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sexta-feira, setembro 29, 2006

SONDAGEM: Segunda a tua opinião, quais as razões da crise de vocações?

Depois de dois meses, eis os resultados:
  • O celibato obrigatório - 47%
  • Uma sociedade que promove o efémero e a desistência - 15%
  • A pouca influência da família na educação dos filhos - 9%
  • O divórcio entre a doutrina e a vivência dos católicos - 9%
  • O modelo piramidal da Igreja (promove o carreirismo) - 9%
  • Pressão da sociedade (secularizada) - 4%
  • A fraca aposta na vida comunitária - 4%
  • Problemas de intregação dos jovens padres - 2%
  • A solidão dos padres (imagem pouco atraente) - 2%

QUAIS OS COMENTÁRIOS QUE TE SUGERE ESTE INQUÉRITO? Surpreendeu-te? Era aquilo que previas?

Para reflectir...

quarta-feira, setembro 27, 2006

Excomungados arcebispo de Lusaca e sacerdotes casados

O Vaticano anunciou hoje a excomunhão do polémico arcebispo emérito de Lusaca, Zâmbia, Emanuel Milingo, e dos quatro sacerdotes casados que ordenou bispos no último fim-de-semana.
"Tanto o arcebispo Milingo, como os quatro ordenados incorreram na excomunhão" automática (latae sententias), prevista no código Canónico, informa o Vaticano em comunicado.
No comunicado, o Vaticano sublinha que Milingo criou recentemente uma associação de padres casados, "semeando a divisão e a discórdia entre os fiéis" e que as diversas tentativas da Igreja para o dissuadir de continuar foram em vão.
No último fim-de-semana, Emmanuel Milingo ordenou bispos quatro padres casados numa igreja de Washington, informação que foi confirmada pelo grupo “Married Priests Now”, fundado em Julho último pelo próprio arcebispo africano.
As relações de Milingo com o Vaticano complicaram-se quando o arcebispo de Lusaca se casou em 2001 com uma sul-coreana que lhe foi apresentada em Nova Iorque pelo reverendo Sun Myung Moon.
Meses depois e na sequência de um pedido do Papa João Paulo II, Milinko renunciou à união. Posteriormente, Milinko foi acusado de praticar exorcismo e de promover credos indígenas africanos através de exorcismos em massa e cerimónias de tratamentos.
Emmanuel Milingo, de 76 anos, foi nomeado bispo da arquidiocese de Lusaca em 1969 pelo Papa Paulo VI.
Fonte Ecclesia

segunda-feira, setembro 25, 2006

Visitem este forum... quente, quente...

(23-09-2006)
Quando for investido o novo Bispo Auxiliar de Braga há que lhe perguntar para onde vai a seguir. Obrigado D. António pelo trabalho desenvolvido. Acredite: ficamos mais pobres. Rezo por si e por nós.

(22-09-2006)
D. António Santos é um verdadeiro Pastor. Obrigado pelo seu testemunho. A Arquidiocese de Braga fica mais pobre com a saída deste Filho bem amado. O Senhor da Messe o guie nesta sua nova missão. Padre de Braga

