segunda-feira, novembro 03, 2008

Liberdade de opinião só para quem partilha da nossa...

Foi lançado a semana passada em Espanha o livro “La Reina muy de cerca” (A rainha bem próxima), de Pilar Urbano.

Na obra, a autora traz depoimentos exclusivos da Rainha Sofia, prestes a completar 70 anos, revelando a sua opinião acerca de assuntos polémicos, como religião, aborto, eutanásia e casamento homossexual.
Sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, a rainha manifesta uma opinião contrária a utilização da palavra "casamento" para a união entre duas pessoas do mesmo sexo:
“Posso compreender, aceitar e respeitar que haja pessoas com outra tendência sexual, mas que essas pessoas se sentem orgulhosas por serem gays? Se todos os que não sãp gays saíssem em manifestações... o trânsito entraria em colapso.
Se essas pessoas querem viver juntas, vestirem-se de noivos e casarem-se, tem o seu direito, ou não, segundo as leis de seu país: mas que não chamem isso de casamento, porque não é.
Há muitos nomes possíveis: contrato social, contrato de união”.
Em Espanha, desde 2005, o casamento homossexual é permitido.
Será que poremos utilizar a palavra "CASAMENTO" para este tipo de uniões?
Não estamos a esvaziar as instituições do seu significado mais profundo?
Vai chover um role de criticas a este artigo, mas não importa. Nós também temos a liberdade de manifestar a nossa opinião. Ou não?
Já agora porque é que aqui não respeitamos a opinião da maioria dos portugueses?

4 comentários:

  1. ...que essas pessoas se sentem orgulhosas por serem gays?

    A isto eu chamo preconceito e intolerância.

    Só quem se "une" segundo os canones do poder instituido é que pode sentir-se horgulhosa?

    Só quem tem uma conduta sexual segundo o pré concebido ou estipulado se pode sentir orgulhosa?

    Os jeovás têm igual atitude perante os cristãos - orgulho por serem jeovás - dizem eles.

    Repito: a isto eu chamo preconceito.

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  2. «Já agora porque é que aqui não respeitamos a opinião da maioria dos portugueses»

    Ai sim????

    Aplica-se o mesmo à lei do aborto?

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  3. Qual maioria do 1º ou do segundo referendo? Quanto ao respeito das maiorias está tudo dito...

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  4. Conhecem a fábula dos dois castanheiros que se quiseram casar?...Querem mesmo conhecê-la?

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