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terça-feira, outubro 10, 2006

A heresia ariana continua a tentar a Igreja, reconhece cardeal Bertone

O cardeal Tarcisio Bertone, S.D.B., novo secretário de Estado vaticano, considera que, como nos séculos passados, a Igreja continua a experimentar a tensão da heresia ariana, ou seja, a concecpção segundo a qual Cristo não é Deus.
Em uma entrevista concedida a Jaime Antúnez, para o jornal chileno «El Mercurio», o principal colaborador de Bento XVI no governo do Vaticano desde 15 de setembro reconhece que «um dos principais problemas de nosso tempo é o problema da cristologia», segundo a qual se considera Cristo somente como «um grande homem». «Se a divindade de Cristo é posta em dúvida...», põe-se em dúvida o fundamento do cristianismo, reconhece, recordando a doutrina de Ário (256-336), sacerdote de Alexandria e depois bispo, que desde 318 negou a divindade da segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo.
Sintomas desta negação da divindade de Jesus são, por exemplo, o sucesso de «O Código da Vinci», apesar de sua trama se basear em «invenções novelescas absolutamente vergonhosas», reconhece o purpurado italiano.
«Mas vemos também que inclusive na elaboração de certa teologia se põe em dúvida a divindade e a unicidade salvífica de Cristo, único Salvador», reconhece.
«Esta redução cristológica trai a fé da Igreja nascente e dos grandes concílios cristológicos, de Nicéia, Constantinopla e Calcedônia. É uma autêntica traição e um desmentido à fé de nossos pais», recorda.
Segundo o cardeal Bertone, «é necessário, pois, voltar à fé cristológica, à centralidade de Cristo, verdadeiro Deus e, portanto, único Salvador».
Mas, segundo o secretário de Estado, a Igreja não só enfrenta a ameaça do arianismo, mas também de um novo «pelagianismo», uma das heresias de maior peso na história da Igreja, surgida no século V.
«Este erro de pensar que podemos construir uma Igreja por nós mesmos, e de achar possível salvar-se por si mesmos, sem a graça e a ajuda do Senhor», indica. «São perigos recorrentes que aparecem sucessivamente na história», reconhece.
Estes dois desafios foram discutidos pela declaração «Dominus Iesus», «sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja», firmada pelos então cardeal Joseph Ratzinger e pelo arcebispo Tarcisio Bertone, em qualidade de prefeito e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé.
FONTE - Zenit
Achas que o Arianismo e o pelagianismo esta actualmente presente na Igreja

7 comentários:

  1. O arianismo, um dos principais problemas do nosso tempo?
    Mas não haverá problemas maiores para os tempos de hoje?
    Creio que o "angelismo" da parte de muitos dos nossos hierarcas é que é um grande problema

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  2. Acho, Acho.

    Parece que o círculo se vai fechando. O fim a coincidir com o princípio.

    E se naquele tempo apareceram várias heresias, dado que o Cristianismo se encontrava em formação aparecendo muitas e variedadas interpretaçoes, para a clarificação das quais muito valeu o trabalho da Patrística e da Escolástica, hoje em dia, os motivos, infelizmente, são de outra índole.

    Cada um é livre de pensar o que quiser, de dizer o que lhe apetece e de fazer o que bem entende. Assim sendo, mesmo uma grande parte dos que se dizem cristãos e praticantes já não mais acreditam na Divindade e Ressurreição de Cristo, nem na Graça e na Salvação por meio de Cristo, nem em Mistério, nem em Milagre; em suma, o Credo ou Símbolo dos Apóstolos, base e sustentáculo da Fé cristâ, deixou de ter verdadeiro significado.
    Jesus é apenas mais um homem bom, entre outros, como Buda, Cinfúcio, Krishna, etc., etc. E todos nos salvamos de qualquer maneira, ou de nenhuma maneira, salvamo-nos na mesma.

    Por outro lado, fruto do relativismo e subjectivismo em que se vive, há a tendência generalizada de um retorno ao paganismo, ao mesmo tempo que se pega em vários aspectos que mais agradam das outras religiões, mistura-se tudo com o Cristianismo e faz-se um batido servido à La Carte.

