terça-feira, setembro 06, 2005

Aborto é a principal causa de mortalidade espanhola

Um cada 6,6 minutos
Ao comemorar o 20º aniversário da legalização do aborto na Espanha, o Instituto de Política Familiar (IPF) informou que esta prática se realiza a cada 6,6 minutos no país, o que a converte na 'principal causa de mortalidade' do país.
Na sua nota sobre a "Evolução do Aborto na Espanha: 1985-.2005", o IPF assinala que actualmente na Espanha se produz um aborto cada 6,6 minutos (79 mil e 788 abortos ao ano), quer dizer, "um de cada seis gravidezes termina em aborto".

Odiosas comparações

  • A análise do Instituto assinala que em "cada dia 220 meninos deixam de nascer na Espanha por abortos", o que equivaleria a que "cada três/quatro dias desapareceria um colégio de tamanho médio na Espanha por falta de meninos".
  • Do mesmo modo, diz que "o número de abortos que se produziram no ano 2003 equivale à população total de cidades como Soria e Teruel, ou na metade de populações como Ávila, Segovia, Palencia, etc.".
  • Igualmente, o relatório detalha que "o número de abortos produzido até a data equivaleria à totalidade dos nascimentos que se produziram na Espanha durante os anos 2002 e 2003, quer dizer como se na Espanha não se deu nenhum nascimento durante dois anos e só se produziram falecimentos".
  • Cresce o aborto entre adolescentes
  • Segundo o estudo do IPF, reduziu-se significativamente a idade Média das pessoas que abortam. Em apenas doze anos, diz o relatório, mudou radicalmente as idades nas quais se aborta, sendo agora maioritariamente entre pessoas menores de 24 anos, e "sendo cada vez mais importantes os abortos em adolescentes já que um de cada 7 abortos se produz em adolescentes menores de 19 anos".
  • Para o IPF, o "aborto converteu-se na principal causa de mortalidade na Espanha", muito a cima de outras fontes de falecimentos 'externos' (acidentes de tráfico, mortes por homicídio, suicídios, Sida ou drogas). Do mesmo modo, "os falecimentos por aborto estão a cima de falecimentos por doença", acrescenta.
  • Propostas
    Diante desta realidade, o IPF deu a conhecer um elenco de propostas entre as que destaca a criação de uma Comissão Inter-ministerial que aborde a problemática dos falecimentos por aborto e implemente "medidas encaminhadas à sua redução assim como a combater os seus efeitos negativos".
    Do mesmo modo, o Instituto familiar propôs a elaboração de um Plano Nacional sobre Natalidade, a criação de Centros de Ajuda, Atenção e Ajuda à mulher grávida que ajude a todas as mães a ter seus filhos, destinar 0,5 por cento do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (Irpf),a aquelas ONG que se dediquem a apoiar às mulheres grávidas, entre outras medidas. in http://resistimos.blogspot.com/

Aqueles que são a favor do aborto o que é que já fizeram para defenderem os direitos das mulheres que querem ter filhos? Quais as suas propostas?

Não será que muitas mulheres querem abortar porque o estado não lhes dá as condições necessárias para terem filhos?

13 comentários:

  1. Matam que nao pode defender-se... EGOISTAS!!!!

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  2. Todos os que abortam (pais e mães); todos os que promovem o aborto e todos os que executam tais abortos... quando souberem porque RAZÃO virão um dia... a sofrer o mesmo CRIME, o de serem abortados... talvez REPENSEM e, aí... se tornem Humanos!

    Mas... porque tal vai demorar e, infelizmente, para esta civilização... Alguém irá, contra Tempestades Humanas... REPOR o EQUILÍBRIO!

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  3. A existência do aborto tem, claro, inúmeros inconevnientes. Mas pensemos na inapreciável vantagem de permitir às boas almas espumar ódio continuando a ser... boas almas. Como poderíamos nós vomitar MAIUSCULAS se não fossem ELES?

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  4. Comentar este tema, é para mim, bastante difícil. Sendo, objectivamente, contra o aborto, não creio que esta seja a forma correcta, porque muito simplista e redutora, de tratar tal assunto.
    Verifica-se isso, pelos dois primeiros comentários.
    A problemática do aborto tem muitas nuances. Não é verdade, que seja apenas por razões económicas que ele é praticado.
    Temos de evitar qualquer discurso fundamentalista, que desvia a atenção do verdadeiro problema - aborto - e se foca em questões marginais.
    A um cristão, nesta como em todas as coisas, pede-se que seja misericordioso, como o Pai o é. Não juíz, nem carrasco.
    Ou, ainda não sabemos quem é Deus?

