segunda-feira, dezembro 13, 2010

O milagre de "Lerma"

Em Espanha, noticia o Diário de Burgos (ler também reportagem no Jornal "El País"), as Irmãs Clarissas do convento de Lerma, tiveram de se mudar para La Aguilera pois, dado o florescimento de vocações, eram já 134 e mais de 100 formandas e não cabiam no convento onde viviam até agora. A sua "fama" fez com que frei Raniero Cantalamessa (Capuchinho), pregador da Casa Pontifícia, as fosse visitar para o seu programa na televisão italiana.

Encontraram agora um novo espaço, no mosteiro de São Pedro Regalado, que está a ser restaurado, e onde já vivem mais de 100 irmãs, as mais jovens.

O que está a acontecer em Lerma é um verdadeiro "milagre". A maioria das jovens que ali vivem, agora em La Aguilera, acaba de terminar os seus estudos universitários, tem menos de 30 anos e procedem de diversos lugares de Espanha. A "fama" deste convento extendeu-se para fora de Espanha e, talvez por isso, frei Raniero Cantalamessa as foi visitar e entrevistar para o seu programa de televisão. Um resumo pode ser visto abaixo em língua italiana.

Respondendo a quantos consideram as religiosas de clausura como fora da realidade e da experiência do nosso tempo, o Papa Bento XVI, dirigindo-se às irmãs clarissas do Mosteiro de Albano Lacial, recebidas em audiência na residência de Castel Gandolfo, em 15.09.2007, citou Paulo VI para defender “o valor de um testemunho singular que toca intimamente a vida da Igreja”. E acrescentou: “nem sempre tem eco na opinião pública o empenho silencioso daqueles que, como vós, procuram pôr em prática com simplicidade e alegria o Evangelho sem acomodamentos, mas – tende disso a certeza – é verdadeiramente extraordinário o contributo que dais à obra apostólica e missionária da Igreja no mundo”. ~
“No silêncio da clausura e no dom total e exclusivo de vós mesmas a Cristo, segundo o carisma franciscano, vós prestais à Igreja um serviço precioso”.

Fonte: Capuchinos
Valia a pena a Igreja reflectir nesta experiência. A Igreja precisa de espalhar alegria... mas os liturgicistas continuam com a deles e não querem ver a realidade...

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