quinta-feira, dezembro 02, 2010

Quem irá ocupar o lugar do cristianismo na sociedade?

A crise da Igreja e a crise da sociedade. Estas crises não estão desligadas. Acusaram-se os cristãos de que a sua religião é um mundo ficticio. Mas não reconhecemos hoje outros muitos diferentes e autênticos mundos ficticios:
  • os mundos ficticios dos mercados financeiros, dos meios de comunicação social, do luxo e das modas?
  • não temos que contemplar dolorosamente como o mundo moderno que perde os parametros dos seus valores corre o perigo de afundar-se no abismo?

Vemos um sistema financeiro que aniquila enormes patrimónios do povo! Vemos a vida da alta sociedade que literalmente nos faz adoecer. Vemos o universo da Internet, para o qual ainda hoje não temos respostas. Para onde caminhamos na realidade? É permitido fazer tudo o que podemos fazer?

E se olhamos para o futuro: como irá superar a próxima geração os problemas que lhe deixamos como herança? Prepará-mo-la e treiná-mo-la suficientemente? Possui um fundamento que lhe dá segurança e força para resistir também a tempos tormentosos?

A pergunta é esta: SE O CRISTIANISMO PERDE A SUA FORÇA TRANSFORMADORA NA SOCIEDADE OCIDENTAL, QUEM E O QUE PASSARÁ A OCUPAR O SEU LUGAR? Uma «sociedade civil» areligiosa, que não tolera mais uma relação com Deus na sua estrutura? Um ateismo radical que combata com violência os valores da cultura judaico-cristã?

Em cada época sempre existiu o afã de declarar a Deus morto, de orientar-se pelo supostamente tangível, ainda que fossem bezerros de ouro. A Bíblia está cheia de tais histórias. Esta tem menos que ver com uma falata de atractivo da fé do que com as forças da tentação. Mas para onde caminha uma sociedade afastada de Deus, sem Deus? Não acabou de fazer já essa experiência no sec. XX no Oriente e Ocidente, com as suas tremendas nos povos arrasados, pelas chaminés dos campos de concentração e dos Gulag assassinos?

Peter Seewald

2 comentários:

  1. A Igreja está viva, mais do que nunca...´
    Talvez seja preciso ler os sinais dos tempos,
    não de acordo com a sebenta das faculdades de teologia, mas com uma inteligência desperta e um coração orante e atento...
    Para quem gosta de pensar, mas mesmo SÓ para quem gosta de pensar, recomendo um blogue católico : moradasdedeus

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  2. Concordo com o comentário acima, realmente tenho a certeza que a nossa Igreja está realmente muito viva. Um facto bem visível da "vida" que a Igreja de Cristo detém são a grande concentração de pessoas quando o Santo Padre realiza uma viagem Pastoral.
    Penso que caminhamos para um tempo que cada vez mais os cristãos necessitam de se encontrar com Deus e de sentir na Igreja um forte apoio. O lugar do cristianismo não será ocupado porque a Igreja não «morre mas tem que contar com almas ardentes» para obter a salvação e assim gozar das alegrias eternas. O cristianismo continua bem vivo.

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