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sexta-feira, novembro 05, 2010

«La Última Cima» coreana

O filme-documental sobre a vida do salesiano John Lee Tae-suk, já foi visto na Coreia por 120.000 espectadores e brevemente vai ser projectado nos Estados Unidos.

“Don’t Cry for Me Sudan” (Não chores por mim, Sudão) é um filme documental sobre a vida do padre John Lee Tae-suk, salesiano, que conseguiu ser visto na Corea por mais de 120.000 espectadores desde que se estreou nas salas de cinema em setembro de 2010. Trata-se de um verdadeiro êxito de bilheteira na Coreia, porque este filme não promovido como costume ser outros filmes. Durante o mês de novembro o filme chegará a Los Angeles, USA, e também foi enviado ao Festival Internacional do Cinema de Berlim, que decorrerá nos dias 10 a 20 de fevereiro.

O padre John Lee Tae-suk (1962-2010) era médico antes de se sentir chamado a entrar na Sociedade de São Francisco de Sales, os salesianos. Depois da ordenação sacerdotal em 2001, iniciou o seu trabalho como missionário em Tonj, numa pequena aldeia do Sul do Sudão, destruida pela guerra. Era o primeiro missionário coreano que chegava a este país. Era sacerdote, médico, professor, mecânico, músico… entregando todo a todos. Construiu um hospital e uma escola, e até organizou para os jovens uma banda de música. No dia 14 de Janeiro deste ano 2010 morreu de cancro de colon, invocando a São João Bosco.

Graças a este filme muitas pessoas, também não católicas, conheceram a vida deste grande missionário. A Sudan Youth Education Foundation, que costumava apoiar o padre Lee, viu como aumentavam drasticamente o numero dos donativos -de facto passaram de 3.000 para 10.000 os contribuintes fixos-, o que permitiu que se satisfizessem muitas necessidades básicas e sanitarias e se estejam a construir novos edificios para a escola e o hospital, e a banda de música voltou a tocar.

sábado, abril 03, 2010

Padres Santos: movidos pelo amor, muito contribuíram para estabelecer a paz entre o Reino, os Colonos e os Índios

O Padre António Vieira , sacerdote, jesuíta e missionário, foi o maior orador de Portugal , um dos maiores escritores e um homem que exerceu importante papel político e diplomático durante o reinado de D. João IV.
Nascido em Lisboa em 1608 , partiu aos seis anos para o Brasil onde iniciaria a sua carreira eclesiástica, ingressando na Companhia de Jesus.
Dedicou-se fundamentalmente à pregação, conseguindo a conversão de muitos índios.
Regressado a Lisboa , em 1641 tornou-se conhecido pelos seus sermões e pela sua defesa dos judeus , solicitando a D. João IV que acabasse com a Inquisição. Depois da morte deste rei, era inevitável que Vieira fosse encarcerado pelo próprio Tribunal do Santo Ofício.
Depois de uma carreira diplomática importante, de uma vida de luta pela defesa dos índios brasileiros e pela defesa dos judeus, Padre António Vieira morre na Baia em 1697.


O Padre Manuel da Nóbrega , célebre missionário jesuíta nasceu em 1517 e morreu no Rio de Janeiro em 1570. Cursou Humanidades na Universidade de Salamanca e entrou na Companhia de Jesus.
Em 1549, chegou à Baía, no Brasil onde começa por fundar uma igreja e se dedica à conversão dos índios. Foram tantas as conversões, que decidiu fundar um seminário para educação dos índios convertidos. A sua obra notável no campo das conversões fez com que fosse nomeado Bispo do Brasil.
O Padre Manuel da Nóbrega e o Padre José Anchieta, de que falaremos a seguir foram os dois padres que concorreram, de forma mais notável, para a civilização brasileira.

O Padre José Anchieta nasceu em S. Cristóvão da Laguna, Tenerife em 1534.
Aos 18 anos inicia-se na Companhia de Jesus e, em 1553, com vinte anos, é enviado para o Brasil, para catequizar os indígenas, pregando ideias religiosas e escrevendo diálogos a que chamava comédias, fazendo-as representar diante do povo. Em 1578 foi nomeado provincial do Brasil.
Juntamente com o Padre Manuel da Nóbrega desenvolveu meritórias acções junto da população indígena conseguindo estabelecer a paz entre colonos e índios, mesmo com as tribos mais selvagens.
Veio a morrer numa das aldeias por ele povoadas, a de Iriritiba, sendo o seu corpo transportado pelos índios com grande veneração.
Para além da sua actividade missionária há que distinguir também os seus escritos e as suas observações sobre fauna e flora brasílicas.