quarta-feira, março 11, 2009

Os Bispos aderem ao Facebook, Youtube, Flikr, Twitter...

Perante o primordial papel que na actualidade desempenha a internet e as suas redes sociais na vida dos jovens de todo o mundo, a Igreja Católica descobriu a necessidade de adaptar-se a esta nova cultura digital e questionar-se qual é a função que deve exercer nela.

O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais convocou para Roma cerca de 75 bispos e vários sacerdotes em representação de 82 países para analisar os desafios e possibilidades propostos à evangelização pelos novos meios de comunicação digitais.

O arcebispo Claudio Maria Celli, propôs começar este encontro, que será concluído em 13 de março, com uma visão da evolução que a internet experimentou nos últimos anos: das páginas web e dos blogs às redes sociais (Facebook, Youtube, Flikr, Twitter etc.).


«Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade».

«Qual é a posição da Igreja, que é que a Igreja tem de fazer, porque é inegável, vê-se cada vez mais, e se pode ver na mensagem do Papa, que as novas tecnologias não são somente instrumentos, mas que estes instrumentos criam uma nova cultura digital».

«O grande problema é ver como a Igreja está e poderá estar presente nesta nova cultura, oferecendo a sua própria contribuição. É um tema sumamente delicado.»


«As novas tecnologias propõem


novas perguntas,


novos interesses,


novas emergências pastorais.»

No diálogo com os bispos, Dom Celli reconheceu que o grande desafio para eles é o facto de não terem nascido na era digital, o que implica que, diferentemente dos jovens, ela tem de ser aprendida.

Dom Celli apesentou o exemplo que Bento XVI deu ao decidir estar presente com um canal oficial no Youtube (www.youtube.com/vatican). A intenção de Bento XVI é estar «onde as pessoas se encontram».

Vários cardeais já estão presentes no Facebook, pelo que o cardeal Celli propôs a pergunta sobre se o Papa também estará nessa comunidade virtual. A resposta de Dom Celli foi prudente: não se estamos a pensar nisso, pelo menos de maneira imediata.

Fonte: Zenit

1 comentário:

  1. Papa se diz vítima de "hostilidade e ódio"
    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Bento 16 disse na quinta-feira sentir uma profunda dor por causa da "hostilidade e ódio" que alguns católicos lhe dirigiram depois de ele readmitir na Igreja quatro bispos tradicionalistas, inclusive um que nega o Holocausto.
    Em carta ao episcopado mundial, ele admite que o Vaticano se portou e se comunicou mal nesse caso, e que alguns problemas poderiam ter sido previstos se o Vaticano usasse mais a Internet para checar os antecedentes das pessoas.
    Numa raríssima demonstração de emoções pessoais, o papa também alerta na carta que a Igreja corre o risco de "se morder e devorar" por causa de polêmicas internas.
    É muito incomum que o papa tenha de explicar suas ações perante seus bispos "a posteriori", e ainda mais para admitir um erro.
    Ele defendeu sua decisão de iniciar um procedimento para readmitir a tradicionalista Sociedade de São Pio 10o (SSPX) no seio da Igreja, e rejeitou as acusações de que estaria tentando fazer "o relógio andar para trás".
    Bento 16 lamentou ainda que um "gesto de misericórdia" tenha levado à "discussão mais acalorada que vimos num longo tempo".
    Em 24 de janeiro, o papa suspendeu a excomunhão de Richard Williamson e de três outros bispos, na esperança de curar um cisma de 20 anos -- os quatro bispos haviam sido expulsos da Igreja após serem consagrados sem a permissão do papa João Paulo 2o.
    Numa entrevista transmitida dias antes, Williamson disse duvidar que houvesse câmaras de gás nos campos de concentração nazistas, e afirmou que o Holocausto matou apenas 300 mil judeus, e não 6 milhões, conforme diz a maioria dos historiadores.
    A readmissão de Williamson provocou críticas de grupos judaicos e de muitos católicos.
    "Fiquei entristecido pelo fato de que mesmo católicos que afinal de contas poderiam ter uma melhor compreensão da situação tenham achado que tinham de me atacar com aberta hostilidade", disse o papa.
    Ele disse que a polêmica envolvendo Williamson e a negação do Holocausto foi "um tropeço imprevisto" que ofuscou sua intenção de cicatrizar feridas na Igreja.
    "Que o discreto gesto de estender a mão tenha dado lugar a um enorme ruído, e portanto se tornado exatamente o oposto de um gesto de conciliação, é um fato que devemos aceitar", disse.
    Em sua defesa, o papa lamentou que a sociedade moderna aparentemente precise sempre de alguém para odiar.
    "Às vezes tem-se a impressão de que a nossa sociedade precisa ter pelo menos um grupo para o qual não se pode demonstrar tolerância; o qual se possa facilmente atacar e odiar. E caso alguém ouse abordá-lo -- neste caso, o papa -- ele também perde qualquer direito à tolerância; ele também pode ser tratado odiosamente, sem temor ou moderação."

    http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo ... d=18545308

    Camilo

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