    Por fim (e só para sintetizar), virá o Sr. Maytreia, o tal Cristo Cósmico, a próxima reencarnação de Jesus - dizem os entendidos - que por Seu lado já foi a reencarnação de Buda e por aí fora, pelos vistos, retrocedendo atá à causa incausada.
    E por falar no tal senhor (vá de rectro…), - que muitas vezes me faz rir e outras me faz ficar passada de todo -, há quem diga que ele já está no mundo, nascido de um Cardeal e de uma prostituta (sem personagens deste calibre a história não tinha graça nenhuma) e em breve se mostrará ao mundo como verdadeiro Mestre da nova era de paz e prosperidade e tudo o mais que por aí se apregoa.

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  3. Claro que o arianismo é um dos grandes problemas do nosso tempo.
    Expressão do enfraquecimento da fé e causa deste enfraquecimento.
    O "migalhas" comete 2 erros na sua apreciação.

    1 - A tentação ariana não surge apenas nas zonas de influencia catolica. O "angelismo", supondo que por esse angelismo um distanciamento entre o discurso da hierarquia e a vivencia das pessoas, é ainda maior em zonas fora da influencia catolica.
    Sendo certo que deixa a desejar o entrosamento do discurso da hierarquia com a vivencia diaria da população também não é desejavel que esse discurso se revista apenas, ou sequer primordialmente, das vestes do utilitarismo diario.

    2 - É nas raizes que estão os problemas serios, não nos ramos. O arianismo influencia o modo de ver, sentir, logo de avaliar e decidir. O arianismo provoca uma relativização da fé, transforma Jesus Cristo em apenas mais um filosofo. Desta reltivização de Jesus Cristo e da fé n'Ele derivam a muitos dos problemas da sociedade actual.

    António Maria

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  4. Se Arianismo é pensarmos que o cristianismo é o produto da pregação de um grande homem, acho que é mesmo um problema. Se mesmo assim acharmos que em última análise ele vem de Deus, o problema não é tão grande. Mas pomos em causa a veracidade da Bíblia tal como todos ou quase todos nós achamos que o Corão é obra de Maomé e não de Deus.

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  5. Sim .... é claro que tudo isto já é um "bonus" fruto do abslutismo do relativismo. O modernismo e o pos-modernismo acabaram por ditar um neo-niilismo em que tudo é e não é. Neste relativismo cada um acaba por escolher conforme o gosto acreditanto de não há verdades absoluta. O homem da actualidade é, individualmente, a medida de tudo o que escolhe como verdade. Cristo como Deus é algo distante deste tipo de medição. O "eu" como ditame da verdade é um fenómeno que fica mais agravado com a democracia que, por absurda magia, dita uma verdade pelo somatório (quantidade) da "verdade" dos "eus". Incrivel.... Estamos a transformar uma religião de verdade em religião do "agrado dos eus" ou "do atrair". Já ninguem se lembra que quem atrai é Cristo.
    Etc..... etc etc... cuidado padres novos ... com o caminho mais facil..

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  6. ver para crer:

    Sabes que ser ecuménico é lindo ...mas quando muitos passaram as marcas a heresia começou a soar.. portanto agora que te procurem dar resposta clara e honesta.....
    Não posso concordar com nehum ponto do teu texto, mas nao sou eu que vou responder por outros que aqui deveriam saber dar-te r4esposta...

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  7. Com certeza o maior problema do nosso tempo é o "CARISMATISMO" muitos católicos se dizem carismáticos e suas práticas não passam de heresias, disse alguns, como musicas que colocam Deus em "vão", como exemplos temos marchinhas de carnaval com temas religiosos em situações que estes mesmos, aqueles alguns carismáticos, dançam e pulam, Deus quer que sejamos alegres, mas não utilizar seu santo nome e sua santa obra,o plano da salvação, para pular e dançar ainda dizer que é para ele. Foge totalmente dos que temos como princípio de missa, sacrificio, respeito, momento de relação interna e não de pular e cantar musicas soltas.
    Isso vem trazendo novas e completamente erradas visões do cristianismo.

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