pelagio (21-09-2006)
Não haja dúvidas: a diocese de Braga tem sido uma excelente estufa de bispos: D. Jacinto Botelho, D. António Marto, D. António Santos... Aceitam-se apostas para o próximo condenado à mitra.
rodrigosantosrodrigo@oninet.pt (03-08-2006)
O Seminário Conciliar sobre o fio da Navalha
Quando algum sacerdote é motivo de escândalo para a Igreja ela permanece em silêncio… ou não quer assumir responsabilidades… Acho que deveria ser motivo de reflexão para todos e alguém deveria assumir responsabilidades. Por isso, acho que se devia começar a responsabilizar aqueles que deram formação aos respectivos sacerdotes? Falo assim, porque parece que tudo é válido. Admiro alguns formadores do Seminário Conciliar de Braga, que primam pela verdade e pela exigência. Repugna-me veemente uma visão do Seminário romanceada e falseada como muitas vezes se escreve e fala (Cónego José Paulo). O Sr. Arcebispo aprecia muito esta última visão, que dá direito ao titulo de cónego ou quem sabe de Bispo… Aponto alguns aspectos negativos que contribuem para o descalabro que se instalou na nossa Arquidiocese nos últimos anos: falta de critérios na escolha dos candidatos, ingresso de seminaristas de outras dioceses com muitos problemas, a formação actual tende a levar os seminaristas a um certo elitismo, falta de formação no que diz respeito à vida afectivo-sexual; falta de rigor e de disciplina, sinais de aburguesamento de alguns candidatos, importância demasiada ao número de seminaristas e não à qualidade dos seminaristas; falta de vida de oração e de amor pelos pobres (conferencia Vicentina, visitas a lares, Hospital, cadeias….). A formação passa primeiro pela escolha dos formadores, para depois escolher o processo formativo que atenda ao modelo de presbítero que o mundo e, principalmente, que a Arquidiocese precisa. Que Igreja Arquidiocesana queremos? “Não esperemos que o povo corrija os padres”, esperemos que os padres ajudem o povo a ser cada vez mais o povo de Deus. Isso é tarefa do Seminário e do Sr. Arcebispo. Pe. Alves Moura
outro padre (06-06-2005)
O problema é que o sr Arcebispo continua a viver de sonhos... Quando alguém lhe propõe a criação das ditas comunidades sacerdotais é o primeiro a «cortar pelos pés». Quem tem medo destas experiências não são os sacerdotes, muito menos as comunidades. Quem tem medo é o sr Arcebispo. Já é mais do que tempo de deixarmo-nos de discursos «bonitos», «desafiantes» e vazios...

um padre (06-06-2005)
Os excertos da homilia do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, "Eucaristia como novidade", proferida por ocasião da peregrinação ao Sameiro, estão entre aspas. “Esta qualidade tem de suscitar uma reflexão séria sobre o número das celebrações. A participação na Eucaristia pode exigir sacrifícios suscitados pela nova caracterização da sociedade.” Estou para ver as nomeações. Reservo os comentários para Setembro. “Falamos muito de unidades pastorais com residências sacerdotais. Talvez não falte muito tempo para vermos um grupo de sacerdotes responsável por um arciprestado, salvando sempre as determinações canónicas. Muitos pensam que sonho; o futuro virá dar-me razão. Não tenhamos medo destas experiências de vida comunitária”. Há tanto tempo que se ouve falar em comunidades sacerdotais. Há tempo suficiente para dizer: JÁ ESTAMOS FARTOS DE OUVIR ISSO!!! É preciso agir. É assim que os sonhos se concretizam.

vitorpgoncalves@sapo.pt (17-06-2005)
Grande confisão para coisa tão simples.
- Todo o pastor deve conhecer as suas ovelhas e elas conhecer a sua voz;
- Há quem se diga "católico não praticante", eu também sou, ténista, corredor de automóveis, ciclista, jogador de futebol, etc, não praticante. Isto é ser alguma coisa?
- Para se cativar e converter os outros, nos dias de hoje, é minha humilde convicção, que bastava VIVER os Evangelhos e não andar a pregá-los repetidamente, muitas vezes com pouca convicção, dfeixando a prática para os outros;
- O clero devia pensar o que aconteceria aos doentes do corpo se os médicos andassem a tratar das obras e gestão dos hospitais, Casa de Saúde, etc. e outros assuntos mais materiais e não tivessem tempo de se dedicarem aos doentes e dos que necessitam dos seus cuidados. As almas e o espirito de cada um deve ser tratado e cuidado por quem sabe e ofereceu a sua vida, por vocação, a essa causa.
Apóstolos somos todos, mas uns são mais especialistas, competentes e responsáveis que outros. A coisa material devia ser deixada aos leigos, que também são Igreja. A césar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. Desculpen se estou enganado. Até sempre VG

domingo, setembro 24, 2006

Constantino e a Fé cristã

Há quem afirme que foi o imperador romano que impôs a Bíblia actual e obrigou todos os cristãos a obedecer ao bispo de Roma – o Papa. O imperador teria sido mesmo o verdadeiro chefe da Igreja.Nada mais falso. Constantino legalizou e apoiou a cristandade no tempo em que se tornou imperador, com o Édito de Milão, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal.

Nascido por volta do 271, Constantino, que ficou na história com o cognome de Magno, passou grande parte da sua vida a guerrear os seus opositores. A sua vitória em 312 sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio resultou na sua ascensão ao título de Augusto Ocidental, ou soberano da totalidade da metade ocidental do império. Ele consolidou gradualmente a sua superioridade militar sobre os seus rivais com o esfarelamento da Tetrarquia até 324, quando ele derrotou o imperador oriental Licínio, tornando-se imperador único.

