terça-feira, agosto 19, 2008

Finalmente os artigos religiosos serão proibidos nas ruas de Fátima

A GNR e os serviços de Fiscalização da Câmara de Ourém vão ser implacáveis no próximo ano na aplicação do regulamento que impede os comerciantes da Cova da Iria de exporem artigos religiosos nos passeios.
Em 2009 'não haverá contemplações', garantiu ontem o presidente do município, David Catarino, prometendo uma acção concertada entre os serviços de fiscalização municipal e as autoridades policiais para acabar com o problema.
A Câmara de Ourém aprovou, entretanto, o lançamento de uma campanha de sensibilização junto dos comerciantes de Fátima para que deixem de expor os artigos religiosos nos passeios, porque isso constitui uma 'má imagem' para a cidade mariana. 'É uma campanha para motivar os comerciantes, para chamá-los a esta causa e acredito que 2009 será um ano de viragem nesta matéria', explicou à Lusa o autarca.
A ocupação dos passeios para aquele fim é proibida pelo regulamento municipal, mas muitos comerciantes não o cumprem.
'É o interesse da cidade que está em causa, é o interesse colectivo', salientou David Catarino, lembrando que a decisão foi tomada depois de ouvidos os representantes do Santuário, a Associação Empresarial Ourém-Fátima e a Junta de Freguesia de Fátima.
Carlos Ferreira in Correio da manhã

2 comentários:

  1. E também, porque não acabar com essa prática de atirar velas para cima duma fogueira?

    Não sou contra as velas acesas, muito antes pelo contrário: acender uma vela, num momento de recolhimento e oração, é uma luz que nos ilumina e nos liga ao Céu.

    Mas parece-me um tanto sem sentido e até grotesco essa maneira de comprar velas e depois atirá-las para o fogareiro... assim como quem diz: pronto já cumprimos a nossa obrigação; vamos ao farnel!

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  2. Não lhes interessa saber as barrigas que tiram a fome com meia dúzia de estatuetas que vedem nas barracas? porquê essas não fazem milagres? Essas sim fazem o verdadeiro milagre de tirar a fome a muitas famílias que a igreja vê como concorrência no negócio. A intolerância não tem limites para os donos do divino.
    Se Cristo viesse hoje à terra pegaria novamente no chicote e escorraçava, não os desgraçados que apenas sobrevivem de algumas migalhas que até agora lhes são retiradas mas aqueles que arrecadam aos milhões a troco de milagres por encomenda.

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