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quinta-feira, março 02, 2006

“Papa admite possibilidade de dar mais espaço e responsabilidade às mulheres”

Bento XVI admitiu ontem a necessidade de “perguntar-se” se no serviço ministerial da Igreja não será possível “oferecer mais espaço e mais posições de responsabilidade às mulheres”.
A Santa Sé apenas hoje publicou a longa intervenção de Bento XVI, que durante duas horas esteve em conversa com os párocos da Diocese de Roma, respondendo a várias perguntas. O somatório das respostas resultou numa das mais extensas intervenções papais destes meses de pontificado, abordando matérias diversas, como os pontificados do século XX, o ecumenismo, a defesa da vida, a pastoral da família, os jovens e a formação dos novos sacerdotes, entre muitos outros.
Respondendo a uma questão levantada por um jovem padre, o Papa abordou a questão da ordenação sacerdotal das mulheres, reiterando que “o ministério sacerdotal do Senhor é, como sabemos, reservado aos homens”. Este é, para Bento XVI, o “ponto decisivo” de qualquer discussão sobre a matéria.
Todavia – observou – é justo perguntar-se se, no serviço ministerial, apesar do facto de o Sacramento e o carisma serem o único binário em que se realiza a Igreja, não se poderá oferecer mais espaço, mais posições de responsabilidade às mulheres”.
O Pe. Marco Valentini, que interrogou o Papa, pedia um aprofundamento do papel das mulheres no governo da Igreja e insistiu na necessidade de dar um reconhecimento também institucional e não apenas carismático às mulheres.
Bento XVI falou da “dívida de gratidão” que a Igreja tem para com as mulheres e citou os exemplos de Madre Teresa de Calcutá, Santa Catarina, Santa Brígida e Santa Ildegarda, que contribuíram de modo extraordinário para a vida eclesial. Já na visita de 5 de Fevereiro à paróquia de Santa Ana, o Papa agradeceu às mulheres, "alma da família e da paróquia" e "primeiras portadoras da palavra de Deus no Evangelho".
O Papa lembrou ontem que “a parte carismática distingue-se, claro, da parte ministerial num sentido estrito, mas é já uma verdadeira e profunda participação no governo da Igreja”.
Em 2004, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratiznger, escreveu uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo.No texto referia-se que “as mulheres desempenham um papel de máxima importância na vida eclesial” e recordava-se “o facto de a ordenação sacerdotal ser exclusivamente reservada aos homens (dado reafirmado pelo Papa João Paulo II na Carta apostólica Ordinatio sacerdotalis de 22 de Maio de 1994, ndr)”, considerando que isso “não impede as mulheres de terem acesso ao coração da vida cristã”.
Fonte: Ecclesia

1 comentário:

  1. Já falta pouco para as feministas assaltarem os poleiros da Igreja.
    Vai ser bonito, vai, ver as Sacerdotizas e os seus rituais-shows!
    Quando chegar esse momento, não volto a pôr os pés na Missa e confessar-me é que nem arrastada à força. Teria a minha vida devassada na praça pública em três tempos e eu curto muito os meus pecados para os deixar ao desbarato e os lançar aos quatro ventos.
    Cada macaco no seu galho e, por favor, deixem-se de modernices balofas, porque a Fé e a Religião não se devem pautar pelos mesmos preâmbulos das toiletes e das passereles, das ideologias políticas e economicistas, nem dos usos e costumes consoante as épocas e os interesses - ora ontem era inconcebível, hoje já serve, amanhã deita-se fora.

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