Não foi por motivos religiosos que ele deu liberdade aos cristãos, em 313, ou convocou o Concílio de Niceia, em 325. Foi a sua visão de político sagaz que o levou a apostar na religião que se tinha imposto no Império do Ocidente e do Oriente e que agora queria que não fosse motivo de mais desuniões.

Se ele se tivesse convertido deveras à nova Fé, não teria feito os crimes que a história lhe aponta: matou, já depois do Concílio de Niceia, o seu próprio filho Crispus. Sufocou depois sua mulher Fausta num banho sobreaquecido. Mandou também estrangular o marido de sua irmã, e chicotear até à morte o filho de sua irmã.

A convocação do Concílio de Niceia foi um acto político
como já disse acima, para resolver as divergências doutrinais originadas pelo arianismo, de que falarei noutro artigo. Constantino facilitou transportes e fez tudo para todas as diversas Igrejas estarem representadas. Conseguiu juntar umas trezentas pessoas. De Roma seguiram apenas quatro padres e o Papa não esteve presente, decerto por não concordar que a iniciativa viesse do imperador, ainda por cima pagão, não baptizado. Mas como as resoluções desse concílio acabaram por ser concordes com a doutrina oficial da Igreja de Roma, aceitou-as de bom grado.

Constantino só foi baptizado e cristianizado no final da vida. Ironicamente, este imperador poderá ter favorecido o lado perdedor da questão ariana, uma vez que ele foi baptizado por um bispo ariano, Eusébio de Nicomedia.

Altruísmo

São diversas opiniões e filosofias que nos ensinam que atitudes devemos tomar no mundo.
Muitas delas interessantes.
Mas para mim o maior exemplo a seguir, é sem dúvida alguma, o de Jesus Cristo. Jesus ensinou-nos muita coisa. E mais do que ensinar, Ele viveu o que ensinou. Ele mesmo deu o exemplo em tudo. Vimos n'Ele o exemplo do amor, da graça, da paciência. E um dos grandes exemplos a ser seguido, é o do altruísmo! Jesus é manso e humilde de coração. A última pessoa que ele pensava era nele mesmo. E perguntoa mim mesmo: eu sigo esse exemplo?
Fica aqui uma lista interessante sobre aquilo que o mundo diz e a diferença sobre o que diz Jesus.
A Grécia disse: "Seja sábio, conheça-se a si mesmo."
Roma disse: "Seja forte, discipline-se"
A religião disse: "Seja bom, conforme-se"
O epicurismo disse: "Seja sensual, satisfaça-se"
A educação disse: "Seja expedito, expanda-se"
A psicologia disse: " Seja confiante, reivindique"
O materialismo disse: "Seja possessivo, agrade-se"
O ascetismo disse: "Seja humilde, suprima-se"
O humanismo disse: "Seja capaz, acredita em ti mesmo"
O orgulho disse: "Seja superior, promova-se"
Cristo diz: "Seja altruísta, humilhe-se"

sexta-feira, setembro 22, 2006

"Reality show": Meninas testam futuros sacerdotes

A decisão dos quatro jovens só é conhecida no último episódio da série.
Um canal norte-americano de televisão por cabo encontrou em Deus um novo caminho para captar audiências. Pegou em quatro jovens candidatos a padres e confrontou-os com a libido, para saber se estavam preparados para uma vida em celibato.

O ‘reality show’ chama-se ‘God or the Girl’ (Deus ou a mulher), foi tolerado pelos bispos dos EUA, mas não seria bem recebido em Portugal.
O programa foi produzido em forma de documentário E as reacções não se fizeram esperar. A Liga Católica de Religiões e Direitos Civis lançou várias críticas aos produtores da série, em particular aos ‘spots’ de promoção que exibiam uma rapariga de aspecto sensual e provocante. As acusações, porém, foram abandonadas após uma tomada de posição favorável ao programa, divulgada pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos.
Confrontados com a falta de candidatos a seminaristas, após o escândalo com os sacerdotes homossexuais, os bispos norte-americanos viram no programa um meio para captar uma nova audiência e divulgar a fé cristã. “Finalmente, a tele-realidade encontrou-se com a religião”, declararam, adiantando que a série trata com respeito “uma passagem importante da vida”.
QUAL A TUA OPINIÃO?

