em Angola, se opunham ao poder colonial português, sofreram as maiores sevícias nas masmorras e acabaram, muitos deles, por serem assassinados e atirados às valas comuns. Não foram em grande número os que conseguiram salvar-se desse inferno. Mas todos por igual foram esquecidos por este regime. O livro, documentado até à exaustão, não deixa lugar a dúvidas. Porque acredito no poder da palavra honrada, tenho a certeza que livros como este pesarão sobre o futuro.
Tocaram-me dois casos que Leonor Figueiredo apurou.
Um foi o da médica Maria Fernanda Matos Sá Pereira Ramalho, em serviço na Maternidade de Luanda, raptada e barbaramente assassinada por ter descoberto uma sinistra trapaça do partido que havia de ser poder no termo da guerra civil. É que, em 1975, em plena barafunda do PREC, a minha querida amiga Rita Rolão Preto Vieira de Brito procurou-me, numa angústia, por ter sabido que essa médica, sua afilhada, tinha desaparecido.
O outro caso relatado é o de Helder Neto, antigo preso político no Tarrafal que alguém que eu julgava amigo me enviou, na década de 60, com o pedido de o ajudar a saír de Portugal. Assim fiz, com a ajuda de uma jornalista estrangeira. Pode quem me lê imaginar o que senti quando, em 1975, soube que Helder Neto era um dos principais torcionários da nova pide de Angola. Por este livro soube que acabou abatido a tiro.
Este livro é um serviço prestado à verdade e a Portugal.
Fonte: email enviado

Vivailconcilio, uma web patrocinada pelo Cardeal Martini


Veja aqui

terça-feira, janeiro 19, 2010

Missas com mais música

O purpurado belga tem as suas próprias idéias sobre a renovação litúrgica impulsionada pelo Vaticano II. Ele está convencido dos benefícios da substituição do latim na missa pelas línguas vernáculas, o que permitiu eliminar a distância entre o celebrante e o povo, mas também acredita que os fiéis “se fixam muito na homilia e isso comporta o risco de se esquecer de outras dimensões. Há muita verbosidade”. Para corrigir isso, propõe mais música e silêncios para equilibrar”. Também flores e casulas cuja beleza alegre a vista.

Danneels diz não ser contra a decisão de Bento XVI de dar facilidades para celebrar missas em latim, mas alerta que “não é bom que isso se use para fazer proselitismo” de idéias contrárias aos ensinamentos surgidos no Concílio Vaticano II. O desejo do Papa de que o rebanho que o arcebispo cismático Marcel Lefebvre fundou volte ao redil impulsionou uma medida que “não deu resultado, porque os lefebvrevianos querem alguma coisa mais. Era a oportuni-dade, mas eles estão contra o ecumenismo e o diálogo inter-religioso”.

O cardeal explica com naturalidade que as preferências do Pontífice não constituem um dogma de fé. E dá um exemplo. “O Vaticano II nunca disse como se deve dar a comunhão e se pode-se tomá-la com a mão. É a conferência episcopal de cada país quem diz como se deve fazê-lo. Outra coisa é que o Papa prefira que os fiéis a recebam com a língua e ajoelhados. Mas isso não significa que todo mundo tenha que fazer assim”.
Outra vez, a frescura de um purpurado nada comum. Uma raridade nos tempos que correm...

Crer no invisível

O arcebispo de Bruxelas, natural de Flandres, não partilha nem da intransigência nem da visão pessimista da cultura ocidental que Bento XVI semeia.
“Na Europa, temos passado de um catolicismo sociológico, natural, a outro, voluntário, de livre eleição”.
“Depois, está a dificuldade de crer no invisível. Aqui só se crê naquilo que se pode ver. Não é o caso da África, onde há um sentido religioso natural. Ali há muitos deuses, e é necessário só um. Aqui não há deuses, e também precisamos de um. É uma realidade, e temos que aceitá-la”.
Nem rastro das metáforas apocalípticas que Bento XVI usa, como aquela que se serve de uns javalis arrasando a vinha do Senhor para descrever a civilização atual.