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  5. Numa sociedade como a nossa, é fácil apontar o dedo às infelizes que precisam de recorrer a tais métodos. Como mulher, não acredito que alguma o faça sem grandes problemas emocionais e físicos, portanto acho que é qualquer coisa que deve ser debatido abertamente, sem as máscaras sucessivas dos hipócritas que se armam em santos mas que não entendem os dramas que muitas vezes provocam.
    Só uma louca quereria abortar. Uma mulher só abortará por desespero. O resto é pura demagogia e maldade e o mais interessante é que quem mais condena é quem menos sente...
    Eu procuro compreender e ajudar a que as mentalidades e os meios de evitar tais catástrofes individuais e colectivas sejam anuladas e isto não se faz em tribunal, faz-se ensinando e proporcionando os meios para que não aconteça.

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  6. Ui, "tema" complicado... Talvez um pouco abusivamente, subscrevo o cuidado e frontalidade com que Goldmundo, MC e Luz Dourada "tocam" o assunto... Isto, já que estou "aqui", pois que vim para depositar uma dúvida que muitas vezes me acomete: não percebo muito bem como é que os argumentos pró-vida que subjazem à condenação do aborto, não implicam também a condenação da pena de morte. Ou será que o Vaticano é hobbesiano, isto é, legitima a violência do governo político a um ponto ilegítimo ao cidadão - um pouco do mesmo modo como pode o poder governativo e legislativo privar da liberdade um cidadão criminoso mas outro cidadão não pode particularmente fechar o criminoso a pão e água na sua cave privada...

    Enfim, enfim, enfim...

    E sou, como penso que 99, 99999999 % das pessoas, contra o aborto; é a sua legislação que é problemática...
    Abraços.

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  7. O que gostaria que me dissem é o que é que se tem feito por aquelas mulheres que desejam ter filhos? Porque muitos estão preocupados com aquelas que os não querem ter e Portugal deveria estar mais preocupado em dar condições àquelas familias que querem e não podem por razões económicas, sociais, psicológicas... Afinal a natalidade vai ser um dos maiores problemas. Quais são as propostas dos pró-aborto?

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  8. Caros Padres Inquietos.

    Parecem-me problemas distintos – despenalizar ou não o aborto, e o apoio diverso que requer hoje em dia a maternidade (e a paternidade, já agora!). Quanto a mim, estou tão “preocupado” com as/os que querem ter filhos como com as/os que não querem – embora evidentemente de modo diferente.

    Não sei também o que quer dizer com Portugal – se o governo, os cidadãos, a tradição histórica… Seja como for, a portugalidade não é uma unidade sistémica, mas um conjunto de ideias, atitudes e acções referentes a séculos de história, milhões de pessoas e milhares de colectivos. Não pode ser sujeito duma só atitude ou dever ético e sócio-político, a não ser como sofisma ou, no melhor dos casos, sentimentalidade nacional. No presente e relativamente ao aborto, nem os que são a favor da despenalização, nem os que são contra, deixam por tal de ser portugueses ou de cumprir o seu dever de portugalidade.

    Quanto à questão da vida, considero-a dialogal, interactiva, imersa – e isto desde o útero. O problema não é esse. Também sou contra a prostituição, do ponto de vista ético e psicológico (não querendo evidentemente equipará-la ao aborto); não sei no entanto se a sua criminalização, e perseguição e aprisionamento das prostitutas e seus clientes, será a melhor atitude. A relação entre religião, ética e direito é algo que me dá “cabo da cabeça”, e para a qual raramente tenho “resposta pronta”. Como referi, o caso da pena de morte é outro que tal…

    A mim, o que me parece, é que no espectáculo social e comercial há uma tendência dramática, como em todo o “mau” espectáculo. O que faz com que as dicotomias conflituosas (neste caso, os a favor da despenalização “combatem” os contra e vice-versa) sejam a dramaturgia preferida. Mas a tragi-comédia a que corresponde a existência é bastante mais complexa e obscura. Antes de nos lançarmos na refrega do a favor e contra, poderíamos destrinçar a sua base, visto que tanto os a favor como os contra estão perante o mesmo problema: a dor, o medo, a violência, a solidão, a pobreza, a revolta, a sexualidade etc etc etc. Até porque cada caso é um caso: violações, gravidezes adolescentes, pobreza extrema, malformações do feto, perigo de vida para a mãe, comodismo e “liberalismo”, etc etc etc.

    Penso que se deve ter cuidado com os termos. “Pró-aborto” devem ser 0, 0000000001 % das pessoas. O que se discute é a legislação do acto, e não a sua favorabilidade.

    Para não haver equívocos dramáticos, aproveito para dizer que sou contra a liberalização do aborto e a favor da “compensação” através dum sistema de apoio social, assim como um de adopção, muito mais eficazes que os que temos hoje em Portugal. Mas nada disto é assim tão fácil e curto, e isto já está comprido, fico-me portanto por aqui.

    Um abraço.