Ameaça ao Papa é para levar a sério: Comissário Europeu da Justiça preocupado

Prosseguem no mundo islâmico os protestos contra as declarações do Papa Bento XVI.
O comissário europeu da Justiça e Segurança, Franco Frattini, afirmou ontem que as ameaças contra o Papa Bento XVI “devem ser levadas muito a sério”, uma vez que se tratam de ameaças “contra toda a Humanidade”.

“Apelo aos Estados-membros para levarem muito a sério as ameaças contra o Papa. Não se trata apenas de uma ameaça contra Roma, o território italiano ou cristianismo, trata-se de uma ameaça contra toda a Humanidade, cujo símbolo é o Papa”, afirmou Frattini. “O Papa não simboliza apenas uma religião, mas toda uma mensagem de tolerância e respeito mútuo”, defendeu o comissário italiano, afirmando que os países da UE deviam unir-se na defesa do Sumo Pontífice. “Não posso aceitar a má interpretação deliberada do discurso do Papa nem a reacção violenta de atacar igrejas”, frisou.
Frattini referia-se às ameaças dos radicais muçulmanos contra o Papa, na sequência da revolta gerada pelo seu discurso na Universidade de Ratisbona. Ainda esta semana, o turco Ali Agca, o homem que tentou matar o Papa João Paulo II, aconselhou Bento XVI a não visitar a Turquia, porque corria “risco de vida”.
Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, setembro 21, 2006

Na escolha dos bispos porque é que não se usam métodos democráticos?

"Se quiserem matar-me, podem fazê-lo a qualquer momento. Os meus campo-neses também não estão protegidos". Eu"estou entre a espada e a parede porque sou um filho obediente da Igreja, mas ao mesmo tempo não posso permitir que continue usando métodos antidemocráticos na relação do Vaticano com os bispos, nomeando-os sem a menor consulta à comunidade local que o vai receber". D. Pedro Casaldáliga
Entrevista com Grégoire III Laham, patriarca dos greco-melquitas de Antioquia
O cardeal Husar propôs dedicar o próximo Sínodo às Igrejas orientais católicas. O senhor concorda?
GRÉGOIRE III: Seria uma boa oportunidade para enfrentar de uma perspectiva nova muitos temas importantes, como a comunhão das crianças, ou o próprio primado. E para verificar se as nossas tradições podem representar uma riqueza de soluções também para a Igreja latina.
Por exemplo?
GRÉGOIRE III: Por exemplo, também no Ocidente alguns gostariam que, na escolha dos bispos, as Igrejas locais fossem mais envolvidas. Poderíamos verificar se existem elementos em nossas práticas tradicionais que podem se adaptar à estrutura sociocultural da Igreja latina.
Mas, justamente a respeito das nomeações dos bispos, registra-se um certo mal-estar nas Igrejas orientais.
GRÉGOIRE III: Durante 154 anos elegemos nossos bispos sem interferências de Roma, ainda que ninguém nunca tivesse negado a Roma o direito de interferir, e, a nós, o direito de recorrer a Roma. Roma, simplesmente, não interferia de facto. Durante todo esse tempo, elegemos bons bispos. Não entendo por que agora não podemos fazê-lo.
E quando foi que mudou tudo isso?
GRÉGOIRE III: A prática mudou desde o Vaticano II. Isso é realmente estranho. É estranho que, depois do Vaticano II, em vez de existir mais liberdade para as Igrejas orientais, tenham-se restringido os espaços.
Tradição Apostólica de Hipólito de Roma
"Deve ser ordenado bispo aquele que tenha sido eleito incontestavelmente por todo o povo. Quando for chamado por seu nome e aceito por todos, reunir-se-ão, no domingo, todo o povo, o presbitério e os bispos. Então, após o consentimento de todos, os bispos imporão as mãos sobre ele e o presbitério permanecerá imóvel. Todos permanecerão em silêncio, orando no coração pela vinda do Espírito Santo".

D. António Francisco dos Santos, novo Bispo de Aveiro

O Papa Bento XVI nomeou como novo Bispo de Aveiro D. António Francisco dos Santos, até agora Bispo Auxiliar de Braga.

