sábado, março 28, 2009

"O nosso inimigo é a SIDA, não o preservativo"

Os Missionários falam à ‘Vida Nueva’ sobre as barreiras culturais que é preciso ultrapassar na luta contra a doença

Regressou a polémica sobre o preservativo como método para acabar com a sida. Pode-se usar? Pode-se promover? É eficaz? E, mais importante: e, por acaso, é o único modo de lutar contra a sida em África?
“O nosso inimigo é a SIDA, não o preservativo -assegura Raquel Gil, Missionária Dominicana do Rosario e médica de profissão-. A dor, a discriminação, a fome, a estigmatização, famílias inteiras infectadas, países que ficam sem população com idade para trabalhar, corpos doentes que ninguém quer tocar… isso é a doença da sida.

Raquel Gil é muito clara neste assunto: repartir preservativos indiscriminadamente, sem qualquer informação, “não é digno da condição humana. É claro que não é eficaz e, na minha opinião, não é admissivel”. No entanto, refere e aconselha a sua utilização “responsável” e está convencida de que é preciso encontrar respostas para o problema a médio e a longo prazo, isto é, “trabalhar para educação sexual integral, igualdade do género, valores, comportamentos e hábitos…, sobretudo entre os adolescentes, que correm mais perigo”.

O artículo encerra com uma reflexão de Juan Rubio, director de Vida Nueva, na qual o sacerdote lamenta que se tenham tirado do seu contexto as declarações que, a volta do assunto da sida, fez Bento XVI na sua viagem a África: “A ideia do Papa, que também é corroborada por outras autoridade, é a de que só por si, os preservativos não travam a promiscuidade sexual, que é realmente a fonte da doença. A Igreja, diante desta realidade, aposta na ‘humanização da sexualidade’, e é esta aposta que ajuda a sua erradicação“.
Fonte: Revista Vida Nueva

2 comentários:

  1. Caríssimo Amigo, Senhor D.Ilídio,
    Que nunca a voz lhe doa por lutar pela saúde dos homens de boa fé, que o mesmo é dizer que estou consigo para tudo quanto precisar de mim.
    O preservativo deve ser usado (exigido) sempre que alguém não confie no/a companheiro/a.
    Eu e minha esposa, estamos a seu lado.
    Um abraço
    José Calema (jcalema@gmal.com ou www.jcalema.blogspot. com)

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  2. O nosso inimigo é o não sabermos amar, e saber amar é saber esperar e usar esse poder maravilhoso apenas dentro dos laços do matrimónio.

    É um poder que dá vida, é um poder que aprofunda o amor pela outra pessoa, é um poder que nos ensina mais de nós próprios e que nos aproxima mais de Deus quando usado como Ele quer.

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