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  9. Irra...se há tema que me dói discutir é este. Tenho impressão que inaugurei os meus comentários na blogosfera, no falecido Barnabé onde, assumidamente, tomei a posição de ser políticamente incorrecta e dizer que era contra a opção da descriminalização. Levei tareia...
    No anterior referendo, empenhei-me a fundo na campanha, indo inclusive para a rua (coisa que não faz o meu género). Neste momento, estou muito dividida.
    Começo a achar que criminalizar, não é a solução. É juntar um mal a outro mal.
    O sr padre pergunta inquieto o que é que se faz por quem quer ter filhos? Faz-se o possível, creio que apesar das lacunas, está tudo muito diferente do tempo em que eu nasci. Existe estruturada, cuidados de saúde materno-infantil, etc, etc.
    Muito há a fazer. Por exemplo; o caso que anda por estes dias falado nas tv's, do menino deficiente, que foi violentado e morto? Como é que aquela família, foi acompanhada, numa situação em que nitidamente, não tinha capacidade para suportar. Qual o papel dos vizinhos? Dos médicos de família? Dos técnicos sociais? O resto da família? A paróquia a que pertenciam...
    Devemos cuidar da pessoa desde o início da vida até ao seu término. Por vezes os grupos chamados "pro vida" parece que só se preocupam com os fetos. Será apenas uma "ideologia"?
    Tenho muita pena, que este problema do aborto, seja para muitos, quer dum lado quer de outro, tema para tirar dividendos políticos.
    Depois, podemos e devemos trazer para esta discussão o papel da Igreja e a sua visão/doutrinação sobre a contracepção.
    E aí, tenho muita pena que sejam apenas homens que se juntam nas conferências episcopais, etc. a pronunciarem-se sobre temas que conhecem apenas teoricamente. É que a vida já me ensinou que a teoria é uma coisa, e a prática diária outra. E estas coisas, que felizmente, cada vez mais, já são assumidas em casal, nem sempre foram assim. E à mulher ainda cabe um papel muito próprio, daí ser muito importante escutá-la. É que, quem tem "os calos", é que sabe onde lhe dói.
    Preocupa-se, caro padre, com a natalidade. Sabe que há 20/30 anos, a grande batalha era o controle da natalidade? Neste curto espaço de tempo, as coisas desiquilibraram-se para o sentido oposto. E a questão, parece-me, é ocidental e de um determinado estracto social, os mais pobres continuam a ter muitos filhos. Esses não contam para as estatísticas?

    Caro padre,

    Quando se está a referir aos "pro aborto" está a referir-se a quem?
    Quase fui levada a pensar que se estava a referir aos três últimos comentários deste post.
    Este, é um tema que levanta muitas paixões, é importante manter a cordialidade do diálogo, e saber que é preciso escutar toda a gente.
    Estarmos dispostos a deixarmo-nos interpelar por quem pensa diferente de nós.

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  10. Vitor, começa a ser maçador estar sempre de acordo contigo! Irra! Bem, mais uma vez na mouche.

    Agora ao que interessa (?).

    (1) um católico devia ter VERGONHA (vivam as maiusculas) de falar sequer no "apoio do Estado" seja em que assunto for. "Que será de mim, se não for a misericordia de César" é uma frase que nem a um pagão que se prezasse dos bons velhos tempos ocorreria. Tenho imensa pena, mas ou falamos a sério ou calamo-nos.

    (2) Como é evidente - nota ao anterior - não implorar a César é uma coisa, resistir à injustiça é outra bem diferente. Ainda que seja com a espada de Pedro.

    (3) A divisão quanto ao aborto é a maior fractura daa sociedades cristãs ocidentais hoje, a maior divisão. E toda a divisão é, ela mesma, DIABOLICA. Por maior que seja a minha vontade de seguir o Sucessor de Pedro, não consigo deixar de ver com apreensão as achas na fogueira. Repito, não é um dos campos que é diabolico: é a divisão em si mesma (não venham com o "dividirei" do Evangelho)

    4. Uma palavra sobre os "abortistas" destroi anos de trabalho sobre o amor. Como se verá no próximo referendo.

    5. Os "abortistas" não abortam. As jovens da classe alta que dirigem o Bloco e que escrevem nos jornais sabem tudo sobre o "sexo seguro". Já não estamos nos anos 60, como a igreja deveria ter compreendido se não se limitasse a ler ou Lefebvre ou Boff.

    6. De um ponto de vista juridico, a despenalização do aborto é coerente com a teoria (filosofica, se quiserem) que subjaz a todo o direito penal actualemnte aceite. Outra coisa é o apoio (activo) do Estado ao acto do aborto.

    7. A igreja portuguesa (como lobby politico) beneficiou, evidentemente, deste drama. Teve até possibilidade de discutir com o Dr. Durão Barroso, pela primeira vez em setenta anos, a eleição de deputados católicos. Se isto é, ou não, vender o prato de lentilhas, é questão que deixo em aberto.

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