Danneels é um homem que se afasta de boatos, que descreve com franqueza a perspectiva que ele observa desde a atalaia da capital política da Europa. Da mesma forma que se refere ao retrocesso do catolicismo no continente, não oculta as dificuldades para construir pontes com a outra grande religião monoteísta. “O Islão não está muito aberto ao diálogo inter-religioso. Na Europa, a maioria dos muçulmanos vêm do norte da África, têm um nível cultural baixo e sentem-se inferiores, o que os empurra para a rejeição. O Islão há de fazer a sua revolução francesa, tem que separar o Estado da religião. Enquanto isso não acontece, os problemas persistirão. Os religiosos de uma e de outra confissão podem falar entre si, mas somente enquanto a política não interferir”.

domingo, janeiro 17, 2010

Espanha: elimina o termo de pai e mãe e muda para "progenitor A" e "progenitor B",

O especialista do Direito Martí Sánchez: “Os novos modelos de matrimónio e familia são um ataque aos valores morais cristãos que articulam a convivencia no Ocidente”.

Depois do dia 8 de Janeiro, o Conselho de Ministros deu luz verde ao Ante-projecto de Lei do Registro Civil pelo qual se elimina o termo de pai e mãe para o mudar para "progenitor A" e "progenitor B".

Quais as consequências sociais destas mudanças terminológicas?

Terá uma enorme repercusão pessoal e social. Portanto, as consequências duma reforma legal sobre a familia são muitas. E muito mais quando incidem na sua definição, isto é, sobre a sua base matrimonial. Esta mudança decorre da introdução do matrimónio homosexual e com ela, desaparecem as bases naturais do matrimonio: a complementariedade, a estabilidade e a fecundidade fica seriamente afectada.
O termo progenitor, etimologicamente é mais pobre que a noção de pai e mãe, pois refere-se exclusivamente ao que dá origem —biológico— à vida, mas é justamente isto o que não acontece nos casais homosexuais (masculinos).

Não será uma nova imposição do Governo para estabelecer outros modelos de familia, afastados da familia tradicional?

Acredito que mais do que impor outros modelos, o que o poder político procura é debilitar ou diluir a autêntica familia, pois, encara-a como um obstáculo para suas intençoess.

O Governo, desde a legislatura de 2004, assumiu o propósito de transformar radicalmente Espanha, tendo como referencia a II República (laicismo) e a Revolução de Maio de 68 (libertação sexual). É sobre esta base que desenhou duas ideias que lhe servem perfeitamente para levar por diante um projecto de engenharia social: a da cidadania (individualismo) e a da democracia, con uma ideologia muuito marcada. Portanto, são dos os objectivos da sua acção: a familia e a cultura.

A incontinência do poder aproximanos do Estado totalitário. Este absorve a pessoa e a sua creatividade começando pela familia, origem de todo o pluralismo.

sábado, janeiro 16, 2010

8 desafios para Igreja em 2010

1. Evangelizar os jovens

2. Dinamizar a pastoral vocacional

3. Cresce em número de católicos nos paises islamicos

4. Agir em todo el mundo para travar o aborto

5. Atenção especial às crianças e adolescentes imigrantes.

6. Aprofundar a oferta do Papa aos anglicanos para atrair outros protestantes

7. Investigar os casos de corrupção no seio do clero

8. Promover a solidaridade católica

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Igreja deve criar «vita comunis»

Teólogo alemão Gisbert Greshake pede reconfiguração das paróquias e comunidades.

A Igreja tem de caminhar no sentido da instituição de uma «vita comunis» entre os seus presbíteros, à imagem das primitivas comunidades cristãs. E “as paroquias deviam dar lugar a centros espirituais, ao jeito de mosteiros beneditinos alargados, e a entrega das comunidades locais à presidência de leigos”.

Gisbert Greshake criticou a acção apstoral orientada para o resultado, para “o número, a quantidade e a eficiência”. Ao invés, Greshake projectou uma Igreja na qual a “práxis produtiva dá lugar a uma práxis da realização, gratuita e amorosa”, “tal como alguém que oferece flores num gesto aparentemente inútil porque aparentemente nada produz".

Disponibilidade

A disponibilidade para “ouvir e atender, acompanhar e aconselhar” é uma exigência.

O padre deve “dedicar tempo à formação dos leigos, não só para que a sua fé seja cada vez mais esclarecida e luminosa, mas para que desempenhem, com verdadeiro espírito missionário, as múltiplas tarefas que lhes são próprias: na família, na sociedade e na Igreja”.