D. António Francisco dos Santos foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga por João Paulo II a 21 de Dezembro de 2004.
O novo Bispo de Aveiro é natural da Freguesia e Paróquia de Tendais, Concelho de Cinfães, Diocese de Lamego. Nasceu a 29 de Agosto de 1948, filho de Ernesto Francisco (já falecido) e de D. Donzelina dos Santos.


A 21 de Dezembro de 2004 foi nomeado Bispo titular de Meinedo e Auxiliar da Arquidiocese de Braga, por João Paulo II. Foi ordenado Bispo, na Sé de Lamego, a 19 de Março de 2005.

terça-feira, setembro 19, 2006

Polémica artificial

José Manuel Fernandes, director do "Público", escreveu em editorial que "muitos jornalistas desistiram de ler, quanto mais de pensar", lamentando o tratamento dado ao discurso do Papa e, por outro lado, as reacções violentas às suas palavras. Neste sentido, cita George Carey, antigo Arcebispo da Cantuária: "os muçulmanos, tal como os cristãos, devem aprender a dialogar sem gritar histericamente".
Vasco Pulido Valente frisa, no Público, que "o mais preliminar assistente de Literatura, História, Filosofia ou Teologia" compreende que o Papa não dá o imperador Paleólogo como "interprete autorizado da religião muçulmana, mas como um opositor intransigente à perseguição religiosa".
Judite de Sousa, jornalista da RTP, escreve no JN: "Se não podemos citar palavras de há 600 anos com o medo de ofender os muçulmanos, o que é que podemos fazer? Resignamo-nos a perder a nossa liberdade e condenamo-nos ao obscurantismo?".
Segundo o Pe. António Rego o que importa neste momento realçar o papel dos comentadores dos media que perceberam a falsa armadilha que se estava a lançar não apenas à Igreja mas ao próprio mundo ocidental. O conjunto de leituras sobre o incidente revelou o risco das sínteses precipitadas que se pretendem fazer passar por análises. E pela separação completa entre um discurso que recorda a história, não para ofender ninguém, mas para reafirmar a urgência da presença de Deus no mundo de hoje, proclamada pelo Cristianismo e pelo Islamismo. Mas com a recusa total da violência como arma política ou religiosa.
QUAL A RESPONSABILIDADE DOS MÉDIA NESTA POLÉMICA?
FAZEM-SE SINTESES PRECIPITADAS EM VEZ DE ANÁLISES SÉRIAS E FUNDAMENTADAS...

MISSIONÁRIA ASSASSINADA

NA SOMÁLIAA Irmã Leonella Sgorbati, 65 anos, italiana, missionária da Consolata, foi barbaramente assassinada em Mogadíscio, capital da Somália, ontem, 17 de Setembro, quando se dirigia para o hospital onde trabalhava.
A Irmã Leonella estava há cinco anos na Somália e trabalhava no hospital pediátrico «SOS CHILDREN», no Norte de Mogadíscio. Era enfermeira e dava aulas de enfermagem. Foi assassinada junto à aldeia onde vivem 400 crianças órfãs, numa emboscada em que também pereceu o seu guarda-costas.
A missionária foi morta por dois homens aparentemente em retaliação por uma citação sobre Maomé no discurso que o Papa Bento XVI pronunciou na Aula Magna da Universidade de Regensburg, a 12 de Setembro, durante a sua visita à Alemanha.A embaixada italiana na Somália tinha aconselhado a Ir. Leonella e outras quatro missionárias a abandonarem o país por questões de segurança.
As missionárias, contudo, decidiram ficar para servir os que mais precisavam.A organização «SOS Children», onde as missionárias trabalham, goza de muito prestígio na Somália. As suas instalações nunca foram saqueadas e o hospital foi poupado pela guerra civil.
ONDE ESTÃO OS DEFENSORES DA LIBERDADE E DO DIÁLOGO? FICARAM CALADOS?!

Diz o que pensas...

Segundo a tua opinião, a JIHAD (a Guerra Santa) é aceitável?

