O Patriarcado de Lisboa entregou, ontem, à comunidade de imigrantes russos, as chaves de uma igreja para o culto ortodoxo russo, disse à Agência ECCLESIA o Pe. Delmar Barreiros, responsável da Pastoral da Mobilidade da Diocese de Lisboa.
O acto de entrega das chaves da Igreja da Boa Nova, na Paróquia de Lisboa, decorreu “de modo informal”, com vista à preparação do espaço daquele templo religioso, estando marcada “para o dia 22 de Janeiro, em hora a definir, a abertura oficial numa celebração que poderá contar com a presença do embaixador da Rússia em Portugal”, acrescentou o Pe. Delmar.
A Igreja Católica tem tido um papel de grande abertura na relação com os imigrantes chegados a Portugal e, na diocese de Lisboa tem sido dados passos importantes para ir ao encontro das necessidades destes homens e mulheres que, encontraram no nosso país uma solução para os seus problemas. “A Igreja foi a primeira a dar o passo em frente para ser porto de abrigo dos imigrantes”, afirmou o Pe. Delmar. “Foi a primeira a começar com as aulas de português para que não se sentissem em terra estrangeira e a pouco e pouco se fossem adaptando, através da língua, a uma nova realidade”, explicou o sacerdote. Só no Patriarcado chegou a haver 50 centros de aulas de Língua portuguesa”, acrescentou.
“Neste acolhimento tem havido uma atitude ecuménica”, referiu o responsável da Pastoral da Mobilidade na diocese de Lisboa. “A igreja abriu-se a uma fraternidade evangélica que possibilita nos seus próprios edifícios que haja outros cultos religiosos”, concluiu.
FONTE: ecclesia.pt
Fiquei realmente contente com esta notícia.
ResponderEliminarÉ um gesto bonito. Aplaudo, sinceramente, pois temos tantos emigrantes de leste aqui que, só com um gesto de boa vontade por parte do patriarcado, poderiam, por exemplo, celebrar o seu Natal de forma a que todos aqueles que quisessem, pudessem assistir..
ResponderEliminarSão gestos ecuménicos que eu, espero, continuem a existir.
Zebeirão,
ResponderEliminarGostei imenso da citação do teu amigo que tão aplicaste nesta situação.
É isso mesmo. Se começarmos pelo gesto, poderemos continuar, talvez...aplicando cada vez mais boa vontade a tudo.
Bj
Caro(s) Padre(s) Inquieto(s).
ResponderEliminarÓptimo, óptimo, óptimo!
Mas parece que, teologica e pastoralmente, é com os protestantes que a relação é mais "difícil"...
Não tem nada a ver, dado que este gesto ecuménico tem que ver com uma situação específica de imigração em Portugal... mas pronto, apeteceu-me.
Óptimo, óptimo, óptimo!
Um abraço.
Muito bem, só seremos Igreja assim abertos aos outros e aos mais necessitados.
ResponderEliminarBom gesto de fraternidade para com irmãos separados!
ResponderEliminarSão coisas assim que constróem a unidade.
Também eu acho excelente este gesto de fraternidade.
ResponderEliminarO nosso tempo tem destas coisas!...
bom, foi um acontecimento de 2006 e desde então? que temos feito? Espero que em pleno seculo xxi não estejamos a começar uma nova época de cruzadas.
ResponderEliminar