O saber comunicar é uma exigência

Na era da comunicação os sacerdotes devem ter uma “séria formação” nesta área.

“Comunicar é serviço; não é protagonismo”.

“Sobretudo na eucaristia”, os sacerdotes devem procurar ser “curtos, concisos e cobrir os pontos essenciais”.

É urgente a redifinição do rosto do padre

“Não podemos esperar um florescimento das vocações enquanto o rosto do padre não for redefinido”, acrescentou depois que o sacerdócio já não enfrenta o monstro do passado (o ateísmo), mas algo de mais subtil, como a indiferença e a perda generalizada do gosto pela vida.

D. Jean-Louis Brugués, secretario da Congregação para a Educação Católica

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Vêm aí os Defensores da Cruz: italianos retaliam unidos contra a UE

Há cada vez mais pessoas a queixarem-se contra a "degradação dos valores morais" ao seu redor. Perguntam-se com apatia e um encolher de ombros o que é que seria possível fazer contra isso. Os italianos estão, actualmente, a dar o exemplo. O país revoltou-se, o povo uniu-se e está a fazer frente à União Europeia. Os italianos não estão para brincadeiras no que se refere à luta pela cruz.

A sentença mais recente do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos conseguiu, em Itália, algo que milhares de pregadores não conseguiram. Uniu todo o povo em redor da cruz. Segundo os juízes da UE, um crucifixo cristão numa sala de aulas do ensino público ofende a liberdade religiosa dos alunos. Desde então, a Itália está furiosa. A Igreja e o Estado suspeitam um ataque frontal contra os costumes cristãos. A decisão de Estrasburgo levou a uma corrida à colocação de novos crucifixos em todo o país - precisamente o contrário do que os juízes de Estrasburgo pretendiam.

Num debate televisivo, Ignazio La Russa, Ministro da Defesa de Itália, disse: "Todos os crucifixos manter-se-ão pendurados" e acrescentou a gritar: "Eles (os inimigos da cruz) que se danem, mais suas instituições internacionais fictícias". Desde então, o país e os valores cristãos são defendidos. O Exército ameaçou abater a tiro todos os que não cumprirem as ordens do Ministro da Defesa. Nem era preciso uma ordem tão drástica. Até porque os Presidentes das Câmaras viram nisto, finalmente, uma oportunidade para poderem fazer frente aos odiados diabos da UE.
  • Em San Remo, no noroeste de Itália, o Presidente da Câmara Maurizio Zoccarato encomendou uma cruz de dois metros de altura para a Câmara Municipal e mandou os directores de todos os estabelecimentos de ensino colocar um crucifixo nas salas de aula.
  • Na cidade Busto Arsizio, próximo de Milão, a administração municipal colocou a bandeira da UE a meia haste, nos edifícios públicos.
  • A fachada do Teatro Bellini de Catania, na Sicília, ostenta uma grande cruz totalmente nova. Há cada vez mais comunidades italianas a encomendar crucifixos para as suas escolas.
  • Por exemplo, em Sassuolo, na Província de Modena no Norte de Itália, a cidade encomendou 50 cruzes novas para serem penduradas nas salas de aula que ainda não têm.
  • Nas Termas de Montegrotto, 11 kms a sudoeste de Pádua, a comunidade de 10.000 habitantes anuncia em letreiros luminosos: Noi non lo togliamo - Não o vamos tirar. Referem-se aos crucifixos.
  • O Presidente da Câmara da cidade de Treviso, no nordeste de Itália, declarou a situação da forma seguinte: "Estamos no reino da loucura. É uma decisão que requer vingança. O Tribunal devia processar-se a si próprio, devido ao crime que cometeu".
  • O Presidente da Câmara de Assis adiantou que, além dos crucifixos, também deviam colocar presépios nas salas de aula.
  • O Presidente da Câmara de Trieste declarou que tudo ficaria como até aqui, ou seja, que os crucifixos continuariam nas paredes.
  • A Câmara de Comércio de Roma pediu aos comerciantes que pendurassem crucifixos em sítios bem visíveis.
  • Nas Termas de Abano, onde habita o tal imigrante ateu que se queixou contra os crucifixos, são levadas a cabo manifestações à porta das escolas, a favor da Cruz de Cristo.
  • Riccardo Roman, Presidente da Câmara das Termas de Galzignano, na Província de Pádua, ordenou a colocação imediata de crucifixos nos edifícios públicos - não apenas nas escolas, mas também na Câmara Municipal e nos museus. A Polícia vai verificar regularmente se a ordem está a ser cumprida, se não, haverá uma coima de €500 a pagar.
  • Maurizio Bizzarri, o Presidente da Câmara de Scarlino, na Toscana, decretou uma coima de €500 para quem retirasse um crucifixo da parede de qualquer edifício público.
  • Na cidade de Trapani, na ponta mais ocidental da Sicília, o Presidente e os vogais do governo regional encomendaram 72 crucifixos por conta própria.
  • Na cidade de Nápoles podemos ler o graffiti seguinte nas paredes de muitos edifícios: "Se arrancares a cruz, arranco-te a mão".

