quinta-feira, julho 10, 2008

Pluralismo na Igreja de Madrid - Sinodo diocesano (4ª Parte)

Sinodo diocesano:

31.- Com o passar do tempo, cada vez estamos mais convencidos de que o Sinodo diocesano recentemente celebrado constituiu uma oportunidade perdida. De facto as conclusões oficiais não recolheram as opiniões de tantas pessoas e grupos que com esforço e entusiasmo discutiram, elaboraram e apresentaram.

32.- Segundo a nossa opinião, não se teve em conta na análise inicial da realidade muito daquilo que caracteriza a mentalidade das pessoas dos nossos bairros, a problemática socio-cultural e religiosa que estão a viver. Por isso, os temas abordados, a forma de fazê-lo e as conclusões operativas, em muitos casos, não correspondem à realidade e à problemática que estamos a viver no dia a dia.

33.- Ao longo das sessões sinodais foi-se acentuando o centralismo e o controle que se manifiesta de maneira clara na sua secção normativa. As opiniões dos grupos foram recolhidas de uma forma muito precária, e ainda assim, estes opiniões foram censuradas sucessivamente. Seria interessante analisar como foram evoluindo e “domesticando-se” as propostas que foram expostas na assembleia sinodal até chegarem ao texto definitivo das "Constituções sinodais e do Decreto gerral".

34.- Consequentemente, este Decreto Geral utiliza comunmente um linguagem de ordem e mando, de excessivo controle e centralismo, afirmando-se a autoridade do bispo e dos párocos, em termos inclusive contrários ao que foi aprovado pela Assembleia.

1 comentário:

  1. Ao longo da minha caminhada de Formação tive oportunidade de acompanhar de perto a preparação, a realização e as implicações de um Sínodo em duas Dioceses diferentes (Leiria e Coimbra)... e afinal, apesar das distâncias entre Leiria - Madrid ou Coimbra - Madrid (já que Leiria - Coimbra não são assim tão distantes) parece que em termos eclesiais não estamos assim tão distantes...

    ResponderEliminar