sexta-feira, maio 23, 2008

Boicote à Galp: a quebra será de 13 milhões dia

Com a maior rede de retalho, num total de 1.025 estações de serviço, a Galp tem sido o alvo nos últimos dias de um apelo, via SMS e e-mail, ao boicote. Tudo devido aos aumentos sucessivos dos preços dos combustíveis. Só no caso da Galp o boicote a todas as estações representa uma quebra de vendas de 13 milhões de euros/dia, noticia o Semanário Económico.

Lígia Simões, do Semanário Económico

“Ouvimos dizer que o preço da gasolina vai subir até próximo de 1,70 euros o litro até ao Verão. A única maneira de vermos o preço da gasolina baixar, é tocar-lhes onde mais lhes dói: as suas carteiras!”. Esta é apenas uma parte do teor de um e-mail posto, esta semana, a circular para apelar ao boicote ao abastecimento. A Galp, que controla a maior rede de retalho, é uma das visadas. Caso o apelo à sociedade civil tenha adesão, um dia de boicote representará uma quebra de vendas de 13 milhões de euros, tendo em conta que as vendas médias por posto são da ordem dos 3,1 milhões de metros cúbicos.


Outro episódio marcou a semana em que se multiplicaram os SMS e e-mails a apelar ao boicote à Galp. A petrolífera deu o dito pelo não dito e recuou nos aumentos dos preços dos combustíveis, no gasóleo em três cêntimos por litro e na gasolina em dois cêntimos.

Os boicotes espanhol e francês.
Há oito anos, em Setembro de 2000, camionistas, taxistas e trabalhadores rurais espanhóis reuniram-se e boicotaram o consumo de combustível da Repsol, a primeira petrolífera do país. O objectivo era tentar parar a escalada do preço da gasolina e do gasóleo. Na mesma altura, camionistas franceses bloquearam as refinarias de petróleo e os depósitos de combustível em todo o País. Depois do 17.º aumento dos preços do combustível em Portugal, estes casos tornaram-se exemplos e já circulam em e-mails.

Fonte: Diario Económico

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