Em Itália, não existe comunidade que não faça frente à sentença dos juízes de Estrasburgo. A Itália está unida. De momento, a degradação dos valores morais não deve ser tema de conversa, antes pelo contrário. Voltaram a encontrar os seus valores tradicionais. No fundo, deviam estar agradecidos aos juízes de Estrasburgo.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Viviane Reding, poderá ser rejeitada por causa da sua fé cristã

No momento em que ocorre a renovação de cargos na Comissão Europeia, uma das candidatas, Viviane Reding, poderia ser rejeitada por causa da sua fé cristã, como já aconteceu com Rocco Buttiglione em 2004.

Reding, de Luxemburgo, foi comissária de informação na Comissão Europeia de 2004 a 2009; também foi comissária sob a presidência de Romano Prodi, de 1999 a 2004.

Agora é candidata a comissária de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania.

Segundo Giorgio Salina, presidente da Associação para a Fundação Europa, “a Sra. Reding tem um grave defeito, que é um impedimento para assumir esse papel: é católica!”.

Salina revela que “se está preparando um autêntico atentado sumamente parecido ao que foi organizado contra Rocco Buttiglione, porque ele também é católico”.

O político italiano foi rejeitado como comissário para a carteira de Justiça, Liberdades e Segurança por expressar a visão da Igreja sobre a homossexualidade e a família.

O presidente da Associação para a Fundação Europa explica que “está sendo preparada uma agressão discriminatória” guiada por Sophia in 't Veld, do grupo da Aliança dos Democratas e dos Liberais pela Europa, presidente da Plataforma para a Secularização da Política, antiga presidente do intergrupo de gays e lésbicas.

Mobilizam-se também contra a sua candidatura Miguel Ángel Martínez Martínez e Pure Hannes Swoboda, do grupo da Aliança Progressista de Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu, e Rebecca Harms, do grupo Verde/Aliança Livre Europeia.

“E, no entanto, são todos deputados europeus que falam de luta contra a discriminação”, conclui Salina, constatando a contradição.

Não à discriminação: os bons militares também devem chegar a generais!!!

Porque não termos agora 83% dos militares no topo da carreira, como GENERAIS. Lutemos contra a discriminação entre os funcionários públicos. Quantas vezes já ouvimos os jornalistas reclamarem porque existe um número excessivo de generais no nosso país. O clamor de indinação é unânime...
O surpreendente de tudo isto é que esse mesmo clamor não apareceu quando 83% dos nossos professores querem ser generais! Num país em crise, num tempo em que a educação e o sistema instalado está um caos, 83% dos professores são avaliados com BOM! E mais, querem que o estado trate a todos como GENERAIS. Como vai a avaliação daqueles que têm como missão ensinar e avaliar os alunos. Todos querem subir e ninguém quer distinguir o mérito...
Vamos ao que interessa: senhores jornalistas fazedores de opinião, porque se calaram e não denunciaram esta injustiça? Teceram louvores à ministra, aos sindicatos... Finalmente um acordo. Agora é que é... a justiça prevaleceu... Porque não denunciaram o ridiculo do acordo? Será justo, correcto e uma boa medida de gestão? Então... essa peça jornalisticas ficaram na gaveta...
Vamos todos reclamar privilégios, são para a rua e protestem... se eles podem todos ser GENERAIS também os outros funcionários públicos deveriam poder!!!
NÃO À DISCRIMINAÇÃO