segunda-feira, março 23, 2009

A Comunicação social é perita em distorcer a mensagem

Na viagem de Itália para os Camarões, na habitual conversa com os jornalistas, foi feita uma pergunta ao Papa sobre os métodos de combate à Sida. O Santo Padre responde:

"Penso que a realidade mais eficiente, mais presente, mais forte na luta contra a SIDA seja justamente a Igreja Católica, com os seus movimentos, com as suas diversas realidades. Penso na Comunidade de Santo Egídio, que faz muito – visivelmente e também invisivelmente – na luta contra a SIDA, nos Camilianos, em todas as freiras que estão à disposição dos doentes…

Diria que não se pode superar este problema da SIDA somente com o dinheiro. Ele é necessário, mas se não há alma que o saiba aplicar, não ajuda; não se pode superar com a distribuição de preservativos: pelo contrário, aumentam o problema.

A solução é dúplice:
  • a primeira, uma humanização da sexualidade, ou seja, uma renovação espiritual e humana que traga consigo um novo modo de comportar-se um com o outro;

  • a segunda, uma verdadeira amizade, sobretudo, com as pessoas sofredoras, uma disponibilidade, também com sacrifícios, com renúncias pessoais, para estar com os sofredores.

E estes são os factores que ajudam e que trazem consigo verdadeiros e visíveis progressos.

Por isso, diria que esta nossa dúplice força de renovar o homem interiormente, de dar-lhe força espiritual e humana para um comportamento justo em relação ao próprio corpo e ao do outro, e esta capacidade de sofrer com os sofredores, de permanecer presente nas situações de prova. Parece-me a resposta justa, e a Igreja faz isso e, assim, oferece uma grande e importante contribuição. Agradecemos a todos aqueles que o fazem."

Bento XVI

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