sábado, abril 17, 2010

Sigilio sacramental e pedofilia


O bispo francês de Bayeux et Lisieux, Pierre Pican, soube através de uma confidência do crime de pedofilia de um dos seus sacerdotes. O que devia fazer? Deve denunciá-lo, violando o segredo de confissão ou deve respeitar este mesmo segredo assumimdo as consequências?
Um advogado sabe que um dos seus clientes é pedófilo deve defendê-lo?
Os professores que sabem alguns dos seus alunos menores mantem relações sexuais e que outros colegas aconselham estes a utilizarem o preservativo, o que devem fazer?
Um médico descobre através do ADN quem é o pai do filho (a) de uma adolescente, o que deve fazer? Deve denunciá-lo à polícia? Se uma menor vai fazer um aborto é porque teve relações sexuais com alguém, quantos é que foram denunciados e condenados?
Na aldeia são conhecidos por todos alguns casos de pedofilia, estas pessoas que sabem e não fizeram nem fazem nada devem ser levadas a tribunal?

6 comentários:

  1. De todas estas perguntas, pertinentes, respondo apenas a uma.

    O segredo da Confissão é inviolável sempre, seja em que circunstância for.

    Se assim não for, o Sacramento deixa de o ser.

    O que não quer dizer que o Ministro Ordenado não tenha modos de "pressionar" o penitente a denunciar-se, podendo até, julgo eu, escusar-se a dar-lhe a absolvição.

    Abraço amigo em Cristo

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  2. A todas as perguntas a resposta é só uma :

    SIM.

    Ps - O segredo da confissão admite restrições.

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  3. Estes ignorados mas reais
    Na Alemanha, por exemplo, desde 1995 foram 210.000 casos notificados de abuso de crianças, 94 são padres, os restantes são homens casados.

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  4. Massimo Introvigne (sociólogo, filósofo e escritor, fundador e director do Centro de Estudos de Novas Religiões CESNUR), e de acordo com os relatórios de Philip Jekins, professor de Justiça Penal, escreve que nos Estados Unidos: «a presença de pedófilos entre os membros do clero protestante (casado), é de duas a dez vezes mais do que os sacerdotes católicos. (…) Ao mesmo tempo que umas centenas de padres americanos foram condenados por abuso sexual infantil, o número de professores de ginástica e treinadores de equipas de desportos da juventude – mesmo a grande maioria destes casados – foram seis mil.» Mas o mais assustador é que dois terços destes eventos são praticados no interior das famílias.

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  5. A impressa escolhe creteriosamente os escândalos. Senão Vejamos:
    Em 1955, o escritor russo Vladimir Nabokov, publicou o seu romance “Lolita”, uma clara história de pedofilia. Em 1962, Stanley Kubrick realizou a primeira versão do filme “Lolita”. Depois deste sucesso extraordinário, em 1997, o director Adrian Lyne filmou uma nova versão. Um outro grande sucesso, mas nenhum escândalo.

    Na Holanda em 2006 foi fundado o partido dos pedófilos. É chamado DNV, sigla em holandês que significa Caridade, Liberdade e Diversidade (tanta transparência). Segundo o DNV, se pode ter relações sexuais muito antes dos 16 anos. Um dos promotores, e fundador, Van den Berg, 62 anos de idade, afirma que o seu partido é contra qualquer forma de abuso, mas acrescenta que devem ser as próprias crianças a decidir quando estão maduras para o sexo. Há alguns dias, nós soubemos que o partido foi dissolvido por não atingir os 600 votos mínimos estabelecidos por lei. Durante quatro anos, ninguém se escandalizou com a existência deste partido pedófilo que pretendia fazer parte do Parlamento Europeu?

    O líder dos Verdes no Parlamento Europeu, Daniel Cohn-Bendit, ideólogo do movimento do ‘68, o lendário Red Dani do Maio francês, em 1975 publicou o livro "Grand Bazar", onde, entre outras coisas, descreve o seu trabalho como assistente educador num infantário em Frankfurt. «Algumas passagens deste livro teoriza o despertar da sexualidade de crianças de 1 a 6 anos. Daniel Cohn-Bendit fala explicitamente de "carícias" que trocou com os meninos com as calças abertas. Tudo isso foi reiterado no programa da TV francesa "Apostrophes", em 23 de Abril de 1982». Para recompensar o seu alto senso de civismo, Daniel Cohn-Bendit tem recebido tantos votos por ser um dos mais escutados políticos de esquerda europeia. Mas ninguém se escandaliza.

    Ninguém se lembra de como o cineasta Roman Polanski foi defendido pelos actores, e os meios de comunicação ao redor do mundo, quando ele foi condenado por uma "relação sexual ilícita com uma menor de 13 anos"?

    Muitos ateus, que acreditam que viemos dos macacos, vão ao sudeste da Ásia, não apenas para praticar turismo sexual com menores, mas também com os seus ascendentes directos: os macacos orangotangos. Obviamente em confortáveis "prostíbulos".

    Vittorio Messori recorda-nos como os grandes escritórios de advocacia ganham milhões de dólares com falsas acusações à Igreja: «O direito comum (nos Estados Unidos) na prática, permite que os advogados dividam ao meio com os clientes as enormes indemnizações estabelecidas pelos tribunais. Os agentes de escritórios de advocacia usam listas de anciãos para convencê-los a fazer acusações bilionárias. Melhor se os padres acusados estiverem mortos. Os bispos e os superiores das congregações pagam de qualquer maneira, para evitar escândalos. O "pederasta católico" nos Estados Unidos, há muitos anos, é o protagonista de um grande negócio, de modo a levarem à falência as dioceses e as ordens.»

    Com tudo isto não quero descuplar ou afirmar que os padres culpados de pedofilia devem ser punidos, mas é preciso lembrar que as listas dos acusados de pedofilia estão cheias de pessoas pertencentes a todas as religiões, de profissionais como doutores, advogados, empresários, prodessores de ginástica, de familiares como tios, pais, irmãos.

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  6. Islamismo aprovam casamento de meninas com velhos

    De repente, parece que o crime de pedofilia é um exclusivo dos sacerdotes da Igreja Católica. Não haverá pedófilos em nenhuma outra religião? E que dizer das religiões – como o islamismo, em diversos países do Médio Oriente – que não só pactuam como aprovam o casamento forçado de meninas com velhos? Ou o crime de pedofilia, desde que consignado pela lei, deixa de ser crime?
    INês Pedrosa

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