Não
Sim
Nalguns casos (autodefesa)
Free polls from Pollhost.com

segunda-feira, setembro 18, 2006

Grupo islâmico reage a discurso do papa e anuncia ataques a Roma

O grupo radical islâmico iraquiano Khaiech al-Mujahedin jurou lançar ataques contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras de Bento XVI sobre o Islão e a jihad (guerra santa).
“Juramos destruir a sua cruz no coração de Roma. E que o Vaticano será golpeado e chorado pelo seu papa”, anunciou o grupo, num comunicado divulgado na internet. A facção também criticou “os cristãos ‘sionizados’ e os cruzados cheios de ódio” e qualificou Bento XVI de “cão dos cruzados”.
“Estas declarações não são um pedido de desculpas”, disse, por seu lado, o dirigente da Irmandade Muçulmana Abdel Moneim. “O Vaticano se limita a afirmar que as palavras do papa foram mal-interpretadas, mas não houve nenhuma má interpretação aqui. O papa deve reconhecer seu erro e pedir desculpas.”
A polêmica teve início na terça-feira, quando Bento XVI usou uma referência ao imperador bizantino Manuel II Paleólogo, do século 14, para quem Maomé coisas más e desumanas, “como defender a fé pela espada”.
O mundo muçulmano reagiu com vigor e alguns de seus líderes compararam o papa a Hitler. Em Havana, onde participava da Cúpula dos Não-Alinhados, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reagiu às palavras de Bento XVI afirmando que “ninguém pode transmitir uma mensagem distorcida do Islão”.
  • Alguém me explica o que é a "JIHAD" (Guerra Santa). Será aceitável no sec. XXI?
  • O que pensam os muçulmanos destas reacções: "juramos destruir Roma e o Vaticano"; "os cruzados cheios de ódio"; "o papa é o cão dos cruzados"; "o papa é igual a Hitler". Quem condenou estas declarações (muçulmanos e medias)?
  • Será que o respeito de que falam é queimar Igrejas, limitar, impedir e até proibir a liberdade religiosa nos países que se dizem ofendidos? Onde estão os muçulmanos moderados que clamam respeito e diálogo?

O Papa e o islão - VASCO PULIDO VALENTE

Não deve haver académico que, lá no fundo, não tenha um especial fraquinho pelo Papa Bento XVI. Afinal, ele faz parte da corporação e, mais, foi durante muito tempo um motivo de orgulho para a corporação. Fala o dialecto da seita, escreve no dialecto da seita e, se não pensa como a seita, pensa segundo as regras da seita. Só que é Papa e que, sendo Papa, de quando em quando, esquece o mundo cá de fora e reverte ao seu velho papel de universitário.
O "escândalo" de Ratisbona não passa disto. Bento XVI, querendo explicar a irracionalidade da conversão pela violência, citou o imperador Manuel II Paleólogo. Num diálogo com um persa, Paleólogo dissera: "Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas demoníacas e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava".
O mais preliminar assistente de Literatura, História, Filosofia ou Teologia percebe logo três coisas.
  • Primeira, que o Papa não dá o imperador Paleólogo como um intérprete autorizado da religião muçulmana, mas como um como um opositor inteligente à perseguição religiosa.
  • Segunda, que o Papa não esqueceu as perseguições da sua própria Igreja e que usou o imperador por conveniência ilustrativa da desordem moderna.
  • E, terceiro, como o título e o resto da conferência comprovam, que Ratzinger não estava interessado em "atacar" ninguém, estava interessado na dualidade da fé e da razão.

Infelizmente, a "rua" islâmica não é o público letrado da Universidade de Ratisbona e começou rapidamente a usual campanha de ódio contra o Bento XVI, que de toda a evidência o deixou estupefacto.
O papa já lamentou o equívoco, mas não pediu desculpa. Não podia pedir. Nem pelo incidente, fabricado pelo fanatismo e a ignorância, nem pelo teor geral da conferência de Ratisbona. Ratzinger insistiu que a fé não é separável da razão e que agir irracionalmente "contraria" a natureza de Deus. Não vale a pena entrar nas complexidades do assunto. Basta lembrar que desde o princípio (desde Orígenes, por exemplo) se construiu sobre a fé cristão um dos mais sublimes monumentos à razão humana e que o Ocidente, apesar da "Europa", não existiria sem ele. A fé muçulmana não produziu nada de remotamente comparável e, durante quinze séculos, sustentou uma civilização frustre e parada. A conferência de Ratisbona reafirmou a essência do cristianismo. Se o islão se ofendeu, pior para ele.

In "PÚBLICO" de ontem