segunda-feira, fevereiro 08, 2010

A palavra comunhão, na igreja tornou-se um chavão

A palavra comunhão, na igreja tornou-se um chavão, que anda na boca de tanta gente e que a reclama para ser posta em prática só pelos outros. Lembro-me de gente que não sabe falar de outra coisa senão de comunhão para os outros, os bispos, alguns padres e leigos muito chegados a estes.
Tantas vezes até me sinto enojado com tanto falar de comunhão, porque começo a lembrar-me dos tantos casos de padres que morrem abandonados sem apoio nenhum da igreja, dos párocos perseguidos nas comunidades sem uma palavra de quem devia apoiar, a não transparência das contas da igreja, os segredos dos negócios que a igreja faz com os poderes políticos, do património os leigos em geral e os padres nada sabem, só alguns previligiados que a igreja alimenta...
E vêem-me falar de comunhão, pobre palavra quando pronunciada por algumas pessoas dentro da igreja.

Pe. José Luis Rodrigues

2 comentários:

  1. A mim, leigo, entristecem-me profundamente textos como este.
    Partindo de casos pontuais, mais ou menos conhecidos, parte-se para a generalização atacando-se tudo e todos aqueles que não pensam como os autores dos textos.
    E generaliza-se de tal modo que são os Bispos, (pelos vistos todos), alguns Padres, (aqui há alguns que se safam), e também os leigos, deixando no ar a ideia de um conluio entre estas três "espécies" de "seres" da Igreja.
    E depois julga-se,dizendo que, pelos vistos algumas pessoas dentro da Igreja não podem falar de comunhão!
    Claro que, e volto a repetir o que já disse várias vezes, que nem tudo está bem na Igreja, (é feita de homens pecadores), mas não é seguramente com generalizações destas que a Igreja pode melhorar e enfrentar melhor os desafios de uma modernidade afastada dos valores e que pretende arrastar a Igreja para as mesmas práticas da sociedade dita moderna.

    Abraço amigo em Cristo

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  2. Se de um lado, para não sermos injustos e cruéis, não devemos generalizar, por outro, não podemos deixar de nos indignar com tamanha distância que se estabelece entre aquilo que pregamos em nossos púlpitos e aquilo que efetivamente o clero pratica em termos de solidariedade com todos aqueles que necessitam de sua ação samaritana. São textos como esse que, apesar da tristeza de sua realidade neles denunciada, é que permitirão superarmos nossa inércia no que diz respeito à prática responsável e comprometida de nossa fé cristã católica.

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