terça-feira, fevereiro 09, 2010

Crise de valores, crise da família

Estamos a atravessar uma profunda crise de valores.

Como lembra o Sr. D. Manuel Clemente, quem tem encargos públicos tem uma maior responsabilidade de transparência, de honestidade e de exemplo.

Todos os dias surgem pequenos e grandes casos de corrupção, de injustiças, de mentira e de hipocrisia.

Esta é a consequência de anos e anos de promoção de ataques, deliberados e velados, à família. Esta crise de valores é a causa mais profunda da crise económica e social que vivemos. Os males só se resolvem quando se resolvem as suas causas.

3 comentários:

  1. E a Igreja tem de, uma vez por todas, marcar a diferença.
    Aguardo com expectativa o que vai dizer - por escrito -, Bento XVI sobre os Padres (e Bispos?) pedófilos... Não basta lamentar e condenar.
    Esses Padres (e Bispos), para além do mais, desacreditam o esforço e o testemunho abnegados dos seus Colegas (isto para não falar nos efeitos terríveis sobre as Vítimas e os seus familiares).
    Ou há rigor para todos - antes de mais, "dentro de portas" -, ou há Misericórdia para todos.

    Moçambicano

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  2. Não sei, não... muitos dos corruptos nasceram lá para trás, nos idos de Março, quando as famílias eram unidades bem identificáveis e ainda ensinavam o valor da transparência (ser verdadeiro), da honestidade (até na palavra dada!), do exemplo ("diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"...) e alguns outros valores fundamentais (como lealdade, fidelidade, solidariedade, sensatez, etc...).
    A família, tal como a conhecíamos, está de facto em crise e não há, à vista desarmada, novo "formato" que pareça satisfatório...mas daí a tirarmos a ilação linear de que é a queda da família que está na origem da desvergonha e da ganância do "salve-se quem puder", acho simplista. Há muito mais factores em presença. Pensemos.
    LMA

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  3. Antes de mais, queria agradecer o facto de ter(em) publicado o meu comentário. É bom que pelo menos "na base" da Igreja haja liberdade de expressão e pensamento.

    Em segundo lugar, quero esclarecer que não me move nenhuma "sanha persecutória" contra os Padres pedófilos, sobretudo contra aqueles que o são/foram em consequência de uma doença (não sei se lhe posso chamar outra coisa), de terem eles próprios sido abusados, etc.

    O meu comentário veio a propósito da "transparência, honestidade e exemplo", e das palavras de Bento XVI sobre os Padres pedófilos.

    E numa sociedade onde abunda a hipocrisia e a mentira, as pessoas precisam cada vez mais de encontrar na Igreja algo de "sólido".
    É colocar a fasquia muito alta?
    Não, porventura será apostarmos mais na Qualidade e menos na "quantidade"...

    E já agora, não foi por acaso que escrevi "rigor" com minúscula e "Misericórdia" com maiúscula. Bem sei que a Igreja-Povo de Deus vai muito para além da Cúria Romana... Menos Direito Canónico, e mais Amor, se calhar dava jeito...

    Moçambicano

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