terça-feira, março 23, 2010

O distanciamento entre as directrizes pastorais da hierarquia e prática dos fiéis

A voz oficial da Igreja, o magistério ordinário, perdeu autoridade e credibilidade, porque é incapaz de reconhecer os seus erros. É duro dizê-lo, mas a realidade confirma-o.
A Igreja atravessa uma fase de involução que não augura nada de bom. O inverno da Igreja, no qual nos encontramos, ressuscitou as palavras de Santa Teresa de 'tiempos recios'. A perseguição da obra de José Antonio Pagola: 'Jesús. Aproximación histórica' é sintomática.

A questão é a de que existe uma cristologia falsa, hetereodoxa, que não pode com a visão cristologica do Autor. Poderiamos reduzir a questão a dois silogismos.
Existem uns que, apesar de toda a boa vontade, actuam da siguente forma: Jesus era Deus, é assim que Deus é, logo se Deus é assim, Jesus tem de ser desta e desta e desta maneira. Sem se darem conta projectam em Jesus a ideia pré-fabricada que eles já têm de Des. Desconhecem que Deus altera as nossas ideias sobre ele. É um Deus que renuncia ao poder, que se esvazia da sua imagem divina, que prefere identificar-se connosco em vez de se distanciar.
A maneira de proceder do argumento teria de ser ao contrário: Jesus é assim; é assim que Jesus é Deus, logo Deus é desta e desta e desta maneira. Que é como procedeu Pagola. Uma investigação histórica que nos acerca do homem Jesus. Nada mais. A partir daqui cremos que Jesus era a revelação de Deus, poiss se nos revela algo sobre Deus nessa humanidade de Jesus.

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